Poema Nao Ame sem Amar

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⁠Não preciso
ofender a quem
quer que seja
por pensar diferente,
E tampouco arrogante
para ser exigente,
Apenas mostro
que não gosto
simplesmente.
Misericórdia
e liberdade
ao velho sargento
metropolitano,
Não recebi até
agora notícias
do General
que foi preso
injustamente
e está há
mais de 56 dias
desaparecido,
Ainda por
ele continuam
procurando.
Capitão-de-Corveta
General-de-Brigada-de-Aviação
e os dois Comissários,
onde eles estão?

É muito ruim ver
que quase nada
mudou e a percepção
de velhos hábitos
permaneceram,
E tão ruim quanto
isso é perceber
que as expectativas
da gente não
foram atendidas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não faço parte
da história,
Reconheço
abertamente,
E por não
fazer parte,
Não preciso
angariar
a simpatia
de quem quer
que seja,
simplesmente.

É solstício
de inverno,
escrevo sobre
a primavera
para aliviar
o inferno
de quem
não tem
como falar.

Nem prova
de que
o General
está vivo
não há,
E doa a
quem doer:
mesmo
de longe
alguém
tem que gritar.

O General está
desaparecido,
e liderar
quaisquer
dos dois
movimentos
ou qualquer
outro que vier:
Condições
evidentes
não há;
Porque preso
creio que
deve estar,
Se vivo está,
E vítima de
uma macabra
trama está
na cara que ele é.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Do Inferno de
cinco letras,
Não se fala
das parejas,
Que lá estão
por detrás
de las rejas.

Caiu a luz
em partes do
nosso continente,
Dá medo do que
virá daqui
para frente.

Dormindo com
os olhos abertos,
Só Deus para
acudir o povo;
Pois há gente
que 'prevê'
que seremos
eliminados iguais
a porcos,
Iguazú colapsos.

Farta é a ironia
do destino:
quem julgava
passou a ser
julgado, preso
e condenado.

Do sargento
metropolitano
preso também
tenho perguntado,
Ele já era para
ter sido libertado.

Não vou sossegar
enquanto não souber
do General o paradeiro,
Insisto em saber dele
e de pedir a liberdade
ao mundo inteiro...

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não vejo a hora
de pararem com
a dança macabra,
Estou com o povo
para lembrar o quê
é mais dolorido;
Por mais que doa
não se esqueçam
do presos mais
antigos do Chavismo:

- Liberen a los polícias!

Pois deles nem
mais ouço falar,
Se ainda seguem
presos, me façam
o favor de soltar!
A espera da visita
da Alta Comissariada,
Já são 50 DIAS SEM
SABER DO PARADEIRO
DO GENERAL PRESO
INJUSTAMENTE,

Cantando canções
entre os dentes,
Distraindo-me
com versos
para outros fatos
latinoamericanos
E sofrendo junto
por gente que
nunca ouvi falar:

- Perdomo,
o Comissário 'fugiu'
pelas mãos
do autoproclamado;
e a conta sobrou
agora para você!
Na própria pele
o resultado
da prática de
um antigo ditado.

É coisa de cinema
põem a culpa
no mordomo,
Da mesma forma
que põem
no advogado;
Mãos violentas
dos coletivos
contra as minhas
irmãs venezuelanas
que se queixaram
do alto custo de vida
não vou perdoar;
Não deixem
apagar da memória
o sindicalista
da Ferrominera
que foi preso
porque exerceu
o direito
de se manifestar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O povo está
farto de tanto
maltrato,
de pagar
por crimes
não cometidos,
E de gente
com poder
subindo
a cabeça neste
continente por
todos os lados.

As minhas veias
estão abertas
por tantas feridas,
Gentes e terras
muito sofridas.

O meu peito
está dorido,
O povo não
pode ser
mais penalizado
por guerras
de poder
e bloqueios infernais.

Erguidos estão
os meus braços
em clamor,
Por nossas mulheres,
infantes e soldados.

Pela Pátria
vizinha tenho
perdido o sono,
Porque ali
está preso
um General
sem culpa,
inocente
E incomunicável
em Fuerte Tiuna.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Há mais de um mês
o General está
desaparecido,
Não acredito que
esteja mais vivo,
Não vou desistir
dele querer saber;
Desejo o teu
coração alcançar
e longe de mim
entrar nesta
guerra de poder,
Sei o quê faz
ou não sentido,
e conheço muito
bem o meu lugar.
Não é só poesia,
Embora poesia
também seja
coisa séria
mesmo que
você em mim
não acredite:
jamais brincaria
só para aparecer.

