Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Saímos de nossas ilhas e vamos aos continentes
Viver dias de alegria que comove a gente
Mas chega a hora de retornar a nossa ilha
Colocar a cabeça no lugar e contemplar o fim do dia
Pois so assim vemos pra quem existe importância a ilha da gente
Essa noite eu acordei
Estava sonhando com você
Nesse sonho você estava apaixonada
Dizendo que me amava
E não ia me perder
TELEMARKETING
Bom dia!
Posso falar com o senhor sobre a nossa campanha cultural?
Pode!
Gostaria de assinar a Revista Veja?
Não!
Pode dizer o motivo?
Eu só acredito nas minhas mentiras!
Queria eu, poder consertar o passado. Fazer tudo dinovo e diferente, e dessa forma poder mudar o presente.
Quantas coisas deixamos para trás... Tantas coisas deixamos de fazer...
Quem me dera saber o amanhã.
Fico pensando que tudo seria diferente.
Mas quem somos nós para saber que importância isso terá no futuro.
O amanhã é tão desconhecido quanto o universo.
Muitas vezes estamos atrelados à cegueira do ego.
As vezes mergulhados nas nossas mazelas cotidianas.
Pois somos um oceano infinito e desconhecido. E nem sempre pacífico.
Mas o que importa a outra margem?
O bom mesmo é navegar em segurança, sempre avistando terra firme.
Dessa forma nunca nos perderemos no caminho.
Afinal, quem navega em linha reta, sempre chega na outra margem.
Então vamos navegar o barco da vida.
(C.F)
Tenha um dia feliz
Dê descanso a sua mente
Tenha menos preocupações
Deixe os problemas de lado por um momento.
Sente-se. Tome um café.
Mas não pense em nada.
Apenas sinta o aroma e sabor.
De paz ao coração
Tenha pensamentos mais positivos, mais leves...
Respire mais devagar
Admire a natureza
Ouça o som dos pássaros
Corra por aí... Sorria!
Sinta o vento, sinta o sol
Esvazie de si.
Seja suave como a brisa.
- Carlos Figueredo
É dia de pensamento poético.
Algo que você não sabia, ficará sabendo nessas linhas...
O poeta não é aquele que simplesmente inventa o que escreve.
Muito pelo contrário. Bem mais que simplesmente escrever o que pensa, o poeta escreve aquilo que sente.
Muitas vezes aquilo que vive.
Se queres conhecer o poeta, observe as suas palavras.
Elas são verídicas.
(C.F)
Armênia
Olho do alto da Estação Armênia
As luzes vermelhas dos carros lembram teu coração partido
O rio sujo corre sem sentido
E teus sonhos boiam entre garrafas de plástico e um fusca afogado
TENHO UM SONHO PRA MUDAR O BRASIL;
Cada cidadão deve defender sua ideologia social e seu posicionamento político, qualquer um,
ESQUERDA, DIREITA, CENTRAL, LIBERAL, ESTADISTA OU SIMPLESMENTE ANARQUISTA.
IMAGINE 100% DA POPULAÇAO EMPENHADA EM DEFENDER SUA IDEOLOGIA, sem cair na falácia dos jargões e xingamentos de baixo escalão, sem rotular os posicionamentos, elevando o nivel do debate.
Pior do que ser contrário a ideologia é ficar "em cima do muro", não defender nada, aceitar tudo, fechar os olhos para a politica para fugir da crítica, como dizia Platão:
"Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política. Simplesmente serão governados por aqueles que gostam".
Voar
Se estivessemos no mesmo avião e o mesmo fosse na direção do chão.
Se só existisse um unico paraquedas de competição em minhas mãos.
Daria a voce a chance! a alegria! por saber que sem ti não mas viveria.
Sei que é felicidade e pura diversão saltar com um de comperição.
Fique feliz! Muito mais feliz estou eu,
Voar sem paraquedas é de Deus.
“Futuro”
Passeando pelo jardim encontrando a natureza
Surge repentinamente a visão de grande beleza
As cores agradáveis crescem e vivem na realeza
Os dias passam e ficam as lembranças do jardim
Copiamos a realidade, mas não realizamos assim
As crianças aqui passaram, não viram o que eu vi
Se perderam com atenção navegando no escuro
A única pretensão é querer ser alguém no futuro
Avise por gentileza que o futuro a Deus pertence
“Som”
“A música toca e toco a vida com o som
O som é bom anima as festas de montão
Gente bonita e com os interiores bons
Temos alegrias, muita paz, e diversão. ”
Sentindo o coração, podemos observar,
Um lado bom e outro para amar.
Por outro lado vemos as partidas dos pedaços que faz o todo,
Vemos tambem o conteudo que sobra dos outros amores.
Observando atentamente ja não mas entendo,
E tenho delicadeza em dizer compreendo.
Este é o meu que esta em pedaços ou o seu que sobrou o meu espaço?
“Sonho”
Gostaria de acordar e continuar todo o sonho
Era o tempo de descansar e ter um belo sono
Seria a minha felicidade em sonhar acordado
A realidade é viver como um olho arregalado
E para não ser enganado outro meio fechado.
Descansando o corpo para encarar todo o dia
Refrigerando a mente para o próximo sonho
Assistir e sentir a leveza da alma sobre colchão
Como todos os humildes eu só durmo no chão
Martilhe esse dia amanhece e o sonho acabará.
