Poema Nao Chora mais ele vai Voltar

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⁠O mundo sem você era inimaginável
E não aceitava o eminente fim
Perdoei o que não era maleável
Assim mesmo não quis ficar, pobre de mim
Chorei o que não podia
E todos os teus retratos dei fim
Amei quem não devia
Assim mesmo não te esqueci, pobre de mim
As vezes me vi caindo
Sem ter onde me apatifar
As vezes me vi voando
Ensaiando outra vez amar
Mas não, chega
Se for pra viver assim, pobre de mim

Inserida por denison_ramos

⁠Sim estou apaixonada
mas não é paixão física
é uma paixão de criança
aquela que a inocência alcança

É uma paixão de olhar
de chorar ao se encontrar
e se ele não me quer
ai que pra mim o mundo acaba

Ai que estou amando
ele é lindo
e se não me admira
ai que outro olhar não mira

e um suspiro fundo finca
é meu peito estourando
é meu coração de balão
as vezes colorido,
as vezes não

Lupaganini

Inserida por Lupaganini

⁠É como se eu não estivesse inteiro
Sonhos inquietos e passageiros
Levou-te para longe o teu ser
Deixou-me para trás, como vou viver?

Como vou esquecer-te? se ainda hei de escrever-te os mais lindos poemas, cantar-te as mais lindas canções, desejo que unam-se nossos corações.

Do que adianta fazer-te os mais lindos poemas, sabendo eu, que não vai lê-los
Do que adianta cantar-te as mais lindas canções, sabendo eu, que não vai ouvirdes.

Sempre que vejo as mais belas paisagens sobre a Terra, acalmo meu ser, e pergunto-me "onde anda você" tenho em meus olhos as mais belas miragens.

Inserida por Gabriel-GMG

⁠Planejando a hora

Vivo planejando a hora
Depois a hora me planeja
E me diz: ora, não demora!
Então, eu meio que na peleja...

Visto-me logo de compostura
E me faço nas horas que perco
Nada me foge, de tudo me cerco
Pois, não posso perder a postura

Mesmo que no trabalho
Encontre um pirralho
Que me desafie a paciência
Tento me impor com tolerância!

Mas, ainda assim lamento: bolas
Por que no dia me falta horas?
Mesmo que planejamento eu faça
Tenho que driblar as horas, na raça!

Porque o tempo voa
E ainda que muito eu faça
Ainda dirão que estou atoa
E isso é injusto e não tem graça!

Eu faço meu tempo planejado
Desde cedo até a noite
E assim planejando vou seguindo
Antes que me venha a morte!

Inserida por marialu_t_snishimura

⁠ESCONDERIJO EM SI MESMO

É...foi na infância que tudo começou!
Quando eu te via e depois não te via
E que alívio era quando você dizia:
“Achooou!”

E era só uma brincadeira
Que durava a tarde inteira
“É pra esconder!”
“Xiiii...barulho não pode fazer!”

E hoje, pra me sentir protegido,
Pra passar despercebido
De me esconder precisei
“Me cansei!”

E nesse esconde-esconde me perdi
E tentando me encontrar já me percebi
Será que sou mesmo assim?
“É que me escondo até de mim!”

Talvez falte só resgatar
Da criança o brilho no olhar!
Brincar de viver é pesado!
A regra é se encontrar, se aceitar
E no escuro, escondido, fica ainda mais complicado!

Inserida por tania_junia_soares

AMIZADE NÃO RELATIVIZADA


Decidimos juntos está verdade
⁠Porque firmamo-nos na cumplicidade
pactuamos uma amizade não derradeira
lutamos proximidades sem fronteira

Você ficava onde sempre estava
Despertavas meu humor adormecido
Perante seu sorriso rasgado
Não tinha como não estar confortado
Na verdade sempre lá estava

Vejo intelecto como seu baluarte
Não vejo desvinculação nos seus feitos
Sim!!! Nao vejo desvinculação
Seus passos convergem com seu coração
No rítmo da nossa música sempre dançaste indiscriminidamente
Vejo-te uma fortaleza confidente.

Num tempo e mum espaço
Lavramos e cultivamos
Pulverizamos e colhemos
Em sincrónia o Adonai dá-nos frutos, e segrega os joios.

