Poema Nunca te Esquecerei
Não precisamos
Nunca precisaremos
A gente, definitivamente, não precisa
Chorar por amor
no calor de uma tarde indecisa
Precisamos apenas
Daquela cor maravilhosa
Meio vermelha, meio azul
e meio cor-de-rosa
Que aparecem nos ocasos
E precedem as noites mais amenas
Que já vimos nesta vida
Mentimos pra nós mesmos
Quando dizemos que não podemos
Dividir e compartilhar
Pois todos vivemos neste mundo
e não passamos um segundo
Sem respirar todos, sem exceção
O mesmo ar e dividir os mesmos mares
a mesma Lua e o mesmo Sol
O tempo voa
O vento gira em caracol
Mesmo quando
Não precisamos de mais
de nada mais
Que uma simples brisa
Acho que todos precisamos
De uma parede pintada de água e cal
e ser criança brincando
Com chapeuzinhos de jornal
Num lindo quintal de terra batida
e samambaias penduradas
em vasos de velhas latas
Não precisamos de mais nada
Além de pássaros nos ares
E frutas nos pomares
Não precisamos
A gente não precisa
Prosseguir contrariando a natureza
à guisa de alguns trocados
Não preciso e nunca precisei
de muitas camisas
e mais que um par de luvas
Eu preciso, eu quero e eu espero
Poder novamente
dançar na chuva de dia
e à noite olhar estrelas
Viver com simplicidade
Não preciso chorar por amor
Preciso viver bem
ao lado de alguém
Que me queira de verdade
Eu juro que nunca pensei
Que tanta coisa assim fosse mudar
O que um dia foi tão bom
Hoje, é lembrança vulgar
Passado o tempo
Eu nada concluo
Concluo que não há nada a concluir
A vida não é um voo
Não é uma viagem
Não é uma paisagem
Talvez seja isso tudo
Somente miragem
Semeamos sonhos
Só isso
A realidade não tem compromisso comigo
Ou eu com ela
Ainda bem
Creio que ninguém queira neste momento
Estar no meu lugar
E nem mesmo junto a mim
Prossigo assim
Sozinho e calado
Espero a noite chegar
E ainda tenho medo do escuro
Tenho medo do futuro
Remotos tempos bons passados
Pra passar que foi tão duro
Por não haver conclusão
Percebo mesmo assim
Está tudo interligado
Nada ao longe, tudo perto
Aqueles lindos e imensos jardins
Não existiriam
Se não existissem os desertos
Portanto, continuo vivendo
E vendo a vida passar
sem se lembrar de mim
E esta é a luz,
que apesar de quase ninguém ver
A tudo clareia
Tem gente que é flor, é primavera, é cor
Eu sou somente frio e calor
Sou solidão, eu sou areia.
Hoje eu procurei no Céu
Uma pipa com a cor igual aquela
da qual nunca mais se ouviu falar
Tamanha era a dor da saudade
e tanta falta me fazem
todas aquelas amizades
Hoje sabem todos os que ficaram
Que somente os ventos prosperaram
O tempo passou lento
e foi levando, lentamente
Quase tudo. Tudo aquilo que fazia
A gente rir. Meu Deus, e a gente ria!
Ria, como não se ri hoje em dia
Hoje eu acho que a gente
Apenas cria algum argumento
Uma desculpa qualquer
Pra continuar aqui
Olhando pro Céu de vez em quando
e compreender
Que somente os ventos
Continuam no comando
Arrastando pra um lugar distante
todas aquelas pipas
todas aquelas lembranças
todos aqueles amigos
e todos aqueles sonhos
hoje antigos
Tão antigos quanto a infância.
