Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

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A VIDA

Mirei o horizonte remoto
Sonhei acordado fantasias
Do cerrado eu fui devoto
Da vida as trovas vazias

Era sonho tão maroto
Com tortas caligrafias
Das quimeras de garoto
Seguintes as tais ironias

De um tal amor imoto
Raras as companhias
Com o verso canhoto
Ortografei as urgias

Então, neste viver piloto
Riscados nas heresias
De poeta e feliz louco
Versejaram os meus dias

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, outubro
Cerrado goiano

Tenho voz aqui dentro
E não sai,
Não grita essa voz,
Que se debate
Arranha a minha garganta
Essa voz que fala
E nada diz.
Não tem caráter,
Influenciável e preza...
Uma voz amedrontada,
Que se enche de dizeres
E se entala,
E tosse o resto de letras,
Uma voz muda em meio a crise
Uma voz que vive sem nada a ser dito,
E morre engasgada pelas palavras que nunca disse.

A sorte é seletiva,
Tem gente que a leva na fé,
Tem outros que nem acredita,
Preferem fazer sua sorte,
Bater o pé e não esperar o destino,
Outros preferem esperar,
Acreditar que tudo acontece por um motivo.
Eu acho a sorte um bônus,
Que não podemos esperar sentado,
A sorte acontece para poucos,
O melhor é trabalhar pesado,
Lutar pelo que você quer,
Mesmo que leve tropeços,
Por mais que tu suba na vida,
Mais se aumenta os preços.
A sorte é questão de pessoa,
Nem todos nasceram com a mesma,
Tem gente que nasce de vida bacana,
Outros trabalham, trabalham e continuam na mesma...
Por via das dúvidas levante,
Seja o seu próprio amuleto
Acredite ou não nessa sorte,
Mas seja para ti o teu próprio trevo.

Instagram; @eufuipoeta

Páscoa é renascimento. Transformação.
É tempo de recomeçar pela própria libertação. Com fé, esperança e renovação.
Faça da Páscoa um momento de reflexão.
E com o sabor do chocolate, comece uma doce fase, de vida e superação.
Feliz Páscoa com muito amor no coração.

Deixa meu barco passar
(Victor Bhering Drummond)

Deixe meu barco passar
Não pra causar tumulto
Barulho, agitar a água não.

Deixa meu barco passar.
É só o que te peço.
Não pra fugir
Para me atracar em uma ilha distante
Ou navegar para um Porto Seguro.
Não. Não é isso que peço não.

Quero apenas avistar de longe a tempestade
Que acontece aqui no seu cais
Quero olhar confiante e paciente
Aguardando pela quimera
Ah, quem dera!
É só o que os navegantes querem
Para lançarem-se ao mar a despeito do medo
Que seu mar provoca
Isso é coragem

Por favor, apenas deixe meu barco passar
Até sua onda de acalmar.

(Puerto Madero, Buenos Aires)

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As vezes acho que tenho um dom
Esse dom que me faz mentir
Eu minto que é um dom
Fingindo não ser maldição
Ah, mas aceito como verdade
E não como negação
Faço tudo que me ama me odiar
E tudo o que eu amo se acabar...

Quem eu sou?
Não sou nada
Apenas mais um número
No meio de tanta gente
Apesar de ser grande
Sou pequeno
perante o mundo

Corro contra o vento
Navego em alto mar
Grito e não tem
ninguém para escutar

Quando penso
que não sou nada
Percebo que posso ser muito
E colorir o mundo
Nesta minha jornada

Gosto de ficar
no meu canto
Sem a preocupação para
provar o meu encanto

Faço o que tenho vontade
Sem ninguém
ficar observando

Às vezes
tenho essa necessidade
De ficar só

Eu e minha companhia

No silêncio da minh'alma
É onde encontro a sabedoria

Entre incertezas
Decepções e medos
Fiz uma limpeza.

E no meio de tudo isso
Encontrei a paz,
que é essencial.

Em breve, voltarei.
E será para MELHOR!
Desculpe o transtorno.
Estou em reforma.

Gosto de ficar só...
Eu e minha companhia.
No silêncio da minh'alma,
é onde encontro a sabedoria.

Quando chega à noite
Os pássaros se escondem
Com medo da noite
Ou exaustos de voar

De dia
Enchem o peito
Se transformando em vitrolas com asas
Com seu doce canto
Nos fazendo valsar

Médica
Professora
Conselheira

Dona de casa
Casada
Amasiada
Divorciada
ou solteira

Cabeleireira
Motorista
Cozinheira

Tem várias profissionais
espalhadas por aí
Mas a verdadeira
É única e especial

E sabe realizar
todas essas profissões
De uma maneira
rápida e genial

Seu cargo é de chefia
Muito importante
para a maioria

Sempre respeitada
Inadmissível
ser xingada

Seu nome não importa
Pode ser Joana,
Catarina
ou Maria

Atende prontamente
quando é chamada de Mãe
E sempre será
a melhor amiga

Que não falte.

Que não falte poemas!
Nem o perfume de uma flor.
Que não falte mulher,
A quem declamar o amor.

