Poema Nao Ame sem Amar
Tem coisas na vida que não se programa, simplesmente do nada, acontece, naturalmente!
@elidajeronimo
Ao amanhecer
você é mel, orando
e agradecendo aos céus
ao anoitecer
você virá pimenta
não é qualquer homem
que te aguenta
no intervalo é arco íris
deixando todos a sua volta
felizes.
Sergio Fornasari
És tu que tiras-me o sono
Molhas-me com o líquido morno
Por ti, punha a mão no forno
Tu não tens dono tens filhos em seu trono
És tu que atravessas mares, em todos os lugares
Conquistas para amares
Propagas-te pelos ares como bombas nucleares
Ignoras olhares e conforto dos lares
Com a verdade andas aos pares
Malícia vares, tocas em bares
Em auriculares, seguidores tens milhares
És resistente, como os pilares
És tu o inimigo dos políticos
Pelos temas críticos e verídicos
Causas e efeitos deixas explícitos
Em curto tempo expões
Problemas em poemas rítmicos
És tu criação da mentalidade negra
Aceitamos-te não, precisamos de uma adaga
Em termos de raça, sua visão é cega
Branco, Negro até Amarelo tu não negas
Foste fragmentada ao passar do tempo
Ganhaste ramificações «bounce» por exemplo
Discípulos que fazem do estúdio seu templo
E os que usam-te como profissão, cairão com o tempo
És tu razão da minha metamorfose
Uma mente e um espírito no corpo simbiose
Tu bem sabes que abuso da dose
Se fosses droga morreria de overdose
Tornaste-me marujo neste mar de letras
Metaforizaste os remos em canetas
Provérbios e aventuras anoto em sebentas
Não precisas de cadernetas aqui não há tretas
És mal interpretado, não és culpado
O teu afilhado é que tem-te marginalizado
Empenhado no pódio e no trocado
E outros preocupado em deixar o pessoal informado
Tu cá em África és considerado vício
Em América, és como ofício
Mas continuas uma arma desde o início
Sabes o que fazer no momento propício
És tu o dedo na ferida, do político e sua política enfraquecida
Forneces ao pessoal o que censuram no jornal
És a reflexão lógico-racional em nível mundial.
Nunca deixei de gritar por não ser escutado
Nunca desisti por não estar acompanhado
Nunca mudei a escrita por não ser compreendido
Nunca em meus escritos citei um verso ouvido
Nunca pensei em lucrar com o RAP que faço
Nunca falarei mal de alguém para ganhar espaço
Nunca falei bobagens para versos rimarem
Nunca farei música para miúdas dançarem
Nunca lamentei da vida sem antes trabalhar
Nunca deixei de sonhar em arquitetar
Nunca propositei erros por ser imperfeito
Nunca consciente mostrei o meu defeito
Nunca por falta de guita arranquei carteira
Nunca por sofrer «bulling» abandonei a carteira
Nunca por falta de ideias escrevo besteira
Nunca a minha Mãe sofreu com a minha asneira
Nunca saí á rua para criar um inimigo
Nunca deixei-me influenciar por um amigo
Nunca para ser acarinhado divulguei meu segredo
Nunca do trabalho tive medo, sempre acordo cedo
Nunca a minha realidade escondi com mentiras
Nunca dei nem darei sangue a miúdas vampiras
Nunca levantei mão a nenhum adulto
Nunca por ser miúdo agi como um puto
Nunca respeitei a cara de quem me fala pelas costas
Nunca rompi amizades por partilhar ideias opostas
Nunca tatuarei o nome de uma mulher em minha pele
Nunca dirigi-me mal inspirado com a caneta no papel
Nunca procurei mentir para ganhar a razão
Nunca quem elogiou-me apertou-me a mão
Nunca irei a palhota pedir uma mansão
Nunca me faltará pão tenho profissões na mão.
Sabias que é estupidez ignorar quem te chama
Sabias que o amor hoje em dia não têm chama
Sabias que o homem só quer o corpo da dama
Sabias que a mulher no homem só quer a grana?
