Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Correndo o tempo, em apenas um segundo, esbarrei em uma lembrança que me levou até algo, até um lugar, até um tempo que já se foi... Senti aquele cheiro de flores, daquele campo multicor e de repente me vi correndo com aquela sacolinha transparente, aberta entre as mãos, junto às flores e ao final do correr a segurava ainda aberta, só para ver as borboletas multicoloridas saírem para se lançarem novamente às flores. Esbarro no tempo e me vejo aqui novamente, ciente acreditava naquele tempo eu me sentia dono daquele espaço e muito seguro, tudo por falta de conhecer os verdadeiros males deste mundo. Tudo isso em apenas um segundo.
No avesso da mídia dos poderosos manipulada O Orfeu Negro, em 1959 foi o nosso primeiro Oscar da Academia. Logo o atual filme Ainda Estou Aqui, de 2025 é nosso segundo Oscar da Academia para um filme brasileiro. O nosso primeiro filme a ganhar o Oscar advém de uma historia brasileira da cultura negra, com elenco de artistas negros, filmado no Brasil ressaltando a festa negra do samba, escrito por Vinicius de Moraes, muito mais um espelho de nossa realidade nacional. Já o segundo, traz uma historia de uma elite politica no submundo dos anos de chumbo, um período de muitas historias controversas dos dois lados.
Escandir um poema é se envolver mais com ele; a leitura se faz com o lado esquerdo do cérebro, hemisfério intelectual; a escansão se faz também com o lado direito, hemisfério do sonho, da afetividade; o uso dos dedos na escansão faz o sentido do poema alcançar órgãos, é fazer uma experiência mais sensorial da Poesia, e, ainda mais, aprimorar-se na sensibilidade o que equivale a dizer na espiritualidade. Escandir é uma experiência integral, entenda-se: espiritual, psíquica e corporal.
Menina da pele morena, da boca pequena, te fiz um poema, que é pra tu num esquecer, que enquanto o sol nascer, eu me lembrarei do beijo, que tu me fez pertencer
Por que colocar pra fora é uma necessidade? Por que virar poema, desenho, música, por que externar arte? Por amor? Para ser amado? Por amor. Para ser amado!
Sempre que eu penso que me encontrei, ouço uma bela música, leio um belo poema e tudo me faz lembrar você. Dai me perco novamente.
Poema é o Sintoma da Minha doença me expresso nos versos que um dia Minha Permaneça na mente de todos.
Ainda hei de escrever um poema que se vai chamar de «Paradoxante». Às vezes gosto de inventar coisas sem qualquer sentido para que as pessoas as questionem. Consigo ver que a humanidade ainda perde tempo a discutir sobre coisas sem nexo.
Se for mentira, pode até me julgar, por mais sincera que eu seja ,eu irei te falar, mando este poema para me declarar, de tanta vontade de ao teu lado está.
Enquanto a lua sorria ao que ama.
O poeta eternizava seu poema, almas pequenas pichavam seu planeta com epigramas.
O bom poema é como descascar uma bergamota subtraindo-lhe a casca muito fina, com a gentileza de não lhe ferir a polpa.
um poema
"Vc foi a mulher que nem a Deusa da beleza Afrodite bateu de frente, a mulher desejada pir todos e todas por sua beleza exuberante, uma mulher mais bela que todas as manhãs e anoiteceres as mais bela das belas entre todas que nem Deus sobe diferencia se era um anjo ou se era uma Deusa."
Toda mulher é um poema, se bem lido, uma vida de sentidos! Amores a se doar, se analfabeto o for, e no poema não se fiar, se nas entrelinhas não souber sua leitura fixar, o poema vira tema de almas a se chorar.
Quando escrevo poema espero que sua letra rasgue a alma. De tanto sangrar libere o encanto: poesia.
É uma alegria ler um poema, sim, mas quem o lê com verdade sabe que por trás de cada verso há um abismo. O poeta canta porque não pode calar a dor; ri, porque não suporta chorar sempre. A sua alma criativa é um reflexo da crise, um espelho partido que devolve a luz em estilhaços de beleza. Que importa que o poema brilhe, se foi forjado nas trevas? Que importa que a palavra dance, se quem a escreveu mal se sustenta em pé? A obra é a fuga, o grito abafado, o sorriso que se desfaz no rosto antes de chegar aos olhos. Lemos e sentimos o êxtase da criação, mas esquecemos que o criador muitas vezes se consumia na chama que nos aquece. A arte é o suicídio adiado, o último suspiro antes do naufrágio. E, no entanto, quanta luz brota dessa escuridão! O poema é alegre porque a tristeza, quando pura, já não sabe nomear-se. E nós, leitores ingênuos, bebemos do veneno como se fosse mel, sem perceber que a doçura vem do mesmo fruto que envenenou o poeta. Mas não importa. A obra está acima do autor, e a beleza sobrevive ao caos que a gerou. Ler um poema é conversar com um fantasma que ainda não sabe que está morto, e, nesse diálogo, ambos, vivo e espectro, encontram uma paz que a vida lhes negou.