Se Deus me concedesse hoje
O direito a um único pedido
Eu não pediria prata e nem ouro
Pois nunca os tive e jamais precisei
Não pediria beleza ou juventude
Pois já as tive e não soube o que fazer
Não pediria nem saúde ou paz na vida
Optaria por pedir
Somente sabedoria
Pra saber dividir o pouco que tenho
Com aqueles que trilham comigo
Pra nunca angariar inimigos
Pra conhecer a palavra certa
E ouvir o silêncio das pedras
E enxergar os espíritos das árvores
E orientar corretamente
A quem de mim precisasse
E nunca desperdiçar uma semente
E saber compeender a ingratidão
E pisar corretamente
Em cada chão por onde eu passasse
E compreender e saber respeitar
cada opinião, cada sonho e cada religião
E saber traduzir cada mensagem
Que Deus nos envia
Através dos ventos
Através dos séculos
e até por intermédio do sofrimento
Eu não pediria a Ele nenhuma resposta
Pois eu já as teria em mim
E seria eu a solução
Pra tanta angústia que domina
A cada coração sem Deus.
Quase sempre que saio de casa
Quase nunca levo a chave
Pode ser que em algum caminho
Eu encontre a nave que me leve
E nela esteja a chave de lá
Vou vivendo de alma leve
Até que ela se livre de mim
E que se lavre nos boletins da vida
Que a minha chegou ao fim
Pode ser, quem sabe
Que a vida se agrave
Até que o tempo escave em meu rosto
Muitas marcas dessa passagem
A cada vez que vou pra rua
Peço à chuva que lave-me a alma
E dê-me calma
E ponha lama eu meu caminho
Pra eu pisar
E que de preferência
Eu esteja descalço
Como eu fazia
Nos velhos tempos
de alegria e felicidade
Em que eu corria pelas ruas tortas
E as enxergava todas retas
A chuva e o tempo lavaram-me os olhos
Agora eu sei que é torto
Aquilo que é torto
E por isso nunca levo as chaves
Pois pode ser que não haja volta
E eu nunca mais precise
Abrir outra porta
Aos que te fizerem o bem
Nunca se esqueça
Aos que te fizerem o mal
Não precisa ficar lembrando
Porém, é importante que os conheça
A cada vez que fracassar
Não desista, levante a cabeça
Quando o medo do fracasso
te impedir de tentar
Tente não ter medo
Quando a gente não guarda
o fracasso em segredo
Estamos a um passo
de não temer o sucesso
O maior sucesso
que pode haver em vida
é vê-la dividida com quem
realmente te merece
Quando se pratica o desapego
A alma cresce
Cresça
E quando alguém te mandar odiar
Desobedeça
A tudo que fiz em vida
Nunca fiz nada direito
Apesar de ter feito
Com todo o amor
Que tenho no meu coração
A causa dessa imperfeição
Creio que se deva ao fato
do meu coração também
Ser algo um tanto imperfeito
repleto de amor perfeito
Porém, com o tempo
Esse amor
Por tanto ser preterido
Foi ficando
Cada vez mais escondido,
machucado, rarefeito
Eu acho que todos pensam
Ser de pedra ou de borracha
Essa coisa que eu trago no peito
e por mais que eu tente
demonstrar
Eu sempre erro, não tem jeito
Resignado, então, eu aceito
Esta porção de ingratidão
Que me chega todo dia
Faço cara e alegria
Engulo a tristeza
e digo a mim mesmo:
-Bem feito!
Nesses anos que eu tenho de vida
Nunca vi nada perfeito
Pois eu jamais busquei a perfeição
Se algo assim passou por mim
Simplesmente não dei-lhe atenção
Nesses anos que vivi sem atenção
Nem nos meus piores pesadelos
Tive a pretensão de parecer
Artista, Poeta ou algum tipo de eleito
Me contento em ser apenas
Este ser, que alguém fez de qualquer jeito
E que depois desses anos
Enxerga mal, caminha lento,
não dorme de madrugada,
acorda cedo e passa o dia a fazer nada
E tem vivido dias perfeitos
Ciente que a perfeição não existe, pois
Se há no mundo algo perfeito
é exatamente aquilo
Que a gente sabe
Quais são e onde estão
Todos os seus defeitos.
