Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Você merece todo amor que tenta dar aos outros, mesmo quando minha voz falha ao declarar gratidão, percebo que meu desejo de cuidar excede minha capacidade de me receber amor. Reconhecer meu valor não como alguém que “uma hora vai desistir,” mas como
sujeito digno de afeto, tem sido batalha diária que contradiz a voz interna que insiste em me desmerecer.
Já entreguei meu afeto, já me doei… Hoje, sou frio, um escudo erguido para sobreviver. Doar amor a quem não valoriza é soprar feridas abertas, não deixá-las cicatrizar. Esse gelo me protege, mas deixa uma saudade aguda
do calor humano que um dia foi natural… e hoje me trai em julgamentos e abandono.
O amor em excesso não escorre, não transborda, ele pesa como um lençol molhado sobre o peito. Afeto demais vira névoa densa, cobrindo meus passos, roubando o ar onde eu queria aprender a respirar sozinho. O que era abraço vira amarra. O que era cuidado vira cárcere disfarçado de zelo.
O amor é um cavalo xucro, selvagem, ferido, em fuga. Não teme o outro, teme ser preso. Mas o amor verdadeiro chega sem rédeas, espera em silêncio, acolhe sem moldar. E o cavalo, enfim, permanece. Não porque foi domado, mas porque, livre, escolheu confiar, escolheu ficar.
O amor, em sua natureza mais crua, é um paradoxo temporal e emocional, sua verdadeira dimensão só se revela na experiência da perda. Enquanto presente, é banalizado pela rotina, negligenciado pela falsa segurança da permanência. Somente na ausência é que suas camadas mais profundas se tornam perceptíveis, como uma arquitetura invisível que só se desenha no vazio.
E todas as histórias antigas de amor realmente deveriam ser esquecidas assim que um novo relacionamento se iniciasse! De que adianta mantê-las na memória se, na maioria das vezes, cometemos os mesmos erros nos relacionamentos futuros???? Então diga-me: qual á a serventia de ex????
Eu sinto muito, desde amor ao ódio, desde o nada ao tudo. E eu sinto muito sentir muito. E também sinto muito não sentir nada, sobretudo quando já senti tanto...
Minha vida está tão “parcelada” que até de amor à primeira vista eu ando fugindo por medo da inadimplência!
Eu reavaliei o seu amor, e a partir de agora você terá de mim o preço justo por ele. Nem mais, nem menos, porque no amor eu aceito trocas, não trocos!
O meu amor resiste à tudo.
Exceto à coisas que você NÃO é obrigado a fazer e NÃO faz, e ao que você NÃO é obrigado a ser e NÃO é!
O ato de realmente se perder o amor de alguém requer uma certa dose de lentidão.
O ato de realmente reconquistá-lo requer doses muito maiores de amor, decisão, iniciativa, paciência e sorte!
Quando você enterra um amor que já morreu, passado o luto, você se descobre vivo(a) novamente. Quando você tenta matar um amor enterrando-o vivo, você morre, e ele nunca!
Tem pessoas pelas quais a vida, ou tem um amor doentio, do tipo se você sorrir eu choro, e se você chorar eu sorrio, ou escolhe a pior maneira para provar que essas pessoas são, sim, fortes.
Seja o que for, vida, essa fixação já está passando dos limites.
Se você quiser disputar amor comigo, pode ser que você realmente ganhe, em todos os sentidos. Mas se quiser disputar sacanagem, posso te garantir que vai sair perdendo, ainda que não sinta!
Nem toda forma de beijo é amor, mas o melhor mesmo é qualquer tipo de beijo de quem realmente se ama...
