Poema na minha Rua Mario Quintana
#FÊNIX
Ainda tenho a chama...
Guardada no peito...
Que mantém viva minha alma...
Vagando no tempo...
Nos dias que seguem...
Teimo em renascer...
No eclipse da lua...
Ou na explosão do sol...
Sempre renovando...
De ontem...
Nunca igual...
Espírito flamejante...
Cujas asas não se prende...
Da alvorada ao poente...
Tempo se vai...
E nem sente...
Mentiras e vaidades...
De medos e verdades...
Na taça o veneno...
Sorvendo...
Lentamente...
Possuído entre deuses...
Em um mundo que gira sem parar...
Vem...
E me chama...
A hora tarda...
Não é cedo para amar...
Não me engane agora...
Com suas novas da boa fortuna...
Não faça de minha vontade...
Em sua coleção...
Apenas mais uma...
Na forma que se cavalga dragões...
Uniremos nossos corações...
Ritmo único e compassado...
Nesse tempo...
Mal contado...
Inocência perdida...
Esperança franzina...
Paixões perdidas...
Triste sina...
Só o amor é nobre...
Não está em prateleiras...
Não se encontra em noites vagas...
Nas sarjetas...
E nem nas sujeiras...
E isso não mudará...
Por mais que tente me calar...
Só sei que é assim que penso...
Nem desejo mudar...
A vida é uma dança...
Venha comigo bailar...
Diga a verdade, me compreenda...
Vem e me chama...
O fênix renasce...
Para lhe amar...
Sandro Paschoal Nogueira
Prometo:
Será minha doce melodia,
A flor mais perfumada.
Te cuidarei,
Serei teu abrigo,
Venha logo,
Não me deixe mais só.
Eu transformei minha dor em filme
Meu sonho estampado na vitrine
Lucro e sentença do mesmo crime
Então não me subestime não
Eu escolhi aquela musica.
Aquela que me lembra você,
Aquela que me leva a minha ultima lembrança ao seu lado
E passei a toca-la todas as noites antes de pegar no sono.
Não joguei pedras na água,
não joguei pedras na cruz,
Joguei uma pedra em minha alma
e acenei para a morte, pedindo suplicante
que me buscasse.
Pudera minha alma
acalmar minha ansiedade
minha mais tórrida saciedade
de alcançar teus lábios
desvencilhar dos laços
que envolvem minha vontade
Ser amor
Quero ser sempre gratidão
Nas manhãs quando acordo
Quando vejo em minha face
Sinais que o tempo esteve ali
Que eu não reclame dos milagres diários
Das gotas de chuva
Que fazem florescer meus dias
Dos raios de sol
Que tornam minhas tardes esplêndidas
Das noites silenciosas e estreladas
Que me fazem adormecer
Nas minhas saudades
Que eu faça dos meus dias
Pontes de realizar sonhos
E não perca as oportunidades
De corrigir meus erros
E construir perdões
Quero ser amor que não se explica
Quando faço da minha alma
Uma fonte que permeiam
Alegrias e sentimentos bons
Quero viver minha presença
Sendo luminosa na essência
Sendo braços que abraçam
Colo que acolhe e sorrisos que alegram
Sendo eu apenas...
Uma mulher que adora ser sol na vida das pessoas
Ser afago pelos caminhos
Que tem buscado todos os dias
Abrigo no sentimento de infinito amor.
Tem dias que estou aberta
a barulhos e multidões.
Outros dias, prefiro a calmaria da minha alma
e o silêncio dos meus pensamentos.
Vez em quando é bom deixar o mundo lá fora.
Trazer pra perto de mim,
as boas vibrações
que energizam meu
coração.
Paz na rotina
É meu mantra diário"
Sou poeta mais não ator
Componho mais não exponho
Tenho medo de gostarem da minha dor,
Dor e sofrimento que um dia me causarão
Não entendo como minha dor pode virar amor
Te amo, mais não entendo como o amor que
sinto vira rancor
Gosto tanto de você mais não suplico por sua canção, canção que um dia destruiu meu coração!
