Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Peças da mente
— O Sol levou seus raios cintilantes, dando espaço pra Lua brilhar.
Observo o silêncio, minha mente fantasia obras de arte no céu. Telas perfeitas. Gigantes.
Em poucos minutos, o clima muda!
Me deito em busca do sono restaurador, ele não vem, nada dele chegar!
O vento que chega do sudeste, vem veloz, atroz, chega assoviar.
Lá fora, ouço cães ladrarem, mas na minha mente são lobos a uivar.
A cama muito confortável, mas o meu eu, não.
Me ponho alerta, fico desperta.
— Observo através do vitral da claraboia em uma das muitas alcovas do antigo casarão!
— Casarão com muitas histórias, algumas escabrosas, incluindo até assombração.
As nuvens chegam, cinzentas, escuras, impedindo as estrelas de cintilarem!
Sinto meu corpo ouriçar.
A habitação parece gelar
Será que preciso me preocupar?
“Fantasma” ou só imaginação?
Ouço passos no corredor,
Ai que medo, que pavor!
Vagarosamente e trêmula, abro a porta.
Ui… Que alívio, era só o zelador.
Nossa mente é campo fértil, sementes plantadas por um caso escutado, trazem pânico e terror em uma situação cotidiana, julgamos ver até aparição.
“Uma ave vira um dragão!
Um gatinho vira um leão"!
Rosely Meirelles
🌹
Do leite como coalhada
Do porco, sarapatel
Cachaça, tomo um tonel
Do coco, uma cocada
Do bode, como buchada
Da mandioca, a farinha
Panelada de galinha
Não dispenso um pirão
Tapioca e um baião
Com a carne bem sequinha.
Inspiração não tem limite
A inspiração surge sem tardar,
a toda hora em todo lugar
Principalmente quando fala em luar.
A poesia impregna com todo afinco.
Em tudo está presente,
evidenciando, abrangente, pungente!
Em um segundo, compõe-se um tabuleiro na mente.
Onde as peças são as rimas se fazendo presente.
Deixamos tudo de lado, para poetizar o instante.
Com lápis, papel, pena, tinteiro, poetizamos para o mundo inteiro.
Quando escrevemos, nosso ego não vaga ao léo, sobe ao céu!
O casarão velho, a muralha de pedras, a borboleta beijando a flor.
Tudo faz junção para o poeta versejar, historiar, o amor! Versa tudo o que vê,
observa o casal de idosos de mãos dadas a caminhar, admirando o luar.
Pressupõe tanta fábula, enredo.
Vê naquele casal,
um entrosamento sem igual, imagina um dia viver assim, um casamento, uma história real.
Assim somos nós poetas.
Ao contemplarmos a Lua, ela já se converte em uma diva, uma musa, poesia.
Se vamos ao campo, a mente não freia, não descansa, dispara a pensar, vê poesia em todo lugar.
Inspirados, coração palpitante!
Árvores, pássaros, riachos, plantação, igual imaginação, em todo lugar.
Atordoado fica, de emoção, não se sabe como parar.
-- Escrever para um poeta
é uma deleitação que traz vida ao coração!
A poesia é teimosa como a flor.
Como assim?
Brota seja lá como for, e resiste.
(Sendo poeta até o Sol virar Lua) verdade nua e crua!
Rosely Meirelles
🌹
Liberdade aprisionada ao passado
A brisa noturna chega trazendo desalento.
Na soleira da janela, com olhar vazio, ouvindo o vento.
Brandindo, sonido, sino fazendo ruído sestroso, parece sorrindo.
Me fazendo recordar das lindas noites de luar!
Aqui juntinhos
Oh! Que esmorecimento chegou com essa brisa.
Recordações e mais recordações
Inquietações, censuras
Ruínas de ilusões, penumbras!
Quanto sofro por ti!
Inúmeras noites sem dormir
Malsofrido coração
Angústia, solidão
Amanhece!
O dia se veste de luz e poesia.
Imerge no esquecimento a agonia, deixando lá adormecidos, os afagos vividos.
Voltando a sorrir!
Rosely Meirelles
🌹
Amizade de verdade
não tem idade.
Não tem falsidade,
nem maldade.
Chega a ser irmandade.
É felicidade!
Amigos especiais
nos trazem paz, esperança.
São de confiança.
Com eles, podemos ser quem somos,
e compartilhar nossos sonhos.
Amigos são presentes,
sabem o que a gente sente.
Mesmo se estiverem longe,
não são ausentes.
Eles nos conhecem,
não nos esquecem.
Como é bom ter amigos nessa vida!
Na dificuldade, nos mostram uma saída.
Na dor, estão conosco aonde for.
