Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
*A voz da arrogância*
A história se passa no cenário dos bares e festas de forró, onde duas vozes dividem o palco da mesma banda.
O primeiro cantor é um jovem talentoso, humilde e cheio de sonhos, que vê na música a chance de mudar sua vida. O segundo já conheceu a fama, aproveitou tudo de bom que a vida lhe ofereceu, mas, por sua arrogância e prepotência, viu seu brilho se apagar aos poucos.
Em uma das apresentações, o primeiro cantor interpreta uma música que combina perfeitamente com sua voz. A plateia sente a emoção e começa a se conectar com ele. A música ganha força entre o público dos bares, e as pessoas passam a pedir por ela em cada show. O jovem começa a ser notado, e seu nome passa a circular entre os frequentadores e músicos da cena local.
O segundo cantor, ao perceber o crescimento do colega, sente-se ameaçado. Ele não aceita ver alguém que ainda está começando roubar a atenção do público. Então, usa sua influência dentro da banda para tirar a música do jovem e passa a cantá-la como se fosse dele. Além disso, impõe que o primeiro cantor continue cantando ao seu lado, mas agora sem o mesmo protagonismo.
Mesmo frustrado, o jovem cantor não desiste. Ele continua dando o seu melhor em cada apresentação, mostrando sua verdade através da música. O público, que já havia percebido sua autenticidade, começa a se voltar cada vez mais para ele. Enquanto isso, o segundo cantor percebe que, mesmo tentando apagar o brilho do outro, não consegue reconquistar o que um dia teve.
Com o tempo, a história do jovem talento se espalha entre os músicos e donos de bares, e novas oportunidades começam a surgir. Ele finalmente tem a chance de seguir seu próprio caminho, provando que a humildade e o talento verdadeiro sempre encontram seu lugar. Já o segundo cantor, mais uma vez, se vê perdido, enfrentando as consequências de sua prepotência.
No Labirinto do Tempo
Vejo o tempo escorrer entre meus dedos, como areia levada pelo vento. Sei o que precisa ser feito, enxergo os caminhos, mas estou preso a correntes invisíveis, refém de circunstâncias que não controlo.
As oportunidades passam como trens que não posso embarcar. Minhas filhas crescem, os dias se perdem, e o que poderia ser se dissolve no que nunca foi. A vontade de construir, de transformar, se esbarra em muros que não fui eu quem ergueu.
E assim sigo, segurando o peso de tudo que não consigo mover. Mas um dia, as amarras caem.
E quando isso acontecer, que não se espantem com a força de quem esperou tempo demais para finalmente se encontrar em um objeto certo. Sem desvio nenhum.
Sejamos fortes, pois tudo que nos rodeia é perverso, se fracos formos. E sejamos lúcidos já que pertencemos a um mundo em que vencedores serão os que permanecerem de pé ao se findar a batalha que sabemos ser infindável.
O ferimento causado por lâmina sangra e cessa,entretanto o causado por palavras ecoa no vácuo do sonho que ali foi morto.
O medo é o combustível da humanidade, o medo de perder, o medo de não ser, o medo de não chegar a lugar algum. Isso é o que nos move.
Que esse mundo só dê as voltas necessárias para te manter comigo. E se assim não for , que ele dê mais uma volta para que assim você volte .
Serei feliz no dia em que deixar de ser translucido esse sentimento que trago em mim , sentimento esse que recebe a tua luz mas não a reflete .
Se as nações que lutam em guerras hoje pudessem contemplar a paz teu sorriso saberiam que ainda existem motivos para se cultivar a mansidão no mundo.
Os nórdicos sempre sorriam das nossas caras Ocidentais por comemorarmos estar um ano mais próximos da própria morte. Os filósofos pessimistas dizem que é comemorar a decomposição. Já eu sou otimista quanto a isso , acredito que é a única data que realmente nos lembramos de agradecer por ter chegado até enquanto tantos outros ficaram pelo caminho.
Procuro agora um sinônimo para minha antítese. Não quero usar um termo pejorativo. Mas como usar um adjetivo nobre para descrever um sujeito que se faz tão sujo?
Se os homens realmente soubessem ao menos metade do que pensam saber , eu não me preocuparia com o dia de amanhã .
Levamos a vida com um grande teor de hipérbole, quando na verdade o que precisamos é de altas doses de eufemismo para suportar as meselas diárias .
Não existe uma verdade absoluta, o saber vive uma metamorfose constante e muda de acordo a evolução individual.
E assim a vida passa mostrando a que veio , e convidando pro que há de vir. Mostrando em todas as suas cores que de tudo pode ser extraído uma beleza única.
Sou mais eu que não sei de nada, vivo aprendendo com meus tropeços e escrevendo minha filosofia, sou escritor de mim mesmo, sem direito a borracha, o que escrevi está gravado nas páginas da história, quem gostou que compre o livro, quem não que me ignore.
Não é mostrando como se muda o mundo que faz com que ele mude,é através de atitudes melhores e pensadas.-
