Poema Nao Ame sem Amar
Todos os dias eu escrevo
Por vezes dos males da vida que eu mesmo pereço
Outras não, são apenas fruto da minha imaginação
Muitos versos já foram perdidos na correria
Dessa louca rotina que me acompanha no dia a dia
Na maior parte dos lugares e ocasiões
Olho e enxergo a vida por belas canções
Tentando extrair dela o máximo
O mais lento o possível
Olhando para a vida com equilíbrio
Tudo na tentativa de ter uma jornada flexível
O mais interessante disso tudo é que o tempo é irresistível
Parando em momentos que queremos acelerar
E acelerado em momentos que queremos parar.
Fazendo da vida, um caminho sem volta para o futuro
Sendo o presente o que você tem de mais seguro.
-
Leonardo Procópio
4 de Julho de 2023
Gosto dessa brincadeira com a indecisão
A adrenalina em não saber se vai dar certo ou não
Por mais claros que sejam os sinais do caminho do coração
São os arrepios junto aos calafrios de saber se é amor, se é paixão
Ou um jogo onde há espaço apenas para curtição
A vida acontece, e dela só nos resta aguardar o fim
Sem nenhuma certeza, terminamos assim.
-
6 de Julho de 2023
Leonardo Procópio
Debaixo de um sol que molda o couro e a alma,
Nasce o gigante que o mundo não conheceu.
Não há elmo de viking, nem frio de europeu,
Que vença a fibra de quem planta na calma
E colhe a vida onde o chão parece que morreu.
É um povo arretado, de punho cerrado e forte,
Mas que não usa a força para a destruição.
Se o destino fosse guerra, seria o dono da sorte,
Venceria batalhas, do sul até o norte,
Pois traz o vigor da rocha dentro do coração.
Mas sua maior glória não é o aço ou a espada,
É a humanidade que transborda no olhar.
É o amor que acolhe na beira da estrada,
Mesmo quando a mesa parece minguada,
O nordestino ensina o que é compartilhar.
E quando a seca aperta e a fome vira nó,
Vem o sacrifício que a história não apaga:
Enviaram seus filhos, restando apenas o pó,
Para terras distantes, enfrentando o pior,
Pra que o pão na família nunca fosse uma chaga.
"Tristes partidas", ecos de um cais ou de um chão,
Lágrimas que regam a saudade e a esperança.
Gente que parte levando o sertão na mão,
Trabalhando o dobro por cada irmão,
Com a fé de um velho e o sonho de uma criança.
Nordeste é o brilho de um povo vitorioso,
Que não se curva ao tempo, nem ao esquecimento.
É o amor que vence o destino rigoroso,
E mostra ao mundo um brilho majestoso:
A maior resistência é o sentimento.
Michel Dias
EM MIM
Só agora, no fim, serei
O ser que não fui,
Porque errei no escolher
Da sorte, por não saber
Que ela só flui
A quem tem a coragem
De viver,
Sem querer entender
Se a vida é quadrada
Ou redonda
Como o mundo
Profundo
Entre a areia dourada,
A terra e o mar
E aquela onda malvada
Que nos arrebatou
E na tragédia nos levou,
Para um poço sem fundo.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-10-2023)
Um pé de conversa que cansa e onde não se sente a verdade, por maior que seja a fôrma que forme o sapato, terá somente o tamanho de um pé de criança para os que detestam, como eu, a falsidade.
(©Carlos De Castro, em 02-09-2025, publicado no site PENSADOR.)
Trégua armada
Não é pela data, não pelo brilho vazio,
nem pelo símbolo, o engano ou o ritual.
É só por ser o dia em que é feriado,
o único em que cabem todos, afinal.
Reúno a mesa, o vinho, o gesto lento,
a carne assada e o doce já sem cor.
Mas vejo nos olhares o alinhamento
de uma guerra antiga, de uma antiga dor.
Sempre respiga algo. Um riso que se quebra,
uma pergunta acesa, um tom a mais.
A mãe que chora o filho que não volta,
o irmão que bebe o vinho dos sinais.
E o brinde soa oco como um sino
rachado no rigor do tempo morto.
Natal é o ensaio do sepulcro em família,
Páscoa é a traição de um beijo torto.
Ano novo passa a ferro as cicatrizes,
aniversário é a idade do desgosto.
Eu queria apenas juntar mãos e restos,
mas a união já vem com seu escombro.
E o que deveria ser festa é trégua armada,
onde o amor respira o mesmo ar do monstro.
Então celebra o rito, o calendário,
a desculpa maior que o sentimento.
E se outra família diz que é diferente,
mais verdadeira em cada acontecimento,
não mintas: isso é a farsa transparente.
No fundo, toda família é o mesmo vento.
Você não perde resultados por falta de estratégia. Perde por não entender pessoas.
Existe uma habilidade invisível separando líderes comuns de líderes extraordinários.
Quer saber que habilidade é essa?
Heteroconhecimento!!!
As sombras refletidas nas paredes das cavernas não ofereciam a nitidez que a ilusão das telas mostram em detalhes.
O exibicionismo no entorno da fogueira; cantos, danças, histórias, contos...
Por vezes interrompidos pela dor da ruptura do dente do siso, é o mesmo. Excessão às ferramentas, tanto para combater a dor, quanto para se exibir, muito mais potentes. Muitos dados coletados para comprovar que não damos conta de cuidar nem do mundo ou do outro, sem antes alimentar o faminto ego.
A prisão dos apaixonados
É a indiferença, dentro dela eles correm por todos os lados.
