Poema Nao Ame sem Amar
poema curto
tudo
todo linguarudo
curte um assunto absurdo
espalha poesia
em poeminhas de intortar
e o drible da palavra não faz vergonha levar
ganha o driblador e driblado
curto ou da vaca
fica no mapa
do peito pro texto que jogada
absurdo linguarudo diga tudo
e não diga nada
passa passa a palavra
Conseguir palavras pro poema contendo
a imagem de engrenagem e o calor da imaginação gastando inspiração seguindo
tranquilo sabendo que palavras chegam ao destino que quer a linguagem e que o poeta
é alguém que ganha, da linguagem, o mesmo que ganha o apaixonado de carteirinha pela arte de pensar a vida juntando o que não se gasta, mas se memoriza aumentando
o efeito espanto que causa o aquecimento
da criatividade, pelo consumo de ideias saudáveis, da exploração consciente da linguagem palavras voltem às mesas das famílias e a arte volte a ser arte.
Leonardo Mesquita
Letras são formiguinhas elas carregam palavras pro poema armazenando uma cena, elas cortam pra atenção pra poesia pra força que tem uma palavra
garregando todo um contexto.
Essas operárias levam o olhar curioso
palavras adentro na imaginação do sujeito num poema profundo desse jeito
todo isso ocorrendo na galáxia da voz atenta e o peso da cena leve leve
tais operárias tiram de letra.
O poeta precisou passar da imaginação pro poema, mas o branco tava muito forteentão o poeta cortou frases
com a caneta amarrou-as com imagens
das margens do branco em cena e colocou a jangada de frases na água com criatividade o poeta passou a poesia pro papel...
Cada palavra traz o som do mar para o poema o vruuuuh do vento canta nos lábios, o sol invade o vocabulário e o calor da imaginação chama ao banho
nas ondas das palavras quebrando
agente na praia que não deixa marca
de bronze, mas marca o imaginário...
A conclusão de um poema espreita
o bobo poeta entretido com o ser criança das palavras convidadas pra
brincadeira de serem emoção em vez
da coisa catada do alfabeto, elas entram na brincadeira fluindo nos versos dizendo olha tio, pro poeta,
a catada não cata ela veste essa, e de
fantasia em fantasianesse universo
de repente o Booo! no começo longe da tia chata da norma padrão...
a explosão da palavra criança
o que é um fantasma?
e um dinossauro?
Leonardo Mesquita
Um poema grande morde a isca do poeta ai começa a luta pela palavra certa, o jogo é indo cansando o danado em frase aberta, dando linha pra não perder a pesca, o bruto pesa na rima — o poeta enrola o raciocínio focado na meta; o branco rabeia na mente negando a palavra: o poeta astuto solta mais linha vendo a oportunidade na água, sabe que usou isca pra grande sinestesia quem narra embarca no peso da pesca criando o gosto por frases onde tem
poesia
Leonardo Mesquita
O poeta solta palavras no poema
como peixes no aquário e em límpidas letras essas tem o oxigênio do imaginário ocasionando a troca pragmática pela quebra de tensão
( que com jeito ) ( como ) um olhar poético bole nas palavras ( assim ) em um texto poroso
permeando de poesia a mente
que acende a luz do vocabulário...
e solto nesses versos o ah ah
que quebra quem sabe pensar...
Leonardo Mesquita
EU, POEMA DE MIM
Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.
Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.
Sou o eu lírico que canta
o amor, a dor e a esperança,
que veste roupas de sonho
e brinca com a lembrança.
Sou o eu inanimado,
pedra, estrada e paredão;
dou voz ao banco da praça,
à enxada, ao velho portão.
Sou a poeira do caminho,
a folha seca a cair,
o relógio esquecido
que continua a seguir.
Sou também o abstrato,
o que ninguém pode tocar;
sou saudade, sou silêncio,
sou vontade de ficar.
