Poema Nao Ame sem Amar
Poesia: Jenipapo a resistência com consequência
Na Guerra da Independência, não houve clemência!
Muita inocência, os piauienses lutavam por independência!
De um lado, portugueses fortemente armados!
Soldados, desalmados, armas de fogo e até canhões!
De outro lado, sertanejos, indígenas, vaqueiros!
Os verdadeiros, brasileiros, não foram fujões!
Com armas artesanais, foices e facões!
Às margens do Rio Jenipapo a batalha foi cruel!
Lutava um povo fiel! Seu papel?
Resistir a opressão, voltar a situação! Colônia não dá mais não!
Nesta luta, seu cabra da peste o Nordeste saiu na mão!
Então Piauí, Ceará e Maranhão se juntaram de montão!
Independência ou morte, que confusão!
Batalha suicida, mais que em poucas horas os portugas domina!
Na batalha pela emancipação, essa luta não foi em vão!
Salve os heróis no Jenipapo, porque nem tudo deu errado!
Os heróis da resistência, clamavam por Independência!
Em seis de agosto de mil oitocentos e vinte e três veio e emancipação!
Piauí, Ceará e Maranhã ganharam de montão!
Ser independente, foi a solução!
Salve Jenipapo, que não saiu na contramão!
Salve os heróis de Jenipapo, nossos verdadeiros irmãos! (Marcos Müzel 14/5/2025)
“Um Homem e Verdade"
"Um homem de verdade não é medido pela força, mas pelo amor que ele espalha.
Ele arranca sorrisos, cuida de quem ama e se sacrifica todos os dias por seus filhos.
Ser honesto, dedicado e amado é a maior conquista que um homem pode ter."
Nunca me diga que não posso fazer algo...
A mim, que dancei com dois corações.
Que respirei com quatro pulmões. A mim, que tenho sido gelo, fogo e vento.
Que levei na barriga o peso de dois mundos.
Que dei à luz a vida, aos gritos. Que abracei a tristeza sem medo.
E chorei sorrisos.
A mim, não me diga que não sou capaz de alguma coisa. Pois eu sou capaz de tudo.
Depois de Tanto Tempo
Ah…
depois de tanto tempo,
me machuquei de novo.
Não por ele,
mas por tudo o que eu carreguei sozinha no peito.
Eu compreendo.
Sei que ele não quer nadar agora,
e eu não culpo a maré.
Mas ainda assim, mergulhei.
Tentei remar contra o silêncio,
tentei fazer a gente acontecer
na força do meu afeto.
Dei tempo,
dei espaço,
dei alma.
E talvez tenha me perdido um pouco
tentando manter a gente inteira.
Mas cada coisa tem o seu tempo,
e às vezes o nosso
não vem junto.
E isso…
isso não tem conserto,
nem resposta,
nem plano B.
Só tem o vazio de quem tentou,
de quem amou mesmo sem certeza,
de quem quis ficar
quando o outro já ia embora em silêncio.
Então tá…
não tem o que fazer.
Só deixar o tempo curar mais essa ferida
e torcer, bem lá no fundo,
pra da próxima vez
o amor me encontrar de mãos dadas
com alguém que também queira ficar.
Sigo firme, na paz da minha consciência,
Trabalhando, vencendo, sem pressa, com essência.
Não corro atrás de quem não sabe o que quer,
Porque quem vive de agrado, se perde sem perceber.
Prefiro a solidão da verdade,
Do que a companhia de quem finge maturidade.
Enquanto uns se preocupam em não magoar quem não liga,
Eu cuido da minha alma, da minha vida, da minha autoestima.
Não importa se vc ...
não segue os padrões dos olhos de quem te admira ou não.. te percebe ou não...
Se a sua roupa não condiz com o estilo daquele que te nota ou simplesmente é alguém que não segue a simplicidade nem mesmo o respeito pela escolha do outro...
Não importa e não se importe se vc passou despercebida... pois aquele que não percebeu, segue no vazio cheio de interesses por desinteressados.
É preciso estar em silêncio.
Não o silêncio de fora —
o de dentro.
Aquele que vem quando a alma
para de se explicar.
Só assim. Só no vazio do ruído
é que as coisas miúdas falam.
E elas — tão pequenas —
são as mais belas.
Porque são as únicas verdadeiras.
A cachoeira escorrendo sobre as pedras,
sem pressa de chegar.
O pássaro tecendo o ninho,
com o mesmo fio do tempo.
A semente rachando o solo,
num instante que ninguém vê.
As coisas pequenas —
essas, sim, sussurram em maiúsculas.
