Poema na minha Rua Mario Quintana
IMORTAL
A rua vai-se enchendo de vida,
De cores
De amores correspondidos,
De desamores
Enquanto os primeiros raios despertam,
Vestidos de sol que se espreguiça por detrás da serra.
Como é linda a primavera da vida,
Que se maquilha de cores,
Para dar aquele rubor na face,
Nos cabelos um milhão de flores,
E com saudades, gentes a esperam,
Para saborearem o seu colorido de fio a pavio,
Enquanto a semente desponta silenciosa do seu longo hibernar,
Enquanto o rouxinol lava o rosto no riacho que nunca dorme,
Enquanto a cotovia mata a fome,
Enquanto a borboleta rasga o casulo,
Num derradeiro esforço para se libertar
E num grito, bate as asas de cor púrpura iridescente,
Para voar num piscar de olhos ao luar,
Para contar as estrelas aos milhões,
Decorando as constelações
Que se perdem na imensidão,
Do pulsar de um universo,
Que vemos do avesso,
Sem saber onde é o limite,
Nem que a minha alma grite
Que não quer envelhecer,
Muito menos morrer,
Mas se for para morrer,
Mais vale envelhecer, numa vida bem vivida,
Sugar cada gota e ficar nutrida,
Não me importa não ser a escolhida,
Porque para o bem ou para o mal,
Sei que sou imortal. ::::////
Na sua exclamação
A sua escamação
A rua acalma o são
O Sol é liberdade
Aqui ainda escravidão
Massa: manipulação
Eis a fragmentação
Da sua autenticidade.
Para você mulher na rua protestando.
Não vai mudar nada assim, e se mudar, não será muita coisa.Vá para casa para seu marido! Dê à luz bons filhos. Eduque-os com sabedoria! Aí você terá melhores chances de transformar a sociedade, pois a sociedade começa no seu ventre e no lar.
E passa
E fica
Dias
Na pele
No ar
Cheiro
Sorrisos
Toques
E vem
E vai
Na rua
No canto
Nos versos
Na música
Nas letras
Nas tardes
Nus
No campo
Nas flores
No mar
17/02/2022
É NOITE,OS GATOS SÃO PARDOS
É noite, e tudo é mentira
As poças d'água na rua
enganam os pés incautos,
o assobio engana o medo
dos fantasmas e dos fatos.
É noite,os gatos são pardos...
Os muros todos escondem
ladrões e policiais,
as amizades escondem
os "dedos-duros" fatais.
A noite já foi suave,
já foi ternura,seresta,
namoro,luar e festa,
conversa,banco;quintal,
mas,nesta noite de medo,
a gente nunca distingue
qual é o amigo sincero,
qual é o amor verdadeiro,
e qual a flor cujo cheiro
não é tóxico ou mortal.
As palavras são sussurros,
- as paredes têm ouvidos -
as verdades são traiçoeiras,
os amigos são temidos.
Quem fala palavras boas
pode ser falso ou vendido,
quem grita está insuflando,
quem cala está consentindo..
Uma esquina movimentada do bairro Boqueirao, rua Anne Frank. Lá estava ela, com vestido vermelho, lábios vermelhos, cabelo vermelho; impossível não nota-la, e quem não a visse, com certeza, sentiria seu cheiro, um perfume doce, inebriante.
Estava eu saindo da casa de uma ex patroa, acabava de pegar um vale, 500 reias, estava louco para tomar uma, sentir a energia de um bar, falar e ouvir besteiras naturais do local. Entro, peço uma latinha e uma dose de conhaque, viro de uma vez a dose, desce quente, esquenta a boca, garganta, peito e, por fim, arrepia. Em seguida tomo um gole da cerveja para dar uma gelada. Todas as vezes que ia naquele bar ao qual não conhecia ninguém, ficava por uma ou duas horas, mas naquele dia não estava legal o clima, então resolvo ir embora. Saio meio chapado da bebida e pego a rua Anne Frank, quando levanto a cabeça, vejo lá na frente um vulto vermelho, iria virar a esquerda mas resolvo ir reto para observar de perto. Vou andando em sua direção, quanto mais perto mais atraente parecia aquela mulher; com seus cabelos longos, de um vermelho vivo, seu vestido a balançar com o vento, o mesmo que me trazia seu cheiro doce. Estava há uns dez metros dela quando senti que fui natado, ela me olhou de cima a baixo e virou o rosto. Nos cruzamos e eu falei meio baixo, meio com medo "o que uma linda faz aqui?" Ela "programa!"
-Sério ?
-Sim, amor!
- Como funciona?
- Você me paga e eu sou sua por uma hora, você vai ser bem feliz nesses minutos.
