Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

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Último Soneto

Que rosas fugitivas foste ali!
Requeriam-te os tapetes, e vieste...
--- Se me dói hoje o bem que me fizeste,
É justo, porque muito te devi.

Em que seda de afagos me envolvi
Quando entraste, nas tardes que apareceste!
Como fui de percal quando me deste
Tua boca a beijar, que remordi...

Pensei que fosse o meu o teu cansaço ---
Que seria entre nós um longo abraço
O tédio que, tão esbelta, te curvava...

E fugiste... Que importa? Se deixaste
A lembrança violeta que animaste,
Onde a minha saudade a Cor se trava?...

seja o que for, era melhor não ter nascido,
porque, de tão interessante que é a todos os momentos,
a vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger,
a dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair
para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas,
e ir ser selvagem para a morte entre árvores e esquecimentos,
entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs,
e tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso,
com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida.
cruzo os braços sobre a mesa, ponho a cabeça sobre os braços,
é preciso querer chorar, mas não sei ir buscar as lágrimas...
por mais que me esforce por ter uma grande pena de mim, não choro,
tenho a alma rachada sob o indicador curvo que lhe toca...
que há-de ser de mim? que há-de ser de mim?

Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado não sei.
De nada me serviria sabê-lo
Pois o cansaço ficaria na mesma,
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto –
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma tranquilidade lúcida
Do entendimento retrospectivo...

Álvaro de Campos
Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944.

Que inquietação profunda, que desejo de outras coisas,
Que nem são países, nem momentos, nem vidas,
Que desejo talvez de outros modos de estados de alma...

A cada verso teu
Tira-me um sorriso meu.
A cada música tua
Me inspira e me faz flutuar.
A cada palavra dita
É o amor, que tenho para lhe dar.

Nunca se esqueça,
que o melhor lugar onde você pode morar,
é dentro do coração de um alguém!

Olhos de Ressaca

Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve.

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).

Num momento estou feliz
No outro estou triste
Esqueço sempre que sou uma pessoa
Com erros e acertos
A pior parte e que eu
Tenho que errar para aprender.

Deuses, forças, almas de ciência ou fé

Deuses, forças, almas de ciência ou fé,
Eh! Tanta explicação que nada explica!
Estou sentado no cais, numa barrica,
E não compreendo mais do que de pé.

Por que o havia de compreender?
Pois sim, mas também por que o não havia?
Água do rio, correndo suja e fria,
Eu passo como tu, sem mais valer...

Ó universo, novelo emaranhado,
Que paciência de dedos de quem pensa
Em outras cousa te põe separado?

Deixa de ser novelo o que nos fica...
A que brincar? Ao amor?, à indif'rença?
Por mim, só me levanto da barrica.

Álvaro De Campos

Não sou um simples palhaço de hospital!
Fazer sorrir quem já não tem mais esperança de viver
é bem complicado!

Muitas vezes sofremos por muitas ou uma pessoa,
Devemos levar como lição de vida e não castigo de Deus;
A vida ensina e trai, a vida dá e tira, siga quem mostra querer te seguir, eu quero seguir você se não me prometer amor eterno, que apenas seja leal, que me abrace quando precise que me faça continuar quando afirmar parar, que simplesmente descubra em mim a sua, a nossa felicidade.
Quero a amizade, quero um beijo, quero ouvir, quero dar e receber carinho.
Também às vezes em momentos de loucura ou fora de mim, ser entendido.
Quero poder acreditar no que dizem, quero fazer as pessoas acreditarem no poder do amor, E quero ver a lua com alguém ao meu lado, brincar como criança, assistir desenhos. Fazer graça e falar serio. Não confundir, mas fazer pensar. Confundir e não deixar no ar.
Acredite no olhar e não na palavra dita. Acredite na palavra dita e se entregue ao olhar.
Entenda que posso sim te levar ao céu, mas posso te derrubar para o inferno do mesmo modo.
Tive uma idéia, que tal a gente parar de procurar uma estrela brilhar por nós, e fazer a nossa brilhar para alguém?
Difícil pensar em outras pessoas. Fácil falar que está difícil. Entenda-me, questione, mas não me iluda e não me magoe. Se for magoar, me deixe lições. Mas digo que, de mim jamais poderá roubar minha alma, meu carinho, e todo meu amor. Pois guardo para quem faça do meu coração, um coração mais calmo. Enquanto isso não acontece, acredito que as vezes precisamos parar, mas não prometo voltar. Eu acredito, eu tento. Preciso que você acredite, que você tente.
Vou deixar acontecer