São tímidas, como o amor
quando ainda é um segredo.
Mas belas. Inteiras.
Mas a paixão...
ah, essa berra.
Espetada no peito,
atropela as frases,
rouba o fôlego e o sentido.
E cega.
E ensurdece.
E transforma o outro
num eco do que falta em nós.
O amor não.
O amor é a pausa.
Espera a febre passar.
Senta ao lado.
Não exige.
Olha —
e reconhece.
Só quando tudo se aquieta
é que o coração entrega
sua palavra crua.
Só quem para — de verdade —
ouve, enfim,
o que as bocas nunca disseram.
E então, no silêncio que sobra,
toca o impossível:
ser entendido
sem precisar falar.
Você me pergunta se eu te amo.
Digo que sim.
Você me pergunta o porquê.
Mas a resposta não cabe nas palavras.
Ela mora nos gestos que escapam da boca:
nas panquecas com mel feitas de surpresa,
no silêncio que não coça a garganta,
no erro que você comete
e eu deixo passar como nuvem.
Não por dó —
mas porque o amor é míope (como eu sou)
e prefere enxergar embaçado.
O amor é transcendental.
Ou seja: escapa.
Foge das definições como um gato —
no peitoril da janela,
olha para você, mas não obedece:
é a imprevisibilidade que se deixa ficar.
É um peixe vivo na banheira da alma —
algo inadequado, mas presente.
Ou a sombra de um pássaro:
risca o chão e some antes de você apontar —
pura efemeridade.
É sagrado,
porque é inútil (não serve para nada).
Como um copo d’água na madrugada —
não sacia, só umedece os lábios.
É real,
porque não precisa ser provado.
E é impossível.
Como traduzir o cheiro da chuva
sem nomear a saudade?
Conexão
Tem coisa que não se explica,
só se sente.
Um olhar que atravessa,
um silêncio que entende.
É pele que reconhece,
alma que se enrosca,
energia que dança
sem precisar de resposta.
Não é só corpo,
é encontro.
É quando o tempo desacelera
e o mundo vira nós dois — pronto.
Conexão é isso:
não força, não cobra,
só flui…
e vicia como se fosse obra de outra vida.
Acordar Cedo
“Quem acorda cedo desperta não só o corpo, mas as oportunidades do dia.”
“Cada amanhecer é uma chance nova — e quem acorda cedo chega primeiro aos seus sonhos.”
“A paz da manhã pertence a quem escolhe levantar antes do mundo acordar.”
“Acordar cedo não é sacrifício, é investir nas primeiras horas do seu sucesso.”
“O sol nasce para todos, mas só ilumina primeiro quem decide levantar.”
Talvez tenha sido breve, o momento não se repete.
O que passou, passou!
Possa ser que uma nova oportunidade aconteça, mas não será aquele momento que você deixou passar.
A mente está presa ao passado, não vive o presente e idealiza um futuro sem resolver a doença mental a qual está submetida.
O medo de tentar e dar errado está tão empregado, que a auto sabotagem já se sobressai sobre a vontade de começar.
Mentes vazias, mentes ocupadas de um lixo tóxico chamado passado.
Você nasce sem saber nada e morre tentando aprender, mas em nenhum momento tentou se conhecer.
Islene Souza
O Sabor dos Segundos Apaixonados
Ah… os segundos do amor têm um gosto peculiar.
Não são como os segundos comuns, monótonos e previsíveis.
Quando alguém está apaixonado,
o sabor dos segundos se transforma.
No início, eles têm o gosto
do primeiro gole de vinho:
doce, leve, quase ingênuo,
mas com um calor que sobe
e avisa que algo poderoso está vindo.
Quando dois apaixonados se tocam,
esses segundos se tornam
calda de caramelo quente
escorrendo devagar —
cada instante estica
como se não quisesse acabar.
Em momentos de saudade, os segundos mudam:
tornam-se amargos como café sem açúcar,
mas com um fundo viciante.
Há algo neles que machuca,
mas também mantém o coração pulsando.
E quando o amor é correspondido, pleno e real…
ah, esses segundos têm o gosto de
chuva em dia quente:
inesperado, necessário
e impossível de esquecer.
O som do silêncio
Amo o som que o silêncio da minha própria companhia faz.
É um som que não precisa de palavras, não exige respostas, não impõe presenças.
É o som de estar em paz comigo, de me reconhecer sem pressa, sem máscaras, sem obrigação de ser algo para alguém.
Nesse silêncio, descubro nuances do que sinto e do que sou.
Escuto pensamentos que costumo silenciar, percebo emoções que ignorava.
