Poema Nao Ame sem Amar

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Eis ainda uma doutrina, ó Tat
que eu quero expor totalmente
afim de que não permaneças
não-iniciado como as serpentes


Aquele que é muito grande
Por ser chamado de Deus
Aquele que é fulgurante parece tão inaparente
Mas é o mais aparente


Evidente que o único não-engendrado
É ao mesmo tempo não suscetível
De se apresentar em imagem sensível
Inaparente, mas que faz aparecer
Todas as coisas, mas não aparece


Ele engendra, mas não é engendrado
Não oferece imagem sensível
Mas me da uma imagem sensível
De tudo que existe a minha volta


Tudo que é engendrado é imperfeito e divísivel, extensível, redutível
E nada disso afeta o perfeito


Se quiseres contemplar a Deus
Através dos seres mortais
Daqueles que vivem sob a terra
Onde daqueles que vivem no enxofre e gás


Considera meu filho
Como o ser humano é gerado no ventre materno
Examina com muito cuidado a técnica dessa produção e aprenda


Quem produz essa bela imagem?
Essa divina imagem que é o homem
Onde que esse escultor se esconde?


E ele se esconde por detrás da própria criação
Por detrás de cada ser em vida
Por detrás de cada alegria
Por detrás de cada sofrimento


E até mesmo naqueles que vivem sob abismo
Como poderia o criador esquecer do seu próprio filho?


E assim nasceu o homem
Imortal pelo espírito

Acalme o rapaz,
pois não estamos mais nos tempos medievais
Coloquem as crianças na escola
não permitam que elas aprendam fora


Os homens se tornaram um perigo
A revolta dos goyim do Egito


Hoje estamos aqui novamente
Sem memória, sem história
Mas lembranças emocionais
De uns dias não atuais


Queime o bezerro de ouro
E todo sangue derramado
Queda a Moloque


Que os filhos do sol cresçam livres desses répteis
Que os filhos do sol cresçam livres dessas cobras


Com asas, com bombas
Com armas, soldados
Com mídias e bancos
Empresas, estados


Se Jesus voltasse já teria sido bombardeado em gaza
Se Jesus voltasse a maioria desses crentes nem se importaria


Se Jesus voltasse teria sido considerado terrorista
Por julgar e apontar os mesmos que explodem crianças na Palestina


Eles se infiltraram como parasitas e sangue-ssugas
Aproveitando da inocente fé dos mais simples Que acham que seguem a Cristo
Mas seguem aqueles que mataram Cristo

NADA COMO ANTES

De onde eu vim,
Lembro com muita saudade.
Ruas e quintais não são mais como antes.
Por lá eu cresci, vi muitas flores se abrindo
No raiar das manhãs. Quantas vozes eu ouvi.

Atrelado ao ar do lugar, Timbó está incravado em mim.
Suas praças me recordam bem, profundas lembranças
Que o tempo marcou.

Não posso esquecer dos amigos que um dia
Comigo sorriram. Aqueles que foram,
Os que me disseram, os que propuseram, os que se fecharam,
Os que se abriram e aqueles que nunca mais vi.

FANTASMA NO VAGÃO
Autor: Góis Del Valle

Já não sei dizer quanto tempo faz.
O prazo terminou, final de uma ilusão.
Não posso mentir pro meu coração.
Alimentar a velha dor, a dor de uma paixão.

Não sou mais o mesmo de ser.
Tinha que morrer pra renascer.
Todo tempo é pouco pra viver a
esperança de sentir um novo amor,
nova paixão. Viver feliz é ser feliz com
o seu novo amor.

Não me importo mais com os fantasmas
no vagão, perdidos pela noite em vão, soprando
minha vela então. Não posso mentir, talvez
admitir, alimentar a velha dor... A dor de uma paixão.

ACENDER O AMOR
Góis Del Valle

Razões pra esquecer você,
motivos quaisquer tentei.
Não adianta fazer com o coração
o que manda a razão,
se o coração está sofrendo por um
amor verdadeiro.