No coração, sempre estarão.
Publicado no meu livro solo "Celebre a poesia que existe em você".
A palavra é viva, é força, é arma.
Ela acolhe, conecta, separa, desarma.
Machuca, anima, ressuscita, mata.
Exorta, conforta, cura, restaura.
Inspira, acalma, toca na alma.
A palavra deixa marcas no outro.
Qual é a marca do seu verbo solto?
Sua voz pode ser o seu melhor instrumento,
não a utilize de modo violento.
Antes de fofocar, maltratar, xingar e humilhar,
pense no que a sua fala pode causar.
Escolha as palavras certas para usar.
Escreveu? Falou? Não dá para voltar.
Cuidado com a raiva, espere ela passar.
Pense bem antes de falar com alguém.
Seja um bom comunicador.
Não cause dor. Corrija com amor.
Seja mais gentil, por favor.
Que você saiba palavrear com sabedoria.
Uma palavra mal dita causa ferida.
Reclamar ou agradecer? Você que vai escolher.
As suas palavras dizem muito sobre você.
Falar ou silenciar? Você que vai decidir.
Busque construir e não destruir.
"Palavrear", poema publicado no meu livro solo "Celebre a poesia que existe em você"
A Madrugada
Na madrugada pessoas morrem por dentro
Se lembrando do passado
Ou até se perdendo
Na madrugada segredos são contados
Paira uma verdade na fria brisa
E tudo oque queriam era serem libertados
Na madrugada amores morrem
Podem nascer
Mas sozinhos se destroem
Na madrugada a paz está no silêncio
Lá fora e não aqui dentro
Na madrugada as coisas se unificam
Ainda sim
As almas se purificam
Na madrugada se perde a vontade de viver
E aumenta a vontade de morrer
A madruga é um prelúdio para um novo dia
Para mim uma perdição
Para vocês uma alegria
Vejo-te como uma janela aberta,
como o sopro de um poeta.
Como o grito de um Rei,
e o bater de asas de uma borboleta.
És sempre tão silenciosa.
Te convidarias para experimentar um café ás três da tarde, numa quarta-feira, se pudesses.
Oh, liberdade,
Por que me soas tão quieta?
Voz livre
Alma rendida
Segredos da vida
Nos versos da poesia
A libertação doía
Cortava, feria
Não o ouvido que ouvia,
Mas a alma que se abria
Poema Confissões, do livro Antologia Poética Eu, eu mesmo e a poesia
As pessoas vêm a Ventania
como uma coisa tão Agressiva,
Mas se chegassem perto veriam,
O quanto ela é macia.
A leve impressão de que escrevo para o vento,
de me sentir um patinho feio,
nessa imensidão de poesia
Quem sabe um dia, meu poema cresça,
na formosura de um cisne!
Jardim de Poemas
No jardim de poemas encantados,
Onde as palavras florescem e dançam,
Versos brotam, coloridos e alados,
Numa sinfonia de rimas que avançam.
As estrofes, como pétalas em flor,
Desabrocham em versos aveludados,
Cada palavra é um canto de amor,
Nas entrelinhas de sonhos encantados.
No jardim de poemas, a poesia é rainha,
Seus versos são tesouros a descobrir,
Em cada estrofe, uma história que se aninha,
Em cada rima, um suspiro a se ouvir.
E lá no centro desse jardim celestial,
Encontra-se a fonte das inspirações,
Onde poetas imortais encontram seu pedestal,
E fluem versos de todas as emoções.
Nas folhas das árvores, versos são escritos,
Pelos ventos, são levados a distâncias sem fim,
No jardim de poemas, os sonhos são descritos,
E o amor se faz presente, como um lindo jardim.
As flores exalam poesia no ar,
Enquanto borboletas leem cada verso,
Cada linha é um convite a viajar,
Por esse jardim, onde o encanto é disperso.
No jardim de poemas, a alma se desnuda,
E encontra-se a verdade na simplicidade,
É o refúgio daquele que busca,
Um abrigo nas palavras da felicidade.
Então adentra nesse jardim encantado,
Deixa-te levar por essa doce melodia,
Em cada verso, sentirás-se abraçado,
No jardim de poemas, encontrarás a poesia.
Acordo,
O sono foi leve feito a bruma do asfalto,
Escura a sonhar como um insano, que próspero, procura o excesso.
Aqueço-me,
Talvez o frio faz-me gritar por um cobertor que insisto em não dividir e puxo puxo e puxo...
Descubro-me.
Meu pés gélidos mostram a face mais triste do sono, a mísera dúvida do não acordar,
Meus olhos lacrimejam e o bicho papão ousa tocar minha mente.