É um espaço onde posso existir sem me explicar.
Onde não preciso ser forte o tempo todo, nem estar certo, nem ser compreendido.
É no silêncio da minha própria companhia que entendo o valor de estar comigo.
Não como fuga do mundo, mas como reencontro.
É ali que respiro de verdade. Que me acolho.
É ali que o barulho de fora perde a força — e o que resta é essencial.
Esse silêncio tem som.
Um som calmo, denso, honesto.
E aprendi a amá-lo. Porque é ali, nesse som quase invisível,
que me sinto inteiro.
Alegria Efêmera.
Sou completa em mim,
Embora, não são todos os dias que dão certo,
Carrego o amor como maior jóia,
Enquanto as vezes também se torna pedra de tropeço.
A taça é meu trabalho,
Mas, demais é kriptonita,
Não aceito o fato de te perder pra mim,
Num momento que nem era eu,
É uma briga do certo com o ardor da garrafa,
Onde, se não existe nada do ocorrido se fez,
No meu peito mora ninho,
Não gaiola, mas, a kriptonita engarrafada apaga a memória,
Desconstrói até o ser humano mais construído,
Constrange,
Até os dentes rangem,
A falta que você me faz.
Às vezes, o mais importante
não é sentir-se conectado por dentro.
É apenas desconectar-se, por um instante,
de tudo que o mundo externo nos rouba.
E ter a sensação – ainda que breve –
de sermos livres de verdade.
A sinceridade que agrada a Deus.
Deus não tem um relacionamento íntegro com quem é parcial e seletivo. Ele busca uma sinceridade e uma espontaneidade que O surpreendam a cada momento.
Ele ama quem Lhe expõe suas fraquezas, tristezas e descontentamentos; quem não tem vergonha de se manifestar a Ele por inteiro. Pois, assim como é verdadeiro, Ele deseja que todos também sejam verdadeiros com Ele.
"Pai, se não for de Ti, não permitas que me toque. Que caia por terra todo presente envenenado, toda aliança disfarçada de bênção. Porque eu sei: até o diabo sabe se vestir de promessa."
Pois está escrito: “Ainda que mil caiam ao teu lado, e dez mil à tua direita, tu não serás atingido.”
Mas também sei o que disse Maquiavel: “O homem esquece mais rápido a morte do pai do que a perda do poder.”
E é por isso que não me iludo com sorrisos.
Não me encanto com elogios.
Não aceito coroas que venham com coleiras.
Eu não quero tudo.
Eu quero o que vem limpo.
O que vem com a mão de Deus — e não com a mão de um traidor.
Porque aprendi com a Bíblia a esperar o tempo de Deus.
Aprendi com Shakespeare que até reis morrem pelas mãos dos que beijam seus anéis.
Aprendi com a vida que bênção fora de hora é armadilha disfarçada.
Então, Pai...
Se for plano Teu, confirma.
Se for cilada, confunde.
Se for bênção, aproxima.
Se for engano, afasta.
E se for pra me derrubar... que seja só de joelhos, na Tua presença.
Que nenhum homem, por mais poderoso que pareça, ouse disputar com Teu propósito em mim. Porque quem se levantar contra mim, estará se levantando contra Aquele que me levantou do chão.
E nisso eu descanso. Porque quem anda com Deus... não precisa correr atrás de nada. O que é Dele, me alcança.
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Purificação
Sentir o silêncio significa ouvir um pranto sentido, mas não derramado, de um escritor que foi morto pelas palavras falseadas.
O levar dos minutos arrasta a realidade e ao atravessar o silêncio de uma ponte de névoa eu me transformei em neblina.
O vazio diz para a esperança desistir porque nada tem sentido. A esperança afirma que ela é palavra e concreto, indestrutível e incorruptível.
Vida e morte se encontram no mesmo instante e o que é eterno morre e renasce no mesmo insight das palavras não ditas, mas sonhadas.
Existidor – mistura de existir e dor.
Exemplo: Ela existidou até o último instante.
A alma é para o tempo assim como o corpo está para morte. A alma se esvai com o tempo, assim como o corpo se esvai para a morte.
Um estado pusilânime se apossou dos convidados em coro lastimável entremeado de dor e silêncio.
No seu quarto silencioso a dor apareceu como um fantasma e ela em meio à sua solidão desértica derramou seu pranto fúnebre.
Daria voz à melancoalegria, mistura de melancolia e alegria. Seria uma alegria triste, como o sorriso da Mona Lisa.
Ser humano é dançar com as estrelas no espaço cósmico.