Sabias a perfeição é fruto da calma
Sabias que a infelicidade da celebridade é a grana
Sabias que o homem peca fazendo sexo com a palma
Sabias que a fé pode salvar a sua alma?
Sabias que a guerra é sempre intencional
Sabias que o vício pode ser fatal
Sabias que o natal não é uma data celestial
Sabias que a bíblia é um alimento espiritual?
Sabias que Moçambique é mais que a capital
Sabias que nossa riqueza não é só cultural
Sabias que é uma dádiva a capacidade intelectual
Sabias que o limite é uma barreira mental?
Sabias que à IURD é um quartel de impostores
Sabias que os pastores são burladores
Sabias que eles também são cobradores
Sabias que no Cenáculo tem ATM nos corredores?
Sabias que cá há muitos investidores
Sabias que eles são meros exploradores
Sabias que os Políticos são prometedores
Sabias que a campanha é um ritual de enganadores?
Sabias que os Pais são mais que educadores
Sabias que os livros são mais que televisores?
Sabias que certos negros acham-se inferiores
Sabias que muitos brancos julgam-se superiores?
Sabias que América só causa dores
Sabias que a idolatria nos torna pecadores?
Sabias que o indício das eleições são os contentores?
Sabias que L.J. tem reflexos observadores?
Das paredes orgânicas da minha progenitora
Tanta coisa se passou, minha memória não ignora
Quatro quilos e duzentos gramas quando cheguei cá fora
Bebé saudável e passei pela incubadora
Noventa e quatro é o ano, Agosto se não me engano
Hospital Central de Maputo, parto cesariana
Mãe crente, de uma família carente
Dono do feto ausente, conheci o amor materno somente
Filho único educado a respeitar não pelos bens
Respeitas-me, respeito-te, não pelo que tens
Brincava na rua das sete às dezassete
Com os amigos, descalços, sem camisete
Luta punho a punho, não havia canivete
Conversas cara a cara, não tínhamos internet
Ao anoitecer, telejornal, novela e cama
Mata-bicho pão com «badjia» raramente havia Rama
Cresci a jogar tétulas, não tinha Super-Mário
Carrinhos de arrame, sem bolo no aniversário
Fiz um rolamento, chamaram-me engenhoca
Bilhares de papelão, minha imaginação era louca
Época de férias metia o pé até a praia
Nunca sozinho sempre com amigos da mesma laia
Nando e Hipólito, Lima, Acácio e Caló
Companheiros de infância nunca estivemos só
Fazíamos casinhas, brincando de Papá e Mamã
Todos disputávamos para o papel de Papá
Diferente de uns, nunca fui a creche
Aprendi sozinho a não mexer o que não se mexe
O vício pelo dinheiro não bateu a minha porta
Mas a necessidade sim, o motivo pouco importa
Comecei a vender sucatas ao pé do cinema «Charlote»
Semanalmente tinha que conseguir outro lote
A rua foi a escola, meus amigos os meus docentes
Meus familiares próximos também estiveram presentes
Na construção da personalidade e na minha educação
Palavras não bastam, agradeço-vos de coração
Por cada lição dada com dedicação
Por cada punição a cada má acção
Por cada correcção, por cada «sim» e «não»
E por tudo que não posso dizer nesta ocasião.
A Disciplina de Deus não é apenas para com os que erram, mas principalmente para aqueles que querem Acertar!
LCS
Existo e sou real não me descrimine
Acelero a morte de quem não se previne
Sou mortífera, criação da ciência
Carnívora, tiro-te a existência
Não tenho estrutura, não tenho aparência
Não tenho moldura, não tenho clemência
A escala decimal, reduzo sinais vitais
Responsável desse mal
Transforma vidas em restos mortais.
Existo e sou real não me descrimine
Sou mais penal que qualquer crime
Te agrado, sou o pior veneno
Se propago e ganho mais terreno.