Corre a lágrima
do pequeno filho
do Tenente Coronel,
Ecoa o desespero
sem resposta
da irmã do General,
O olhar do Comandante
do Inferno de Cinco
Letras se sentindo
sufocado por não
estar recebendo apoio
para reagir a isso tudo,
Todos isolados
na ilha de tormentos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não é
segredo
para ninguém
que moro
longe,
E não posso
perguntar
para quem
não conheço;
De tantas
linhas
só acho
que uma
notícia
creio que
eu mereço.

Buscando
os passos
do Pastor
que busca
onde está
a sua ovelha;
Assim hoje
seguindo
o rastro
escrevi
mais poema
de todo dia.

Não sabia
até dos
paradeiros
dos dois
Generais,
Emocionada
junto com
os filhos
da Pátria
vizinha que
encontraram
um deles
após seis
semanas,
Continuo
sem saber
se o General
dos meus
poemas se
encontra vivo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Todos os dias
irrazoavelmente
têm sido trágicos
para as tropas,
Não posso fingir
que não vi e me
eximir de falar
simplesmente,
Destes tristes
e outros fatos
do continente.

O General está
desaparecido,
Creio que não
esteja mais vivo,
Não há nenhuma
notícia de alívio
E não vou parar
de perguntar
até o encontrar.

O silêncio grita
alto nos ouvidos,
Dois Generais
e dois destinos
convergentes,
Ambos presos
injustamente
por proposital
falta de provas
para torturá-los
sistematicamente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Olha, meu bem,
que decepção!

Pensei o meu
povo não fosse
nunca mais
dançar este
rock 'n' roll,
Sinceramente,
me enganei;
As credenciais
foram entregues
a embaixadora
do autoproclamado,
Deste capítulo não
tenho nem mais
vontade de falar,
Só tenho muita
vontade de chorar.

Olha, meu bem,
preste atenção!
O General que
foi preso inocente,
e se encontra
enfermo pelo
o quê intuo,
Tudo indica
que é vítima de
desaparecimento
forçado até
que me provem
o contrário,
Não vou parar
de me queixar.

Olha, meu bem,
não para de doer
o meu coração!

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O General está
desaparecido,
Não quero semear
a desesperança,
Os irmãos estão
procurando,
Creio que não
esteja mais vivo.

Vejo um pastor
que segue com
as suas ovelhas
apontando um
novo itinerário
ecumênico,
Para descobrir
se o General
está inteiro,
Ao fundo um
cântico llanero.
Tento ao menos
ser um sopro
alvissareiro,
Essas letras
no meio deste
bruto silêncio
de metal
em busca de
saber onde
está o General.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Neste mau
tempo que
não anda
para frente
e para trás,
Já fazem
34 dias
que a família
do General
não está
em paz,
São poucos dias,
mas suficientes
para preocupar
a todos demais.

Não vou
deixar perder
a crença,
Até mesmo
se houver
qualquer
sentença,
Porque
culpa todos
sabem
que não há;
Essa prisão
é fruto de
uma cruel
injustiça
que ali está.

E assim
contando
outras histórias
latinoamericanas
de agonia
para tentar
manter vivas
as memórias.

Perguntando
sem parar
nenhum minuto
até saber:
se o General está
desaparecido,
e se está vivo,
onde é que
ele foi parar?

Se preciso for
tenho poesia
até o meu
último suspiro
para perguntar
onde é que
o General foi parar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não há como
embarcar
nesta pirada
aventura,
De levar tudo
a última
consequência
até mesmo
a palavra.

Discordar
não é ofensa.

Antes tarde
do que nunca;
É de noite
e cai a chuva,
Do teu
limite ético,
Tenho o físico,
E não o poético.
Se solidarizar,
não é ofensa.

Da viciante
convivência
agressiva
é preciso
buscar
se libertar.

Quer ajudar?
Não ofenda.

Sofreu e sofre
a juventude
diante das
nossas vistas,
Até no Chile
não anda
muito diferente,
O quê faz
sofrer a gente
não mais
deveria existir,
está transbordando
e severamente
vem me
assustando.

Não há como
não perguntar:
Como está
o General?

Se ele não
for libertado,
eu não vou aí
nem a passeio;
Falo mesmo
até você
me ouvir
e para
o mundo inteiro.