Quem não falte sorrisos,
E nem alegria;
Que venham tempestades de versos.
Para compor uma poesia.

Que não falte versos!
Que venham ventanias!
Carregadas de sentimentos;
Tal como a alegria.

Que não falte versos,
Na esquina da saudade.
Que não falte flores,
No jardim da felicidade.

FOLHAS DE OUTONO

Folhas fúnebres de outono
Despidas de sonhos tombados

Secas,
frágeis,
e amareladas

Que outrora viçosas verdejavam
Nos ramos das flores imaculadas

Caem
feito
gotas
de
orvalho

Sob o chão da vida amarga
Fertilizando a esperança perdida...

DENTRO DA TARDE

A tarde seca e fria, de maio, do cerrado
Cheia de melancolia, deita o fim do dia
Sobre cabelos de fogo tão encarnado
Do horizonte, numa impetuosa poesia
A tarde seca e fria, de maio, do cerrado

O mistério, o silêncio partido pelo vento
No seu recolhimento de um entardecer
Sonolento no enturvar que desce lento
Do céu imenso, aveludado a esbater
No entardecer, seco, frio e, sedento

Perfumado de cheiro e encantamento
Numa carícia afogueada e de desejo
Seca e fria, a tarde, tal um sacramento
Se põe numa cadência de um realejo
Numa unção de vida, farto de portento

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, maio
Cerrado goiano

Aprendiz de Poeta
Se amar se ensinasse, de poeta eu seria aprendiz.
Viveria só de versos, deles tiraria o sustento,
e assim seria ainda mais feliz.

Mas nasci em um país onde não se vive de cultura
mas justamente por ser tão rica,
abandoná-la para cultuar a dos outros para mim seria tortura.
Se todo poeta é um pouco louco,
Então que seja essa a minha loucura;

O mundo, tenho ganas de conhecer e viajar,
Mas triste demais seria partir, sem saber quando voltar.
No seio dessa pátria cresci e é aqui que vou ficar.

Se espaço para meus versos me faltar,
trabalhando como operária seguirei
esse é um preço que estou disposta a pagar:
talvez nunca colher o que plantei.

Mas onde o solo é fértil, a riqueza brota
história boa, passa de pai para filho
e se nunca publicada isso pouco importa.

Se não puder contar, podem ler
E essa é a maior razão:
Dizer que minha raiz é de uma gente forte,
de muita cultura, porém pouca instrução.

Quase nada estudaram,
cedo tiveram que arar a terra e semear o grão,
Tudo o que me foi contado, guardo com estimação.
Mas só vai fazer sentido, se tudo o que for lido for com o coração.

Por isso tudo digo que não sou poeta
Sou só uma pessoa que para ganhar a vida, trabalha com os números
e para não perder a alma, me divirto com as palavras.

Eu pensador
Eu crítico
Nos meus rompantes
Nos momentos excitantes
Penso e crio
Vivo e fantasio
Falo não só de mim, mas também de ti
Poesia é suor
Poesia é descrever um momento maior

VIVO VIVENDO (soneto)

Vivo por viver vivendo a vida somente
Agradecido, sempre, sou eu por ela
Que me dá mais que posso ter dela
Agraciado com dádiva tão presente

E nesta deste amor tão diversamente
Faz dos dias sorrisos, e a alma bela
Em cada passo o bem em sentinela
Onde no peito este ato não é ausente

E a vida vivida na vida, vida me traz
Mutuando o pranto pela felicidade
Quem dela prova, ventura é capaz

De, com alegria, ter a fraternidade
Viver vivamente tudo conseguirás
Levando no ser paz pra eternidade...

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
Sexta feira da paixão

Precisamos de mais que uma eternidade
Tempo que o tempo não pode nos dar
Quando o tempo parar
A terra não mais girar
E nada mais importar
Pararemos pra refletir
E ai sim descobriremos
O que realmente nos faz sorrir.

Sou poeta, sou palhaço.

Sou palhaço quando quero,
Sou poeta sem querer,
Já nasci com esse dom,
Não tem poeta mais bom,
Quando começo escrever

Ser poeta é um dom,
Ser palhaço é profissão,
Nas ruas arranco sorrisos,
Mas nas páginas de meus livros,
Eu desperto a emoção

Minha vida não é fácil,
Mas quem sou eu pra reclamar,
Em cada sorriso que arranco,
Vejo uma folha de palpel em branco,
Pra começar rabiscar

Não gosto de escrever,
Gosto mesmo é de sonhar,
Viajar nas profundezas,
Mas sempre tendo a certeza,
Que meu talento vem de lá

Um talento admirável,
De um palhaço sonhador,
Um guerreiro camuflado,
Com um traje de soldado,
E um coração de escritor

Falo de tristeza,
Mas também falo de alegria,
Sou poeta arretado,
Igual Assis com seu machado,
Que conquistou freguesia

Sou palhaço,
Ou será que sou poeta ?
Fui um palhaço sonhador,
Que se tornou escritor,
Alcançando sua meta.