Nunca saberemos
O Real Sentido desta vida
Jamais encontraremos
A real utilidade
daquela jóia preferida
Que transforma
um simples feixe de luz
Naquela coisa colorida
Espalhada em raios divinos
Jamais enxergaremos nada
Enquanto não conseguirmos
Ser simplesmente
Aquele bando de meninos descalços
Correndo felizes na estrada
E de vez em quando
Rindo largamente
dos percalços que a vida traz
Jamais encontraremos
Essa paz, tão procurada
Que encontrávamos às vezes
Num bilhete de namorada
Ou numa roupa complicada
Que um simples colchete fechava
O tempo com a sua maldade
Carregou pra longe...muito longe
Alguma coisa muito boa e pura
Que hoje
A gente tanto procura
E não tem
Mas queria ter
E que, por malícia ou saudade
Convencionamos chamá-la
de Simplicidade.
O mundo muda
Eu mudo com ele
e por menos que seja
hoje eu já não sou
Aquele que talvez
Nunca mais você veja
Esta vida se assemelha
a uma tigela de porcelana
bela e muito frágil
logo mais
Me atiro por essa janela
ou encaro um touro
trajando roupa vermelha
Eu faço projetos
Muitos deles não deram certo
Outros
aguardam pacientes
Enquanto a alma resiste
Tem dias que me sinto coisa
e enquanto objeto
me projeto
Me vejo rumando
em direção ao infinito
Não me encaixo
Mas apesar disso tudo
acho bonito
Quando alguém
tem alguém
Que sempre lhe aguarda
Seja na linha de chegada
depois de outra vitória
Seja no final do dia
depois de outro dia sem glória
Esta vida é feita
de muitas vitórias mudas
tudo muda
Eu mudei a minha maneira
de encarar
minhas derrotas e fracassos
a cada semente morta
eu faço brotar uma flor
e quando o dia termina
eu a dedico ao teu amor
Edson Ricardo Paiva
"O que faz a diferença na vida são as pessoas. Nunca devemos nos esquecer daqueles que estiverem ao nosso lado nos momentos difíceis, pois o que menos vai importar são os que não estavam lá."
Edson Ricardo Paiva
Eu nunca compreendi direito
O conceito
Dessa nova engenharia
Que constrói monumentos
de alegria e felicidade
A cada dia mais arrojada
E que, a mim, não prova nada
Só me lembro
Que meu velho avô dizia
Coisas sobre um mundo arcaico
Num tempo em que só carecia
De uma pequena porção
de amor e lealdade
E em poucas e prosaicas proporções
Amizades e outras velharias
Que, não obstante, seriam suficientes
Ele me olhava com o olhar fraterno
e, apesar de melancólico, dizia
Que a ordem do tempo é imutável
Pra tristeza ou pra alegria
Insistia que a vida não eram só momentos
E citava outras palavras, hoje desconhecidas
Sobre bondades que jamais eu vi
Talvez seja culpa da vida, porque ela é feita de tempo
Onde a culpa cabe ao tempo, por ter sido algo abstrato
Mais importante que a própria vida
É ter alguém pra botar a culpa
Fora isso, o tempo não se compromete
Nem possui o compromisso tolo de apartar
As coisas que ora se sente
Daquelas que outrora sentia
A verdade é um gás rarefeito
Ela explode, quando se acumula
Essa é uma lei natural
Que, sutilmente rege a vida.
O perfume da flor varia
E mesmo assim
Não se muda em essência
Por causa da ocasião
Portanto
O conceito de felicidade permanece
Eternamente algo abstrato
Jamais objeto
A ser trocado em feira de momentos
Por outras felicidades
Nem se pode vê-la exposta
No museu da simplicidade
A inverdade pode ser um céu
Que desaba por sobre o telhado
E o teto por sobre o chão
É uma casa de pau a pique
e o ás de qualquer baralho
Nas mãos de outro jogador, na mesa ao lado
A alegria é um anjo frágil
Um pássaro no galho
Que, quando maltratado, bate as asas
E não há nada a se fazer pra que ela fique.