Basta sorrir para que esse dia possa vir a existir
Teremos mais interesses em viver como nunca
Feliz é sonhar acordado e o sonho ser realizado
Feliz é acordar e lembrar dessas horas honrosas
Fico sem saber se acordo ou durmo para sonhar.
GARIMPAR ESTRELAS
Procurando o verso no peito
eu sou como um garimpeiro
cravado no ventre da terra
– em suor e solidão –
buscando sua salvação.
Tal qual esse homem de fé
não me falta esperança na lida
nem me tem o amor de partida:
a palavra é meu tesouro
e meu verso, meu ouro.
Cada dia é uma despedida
e cada queda uma ferida,
mas quem vive da busca não morre
– em tempo Deus socorre –
vai garimpar estrelas.
DIA A DIA
Queria ter uma orquestra de sapos, cigarras e grilos.
Queria um céu de vagalumes, borboletas, canarinhos.
Queria criar tigres, sereias e golfinhos.
Queria tanto, queria encanto.
Mas venha cá, não se assuste, seja amigo.
Vou contar-lhe um segredo, não espalhe, guarde consigo:
– Eu tenho isso e tenho mais, menos paz.
Converso com anjos e sinto demônios, dia a dia.
Vejo mundos, ouço cânticos, por mania.
Eu tenho um buraco embaixo da cama
que dá na rua, dá na lua, em Berlim.
E não adianta correr, esconder-me, está em mim.
Eu digo sim, abro o peito, abro a porta,
pra uma vida curta, pra uma vista torta.
NOITE DE ESTRELAS
Joguei fora o paraquedas e pulei,
voei como um míssil por entre as nuvens
espalhando no céu canções de paz
e lembranças de dias passados.
Tudo o que se tem é o agora
e cada momento será como uma ressurreição.
Darei à luz um campo de girassóis
e semearei palmeiras na lua,
para que não falte beleza e esperança.
Minha casa será uma noite de estrelas,
onde as crianças crescerão descalças
e cavalgarão unicórnios.
Com um grito lançado ao vento
rebatizarei o homem de errante,
pois suas perguntas só terão respostas
na ausência do medo de tentar
e na consciência de que só se pode ser sincero.
A única fome será de amor.
A única sede será de vida.
Não existirão horas e minutos, nem relógios,
o tempo se medirá em sorrisos e abraços
e em banhos de cachoeira,
sendo proibido não ter tempo.
Cada coração será uma janela aberta,
de onde se verá uma complacência fraterna
do homem para com tudo
que o cerca, que é vivo e sente,
que acaba e deixa saudade.
Nesse mundo de mãos dadas
num arco-íris esconderei minha derrota,
para que esse desejo egoísta de ficar
se mostre belo nos dias de garoa.
MINHA MELHOR ORAÇÃO
Eu rezava para Deus minha melhor oração
quando te obrigava a um sorriso ligeiro
por qualquer bobagem sem graça.
Eu bendizia ao Senhor
quando te levava à gargalhada,
sua irresistível gargalhada
que ecoava por horas no nosso bairro
como um desatino da felicidade.
Eu corria o meu terço mais puro e sagrado
quando caçava teus beijos entre os lençóis
e encontrava meu paraíso
fincado nos teus olhos de conivência.
Eu pedia devotamente ao Redentor
– na minha silenciosa súplica –
para que a eternidade
fosse o quintal dos nossos sonhos
ou um simples reflexo
das horas em que vivemos um do outro.
O DITADOR
Se eu fosse o ditador da Síria, da Líbia ou do Iêmen
– lutando pelo poder –
não atiraria balas, não lançaria bombas:
a revolução não se curva às armas.
Eu atiraria rosas, lírios e tulipas,
recitaria poemas e entoaria canções:
eu mataria de amor.
Se eu fosse o ditador do Egito, do Iraque ou da Jordânia
– lutando pelo poder –
não atiraria balas, não lançaria bombas:
a revolução não se curva às armas.
Eu lembraria histórias, causos e mentiras,
compraria um circo e contaria piadas:
eu mataria de rir.
Se eu fosse um sangrento ditador,
eu deixaria de ser um sangrento ditador.
Não atiraria balas, não lançaria bombas, não faria nada:
eu mataria de tédio.
Invocações
Ermo em pensamentos abissais,
absorto em nomes, em eras,
e nas vilãs cosmopolitas esferas
que ecoam vozes subliminais.
De Nietzsche, Gogh, Baudelaire,
de Augusto, Edgar Poe no exílio,
de Dante, de Cervantes, Virgílio,
na paixão moderna que se fere;
mas que n’altivo cosmo, poeira,
veio Souza(cisne negro) à vis paixões;
no exílio veio Glauco, na cegueira;
na angústia, o Gogh que fizera
minhas caricatas doidas expressões,
pela singularidade de uma era.
Real é este o seguimento de ilusões que transformo em forma narrativa que tem, por vezes, o intuito de instaurar um aparato virtual permanente entre mim e as telas.
As ideias dançam dentro de mim sem a necessidade da minha intervenção.
É lá que vivo e transmito esta dança ,sempre que posso. A minha própria Realidade.