Corro, corro muito. Meu destino é certo, o cansaço do incerto. A dúvida cruel se amanhã,estarei forte ou fraco,se a doença me abaterá ou se eu viajarei na incerteza ,dia após dia,noite após noite...
Lá fora é frio e o cinza perpétua...lá fora as conturbadas intenções mostram uma densa faixa de incertezas.
Deito pelo lado contrário da cama, algo me incomoda do lado rotineiro.Dormir aos pés da cama faz-me inovar e isto muito me agrada.
Lá fora é frio,
Lá fora muitos estão gelados...
Lá fora muitos se esfolam para sentir o aconchego de uma sopa quente, um cobertor para esquentar as incertezas da alma.
Lá fora está frio e quantos cobertores tenho em minha falta de empatia?
Quantas mantas eu tenho dobradas e estocadas em meu egoísmo.
Lá fora está frio...
E eu aqui quente sem pensar em meu irmão.
Quantos agasalhos tenho no armário de meu frio coração.
Lá fora está frio...doe-se , coloque em sua mala o calor da caridade e doe o que está dobrado,esperando o desuso do passar da necessidade,doe.
Lá fora está frio ...está frio...está demasiadamente frio.
Lupaganini - Casa do Poeta
Caridade.
SINTO - Parte 1
Sinto a mudança comigo, pra que eu finalmente seja
Sinto enxurrada de ideias que vem da mente e transborda pela caneta
Sinto aprendizado, sinto bom senso
Me sinto a deriva, sinto o favor do vento
Me sinto pequeno numa onda grande e sombria
Sinto esperança porque o mar abriu um dia
Sinto paz, sinto revolta, sinto rancor as vezes
Sinto sentimentos que gestavam a mais de nove meses
Sinto o sabor de saborear outra boca
Sinto que tudo muda nessa vida loka
Me sinto pressionado, mas sigo sendo
Não inventaram nada a prova de tempo
Sinto armadilhas sussurrando e me faço de surdo
Me sinto o alvo predileto do inimigo astuto
Senti, sonhos arriscados, de grinalda e véu
Senti o amargo sabor do doce de mél
A vida não separa ninguém só fornece desculpas para os que já estão afastados.
Álibi bom do crime perfeito
que é deixar de querer.
Álibi bom do crime perfeito
do grande bandido que temos no peito.
Levei eu um tiro
Pois quando fui abrir a porta
Não havia ninguém atrás
E eu com tal esperança
Só encontrei o nada
Às vezes
É o que basta
Queria eu ter aberto o silêncio
Como um envelope fechado
O rasgaria com cuidado
E assim teria achado
Um canto para minha voz pertencer
Diria comigo mesma como e o porquê
De não haver nada atrás daquela bendita porta
Que fizeram os meus joelhos estremecer
Nada.
sou relativamente jovem,
ja me sinto muito só,
deis de sempre busquei alguem reciproco em quem confiar,
hoje parece que nunca vou encontrar
foram varias e varias tentativas e falhas
oque um dia parecia amor, tambem era o motivo pelo qual eu me enganava
por que pensei que meu filho me confiaria tudo, se nao fui assim com meu pai
sabe quando agente acha que sabe oque esta fazendo?
sabe quando bate uma anciedade e a gente quer avançar alguns anos a frente na esperança que tenha sido so uma tempestade
a tempestade sempre vai estar la, e voce nao vai ter tripulação pra te ajudar
o mar vai ficar revolto e sombrio, um clima frio e hostil
mas voce sempre pede forças para deus achando que amanha vai ser melhor, so que foi ele que mandou a tempestade,
so assim voce vai realmente ser forte,
as vezes nem sei se quero realmente ser forte,
queria saber em quanto tempo eu serei esquecido
hoje nao sou de falar muito,
sempre achei as minhas respostas observando os atos das pessoas
quando criança sempre fui muito comunicativo,
gostava muito de conversar, falava muito sem pensar.
deis de cedo fui me retraindo aos poucos,
fui percebendo que era diferente de todos, me sentia deslocado, meio tolo
entao decidi me calar, e passei a analizar,
hoje em dia sou muito bom nisso,
fico impressionado com a necessidade que as pessoas tem de falar da propria vida,
as vezes nem parece que a terra que gira em torno do sol,
mas como vou suprir minha necessidade? afinal como pessoa também quero expressar meus sentimentos.
desabafar faz bem, nos faz rever a situação em que estamos,
nos faz responder nossas próprias perguntas, e ainda vem com uma segunda opinião
Eu amei e perdi.
Amei de novo
e perdi
Amei outra vez
e perdi
Amei novamente
e perdi
Ainda amo
e perdi
Tif tif...