Inserida por Kambali12

⁠⁠Nada feito

Lá se foi um verso inteiro
e eu não disse coisa alguma
Esse aqui já é o terceiro
e a rima mal se arruma

desperdiço meu tinteiro
escrevendo, assim, ligeiro
antes que a palavra suma

Inserida por mnora

⁠Lucas 6, 41

Não há cruz que me segure,
que me impeça de gritar;
não tem fé que me torture
e que faça eu me calar!

Quem quiser, pois, que procure
um remédio e se cure
de querer vir me curar...

Inserida por mnora

Céu Purpura

Sob ruas nevoentas, não enxergo justiça
Sem horas para contar minha insônia
Divago louco, envolto no pálido tato
Segurando a linha tênue da vida
Em pele conflitante a minha
A morte possui senso de humor
Rindo ele esteve, do nosso genuíno amor
Pintando-a, assim, de provocador roxo
Jus as suas vestimentas fúnebres
Destoante de seu cerne perfeito
Forçado estou, ao fardo doloroso
De carregar a obra-prima mortal

Sublime aroma angelical a fugir
De seus cabelos sem luz a revirar-me
Sua essência absoluta, do meu lado a ficar
Zombeteira aos olhos impudicos
Sua posição transcende sangue e carne
Me isolando de ti, abriu celebres asas
Largando a existência antiga
A qual amei perdidamente
Mas pouco me falta

Não serei capaz de dá-la a terra
A mim sempre pertenceu e assim será
Dissipado em eterna aflição
Deita-se em mim sem mais tensão
Inabilitado do pensar
O que me resta é apreciar
Juntos as suas preferidas Violetas
O céu purpura de seus lábios.⁠

Inserida por cawan_callonny

⁠Violeta

Uma órfã avistou
seu quintal ao fim da guerra
e, chorando, acreditou
que a vida não se encerra,

pois, ali, o sol raiou,
o arco-íris se formou
e uma flor brotou na terra...

Inserida por mnora

⁠Conselhos

Se não foi tão bom, reclame!
Chame Deus no céu e clame!
Se você vencer, proclame!
Se for bem legal, me chame!

Pra quê medo de vexame?
Faça versos e declame!
Ou, então, apenas... ame!

Inserida por mnora

⁠Solidão

Segura e viciante
O tempo tirou isso de mim
Tornando pesada e densa
Não há coloração em meu mundo
Eu pintei de minhas cores, para ver só a mim
Em meu casulo natural
Nenhum Sol a nascer por mim
Cavei minha felicidade bem abaixo de mim
Para afinal ser abatido pela minha dor
Garanti minha passagem vitalícia
No labirinto chamado eu
Numa busca imprestável
Eu sou meu escravo
Na infinidade de possibilidades
Eu fiz de mim a mais desgraçada delas
Atirei-me ao fogo, na intenção de sentir
Para afinal perceber, que havia fugido de mim
Em solidão
Como o ninguém que desejei ser.

Inserida por cawan_callonny

⁠Não Desejo Salvação

Põe-me para descansar
Indesejada benignidade
Querer existencial revogado
O culpado em minhas visões, sou eu
Ser sem vida compõe o resto
Meu eu fugiu de mim
Tentativa vã de se salvar
Bateu de frente com sua punição
Desejada punição, desejável dose punitiva
Feita com minhas próprias partes
Consumindo mais de mim para sobreviver
Sobrevivência traçada umbrática sob meu céu
Mente defasada não pensa, coração mórbido não sente
Abatido e mortificado e destroçado e paranoico
E lamina mortal e fria e insano suicida
Lentamente entregue a confortável morte
Acobertado cérebro no desejo mortífero
Não mais responde ao seu chamado
Distinto instinto apoderado a morte
Brisa penumbral virou deleite imutável
Imortal oração de morte, do orador ao seu alvo
Eu sou os dois, assassino e alvo
Chefe e contratado, marcado de morte em vida
Minhas mãos assassinas proveram única piedade
Conhecida e apreciada, vagando esquecido
Pelos mesmos lugares que em vida não importavam
Agora há de importarem, pois sozinho mais uma vez
Hei de estar.