Existo e sou real não me descrimine
Sou mais penal que qualquer crime.
Eu não nasci assim estranho como sou
E não culpo a mim ou quem me criou
Sou fruto da sociedade ela que me moldou
Na busca de integridade que a mesma rejeitou
Por mais solitária que seja minha pessoa
Um tanto arbitrária, céptica que até enjoa
Preciso de companhia, além do meu ego
E procuro dia a dia, a falsidade não me entrego
Pois viver de aparências e não ter identidade
Convergem na mesma triste realidade
Fingir gostar e ser só para ser aceite
Digo: não é viver quero ser diferente
Apurado ou não seu campo de visão
Aparência é ilusão, obstrução da percepção
De conhecer o que é, além da configuração
Exterior que também, é uma distorção
Serei o que quero (eis o cerne da questão)
Opinião nem espero para saber que é enganação
C.D.F. (cabeça de ferro), que seja isso então
Ao menos me venero quando rejeitado na nação
Diferente de vós, ó fracos de coração
Que procuram aprovação, de quem vos pisa sem educação
Estúpidos sem noção, aparentam o que não são
Carentes por atenção, marionetes da globalização.
Todos sentimos a necessidade de se enquadrar em um grupo social, que partilha das mesmas ideias que as nossas. Quando somos rejeitados a primeira, por vezes vestimos máscaras só para sermos aceites. Vivemos de aparência para agradar a terceiros, não queremos ser vistos como estranhos. Mas eu digo, ser estranho é ser diferente, e ser diferente num mundo de iguais, é o que nos torna especiais.
De oitenta e um à noventa e um
Foram dez anos que não houve jejum
As mentes trabalhavam, reportavam o que importava
Se inspiravam no que observavam, educavam quando repavam
As cabeças abanavam ao «boom-bap» que tocava
Os ouvintes imitavam o artista que apresentava
Na rua, no palco, onde quer que se encontrava
Ao sol, a lua, o MC improvisava
Sem receio ou censura, a alma se libertava
Nascia assim a cultura que a negritude representava
Quatro pilares na estrutura, era tudo que suportava
O B-Boy que dançava, o DJ que tocava
O Grafiteiro que pichava e o MC que apresentava
Época de ouro passou, o Hip Hop se desintegrou
Individualismo se alastrou e a cultura declinou
Fedelhos invadiram, a internet ajudou
Entre eles competiam, pela imagem, pelo flow
Os puros assistiam no que tudo se tornou
Alguns desistiam outros tantos se vendiam
Ramificações surgiam mas o underground não abalou
Equipados de dom, consciência e competência
Guardiões do nosso som, resistiam as tendências
Criticavam os que não entendiam, elogiavam os que sentiam
As raízes que fortaleciam e impediram a decadência.
"Quem não luta pela conquista, apanha do próprio pensamento.
E cada vez mais, perde a vontade de tentar.
Sendo assim, aquele que poderia ser vencedor, se torna perdedor mesmo sem lutar."
Autora #Andrea_Domingues ©
02/06/2019
A Igreja não é um prédio ou um encontro social, não deveria ser mesquinha, segregacionista, preconceituosa; não deveria condenar as pessoas, impor religião, ser dona da razão.
Igreja é um lugar impossível de ir, pois é algo possível apenas de ser!
A igreja somos nós!
Igreja é a comunidade de toda gente, onde o amor é a regra de fé e prática, onde Jesus é tudo em todos!
Na vida ✓
"Não tenho certeza de nada,
mas a natureza me faz viajar."
Que triste seriam os caminhos,
sem a natureza para enfeitar.
Que triste seria o céu,
sem os pássaros rodopiando no ar.
Só de contemplar sua beleza,
minha alma se enche de nobreza.
Quão forte sua conexão,
que nos leva ao céu,
sem nos tirar do chão.
E ainda tem gente, que desacredita
da existência de um criador.
Que triste seriam nossos caminhos,
sem essa visão de esplendor.