Sou a dúvida da noite,
a fé buscando razão,
o medo escondido em sombras,
a coragem do coração.
Mas sou também o real,
carne, osso e cicatriz;
sou o homem que tropeça
na procura de ser feliz.
Carrego marcas do tempo,
vitórias, perdas e ais;
sou feito de muitas vidas
que já não voltam jamais.
E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.
Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.
Nunca pensei que fazeria um poema como esse meu amor.
Eu to com saudades, saudades de nós dois, nossos beijos tensos, nosso abraço, nossa risada junta.
Querer algo sempre é difícil, mas também tem coisas fáceis, e o que eu quero é voltar com você, sei que não terminamos mas mesmo assim quero voltar com você.
E isso que eu tô pedindo é difícil, mas pelo amor da minha vida posso ser persistente ao máximo, bom eu acho, queria lhe pedir pensamento para voltar a mim e também paciência.
Mas toda vez que eu vou falar ou digitar "volta pra mim por favor e me desculpa por tudo" eu sinto que vou te pressionar com isso.
E como as perguntas que faço-me como "será que queres voltar a mim?" "Será que me amas ainda assim como eu lhe amo." E diversas perguntas.
Mas a principal que venho lhe fazer sem lhe pressionar minha flor es "poderias pensar em eu lhe deixar sentir você novamente??"
Autor= Henrique Gabriel
Se eu ingerir flores
nasce um poema assim?
Poema de amores,
de amores sem fim??
Será?
Joelma Siqueira
Este poema toca na ferida de qualquer relação longa: o desvanecimento da chama inicial e a transição da paixão avassaladora para o silêncio cotidiano. A metáfora dos "corpos celestes" é excelente, pois tira o amor do plano humano e o coloca na imensidão do cosmos, onde tudo é maior e mais trágico.
Aqui está a versão lapidada para elevar a intensidade e a melancolia do texto:
A Órbita do Desgaste
Será que a intensidade com que dois corpos celestes
colidem pela primeira vez
guarda a mesma força ao longo das eras?
O que acontece com a gravidade desse amor?
Ele se expande até o infinito ou se consome no vazio,
tornando-se menor com o passar do tempo?
Por que os diálogos se apagam?
Por que as palavras, que antes os mantinham em órbita,
agora são substituídas por um silêncio tão denso?
Onde foram parar os gestos, os presentes, os poemas,
o tempo que, insaciáveis, devoravam juntos?
Será que a chama ainda arde no núcleo desses astros,
ou restou apenas a cinza de uma estrela morta?
Como amar até o fim, sem se perder no caminho?
Como manter o brilho aceso,
até a última idade, onde finalmente os dois corpos celestes
não suportam mais a distância e, enfim, se apagam juntos?
E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.
Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.
Tríplice Poema
1. [Ciclone]
Natureza,
Nem boa, nem má,
Apenas implacável.
2. [Definição Abdominal]
Tanque de guerra,
Tanque de roupa,
Tanquinho.
3. [Transbordado]
Ele teve tudo
O que todo mundo quer na vida,
Mas como todo mundo sabe,
Ter tudo nunca é o bastante.
22/01/23
Michel F.M.
ENSAIO POÉTICO
Dedicado a
Maria das Dores
(Dona Dorinha - Minha mãe)
POEMA
OU QUASE VERSO MATUTO
Félix di Láscio
Arruma tudo, vambora
qui hoje vai tê animaçan;
sigura na mão di Rosinha,
si ajeita ca bichinha,
qué prumode Dona Dorinha,
sabê qui voismecê
tem muito amô no coração!
Félix Di Láscio - Poeta e Pensador Paraibano
www.napoltrona.net | felixdilascio.facebook
Reeditado no dia 16/16 às 21:40
ENSAIO POÉTICO
Poema de Félix di Láscio.
PONTO DE QUESTÃO
Um novelo de linha
Ao ponto de tantas
interrogações:
“Ponto daqui e ponto
de lá...”
