Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
A Mão de Deus
A mão de Deus me acalma
A mão de Deus me anima
A mão de Deus me socorre
A mão de Deus me ilumina
Ela me transmite paz
Desenvolvo a benevolência
Consigo sentir Seu amor
E cultivo a paciência
A mão de Deus sobre minha cabeça
A mão de Deus no meu coração
Transmitindo o grande amor
Do Senhor e de quem ergue a mão
A mão do homem se une
A mão de Deus se mantém
Quando o homem levanta a mão
Deus levanta a sua também
A mão de Deus me inspira
Me transmite sensibilidade
Acalma o meu coração
Devolvendo a serenidade
A mão de Deus me fortalece
Com ela tenho segurança
Sinto sua proteção
E renovo minha esperança
Ela transforma minha vida
Me tirando da penúria
Aumentando minha abundância
Me trazendo fartura
A mão de Deus me renova
Fortalece minha virtude
Ela contribui com a vida
Aumentando minha saúde
Na mão de Deus eu confio
Nela sempre confiei
Me sinto sempre seguro
Na atuação do Johrei
Desequilíbrio
Tem dias que sou mais corpo,
tem dias que sou mais alma,
às vezes sou sufoco,
às vezes só calma.
Calma - diz o corpo.
Grita - diz a alma.
Num corpo quase morto,
morrendo por sufoco
prestes a gritar feito louco
o que a alma quer falar...
O grito é sempre contido por trás de um sorriso que a alma dá para disfarçar,
mas no corpo o olhar teima em mostrar esse sufoco, que anda escondido à beira do precipício tentando se equilibrar.
Sentir
O que não consigo falar,
está escrito,
escrito em meu olhar,
onde o silêncio insiste,
insiste em gritar.
Só ouve quem sabe escutar;
escutar o som de enxergar;
enxergar o que não se vê.
Só enxerga quem sabe ler;
ler o que há no invisível do ser.
E quem é que sabe ser?
- Somente quem sabe sentir.
Sentir é o ler, é o ver e ouvir da alma.
Se os olhos são as janelas da alma,
os ouvidos são as portas do coração.
Cuidado com o quê e quem ouve.
Sentado, sem poder se mexer,
Vivo quieto, sem responder
Sou apenas um morto,
Já que estou sempre só
Na janela do hospital posso ver,
O sol brilhar, mas me sinto só,
Começo a piorar, tem alguém aí?
Não consigo me mexer neste quarto,
Não a ninguém por perto!
Este é o meu fim,
Seja quem for me leve enfim.
Eu te esqueço
Eu não posso dizer que ti quero
Não posso dizer que sinto o mesmo
Nem o que sempre senti
E nem o que não tenho,
Porque o que tenho é breve
Tão breve quanto distante.
Não posso me conter e sorrir para você
Porque não posso ser fraco mais
E foi por ser fraco que te quis
Com a fraqueza dos que amam
E com a paixão dos que querem
E com a rejeição dos que buscam
Eu te esqueço
mesmo sabendo que me engano
@cicerolaurindotextos
Estar contigo foi o mais próximo do céu
A qual sempre quis estar
Estar contigo é esquecer quem sou
E viver um agora sem fim
É senti que alguém importante estar por perto
É almeja um querer impossível
É saber que sou o homem mais feliz do mundo
E que quando eu vou embora
Eu me torno o mais miserável.
@cicerolaurindotextos
No fim, tudo é poesia. Sol-te, fica. Parte, arte. Sala abandonada não está vazia. Liberdade não faz descarte. Toda morte faz algo viver. Toda força abraça o doer. Nada nunca realmente se vai. Só voa quem ninho não trai. Dar a volta por cima é saber voltar aos entornos. As cinzas explicam madeiras ou madeiras explicam as cinzas? Todo estudo merece retornos. Trânsito ou árvore? Razão ou emoção? Murchar ou brotar? Pra quê divisão? Na lateral, um ajuda o outro a florescer. Depender é também ser independente. No comercial, esqueceram de dizer. Crescer é também não seguir em frente. Entre ter tanto e ter (n)ão, só depende de viver sentindo. Olha por outra angulação? Tem mais um olho em estar r(indo).
(Vanessa Brunt)
O que cabe no peito
De maneira indireita
Com sabor contente
Com cheiro de arco-íris
Desejo colorido
Confissões inesperadas
Dados quase revelados
Latente não se afasta
Arquétipo que deflagra
Um tipo recorrente
Vem de repente
Esporadicamente
Não busca por razão
Quer vivência
E também ilusão
Com a liberdade vem as responsabilidades.