Edson Ricardo Paiva.
Eu duvido
Quase nunca
Ninguém
Há de saber
Qual é
Devido
À fé que não se tem
Até que não se tenha
É como apanhar
Um espinho num jardim
Apanhe
Sem saber qual é
Até que assim ele te arranhe.
Edson Ricardo Paiva.
Um sonho em preto e branco
É sempre um sonho
Pois ninguém que há neste mundo
Nunca sonha por vontade própria
O vagabundo que sonhou ser luz
Iluminou todo o universo
Em sua vasta imensidão
Pra descobrir que só ser luz não basta
E concluiu
Que, por veloz que seja a luz
O seu destino é sempre o escuro
E que o vento que arreia a floresta se vai
Sobrando sempre um ipê que cai
Aquele vento que passou
Não há de voltar jamais
Mas ninguém vê
Não perde tempo a pensar
E nem pensa
Que quem derrubou o ipê não foi o vento
Foi o tempo, que o fez crescer
As árvores que não caíram
Se vergaram por sabedoria
E jamais em reverência
Um sonho em preto e branco
É como um sonho colorido
Pois todo aquele que não tem ouvidos
Desconhece o som de um ruído
E pra ele é boa a vida e o mundo é bom
E cego e surdo como a luz
Veloz me sento à sombra de um ipê
Entrego ao chão o sal de uma última
lástima
Pra que deixasse ficar
No vácuo que há em volta de mim
Um espetáculo de luz e de som
E concluí que a vida foi um sonho muito bom
Pois meu mundo sempre foi desse jeito
Eu aprendi a ser feliz assim.
Edson Ricardo Paiva.
Me lembro quando em criança
Voar num barranco gramado, morro abaixo
Acho que nunca mais voei tão alto
Recordo de olhar pros lados:
Nada, nem ninguém
E eu era bem feliz assim
Se minha vida visse o brilho nos meus olhos
Quando eu lembro dela
Talvez ainda fosse aquela amiga
Quem sabe, ela pensasse em mim também
Me lembro de noites escuras
Eu acho que venci meus medos
Descendo lá, desde as estrelas, infinito abaixo
A partir de então, nada foi tão claro e tão bonito
Quanto subir novamente...e correndo
Nada nunca me fez ficar lá, desistir
Quando olhei pros lados
Nada, nem ninguém
Tudo bem, pois a vida é assim
Mas há dias em que eu quase rio também
Onde as tardes são lilazes
Se a vida me pudesse ver
Diria que eu pareço ser feliz ainda
Nos momentos que eu olho pra ela
Vida, aquela velha amiga que virou-me as costas
Me deixou lá embaixo
Nem viu que eu subi novamente
E contente
Tanto eu corri nesta vida
Acho que fui mais além
Quando a vida me procura e olha pros lados
Nada, nem ninguém.
Edson Ricardo Paiva.
"Passarinho, fim de tarde
Pensamento, Sol que ardia
Finda o dia, nunca é mais um dia
Há um só momento, uma hora boa
O gosto de voar contigo assim
Breve instante em que eu te olho
E vejo em meu pensar à toa
Qual se fosse um passarinho
Eu trouxe o meu sorriso pra mostrar
Você nem viu, não veio
Não existe olhar que alcance
Passarinho foi-se embora
O olhar ao longe chora, ecoa
Pensamento não se cansa, voa. "
Edson Ricardo Paiva.