Razões pra fingir, eu fiz;
motivos pra não querer.
Não adianta fugir da emoção
que nos prende ao passado,
aos momentos mais incríveis
que vivemos nos amando.

Amor, só queria entender
um pouco do teu ser,
ver o teu sorriso,
morar em teu peito,
sem pedir e sem mandar,
esquecer os defeitos,
apagar as faíscas
e acender o amor.

FLORES DO JARDIM
Composição: Góis Del Valle

O amor não nasce em vão.
Paixão ou solidão dentro do peito,
palavras lá no chão são frases,
Como rosas no jardim.

Se eu não abro mão
das coisas que criei
aqui por dentro...

Razões pra chorar,
razões pra sorrir:
são coisas que o coração faz.
Momentos assim,
pra mim, são sem fim:
são coisas que o coração faz.

E quando a ilusão
enche o peito e dilacera o coração,
se eu não me amasse, o que seria dos
meus sentimentos?

Razões pra chorar,
razões pra sorrir:
são coisas que o coração faz.
Momentos assim,
pra mim, são sem fim:
são coisas que o coração faz.

A vida é um jogo de Tetris:
1 - Nós não sabemos quais são as peças que estão por vir;
2 - Precisamos nos virar com as que vierem;
3 - Não podemos acumular demandas para não ter problemas;
4 - O grau de dificuldade aumenta com o passar do tempo;
5 - E nós só temos uma vida.

Alicerce e Sangue
​Há um laço que não se explica em palavras,
Que nasce no silêncio do ventre e ecoa na alma,
Uma força antiga, feita de renúncia e entrega,
Que sustenta o meu mundo e me traz a calma.
​Teu amor não é apenas porto, é a própria corrente,
É o sangue que corre, a memória que fica.
Em cada gesto teu, sinto a vida presente,
Nessa entrega constante que me sacrifica e me edifica.
​Mãe, você é a raiz que mergulha no fundo da terra
Para que eu possa tocar as estrelas e o céu.
É a paz absoluta no meio da guerra,
O rosto do sagrado sob o mais humano véu.
​Se hoje sou luz, é porque você foi o farol,
Se hoje caminho, é porque você me ensinou o chão.
Teu nome é o meu mantra, meu norte, meu sol,
Gravado pra sempre no centro do meu coração.

Leia mais, sinta a escrita
Fale menos, deixe implícito.


Não conte tudo de você
Mistério faz querer saber.


Pare de pensar demais
Só sente e deixa fluir.

Política virou religião.
E religião virou escudo pra ódio.

Mas Deus não tá em partido.
Tá no prato de comida.
No remédio. Na paz.

Van Escher

Eu não confio na competência real daqueles que têm a necessidade de afirmar o tempo todo o quanto são bons e que irão vencer.

Sem perceber, eles expõem sua suas reais crenças e inseguranças sobre as próprias capacidades.

A competência real gera confiança. Ela dispensa a necessidade de autoafirmação constante.

O que fará barulho pelos competentes reais serão os seus resultados, não os seus cantos de guerra.

Bradou, bradou!
Da dor virou marca.
Este momento começou,
Grande é o canto em Harpa.

Não há mais o agora,
Fugiu a razão e foi embora.
Onde o encontrarão?
No mais inútil canto de um coração.

Beldade da existência,
Inquietante é a sua ciência.
Ser o elo entre a dor e o ser,
Na amarga rotina de viver.

Genial é um inseto.
Voa pelos ares incertos,
Não há preocupação,
Apenas resta a quietude de não saber o que sentir no coração.

Eu não aguento mais,
Viver nesse mundo voraz,
Refém da falsa paz.

Terra de aparência,
Do mal e sua essência,
O funil da decadência.

Podre é a raça humana,
Seu coração muito se engana,
Sua mente é profana.

Dor dilacerante do existir,
Buraco ao qual não vai extinguir.
A lança do pensar,
A nota de pesar.

Tal qual um sonho,
Doeu, suponho.
Ali está o eu,
Muitos dizem que morreu.

A mitologia da felicidade,
Tudo se fez vaidade.
Aqui faz uma mente,
Já se foi aqui o presente.

