Poema Nao Ame sem Amar
O amor não é o lamento moribundo de um violino longínquo - é o rangido triunfante das molas da cama.
A vida não dá o que espera dela a criança caprichosa mas apenas o que lhe arrancam à força os corajosos e os audaciosos.
As mulheres não meditam, contentam-se com entrever ideias sob a forma mais flutuante e mais indecisa. Nada se acusa, nada se fixa nas brumas douradas das suas fantasias. São apenas aparições rápidas, figuras vagas, contornos imediatamente desvanecidos. Dir-se-ia que nada se importam com a verdade das coisas.
Se um escritor quisesse demonstrar que a liberdade não lhe é necessária, pareceria um peixe querendo convencer-nos de que a água não lhe é útil.
Não há baliza racional para as belas, nem para as horrorosas ilusões, quando o amor as inventa.
Com a sua intuição a juventude sabe que o mundo está cheio de forças; mas não chega a entender qual o papel que a fraqueza, nas suas diversas formas, desempenha no mundo.
Toda a escrita, querendo ou não, é política. A escrita é a continuação da política por outros meios.
A subtileza ainda não é inteligência. Às vezes os tolos e os loucos também são extraordinariamente subtis.
Não há pai nem mãe a quem os seus filhos pareçam feios; nos que o são do entendimento ocorre mais vezes esse engano.
O homem que diz não ter nascido feliz, podia ao menos vir a sê-lo mediante a felicidade dos amigos e parentes. A inveja priva-o deste ultimo recurso.
O material da vida não é a estabilidade e a harmonia quieta, mas a luta permanente entre os contrários.
[Quando foi perguntado se tinha medo da morte]
Da morte, nunca tive medo. O que não quero é ficar aleijado. Disso sim, tenho um medo que me pelo...