Mulher
Nua e crua
A outra face
A de ser lua
Ora de se recolher
Ora de ser rua
Entende-la, mistério
Descreve-la, incertezas
Nem se atreva questiona-la
Nem mesmo um dicionário
poderia explica-la
Tem sido vida fora do eixo
Embriagou-se em cada caminho
É de mergulhar de cabeça
Mas, quando desiste...
É daquelas que vira a mesa
Segurando a taça do vinho
Recomeçar é ir-se
morrendo pela vida afora
Oh lua desata o véu
Cuja a luz se revela
Numa noite escura!
De tanto ser sozinha...
Aprendeu ser de lua
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 27/06/21 às 23:00 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
AO LADO DELA
Andar do teu lado
De mãos dadas pela rua
Pelas ruas
Dividir comigo a sua graça
E com toda a sua graça, você me leva
E o tempo não leva
A nossa lembrança
E ela permanece no tempo
Eu me sinto perfeito
Quando estou bem pertinho de você
Sempre que estou bem perto
Quero te prender a mim
Como um talismã sobre o meu coração
Você me dá proteção
DATA: 28/07/2021
CIDADE: PARAÍBA DO SUL - RJ
São Paulo está um frio de lascar
Vamos nos agasalhar
Coitado de quem dorme na rua
Vida muito dura
Nesta época de inverno
Agradeça a Deus por ter um teto
Não estamos na pele deles
Não existe ninguém por eles
A Beirada
Ao caminho do trabalho
Todos os dias entre a rua
E a calçada
Me encontro na beirada
De uma rotina trágica,
Cansativa e depressiva.
Quem sabe, um dia
Por ironia, eu erre o caminho
E encontre a outra beirada.
Se for um abismo, me jogo
Se for um aviso, eu paro.
Porem se for um sonho,
Eu durmo.
Sem Retorno -
Foi na rua dos teus braços
junto à porta da capela
que fiquei apaixonado;
pois do alto da janela
teu olhar imaculado
era a estrela da viela.
Dar-te um beijo quem me dera
delicado como a flor
no teu rosto sem idade;
mas quem espera, desespera
que a saudade e o amor
andam juntos na verdade.
Meu amor é fria a vida
como as dores que se estendem
desde a noite à madrugada;
e os teus olhos, minha querida
não me vêem nem entendem
nesta voz amargurada.
E ainda, creio, agora,
que a ternura nos renega
mas o amor não tem idade;
quem não espera vai embora
vai embora e desespera
no silencio da saudade.
Goiatuba
Estou com saudade da rua Maranhão
Onde meu coração caminhava alegre
Pela manhã e tambem à tarde pela rua
Só para contemplar o cheiro da doce lua.
Ela se movimenta bem macha lenta
Ela vem e arrebenta com sua inocência.
E meu coração forte finge que aguenta.
Toda emoção que ela provoca nas veias fomenta...
Uma bala de menta pra beijar o seu cheiro.
Aquele doce entre o cabelos liso e negro.
O meu olfato agradece da beleza a flor
o seu umbigo.
O paraíso que está no seu corpo escondido.
E um anjo perdido foi quem me revelou tudo isso...
Tire as roupas ali está o paraíso
uma delícia coisa louca
de deixar água na boca...
Eu sou o tipo de pessoa simples, gosto de ser assim, se me chamar pra sentar na porta da rua, pra ouvir oque tem pra falar, eu vou.
Eu gosto do que cativa, não quero muito nessa vida, apenas quero um dia ser inesquecível.
Ando com Deus, e se um dia eu for com ele, quero pelo menos deixar uma coisa minha, mesmo que seja minhas simples frases, porem através delas, serei lembrado.
"Cor(ação)"
A lembrança será vaga,
A saudade vai passar em outra rua.
Pra que me serve essa coisa?
Que só me ocupa quando eu vejo
A lua.
Na nossa Rua -
Meu amor eu não te vi
Ao passar à nossa rua
Nessa rua onde eu vivi
Bem me lembro, não esqueci
Mas a vida continua.
Dessa casa que foi branca
Nada resta de nós dois
Junto à porta há uma santa
Um letreiro vem depois
Que tristeza, não encanta.
Na varanda não há flores
Nem cortinas nas janelas
A fachada não tem cores
Nada resta, pobre dela
Da casa dos meus amores.
E no meu peito continua
Desse tempo que abalou
A saudade nua e crua
Que da casa já passou
Mas ficou na nossa rua.
Hoje eu caminhei pela rua, fui resolver umas pendências pessoais e notei uma coisa muito estranha; aparentemente as pessoas estavam apagadas, era uma sensação de estar caminhando entre mortos; haviam idosos segurando suas bengalas e não fazia o menor esforço para dar um passo sem ela, não havia vida em seus olhos não havia vigor no seu caminhar e não foram dois nem três, eu vi no mínimo umas oito pessoas idosas mancando...
