Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

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A lua hoje madruga,
dou o passeio pela noite.
Descalço pelo passeio da rua:
-Olá boa noite! Não tem nenhum centavo pra matar a minha fome?
Tive pena do coitado até parece ser bom homem.
Meti as mãos no bolso, para ver o que trazia,
mas o forro estava roto e perdi tudo que tinha.
-Desculpe meu senhor, agora não tenho nada. Os centavos que aqui trazia perdi-os nesta calçada.
Mas como sei o que é viver aqui nessa miséria;
Pus-me à procura deles na minha visão periférica.
Ninguém sabe os segredos, que esta rua esconde.
-Mas dê uma vista de olhos pode ser que os encontre!
Pus-me a caminho, a solidão me acompanha,
a noite tem tanta vida que a morte é tamanha.
Vejo a pele castanha, na face, face à pobreza
dos abandonados da calçada. Cantando "A portuguesa".
Seguram na sua mão uma garrafa de vinho,
despejam sangue inocente num copo de vinho tinto.
Encharcados pela mágoa que lhes escorre pelo rosto,
em formato de gota da água, em cada olhar fosco

No fim eu era infantil.
E já estava na hora de abandonar isso, o tempo passa, a vida pede para que nos tornemos pessoas maduras.

A vida pede.
As pessoas pedem.
E chega um momento em que a vida exige.
As pessoas exigem.
Então eu começo a me questionar.
Questionar e questionar.
Essa infantilidade faz parte de quem eu sou?
Faz parte dessa parte não aceitar isso?
Eu peço.
Eu exijo.

É difícil passar pelas portas desse caminho estreito, então estou parada sobre ela.
Parada no meio do caminho.
Eu peço.
Eu exijo.
Caminhe!
Meus pés não se movem, então peço mais uma vez.
Caminhe!
E continuo na mesma.

Já que a passagem está bloqueada, acabo saindo da porta e retornando ao conforto da casa.
Retorno ao conforto das paredes coloridas e me deito na cama.
-Há um jeito de passar?
Enquanto estiver próxima a essas paredes, essa pergunta não será levada a sério.

Então,
Eu peço!
Eu imploro!
Alguém me tire daqui!

Vejo flores cálidas ao chão...
Lembranças de um tempo de luz ou escuridão?
Remetem-me a fogueiras,
Acendem luz ou lançam canhão
Mulheres, biólogas, bruxas...
Quanta intenção!
Vejo flores cálidas ao chão...
Flores apáticas, defraudadas ou também é questão de opnião
Estupidamente entoou um canto de liberdade
E as algemas que não me cabem exalam minha fragilidade
Portanto, não pretendo me calar
Lembranças...
Retalhos da escuridão...
Enfeitiço minh'alma tecida de madrágoras
Alumia-me em doce amor cortês
Sofisticado...
Entalhado nas dobras desta vestidura
Antes do entardecer deste dia
Ouço uma charamela em unissona canção
E em cada nota mergulho...
Ébrio alucino e vejo flores fincadas no meu túmulo.
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Texto: Flores cálidas... Ébria canção
insta: @william.calixto.barbosa

Lascas da Vida

Me fiz de fogo para lhe aquecer
De água para matar sua cede
Me fiz de Terra para lhe dar onde pisar
De ar para seus cabelos alisar.
Ao fim de me usar, consumir e abusar me deixou a beira mar para que meu pranto não escultar.

a paz é pássaro
a guerra é gaiola
aprisiona
os pensamentos
mais lindos.

ansioso
pelo dia
que os noticiários
sejam só sobre o amor.

Que as malas que carrego, sejam deixadas uma por uma
Que os golpes não sejam de amigos
Que a inveja seja aniquilada
Que o caminho seja longo e divertido
Que alegria seja constante
Que a vida seja leve
Que a leveza me leve a paz
Que os amigos sejam bem vindos
Que os que se foram encontrem paz
Que o tempo encarregue da verdade
Que as palavras sejam ditas
Que as ofensas levem ao perdão
Que amor seja vivido
Que o futuro seja a esperança
Que a esperança seja o futuro.

Título: As 4 operações

A adição do certo e errado é o seu achismo
A subtração do achismo e abismo é o seu ceticismo
A multiplicação do ceticismo e certeza é a sua firmeza
A divisão da firmeza e moleza é a sua destreza.

Autor: Nélio Joaquim

Aos meus pés

Num simples olhar
Surgem os mais belos olhos verdes
Hipnotizam-me.

Disfarço entre voltas
Mudo os caminhos
Cercam-me.

Luto e reluto
Não quero olhar
Perseguem-me.

Aos poucos sem saída
Com sussurros e carinhos
Rendo-me!

Teus olhares: aos meus pés.

Flinstones, Jetsons, Simpsons.
Acho que entendi:
os mais divertidos são sempre
proparoxítonas

Pai!
Nem sei te falar,
Assim você vai,
Me deixa aqui.

