Poema na minha Rua Mario Quintana
Quando o vi dançar, fiquei fascinado. Descobri o que eu queria fazer pelo resto da minha vida. (sobre James Brown)
Nunca se esqueça de segurar a minha mão quando precisar se levantar, pois estarei de seu lado sempre.
A música é a maior conexão entre meu corpo e a minha alma. É ela que me traz de volta quando me perco de mim.
Eu adoro a minha pele negra, e o meu cabelo rústico. Eu até acho o cabelo de negro mais educado do que o cabelo de branco. Porque o cabelo de preto onde põe, fica. É obediente. E o cabelo de branco, é só dar um movimento na cabeça ele já sai do lugar. É indisciplinado. Se é que existem reencarnações, eu quero voltar sempre preta.
Não é que deixei de sonhar. Apenas percebi que tenho que fazer da minha vida a extensão do meu sonho, e não fazer da minha vida um sonho. Transportar meus sonhos para a realidade e os realizar. Me permitir ter mais e mais com o que tenho e fazer sempre o melhor, assim terei o suficiente.
Estou fazendo isso porque finalmente conheci alguém com quem quero passar o resto da minha vida. Nunca pensei que aconteceria comigo.
Tudo o que eu sonhei está a minha frente..Está em nossas mãos, é a nossa vida.Cada escolha sempre determina o que vem em seguida.
Aprendi que a minha felicidade sempre vai incomodar aqueles que não têm a ousadia e a coragem de buscarem a sua.
Minha luta diária é para ser reconhecida como sujeito, impor minha existência numa sociedade que insiste em negá-la.
Perdoe-me, não fui boa o suficiente para você. A minha intenção nunca foi ser boa, não tenho vocação para santinha, comportadinha, bonitinha, queridinha, inha, inha, inha. Bato boca, reclamo, faço esparro, tenho ataques, sinto ciúmes, sou espalhafatosa, escandalosa, espetaculosa, ponto.
Acho que é melhor nos separarmos e eu ir tocar a minha música em outro lugar, com todos os meus preconceitos burgueses de fidelidade.
Cansei de ficar sentido pena da minha situação, agora estou dando a cara a tapa pro que vier, pois já fracassei tanto que não tenho mais medo de me ferrar.
A imagem de Capitu ia comigo, e a minha imaginação, assim como lhe atribuíra lágrimas, há pouco, assim lhe encheu a boca de riso agora: vi-a escrever no muro, falar-me, andar à volta, com os braços no ar; ouvi distintamente o meu nome, de uma doçura que me embriagou.
Se você me possuir e fôr dono da minha vida, eu serei seu escravo. O escravo não pensa, não tem vontade própria, muito menos brilho no olhar. Ele simplesmente obedece e segue a seu dono. Se eu fôr um ser sem vida, será que você continuará a me amar?
