Poema Nao Ame sem Amar
Homens que sempre acham a grama do vizinho mais verde, uma dica:
O problema não é da grama; é o vizinho que cuida melhor do seu jardim.
Então meus "irmãos", apenas sigam bons exemplos! Respeitem, admirem, e tratem bem o seu jardim também; sem olhar o do outro... Que coisa feia, não?
SE NÃO VAI, NÃO VEM
Caso você pense que ama e não é amado;
Não chore à toa, nem sofra entristecido.
Ajuíze e analise bem; deduzirá resignado:
Você nem sequer ama e é correspondido.
GRUNHIR DE PAIXÃO
Se você me amasse com classe..
Não teríamos embate, muito menos
impasse... Mas, o seu amor...
É como pétalas de rosa e passe.
... Ah secar nas sombras com,
embace, ou como tabaque...
Pulsando o coração, com baques...
Arrastando-me por esses escapes,
mesmo assim! Me faz tinir por essa
paixão... Urrando como lobo, ou...
Grunhindo como se fosse, um cão.
Antonio Montes
Neblina
A neblina vem como quem não quer nada
Leve e calma em cilencio pela noite
Vem apagando sonhos destruídos que estão pelo ar , sonhos incapaz de realizar
Meu corpo descansa na grama
No campo do alto de uma colina
A neblina forma sobre mim um manto de sereno, e gela meu corpo levemente
As estrelas desaparecem como vuto do céu, e a neblina toma conta de tudo
Deixa a noite escura fria e umida
Sem sinais ou vestígios de alegria
As estrelas vão reaparecendo devagar
O céu fica como nunca ficou antes
As estrelas manda a neblina embora
E ela vai devagar levando tudo com ela
Levou minha felicidade, tristeza, sonhos, sonhos que jamais seriam realizados,
Os sonhos de ter vc ao meu lado,
Os sonhos de um coração apaixonado
Meu corpo ficou frio em meio ao campo
Coberto de cereno e nada mais
Meu corpo ficou sem história
E jamais sera encontrado, não fara falta.
Na vida lute!
lute até se cansar, sem desanimar
para a vida não parar.
E se um dia a sua vida
apesar de toda a luta
vier faltar...
Pode ter certeza que a eternidade
te espera lá.
'Efêmero'
Não devemos ir com muita sede ao pote,
Por mais límpida e convidativa seja a fonte.
Há o perigo de nos afogarmos...!
Não juremos amor eterno,
quando seja, talvez, apenas,
uma brisa passageira.
Com tempo certo para ir embora,
tão logo mude a estação...;
Sabemos como são mutáveis as estações
e, efêmeros os calendários...!
No ir e vir do tempo, levam e trazem
nossos sentimentos,
Quando frívolos e ordinários!
O que tem que ser já está fadado...
De resto, só nos restam tentativas
e não raras decepções...
O que resta...
É o resto...
Que não presta...
Porque não presto...
Fui uma besta...
Não fazendo um gesto...
Que contesta...
O teu protesto...
Você foi honesta...
E eu, indigesto!
Pedro Marcos
O que faço com essa saudade?
Não me deixa de nenhuma maneira...
Tem momentos que me leva à maldade...
Tem semana em que só faço besteira...
Tem dia que me tira até a liberdade...
Talvez, um dia, você volte para mim inteira!
Pedro Marcos
Você não está nada feliz...
Porque lhe consideram uma atriz...
Então viva sem, a todo momento, contracenar...
Verá que, imediatamente, tudo vai melhorar...
Pois, um comportamento dentro da realidade...
Vai lhe trazer a tão desejada felicidade!
Pedro Marcos
Até agora...
Você só chora...
Ninguém lhe consola...
Então, não se enrola...
E vá embora!
Pedro Marcos
Não tranque seu cérebro em uma masmorra...
Porque, talvez, dentro dela sua sapiência morra...
Sem sabedoria sua vida se transforma numa zorra...
E seus sentimentos ficam instáveis como numa gangorra!
Pedro Marcos
Todos loucos...
E não são poucos...
Estão felizes...
Sem cicatrizes...
Faço parte do conjunto...
Onde há felicidade “tamo junto”!
Pedro Marcos
Sem aviso algum, de repente, a felicidade vai chegar...