Vi também jovens "zumbisados" olhando pro celular, vez ou outra olhavam a sua volta e voltava a olhar fixamente naquela pequena tela. A vida passando ao redor naquele lugar fúnebre e eles não percebiam nada; alimentavam-se daquelas publicações, daqueles posts infinitamente vazios, nada que pudessem torná-los novamente viventes.
Vi mulheres, crianças claramente perturbadas, perguntando às suas mães "você vai me dar?", " eu quero!", "cadê?" "onde está?", "você não prometeu?" As mães, elas não ouviam. Percebi que tinha uma que brincava com os laços do seu sapatinho, parecia que estava em outro mundo e, de fato, deveria porque por um momento ela gargalhou ao brincar com o lacinho, enquanto sua mãe conversava com uma amiga sobre novel, séries.
Contou que tinha assistido uma e que havia sido maravilhosa. Disse com veemência que recomendava e ousou um spoiler. Foi trágico!
Ela dizia que era só de uma mulher negra que luta e ta, é negra; -"muito boa série você tem que ver, acho que e sbre uma juíza ou é advogada, um lance assim. Uma pessoa vazia que viu um filme vazio, mas tava dando dicas do que a outra deveria assistir.
Hoje eu estive na rua e percebi que estou viva apesar de ter andado em meio a tantos mortos, eu não voltei para casa nula. Eu voltei pensantiva e decidi fazer algo para o despertar destes; a ACORDA já é hora! ACORDE, lá fora o Sol brilha e você pode ressuscitar ao se deixar tocar por sua LUZ!
Por que foram te abandonar?
Pobre cachorro de rua
Triste essa vida sua
De um cão abandonado
Traído, rejeitado
E você, pobre gato
Não te deram nenhum afeto
O abandono, a rejeição
Também feriu seu coração
Sentem sede e tristeza
A dor é uma infeliz certeza
Reviram os lixos para comer
Covardia te fazerem sofrer
Às noites frias é sofrimento
Solidão o sentimento
É tão grande a dor
Vocês merecem tanto amor
Serem ignorados é uma atrocidade
Vocês fazem parte da sociedade
Por que foram te abandonar?
Quem fez isso não aprendeu amar
Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei
A VIDA DE UM SKATISTA
Na vida de um skatista, a rua é meu palco,
Com o vento nos cabelos, eu sigo o meu traço.
Aos quinze anos, com sede de aventura,
Eu deslizo pelas ruas, com garra e bravura.
Meu skate é minha asa, meu escape, minha voz,
Nas pistas e calçadas, eu mostro quem sou nós.
Com manobras incríveis, eu desafio a gravidade,
E a cada queda, levanto com tenacidade.
As rampas são desafios, os corrimãos, amigos,
Nas praças e parques, eu deixo minha marca, meus abrigos.
Com calças largas e boné virado para o lado,
Eu expresso minha individualidade com um sorriso arrojado.
Nas ruas, eu encontro minha tribo, meu povo,
Compartilhando histórias e sonhos, lado a lado.
Na vida de um skatista aos quinze anos de idade,
A liberdade e a paixão são minha maior verdade.
Virar a esquina e dar de cara com aquela rua é como ver um portal para outra dimensão, essa que só existe na minha memória, essa que se materializa em forma de dor física ao lembrar, ao imaginar todas às vezes em que lá passei e senti como se tudo valesse a pena, como se a cada passo, me levasse para o lugar que eu realmente queria estar, ao seu lado.
É como andar sobre a linha fina que divide dois mundos completamente diferentes um do outro. Como se, ao mesmo tempo que o vazio e a certeza da solidão momentânea me consumissem, eu pudesse sentir a sua presença ali, como tantas outras vezes tive.
No meio do caminho, eu olho para trás e consigo ver a primeira vez que ali passei, com o coração acelerado, ansioso para te conhecer. Olho para frente e vejo a última vez na qual eu te abracei com um singelo e triste adeus, com a promessa de nunca mais te ver.
Ao final daquela rua coberta de memórias, eu fixo o olhar no horizonte e, com peso no coração, sigo em frente para não cair de novo em uma ilusão.
Do Brás a rua Bresser
Fundamental na cultura boemia das ruas do Brás até a rua Bresser estão presentes os variados rostos com suas infinidades de expressões, no caminhar pelas ruas uma grande união de estilos e suas cores, no falar a preciosidade da mistura linguística de diversos povos e suas tradições.
Belas músicas são cantadas, variados bate papo são jogados fora e no esconder da madrugada quantos acontecimentos, quantas baladas!
Incorporado em cada copo de cerveja/ bebida forte tomados está a preciosa liberdade, o lazer e o prazer tornam-se um só em homenagem a criatividade das letras tocadas e dos abraços trocados.
As noites criativas e tão apreciadas pelos boêmios das ruas do Brás a rua Bresser são silenciadas apenas pela sua característica histórica, ou seja a sua originalidade.
Nos versos uma dedicatória a saudade.