Então, logo a liberdade nunca existiu.
Presos as grandes responsabilidades de uma pequena liberdade.
Legado é sobre caráter. E caráter não é sobre a cicatriz. É sobre o que faz depois dela.
(Vanessa Brunt | Livro Depois Daquilo)
DESQUALIFICADO
Eu sou apenas um alvoroço
Ilusão que vai, ilusão que vem
Barco sem rumo, fé no fosso
Vão no coração, sou ninguém
Nunca serei nada, um esboço
Do crédito pouco sei ir além
Os sonhos sem sal, insosso
Da janela, o destino, vaivém
E neste propósito sem nada
Sou vencido na encruzilhada
Porém, tentei, e não fui também
Falhei em tudo, levei bofetada
Do tempo. E nesta varia parada
Me resta, só o que me convém...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
01 de agosto, 2018
Cerrado goiano
O todo
é nele e com ele que desejo travar as batalhas
as lutas mais intensas... em vorazes sensações infames
delirantes desejos de cumplicidade salutar
O meu corpo deseja o teu, para unicamente amar
um ato puro e simples... em dias e noite de paz
apaixonado por ti, é assim que eu quero estar
(07/08/2018)
Desenhou nas águas o próprio rosto
para desvendar
os símbolos ocultos na sua alma.
Navegou incansavelmente – com teimosia
e somente ancorou
no porto abismal da Poesia.
¡atenção!
pede silêncio!
faça silêncio!
O mundo cala.
A TV cala.
A repórter cala.
A Boca cala,
o coração GRITA.
o olhar suspira!
¡atenção, num mundo de ira!
Eu sou tudo que escrevo
Tudo que sinto
E tudo que não perdi.
Eu sou essa voz apaixonada por dentro
Que fala de loucuras como quem ama
E que se ilude como quem se apaixona.
Eu sou esse tolo incompreendido
Que fala de coisas do profundo amargo
Aquele que nota e não é notado
Atormentado pelo fogo da paixão
Condenado a viver com um não
De quem não quer
A preencher um vazio com outros olhares.
Porque sou viajante...
@cicerolaurindotextos
Porque sou viajante
Acompanho a viagem e o caminho
Me perco porque sou caminho
Pergaminho em minha alma escrevo
Perseguido pelas sombras desse meu olhar
Olhar distante, mas não longe
Me perco em mim por você...
Por você me pedi, mas me encontrei...
@cicerolaurindotextos
Poderia passar meus dias escrevendo,
Lembro quando minha mãe me viu sofrendo.
Lembro das lágrimas do meu pai,
Quando me viu desistir da paz.
Lembro de minha irmã me ouvindo,
Aquele fim de tarde, todos os meus gritos.
Lembro das pessoas que deixei,
Histórias que nem mesmo sei...
Lembro das frases que foram ditas,
Lembro de levar marcas sem deixar pistas.
Foi no momento que joguei fora minha podridão,
Larguei marcas escuras no meu coração.
E quando o mundo enfim me derrubar,
Ainda tenho motivos pra outra vez sonhar.
E hoje me considero um vencedor,
Eu misturei a inteligência com o amor.
Ouvi pra não ter esperança,
Mas o tempo gira como uma dança.
Eu fui mesmo quando estive aqui,
Lembrei dos bons momentos e apenas sorri.
As frases que escrevi nunca saíram do papel,
E as da minha cabeça estão no céu.
E quando achei que ia cair,
Minha alma disse: "estou aqui".
O forte não é aquele que esta sempre de pé,
Mas aqueles que levanta quantas vezes puder.
E se alguém ouvir essa canção,
Saiba que em mim nao existe mais escuridão.
E quando o mundo enfim me derrubar,
Ainda tenho motivos pra outra vez sonhar.
E hoje me considero um vencedor,
Eu misturei a inteligência com o amor.
Talvez você saiba a melhor coisa que existe,
Mas assim mesmo minha duvida persiste.
Queria voltar no tempo, mas não posso,
Iria aproveitar esse tempo nosso.
O bem mais precioso de minha vida,
que chorava enquanto ria,
cantando canções,
para depois me dar as opções.
O que você deseja minha linda menina?
Pode levar tudo se é o que que queria.
Leve minha alma e em troca...
Deixe sua calma
Está louca como o mar,
necessitando de um lugar para se despejar,
e depois de tudo isso voltar a se calar.