Chegamos à um momento da vida, em que, não precisamos pisar em ovos, para falar a verdade, não temos que tentar agradar a todos, o tempo todo. Temos maturidade e responsabilidade suficientes para saber discernir o que é simpatia e educação, de bajulação. Não sei adular, não aprendi puxar o saco e não aprecio a profissão de bajulador. Porém ser verdadeiro, não significa, ser deselegante ou grosseiro.Nessa altura da vida, não temos a necessidade de impressionar ninguém, quem gosta, aceita-nos, se não, paciência... Quem tem que gostar e valorizar você, é você mesmo, pois se isso não acontece, as possibilidades de outros virem a fazer isso por você, é quase nula.
Jamais permita, que alguém possa ferir a sua dignidade ou o seu amor próprio. Se tiver que descer do salto, faça-o com elegância, sem olhar para baixo.
Lei de Direito Autoral (nº 9610/98)

você chegou te reconheci já havia estado ali vc é a minha certeza
logo te gostei beijei a sua face até sentirmos o amor mais puro e perfeito desejei parar o tempo.
os segundos corriam de mim quase que te levando embora eu vivia_os como se durassem minutos,dias,horas sempre sempre?pra mim,sempre é tudo que agora se faz eterno.

MINHA SORTE
Minha sorte foi colher sementes do bem
Plantá-las dentro de cada coração
e aos poucos vê-las brotarem,
transformando-se em flores de AMOR.

Reguei-as com carinho,
às vezes com minhas próprias lágrimas.
Distribuí raios de luzes para que germinassem
e brotassem em cada coração.

Aos poucos percebi que cresciam
Multiplicando-se.
Conquistei amigos e os acolhi em meu campo.
Dividimos todos os momentos,
as tempestades e depois as calmarias.
Sorrimos e choramos
sempre juntos!

Para cada amigo brotou uma flor e
cada flor uma essência diferente
todas com o mesmo encanto,
o mesmo AMOR.
Pensando bem... pensando agora.
- Qual foi a minha sorte? Eu sei!
Minha sorte foi colher amigos como vocês
Transformando-me em AMOR!

Quando você vier haverá o encontro da sua busca com a minha espera.
E o seu abraço será a moldura do meu corpo.
E a minha boca o pretexto para o seu mais demorado beijo…
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Mantém o teu controle emocional em todas as situações.
Sistema nervoso alterado, vida em desalinho.
Se dificuldades ameaçarem o teu equilíbrio, utiliza-te da oração.
A prece é medicamento eficaz para todas as doenças da alma.
(Divaldo Franco)

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Qualquer tipo de serviço solidário só tem sentido
se o motivo que nos compele a servir é o amor incondicional.
Promover-se ou esperar recompensas, mesmo as Divinas, transformam tais iniciativas em meras atitudes egoístas.


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(Às vezes),
Somos frágeis, falíveis, perecíveis. Somos carentes, mortais e disponíveis. Somos o desânimo, essa tristeza sem rosto. Somos um pedido de socorro em silêncio. Somos tão humanos, tão passíveis de erros, vulneráveis e solitários caminhando a esmo. E nos sentimos tantas vezes tão menores do que o nosso real tamanho. E, na nossa finitude, a dor consegue passar a única sensação de eternidade dentro do Tempo escasso que, impotentes, vemos definhando.
Somos o nó preso na garganta, alguma falta de fé, somos uma vaga lembrança daquilo que a gente quer. Somos a voz embargada contida no choro. Somos o olhar assustado e a vontade do grito.
Mas não é isto que está escrito.
Somos humanos. E corajosos por superar nossas fraquezas. Somos a falta que nos move, a busca pela delicadeza. Somos a vontade profunda que a angústia não tenha o peso de nos levar ao desespero. Somos a necessidade de sentir alegria e virar do avesso a saudade. Somos uma luz que brilha e transmuta a agonia. Somos o instinto de vida que guia nossos passos. Somos a cura contida num abraço. Somos a labuta diária pela felicidade. Somos nossos sonhos crescentes, justos e realizáveis. Somos o vazio que amplia o horizonte de possibilidades. Somos o mistério, dádiva divina e nenhuma certeza. Somos a base que construímos e os alicerces que nos sustentam. Somos a lembrança acesa de que tudo é transitório, mudança.
Somos quem quisermos ser...
Desejo que a força impere e que nada desbote nossa esperança.

⁠Fábula A Lebre e a Tartaruga

Era uma vez... uma lebre e uma tartaruga.
A lebre vivia caçoando da lerdeza da tartaruga.
Certa vez, a tartaruga já muito cansada por ser alvo de gozações, desafiou a lebre para uma corrida.
A lebre muito segura de si, aceitou prontamente.
Não perdendo tempo, a tartaruga pois-se a caminhar, com seus passinhos lentos, porém, firmes.
Logo a lebre ultrapassou a adversária, e vendo que ganharia fácil, parou e resolveu cochilar.
Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr.
Já na reta final, viu finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada, toda sorridente

Moral da história: Devagar se vai ao longe.

“Como dizia o poeta:
As rosas são vermelhas e as violetas são azuis.
Pare de enrolar e aceite logo Jesus..”