Minha rainha da bateria, musa e passista principal
Não preciso esperar até fevereiro
Aqui dentro do peito, todo ano com você é carnaval.
Às vezes eu canso...
Os meus olhos cansam
O meu corpo cansa
A minha mente cansa
Mas o meu coração não...
O meu coração sempre têm esperança
E a fé mantêm dentro de mim uma chama
que está sempre acesa
E que me me faz querer lutar
Pois eu sei que Aquele que começou a boa obra em mim, é fiel para completar.*
Então descanso os olhos, o corpo e a mente
E volto renovada até completar a minha jornada.
Fl 1:6
Nestes cabelos
Nestes cabelos.
Atrevido a minha mão passo.
Os meus dedos por entre eles passeiam,
e sentem a leveza e maciez que têm.
Teus olhos, um encanto eterno,no seu
brilho vejo a luz que projetam.
Espalham um amor, grande e perene.
Amor, que é bom de sentir, ve-se a vida
de outra forma, com motivos constantes,
de a viver.
Deixas um querer , um carinho em cada espaço
do nosso coração.
Tens um amor terno e doce, que pulsa em nosso
peito, já cheio de paixão.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista .RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Os meus olhos mudaram de cor. A minha pupila dilatava e equalizava o Amor que completava o quadro da minha vida e meu estado de humor.
Para que servir tanto se tanto é pouco para admitir que o trajeto da Vida só faz sentido com Voce?
Para que os Jornais com tragédia se a minha alegria cumpria o papel de transfigurar o nebuloso me trazendo paz quando olho sua sobrancelha em desalinho e sua boca pálida?
Ah se eu pudesse agora..
Se eu pudesse te alocaria no meu mapa e carregaria suas dúvidas, medos, ruídos e loucuras.
Você! Meu espectro! Meu estigma! A Deusa dos meus olhos e a morena silenciosa dos meus sonhos. Um beijo. Por favor... Um estalo, um contato, uma conecção! Preciso de você Agora! E pra sempre e sempre e sempre...
Recomponha se e tome fôlego . Quero você de novo!
EXPLOSÃO DA SOLIDÃO
Nesta solidão em que me encontro nenhuma voz consegue deter esta minha introspecção.
Tento buscar algum resquício de companhia, mas nada vejo... nada ouço.
Procuro achar uma fenda que deixe escapar meus gemidos
tentativa em vão que me exaure ao extremo...
Porém, continuo lutando com todas as minhas forças
quero sair de dentro de mim a qualquer custo
parece que meus gritos são mudos - insisto
aperto os meus punhos contra o peito
...finalmente uma chama ardente e assustadora
ecoa de minha boca na silenciosa madrugada
junto a um som uivante e suplicante
é minha solidão pedindo socorro
ouço meu próprio eco ao longe
além dos prados e rios e morros e mares
desmaio aniquilada com as forças exauridas
Nada mais sei de mim...
mas alguém há de ter me ouvido e virá me resgatar.
melanialudwig
VONTADE DE MINHA MÃE
Hoje amanheci com vontade de mãe. É, amanheci, feito pão esquecido no cesto da noite para o dia, um murcho, outro seco, sem saber o que seria feito deles.
Amanheci assim, precisando tomar meus remédios, mas sem ter que tomar a iniciativa. Querendo alguém que me lembrasse, aqui estão seu remédios, não se esqueça. Ou então, apenas um - dormiu bem?
Coloquei-me em pé e segui em direção à cozinha como faço todas as manhãs.
Ao atravessar a sala de jantar, me aproximei de um pote de cerâmica, colocado no aparador, diria até, estrategicamente, herança que trouxe lá da “nossa” casa, quando tudo foi dividido, por ocasião da morte de meu pai.
Parei e com as mãos em concha, deslisei-as em todo o seu contorno, como se dentro dele estivesse todas as lembranças concretas, desde o dia em que juntas, mamãe e eu, compramos aquela peça.