Somos borboletas nesse mundo,
aproveite a paisagem com fervor.
Regue os dias como sementes,
e abrace a natureza com muito amor.
Autora #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados
02/06/2019 às 16:00 horas
Manter créditos ao autor original Andrea Domingues
O espetáculo em cor
A cor é realmente a coisa mais bela!
Não existe nada sem um belo colorido,
desde a miúda flor ao pingo numa tela,
a cor existe para dar a vida um sentido!
Viva a cor que se expande e se levanta!
Viva a cor do arco-íris, dos pássaros!
De tudo o quanto da a cor se encanta,
as variações do simples e dos raros!
O escuro o claro, o frio e a quente cor;
A cor que acorda a vida à um sentido,
é a mesma cor do sentido do amor!
A vida de cor é um lindo espetáculo.
Viva e muitas vivas te daremos ó cor,
Cor és tu o tudo do todo um estímulo!
Ai, de um mim
I
Não sei se triste, carente
Se fez o vácuo, nem claro...
Tampouco tão negro, ecuro,
Claro demais, de repente!
Tivera por um instante
Que se perder, sem sim,
Sem passado, presente,
Ou o futuro! Ai, de um mim!
Na penumbra do incerto
O rumo escolhido do não
Quiseramos o fim por certo!
Perdido em meio a solidão
Em meio ao árido deserto,
Iludir saciar a sede o coração!
II
Ai, de um mim com o lamento,
Á derramar lágrimas ao vento,
Fosse clamar um grito ao mar
Tivesse, somente, que chorar!
Desfiando- te num vale escuro
Sepultasse a lua na cova da mão,
Á apagar a noite apta de devoção,
Sentenciando á dor e ao obscuro!
Na labuta do ora e o infinito agora
Quão efêmero o diáfano precipício,
Estingui-lo-ão todos, sem demora!
Depois cobrir-nos- ão o escuro véu
Nosso fim, traçado desde o início...
Voltaremos a Deus, para alto do céu!
SEM ROSA SEM PROSA
Hoje não estou pra prosa
Nem Rosa
Fogosa.
Hoje a vida é temporosa
Porosa
Maldosa.
Sem Rosa
Não há prosa
A vida se torna
Morosa
Vagarosa
Sem glosa
Sem Rosa
Fogosa.
Lucidez
Como eu queria te ver
Mas isso não pode aconecer,
pois eu preciso te esquecer
para poder me esclarecer
Só queria lhe ouvir
Ou poder te sentir
mas isso não posso pedir
já que você escolheu ir
Não quero mais ouvir o senhor
pois não gosto de vosso penhor
Eu só tenho a melhorar
Desta dorma
A vida só me deixa aprimorar
Saudade eu sinto
Sempre vou sentir
Nunca vou esquecer
Pois o Senhor
lhe tornou o meu penhor
Não estou bem
As pétalas vão-se com o vento
O vento muda ao passar do tempo
O tempo constante vê-me sofrer
Tu foi-se em silêncio, de igual com o vento, em prantos lamento, não poder te ver
O céu à noite insiste em contar-me um segredo: dentre todas as estrelas presente, tu és a que mais brilha; e observo seu brilho partilhado com o vasto infinito
Eu peço perdão por não ter me despedido, o medo dominou o meu estado; tu não habita mais este Estado, e agora tenho estado, bem mais que sozinho...
Perdão...
E Eu não estou bem...
Paisagem
Algo que surge
Nasce do nada
De frma encantada
Que você não age
Não se esconde
Nãi se mente
Não se entende
Só se sente
Preciso de ti
Porque te amo
Sem engano
Tão puro quanto a água
Tão rebelde quanto o sol
Que prazer
Que é te amar
Debaixo das estrelas,
Para sempre,
Ao seu olhar
Que sofrimento é esse que não passa!
O vazio da sua ausência me faz querer gritar de desespero.
Não apenas te amo... Preciso sentir sua presença de qualquer maneira para acalmar meu coração.
Quando isso vai passar ...