Pai!
De fato o que traz,
Isso não se faz!
Olha o que eu vivi!

Pai!
Sou apenas mais uma,
Perdida no rumo,
Sem um pai pra abraçar.

Pai!
Se você quer voltar,
Permissão não posso dar,
Peço para me observar.

Pai!
Sorte sua de ter uma filha,
Mas não me ensinou a ler a cartilha,
Foi aí que eu sofri.

Pai!
Gravidade ao que há,
Não me ensinou a caminhar,
Agora não dá!

Pai!
Mesmo assim eu te amo,
Não me engano, se é um bom rapaz,
Feliz dia dos pais!

"Um sonho"

Tenho uma grande admiração por você
Mas ao mesmo tempo medo
Medo de te perder
E tu não me corresponder

Talvez algum dia poderei explicar
Tudo o que esta em mim
E talvez tu ira me abraçar
E jamais me deixar

Se tu me olhas
Eu desvio o olhar
Não quero que percebas
O que sinto

Calada, sozinha, quieta
Te admiro ao longe
Percebendo os teus olhares
Atenciosa as tuas falas

Tua voz é suave e
Ao mesmo tempo grave
Gosto de te ouvir falar
Gosto de te ver sorrir

Por mas que não pareça
Você é tudo o que eu sempre quis, sonhei
E se for pra ser apenas um sonho..
Então quero dormir eternamente

E pinga a tinta que inicia a obra, de um poeta,
com a caneta onde a ponta, aponta um conselho.
Inquieto me aquieto enquanto a mão arquiteta
escrituras, que registram tudo que aconselho.

FOME

Eu Sinto Fome de Preparo
Sou um faminto radical
Mendigo por frases de efeito
e Propaganda Visual

Eu Leio Jornais de Empregos
Vejo a Coluna Social
Eles nadando em meus desejos
E eu refêm do Essencial

O meu espírito Carece
De algum Circo Material
Pois repetindo me abastece
da Ilusão de ser igual

Eu Sinto Fome de Existência
Na Sociedade Vertical
Onde não tenho ingerência
Nessa história o seu final

Em marte perdi, em mar te achei


Me prendi na tua órbita
E agora não consigo te esquecer
Você de marte com tua gravidade
Puxou e não sei soltar
Mas aos céus quando não há luz
Quando é denso como um buraco negro minguante
Sei que em nova te perdi

Então naveguei nos oceanos e estrelas
Nos rios dos sóis e das águas
Procurando teu brilho
E em mar te achei
No sono profundo da noite crescente em claro
Peço para a supernova me guiar
Pra novamente sua cheia luz alcançar

BOLA DE CRISTAL
Hoje bateu uma saudade
E te procuro por todo canto da cidade
Porque você é o colírio dos meus olhos
Fazendo com que eu acredite
Em um mundo melhor
Aonde todos possam se alegrar
Com os nossos irmãos
Pois eu não me vejo sem você
Vivo apenar pela falta de você
Porque você é quem completa a minha vida
Rafaela Vieira dos Santos
Bola de cristal.

Quando eu deixar de existir só restará palavras vazias
Palavras que perderam seu sentido assim como meu coração
Palavras escritas em meio ao vazio, palavras que demonstram minha dor Palavras sem valor que um dia mostraram meu ardor
Lentamente fui perdendo o calor, e a saudade me trouxe a dor...

Sentimentos

Sem ti não sou nada
Sou vela de chama apagada
Tenho a vida sem sabor
De um amante sem vigor

Apegado a segredos
Aventurado em devaneios
Dos velhos medos
Dos olhos cheios

Sou cárcere de ti rancor
Assim que perdi o pudor
Feito da consequência

De encontrar a dor
A única eloquência
Desta íntima convivência

Amo a minha liberdade
Amo minha exatidão
Mesmo que por causa dela
Eu não seja nada exato, de fato.

Amo minha liberdade
quase quão igual minha solidão.

É que eu não sinto
a necessidade de mendigar paixão
amor ou de escrever um refrão, não.

Completo-me com a linha
Observando a imensidão.

Eu x2

Penso muitas formas
de mim, varios eu’s
outra dose
Jack Daniel’s
certamente o poeta dorme tarde,
mas morre cedo.

Amar é sofrer.

Como dói essa saudade,
Que ainda tenho de você.
Sei que ainda te amo.
Mas queria te esquecer.

Se eu soubesse que doía tanto,
Amar e não ser correspondido.
Não teria amado tanto assim.
Hoje o coração não estaria ferido.

Mas quem luta sempre vence.
Mesmo que fique cicatriz.
Às vezes é melhor viver sozinho,
Do que amar e não ser feliz.

Algum dia te esquecerei.
E então, assim viverei.
Talvez, eu ame novamente.
Certo de que não mais sofrerei.