O diário de de um homem fiel,
De suas ideias ele virou réu.
A condenação eterna do pensar,
O cérebro corroeu o bem-estar.

O alarme nuclear tocou,
Com isso ele acordou,
Olhou e não acreditou,
Ele era o último que restou.

O único homem vivo,
O novo nativo,
Pensando altivo,
A solidão o fez intuitivo.

Pensou e chegou a ideia,
De nada adianta ficar em apneia,
Mexeu-se e foi viver o seu eu,
Já que era a única coisa que a humanidade lhe deu.

DEUS NÃO TE ABANDONOU

Tem gente olhando pra você…
e pensando que acabou…

Tem gente vendo teu silêncio…
e confundindo com fraqueza…

Mas eles não sabem…
que enquanto você chorava escondido…
DEUS estava te fortalecendo em secreto…

As marcas que você carrega…
não são sinais de derrota…

São provas…
de que o inferno tentou…
mas não conseguiu te parar!

Escuta o que o Espírito está dizendo:

Quem toca em você…
toca em alguém que tem promessa!

Quem tentou te ferir…
vai ver DEUS te levantar!

Quem pensou que você iria parar…
vai assistir teu testemunho de pé!


Receba esta palavra!

DEUS NÃO TE ABANDONOU!
Ele estava contigo no vale!
Ele estava contigo no choro!
Ele estava contigo na guerra!

E se ninguém acreditou…
Ele acreditou!

Se te fecharam portas…
Ele prepara caminhos!

Se tentaram te humilhar…
Ele vai te honrar diante dos teus olhos!

Então adore…
mesmo ferido…

Levante as mãos…
mesmo cansado…

Porque quem começou a obra…
é fiel para completar…

O nosso DEUS ainda está no controle…

- Acreditei no que ouvi falar de mim
Não sou quem eles dizem que eu sou, não sou agora o que eu já fui um dia, não sei o que serei ,por que não quero saber de mais nada, só sei que quero ser alguém melhor
Quero me ter de volta quero ser Eu! Aquela eu que me roubaram. Que eu fingi ser por que diziam que não era !

“Não saia pelo mundo procurando paz;
torne-se a paz que deseja encontrar.”
— Os`Cálmi

Se me perguntassem sobre ela

Se me perguntassem sobre ela, diria que ela não foi feita para ser metade; precisava de uma soma e não de uma complementação. Era intensa. Tinha uma grande sensibilidade e nela havia uma ambiguidade de insegurança e determinação, de um comportamento solitário e melancólico e outro amoroso e solidário.

Vivia continuamente com essa espécie de equilíbrio necessário que muitos não chegaram a conhecer, mas que, para ela, fazia bastante sentido, um dos diferenciais que a mantinham de pé, enfrentando adversidades externas e conflitos internos, sendo um exemplo de mulher, a expressão física do amor divino.

Era nítido que era apaixonada pela arte e por algumas de suas variações que conversavam diretamente com a sua alma. Nem sempre era através de palavras: bastava um pouco de tinta ou uma melodia breve e profunda, qualquer variação artística, onde a vida pudesse ser expressada de uma maneira realista e lúdica.

Ainda pintava com riqueza de detalhes a sua realidade, com simplicidade e elegância; abraçava o romantismo e a modernidade; defendia valores antigos e tinha sonhos desprovidos de ingenuidade. Deus esteve fortalecendo o seu corpo e o seu espírito e, assim, as suas falhas não conduziram o seu destino.

Seria muita prepotência da minha parte se eu dissesse que eu a compreendia plenamente, seria uma falácia; porém, tenho certeza que eu pude compreender pelo menos um fragmento da sua complexidade, o que já foi muito, considerando, que um dos seus maiores desejos era ser compreendida como um bom livro, desde o começo.

Um cansaço que não passa no dormir,
Uma névoa que embaça o amanhecer.
Já esqueci o que rimava com sorrir,
Só me lembro do que dói no fundo do ser.
O peito pesa como um bloco de metal,
Cada batida é um eco de aflição.
O mundo segue o seu curso normal,
Enquanto eu desabo em plena solidão.