Inserida por cawan_callonny

⁠⁠Sabieis!! Sabieis.
Aquele que não tem mulher, fica disponível para as coisas do senhor, fazendo por agradar a Deus.
E aquele que tem mulher fica disponível para as coisas do mundo. Dedicar-me-eis 4 festins por ano.
Não vexareis um desconhecido.
Amantes de pombos/as. Nem lhe lambereis as botas.
Pois vosso é o Reino.
O poder e a Glória de um Rei.
Ámen.Isso é a doxologia. Doxologia?
É o raio que os parta poeticamente.
Pois vosso é o Reino.
O poder e a Glória de um Rei.

Inserida por ricardo_felix_1

⁠Eu te amo em silêncio
Não sei como isto aconteceu
Mas sinto que também me ama
Com o seu olhar no meu

Sempre que nos encontramos
Nós ficamos nos olhando
Sem dizer nada um pro outro
Só os corações falando

Parece que tem um ímã
Que puxa o nosso olhar
Eu fico te admirando
Sem conseguir disfarçar

Você é um homem alegre
Gentil e lindo também
Em você eu vejo tudo
O que desejo em alguém

O dia que não te vejo
Fico sem felicidade
Olho suas fotos no face
Pra matar minha saudade

Eu te amo loucamente
Não sei mais o que fazer
Não quero me revelar
Mais sofro em te querer


(SOPHIA, Ireni. Te amo em silêncio. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 71).

Inserida por vozesperdidasnotempo

⁠⁠como se não bastasse
que já vivemos aprisionados pelo sistema do homem
em meio a tanto regresso e desordem
ainda somos conduzidos a viver mascarados
para nos lembrar do quão somos silenciados

como se não bastasse
que já temos um prazo de validade
que somos marcados e codificados
em nossas identidades
ainda somos sintonizados a assistir
a perda da nossa liberdade

a mentira travestida de verdade
a apatia desfilando na sociedade
a autocracia maquiada de constitucionalidade

e ainda se não bastasse
ter que nos acostumar a ver as pessoas partindo
somos obrigados a ver a natureza se destruindo
o mundo se dividindo
a humanidade sucumbindo
o amor se extinguindo

para nos lembrar que seguimos mungidos

Inserida por FelipeAzevedo942

⁠Existe algo selvagem na possibilidade
Uma faixa de chegada que não se importa com os segundos,
Onde qualquer diferença mínima pode ser uma dádiva
Ou um abismo inalcançável.

Inserida por juliacordeiro

⁠ Mas quando os dias não caem em minhas mãos, te vejo como um botão metafísico em flor;
fazendo sombra de um pássaro em meu quintal desproporcional.

Na qualitativa desesperada de cantar algo que possa lhe servir de algo.
Sou retroativo quando me falam de você.

[Estou esperançoso sobre nós dois.]

Inserida por HudsonHenrique

⁠TAL QUAL MOISÉS

Em meio às correntezas,
O rio se agitava,
Não entendia seu leito,
Porque aquele menino chorava.

Lançado ao léu e sem amparo de mãos,
Tocou o coração divino,
O menino que libertaria seus irmãos,
Da crueldade de um Império mesquinho.

Mas, naquele momento,
Compreensão lhe faltava,
Não entendia o abandono,
Da mãe que tanto amava.

No escuro, dentro de um cesto,
Sem ao certo entender aonde ía,
Remexido pelo pavor,
O medo o envolvia.

Apesar de tanta incertenteza,
Do destino que o abraçava,
Deus cuidou daquele menino,
Que com tanto pavor chorava.

Havia uma mão invisível,
Conduzindo aquela estrada,
Em meio a tantos desvios,
Deus protegia e guardava.

Muitas vezes, não entendemos,
Porque a solidão nos abraça,
E nos sentimos inseguros,
Diante de tantas ameaças!

Não temas, existe um Deus no oculto,
Controlando toda essa farsa,
Te escondendo no escuro,
Aonde também te abraça.

Ele conhece o seu choro,
E recolhe cada lágrima,
No Seu odre entesoura,
Para a próxima etapa,

Este rio é bravio,
Forte e destemido,
Mas não pode suportar
O grande poder divino.

Ele cuida de você,
E te conduz ao seu destino,
Conhecerás o Seu poder,
Desfrutando um amor incrível!

✒️ Autor: Vanessa Ribeiro
☀️ Inspiração: "Casa de Destino" @jbcarvalho

Inserida por EternizandoTesouros

⁠Seu ``afeto´´ não era amor!
Era pena!
Não pedi seu, sinto muito!
Pedi, te quero tanto!

Inserida por olhabruxa