Cabe a cada um não lhe dar permissão para a despedida...
Cuidado, porque a melancolia também precisa de um lugar para ficar...
Trate bem do seu amor, para a alegria não ser interrompida...
Afinal, amor perfeito pode e deve ser real, basta você nele acreditar!
Pedro Marcos
Tudo ficará bem.
É fácil dizer...
Quando não é você que tem um filho assaltante usuário de drogas.
Quando não é você que perdeu a vontade de viver, porque já não encontra mais sentido nesta existência.
Quando não é você que, sequencialmente perde uma coisa após a outra.
Quando não é você que está a sofrer algum abuso.
Quando não estão arrebentando os fios que seguram você e as pessoas que você ama.
Quando não é você que se vê semi-impotente diante de um titã.
É muito fácil sim, para você que é idiota tudo é muito fácil, não importa o que você faça, será simples, e ruim, igual tu e tuas obras.
Se você foi mediano ou ruim até agora, tudo bem. O passado é um morto, e ele não mudará. Mas ser mediano ou ruim daqui para frente sempre é uma escolha, e cada dia que escolhe continuar sendo assim, torna-se mais digno* ainda de ser assim.
*digno no sentido pejorativo, tipo "merecidamente chamado" de ruim, idiota, inútil etc.
PELOS OLHOS DO CORVO
Hoje vejo apenas pelos negros olhos do corvo...
Não desejo o sol enganoso do falsos dias. Calado
meu fiel guia, ao menos não me é um estorvo
Apenas um bicho à grasnar a verdade ao meu lado.
Não me conta velhos poemas de belas margaridas
Ao inverso, me apresenta à orquídea negra da noite!
É o lado afiado do punhal que subtrai a tola vida
É a parte mais crua, e cruel do impiedoso açoite!
Diz de mim, tu que não conhece a voz do desamor
Sou louca, algoz de todos os sonhos dos ancestrais?
Que sou a moça de roupas negras e alma sem cor...?
Sim, respondo-te à ti que pensas o véu costumaz
Que prefiro a crueza do corvo aos meus umbrais
do que viver na obscuridade da ilusão. Nada mais.
Anna Corvo
( Pseudônimo de Elisa Salles)
NÃO ME INQUIRA SOBRE O AMOR
Como eu vejo o amor? Pergunta inusitada!
Tal como a morte, me é certo e preciso...
Mas corta a carne como o fio da espada!
Sempre fugiu ao meu domínio. Juízo...
... Que sempre foi a guilhotina má. Afiada
Mão impiedosa do destino avassalador
Nunca fui sentida como a donzela amada
Como a morte, implacável, é o amor!
Flui-me por entre os dedos como o tempo
Este algoz, sentimento de dor e tormento
Beijos frios, pérolas aos porcos e ao vento!
Nunca vi a face do dulçor, acalento doce...
Nunca verei a morte até o fim momento
Não me fale pois do amor;esta mortal foice!
Anna Corvo
(Pseudônimo de Elisa Salles)
GRASNE LIVRE O CORVO!!
Porque haveria eu de não dessaber do sentir?!
Este amor mesquinho que revoou em meu umbral
Acaso foi ele um dia o rosa vermelha à florir?
Não__ Antes fora a peçonhenta mão do mau...
Há chegar nas horas ainda de esperança menina
Varrendo toda utopia do meu verso em arranjo
Envenenando a moça com melado e Estricnina
Podou ainda no anunciar as asas do casto anjo!
Pois então porque não deveria ignorar o amor?
Este maldito tormento das madrugadas frias
Quando nem o beijo falso trás mais o langor...?
Viver de amargura, melhor que existir no engodo.
Que jamais torne a entregar o coração de poesia
Padeça a poetisa lúcida e grasne alto, livre, o corvo!!
Anna Corvo
(Pseudônimo de Elisa Salles)
Confissão
Gosto de ti,e não me perguntes
por que.
Não saberia dizer.
Talvez, pelo teu jeito, ou a suavidade
do olhar.
O teu falar dengoso, o jeito mulher
de ser.
Gosto tanto de ti, mas é um gostar diferente,
gostoso de se sentir.
É um gostar, quase amor,que eu confesso ter
por ti, meu anjo lindo, em minha vida chegaste,
para que eu possa de verdade, recomeçar a viver.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