Não querem incomodar,
Não querem ser emocionados
E o tempo a esses é como um fardo,
Invisível para aqueles que são indiferentes, pensam apenas em si mesmos
Seja no passado, presente ou futuro.
Aos que carregam esse fardo, nele irão encontrar a sua libertação.
Pois o tempo dirá o que há de ir, o que há de ficar.
E liberto do peso e com as chaves a mão,
Meu conselho é guardem seu coração (Pv 4:23)
Não comprem ilusões, as ações falam a todo momento,
Saiba as ouvir e tenha a coragem de ir.
-
Leonardo Procópio
Pindamonhangaba, 6 de Dezembro de 2024.
Adore
Não na residência do alto,
mas na essência do magno,
Até sentir o resplendor
num tom suave,
o aroma que arrepia,
suado e prostrado
diante do arauto.
Sinto falta desses dias
em que me arrebatava
sem pesos,
só eu e o Eu Sou,
dançando, às vezes cantando,
às vezes escrevendo,
às vezes recitando as cantigas
que as nuvens me segredavam.
E eu parecia louco
corria sem rumo
e só parava
quando era tempo
de cair de joelhos.
Mas um dia,
desliguei o discernimento
e segui a vaidade.
Desde então,
nunca mais me vi.
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"Escrevo para lembrar que senti."
✒︎ Poetapegasus
© 2025
Eu não dormi —
atravessei a noite armada de silêncio.
Havia um mundo em colapso
respirando atrás das paredes,
soldados marchando dentro do tempo,
e eu…
com as mãos cheias de nomes que amo.
Corri.
Não por mim —
mas por cada pedaço de mim
que anda solto no mundo
com o meu coração no peito.
Havia códigos escondidos no ar,
segredos costurados nos bastidores,
e eu entendia tudo
como quem carrega um mapa
que ninguém mais pode ler.
Mas o preço da lucidez
é nunca descansar.
—
Te levaram.
Não com gritos —
mas com laços delicados,
fitas de cetim preto
que pareciam suaves demais
para aprisionar um universo inteiro.
E ainda assim…
prendiam.
Me ajoelhei diante do poder
não por fraqueza,
mas porque o amor
às vezes se curva
para não se partir.
E então eu dancei.
Dancei com o medo,
com a guerra,
com o absurdo de um mundo
que tenta domesticar o que nasceu livre.
Dancei com você.
E em cada movimento
desatei um nó invisível
até que a liberdade coubesse de novo
no seu corpo pequeno.
—
Meus outros amores
ecoavam à distância,
como estrelas que não se apagam
mesmo quando o céu desaba.
Eu os guiava em silêncio,
em bilhetes invisíveis,
ensinando-os a sobreviver
sem que vissem o meu tremor.
Porque mães
não têm o direito de desmoronar
quando o mundo pede estratégia.
—
Mas eu sei.
Eu sei demais.
Sei do que se move por trás,
sei do que ninguém diz,
sei do fio tênue entre proteger
e desaparecer de si mesma.
E talvez seja isso
que me atravessa agora —
essa guerra que não terminou
quando abri os olhos.
—
Hoje,
eu ainda seguro a espada
mas minhas mãos tremem.
E tudo que eu queria
era lembrar
que não preciso salvar o mundo inteiro
para manter o amor vivo.
Então vamos falar de esperança, não como algo distante, mas como um pequeno fogo que cabe dentro da palma da mão.
Vou te dizer algo com toda sinceridade do mundo:
A esperança não chega fazendo festa.
Ela chega como um fio de luz, quase tímido.
Ela se esconde dentro do que ainda dói.
E, mesmo assim, ela insiste.
E você tem isso.
Mesmo triste, mesmo sentindo falta, mesmo carregando essa solidão de filha única…
você pediu esperança.
Isso já é esperança.
Ela aparece quando você pensa:
“Talvez amanhã seja um pouquinho mais leve.”
“Talvez eu consiga sorrir de verdade.”
“Talvez eu consiga honrar meus pais vivendo o que eles queriam pra mim.”
“Talvez este Natal não cure, mas aqueça.”
A esperança é feita de talvez.
Mas um talvez é suficiente pra manter o coração vivo.
A foto dela eu guardo no coração,
não no papel.
Porque o amor que ela deixou
é maior do que qualquer imagem.
E a rosa que nasceu depois que ela se foi
é a prova de que o amor não parte —
ele floresce.
Uma flor no meio do Obstáculos
Carrego perguntas que o tempo não responde,
e cicatrizes que o mundo não enxergou.
Mas sigo…
porque há algo em mim que nunca desiste,
um brilho discreto, mas inteiro,
que insiste em nascer dentro do meu cansaço.
E é esse brilho que me guia,
mesmo quando eu me sinto perdida.
"O 'Gotinhas de Amor' não é apenas uma instituição; é um celeiro de formação humana e profissional. É lá que o futuro da educação se constrói e que se prova, dia após dia, que a Gotinha faz história."
— Rosana Figueira
Autora e Pedagoga
O Encontro com o Trem Amigo
Certo dia, Leo está muito frustrado porque não consegue parar um tique de piscar os olhos. Ele abraça seu boneco de trem favorito.
Na sua imaginação, o trem ganha vida. Era o Vaporinho, um trem gentil, de apito suave e rodas coloridas.
Vaporinho diz:
“Sabe, Leo… às vezes eu também solto vapor sem avisar ou dou um solavanco nos trilhos. Trens não precisam ser perfeitos para seguir viagem. Eles só precisam continuar.”
Thomas ensina Leo a lidar com a ansiedade”
"O trem amigo mostra a Leo um jeito carinhoso de se acalmar quando o corpo fica agitado."