Na época era cara, de bom artesanato. Ela gostou tanto e eu também. Isso foi há muitos anos, nem sei quantos.
- Ah leva mãe, não precisa dizer ao pai quanto custou!
Voltamos rindo do feito, com todo cuidado para que não quebrasse e sobrevivesse aos sacolejos do ônibus, na sua volta, mais de quatrocentos quilômetros longe daqui.
Respirei fundo para afastar a lembrança, a vontade de mãe, e entrei na cozinha.
Fui logo passar um café. Adoro café de manhã. Acho o meu café muito bom. Só que eu queria que ela estivesse ali para experimentá-lo e dizer que meu café estava “sehr gut”.
- Nossa, filha, você aprendeu a fazer um café sehr gut!
Levantei a xícara acima de meus olhos e ocultamente ofereci a ela. Então, desci a xícara devagarinho, como num ritual sagrado e quando senti aquele cheiro quente bem próximo às minhas narinas, sorvi gole a gole em silêncio.
Nunca uma xícara de café me pareceu conter tanta vontade de mãe...
melanialudwig - 21/08/19
Hoje mostrei a minha mãe um perfil no Instagram. São diversas fotos de um jovem que aparece com frequência mostrando seu corpo nú, claro, imagens censuradas. O comentário de minha mãe foi o mesmo que provavelmente muitas e muitas pessoas de sua época fariam e fazem: “- é para se aparecer?” Imediatamente respondi que não e que a pessoa é artista.
Entendo minha mãe pensar dessa maneira, afinal, ela foi criada em outro tempo e acabou de dar partida em sua vida digital, ou seja, acabou de mergulhar em um mar onde as pessoas diferentes podem ser elas mesmas por através de todos os muros de preconceitos, ainda lhe custará um par de anos até que entenda que o mundo evoluiu. Por isso, não julguem a ela nem aos que ainda não entendem nosso progresso. É uma questão de tempo.
No momento que falei a ela que a pessoa das fotos é artista, também lhe disse: quando é uma modelo na playboy, não tem problema? E se fosse o ensaio sensual de uma bela mulher? Essas seriam aceitáveis?
Minha mãe parou para pensar, não me respondeu, mas percebi que se pôs a mudar de opinião.
Nem tudo é preconceito, às vezes é só desinformação e desatualização.
Somos cristãs e isso não anula o respeito que tenho por qualquer ser humano, independente de sua profissão, cor, sexualidade, religião ou estilo de vida. Aliás, não deveríamos ter que militar em favor das pessoas por elas serem diferentes de nós, a evolução mental deveria ser natural, já que não é, vamos mostrar EM AMOR a quem ainda não entendeu que ser diferente é bom.
Ah! O perfil que mostrei a minha mãe é do @jupi77er
Palavra do dia: Pão
Na minha infância a minha mãe fazia o pão em casa. Pão não! Eram fornadas de pães no forno à lenha.
Fazer pão era um ritual que começava de manhã, desde a troca de fermento de litro vindo da vizinha, da lenha seca, cuidadosamente colocada no forno.
Enquanto se preparava a massa, deixando crescer até aumentar de volume. Aí sovava novamente com os punhos, deixando crescer mais uma vez. Untava as formas com gordura ou manteiga (caseira). Enrolava em punhados a massa, sempre sovando bem no formato do pão. Deixava crescer novamente. Enquanto isso, lá fora o fogo queimando a lenha até formar um braseiro, que ia aquecendo todo o interior do forno. Quando os pães estavam bem crescidos, rastelava as brasas do forno e colocava várias formas lá dentro e tampava a boca do forno com uma folha da lata, escorada com um pau cumprido.
De vez em quando uma espiada para ver se estava ficando no ponto.
A festa era quando desenfornava e a gente podia dividir um pão quentinho na manteiga que derretia, geléia de goiaba, entre outras e comer junto a um café com leite. Todos numa mesa grande com bancos na cozinha aconchegante.
Era muito bom!
melanialudwig