Foi vivendo bem rapidamente
O dedo em riste e as mãos em prece
Tem coisa que existe e que nunca acontece
E quando acontece, é prá lá de distante
É chuva que chove muito além desses quintais
Nos jardins as folhas crescem, caem, se vão
Se vão pelos desvãos das mãos em prece
Nos olhos vendados, nos rincões do tempo
Parece até que no final deu tudo certo
O dedo em riste, o medo escondido
O coração deserto, perdido e ainda em segredo
Tão secreto quanto um sonho
Que, quando acontece, é pra lá de distante
Tão longe quanto o minuto passado
Vivido tão rapidamente
Quase tão desconhecido
Quanto uma vontade que passou.
Edson Ricardo Paiva.
Você nunca mais poderá estar lá
Mesmo estando nas quaresmas
As mesmas coloridas
Granulosas, do início das nossas vidas
Hoje surge um novo Sol
Sendo ainda o velho Sol de sempre
Daquela hora linda, mas que a gente esquece
Quando Deus criou o acaso
E a semente germinou num vaso
Como coisa que acontece
Como talvez nunca mais
Nem natais, nem carnavais
Dois dias iguais na semana
Pensamento que perdura
De um momento que se nega
e que nunca acontece
Uma rede de pescar, correnteza levou
Deixando a saudade de olhar
Que de olhar se via
Eram horas iguais no mesmo dia
Onde eu estava e pra sempre vou estar
Fica a escassez de detalhes a esbanjar riqueza
Pra sempre estaremos ausentes
Fica aqui a dor que se sente e pela qual se vive
Igual a tudo que se foi
Mesmo sem jamais ter sido.
Edson Ricardo Paiva.
Nunca se prenda a nada
Nem prenda nada a você
Aprenda que o certo é deixar partir
Que teu coração seja deserto
E que tenha saída
Mantenha sempre aberta
Uma porta de entrada
Mas, lembre-se
Que pra tudo existe sempre
Um outro ponto
Este, o de partida
Assim como toda criança
Que se despede pra brincar na rua
E que nem sempre te escuta
Até que um dia, ela nem te ouve mais
E dessa vez ela parte, mas pra vida adulta
Aquela que você foi um dia
Nem essa jamais foi sua
Mas há de sempre regressar
Por aquela porta aberta que você deixou
Deixe-a
Deixe que ela venha pelo menos de manhã
Mesmo que ela venha cada vez menos
Assim como há pureza
No café que sempre fica
No fundo de uma xícara que você põe
Debaixo da torneira que goteja
E que vai perdendo a pureza
A cada vez que uma gota cai
Que teu coração seja assim
Porque no fim, tudo muda
O ponteiro, a goteira, o movimento de rotação
Algo sempre oferece ajuda
A planta cresce, a folha cai...tudo se vai
Exceto a sua essência, a parte mais bela da vida
Permita que ela sempre volte pra te falar das coisas
Se ela ainda é ou se não é mais aquela
Que teu compromisso seja sempre em deixar partir
Assim é a vida, no fim a gente compreende
Que isso não chega a ser tão triste
E que não existe outra opção
Mas deixe uma porta aberta pra ela
Pra que assim as coisas venham
Sejam belas
e depois se vão.
Edson Ricardo Paiva.
Eu te prometo nunca mais
Te prometer mais nada
Vou te buscar detrás das nuvens
Causar-te pressa de voltar pra casa
Motivo pra essa vida
Eu te prometo:
Nunca mais vou te fazer promessa
Serei tua prece atendida
Quero ser coisa boa e boba na tua vida
Invisível, como a flor colhida
Estar em cada pequena alegria
Ser o começo e o fim do dia
No pôr do sol, no recreio
Na lembrança, o tudo que não volta
Na saudade, o todo que não veio
Porventura houvesse
Em tudo eu recomeçaria
Ser teu telhado, guarda-chuva, escudo
Encabeçar a lista da melhor lembrança
O suor que conquista
Colocar você no escrito do poema
E, se deixar-te
Deixar-te algo bonito pra dizer de nós
Estar naquele canto que ficou vazio em minha ausência
No frio que virá veloz...sem pressa.
Edson Ricardo Paiva.