Eis a prosa de todo
o dia primeiro:
Quando vão
conceder a saída
soberana ao mar?
América do Sul
é poética profunda.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não escrevo
para agradar
a ninguém,
Para o poeta
escrever já é
a tão almejada
vantagem,
Escrevo para
contar sobre
fatos sem
conexão com
o General,
Mas que fazem
parte do que
vem ocorrendo
na Nação dele;
Porque para ele
só peço mesmo
é a libertação.

Se o quê levou
o General
a prisão foi
uma única
mensagem
em questão,
Já deveriam
ter pedido
ajuda ao relator
da liberdade
de expressão;
A vida pede
de todos nós
desembaraço
e compaixão.

Faço-me eco
da voz da irmã
que nada sabe
do General
há um mês,
Só se sabe que
ele se encontra
incomunicado;
Por favor, mesmo
que as minhas
palavras para ti
nada representem,
Peço que me
ouça gentilmente
e colabore,
Não nos deixe
em dúvida se
ele se encontra
até mesmo
não mais vivo,
Porque mesmo
distante aqui
há um coração
que por ti sente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Aprende que não
é nos corredores
e nos subsolos
das ofensas que
você irá proteger
quem lhe interessa
ou derrotar quem
quer que seja;
O quê se fala hoje,
amanhã o Universo
devolverá num eco
mais forte para você.

Aprende a não caluniar,
não ofender e do afeto
de quem está nas suas
mãos não a isolar,
Vê se aprende...
Aprende que não
se deve insistir
no erro de torturar
o Capitão ou Coronel,
Vê se aprende de
uma vez por todas
sem se importar
com a patente.

Aprende que
eu sou o ombro,
e o cansaço
dos olhos
do General;
Vê se aprende
que quando
você pensar
a começar
a falar mal,
Estarei bem
de perto
te observando.

O tempo pode
até passar
em Fuerte Tiuna,
Ali estarei mesmo
que você tente
me fazer da tua
memória apagar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A escuridão
da noite
caiu sobre
as nossas
cabeças,
A inflexão
da razão
não tem
dado paz
a coração.

Vivemos
num mundo
onde meia
dúzia
fala mal,
e acaba
gerando
matriz
de opinião,
Porque o quê
convém é não
se aprofundar,
para não dar razão
a quem de nós
é divergente.

Do Inferno
de cinco letras,
O General dos
meus poemas
foi levado
para o cárcere
da Polícia Militar
de Fuerte Tiuna,
Não há como não
se escandalizar,
Ele foi carregado sem
dar o último abraço
em quem ele ama,
Do lamento o quê
me pertence é
a poética para
deixar claro que
o quê segue
vigente é ignorar
o quê o outro sente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nada será
como antes,
Mas não dá
para ficar
do jeito
que está,
Não sei
como se
encontram
o General
e a tropa,
Já era a hora
de alguém ter
dado conta
e a justiça
ter aberto
para a
liberdade
a porta.

Todos eles
estão sem
receber
visitas no
inferno
de cinco
letras
que são
vítimas,
Sobre eles
não li mais
notícias,
Dá ouvir
a dor das
torturas
sofridas,
O choro
dos filhos
e o das filhas.

Prefiro crer
daqui para
frente que
nada mais
de trágico
acontecerá,
Não quero
ver mais
nenhum
pássaro
da morte
enviado
para o nosso
continente
furtando
a nossa paz
e tirando
da vida
dos nossos,
Não quero
que essa
história
se repita
nunca mais.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Vive em mim
uma vontade quieta de te reencontrar.

Não te procuro.
Mas há em mim
qualquer coisa que ainda te deseja,
profundamente.

Seria mentira dizer
que já não tens efeito em mim.

Talvez a verdadeira ilusão
tenha sido pensar
que deixarias de ter.

Inserida por sofiar_pereira

⁠Tempo não é dinheiro.
Tempo é tempo e dinheiro é dinheiro, pois nem todo dinheiro do mundo pode comprar mais tempo.
Sendo assim TEMPO é VIDA.

Inserida por Carloseduardobalcars

⁠Estamos cumprindo uma pena, apenas não sabemos quanto
tempo ainda nos
resta à cumprir.

Inserida por Carloseduardobalcars

⁠As ideias não correspondem aos fatos,
e nem tão pouco os fatos
correspondem as ideias

Inserida por Carloseduardobalcars