Não conseguiu se segurar.
E ficaram as questões
pendentes.
Pôs fim no assunto
e trancou.
Poeta e letrista brasileiro.
Postado em 29/05/2026 às 21h:00.
SUBLIME POEMA AO AMOR.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Amor, silêncio em veste de agonia,
Relíquia acesa em pálida amplidão;
És flor que nasce à sombra mais sombria,
E morre cedo dentro do coração.
Teu beijo traz o gosto da saudade,
Teu riso é véu de oculta solidão;
Prometes sempre a eterna claridade,
Mas deixas noite em cada despedida, então.
Há sinos mudos sobre os cemitérios,
Cantando preces para quem partiu;
E os ventos, como monges funerários,
Guardam o nome de quem já dormiu.
A lua, em seu sudário prateado,
Embala as cinzas de um jardim sem cor;
O céu contempla, imóvel e calado,
A lenta procissão de cada amor.
Quem ama aprende o idioma das ruínas,
O peso amargo de esperar em vão;
Colhe espinhos onde havia boninas,
E faz do pranto a própria oração.
Contudo, amor, mistério inesgotável,
Mesmo vestido em luto e escuridão,
És o mais doce e o mais inevitável
Fantasma a visitar o coração.
Pois toda vida curva-se ao teu fado,
Toda esperança busca teu calor;
E até a morte, em seu silêncio alado,
Ajoelha-se, vencida, ante o Amor.
Projeto Gotinhas de Amor
Oceanos das Marés da Adolescência: Voz, Identidade e Futuro.
Poema
Marés da Adolescência
(Letra & Poesia)
No mar da adolescência,
A gente aprende a navegar,
Entre as ondas do medo
E a esperança de um lugar.
Navegando no escuro,
Buscando a direção,
Com a força da nossa voz,
Identidade e coração.
Este é o nosso oceano! Descobrindo a coragem,
Nosso projeto de vida.
Navegando nessa maré,
Construindo a nossa rota,
Fortalecendo a fé.
Todo capitão aprende
Com o peso da tempestade,
A ÁRVORE DA VIDA – UM POEMA
Eis que, antes das emanações serem emanadas
e das criaturas serem criadas,
a Luz Superior Simples preenchia toda a existência.
Não havia vazio,
nem ar vazio, nem vácuo.
Tudo estava preenchido
por essa Luz Simples, ilimitada.
Não havia cabeça nem fim,
mas tudo era Um:
Luz simples,
equilibrada, igual e uniforme.
E esta foi chamada
a Luz de Ein Sóf.
Quando, por Sua simples vontade,
surgiu o desejo de criar os mundos
e emanar as emanações,
para revelar a perfeição de Suas ações,
Seus nomes e Suas denominações,
— causa da criação dos mundos —
Então, Ein Sóf restringiu-Se a Si mesmo
em Seu ponto médio,
precisamente no centro.
A Luz foi contraída,
afastando-se para os lados
que circundam esse ponto.
E ali permaneceu
um espaço vazio:
ar vazio, vácuo,
no exato centro.
Essa restrição ocorreu igualmente ao redor,
de modo que o vazio
ficasse circundado de forma uniforme.
Após a contração, restou
um espaço oco e silencioso
no meio da Luz de Ein Sóf:
um lugar onde
Emanação, Criação, Formação e Ação
pudessem existir.
Então, da Luz de Ein Sóf,
uma única linha desceu do Alto
até esse espaço.
E por meio dessa linha,
Ele emanou, criou, formou e fez
todos os mundos.
Antes desses quatro mundos,
em Ein Sóf,
Ele e Seu Nome eram Um,
em união oculta e maravilhosa.
E mesmo nas proximidades mais íntimas,
não há força nem compreensão em Ein Sóf,
pois nenhuma mente criada pode alcançá-Lo.
Ele não possui lugar,
limite
ou nome.
-Isaac Luria
