Poema com mar
A vida humana possui uma dor intrínseca a ela, não existe qualquer forma de livrar-se totalmente desse incômodo, livra-se significa revogar ou abdicar da condição humana, tornar-se insensível aos acontecimentos que nos cercam e das desgraças que constantemente acontecem, pessoas vem, pessoas vão, nascem e morrem. Se somos humanos estamos imersos em um vale de lágrimas e nada irá mudar isso, somente Ele, Deus, pode proporcionar algum alivio ao nosso fardo, basta que permitamos que Ele seja o nosso principal norteamento.
É verdadeiro afirmar que o trabalho enobrece o homem; a amizade fortalece o espírito. Se estou só, posso carregar uma gota do mar de Nova Viçosa; se me armo com a força dos amigos, poderemos mergulhar nas águas do Pacífico, revigorar nossas energias para alcançar os objetivos colimados.
Os barcos não foram construídos para ficarem ancorados nos portos, mas sim navegar e enfrentar o imenso oceano.
A menina viaja em um barco à vela (o barco à vela simboliza o levar da vida, geralmente). Logo abaixo do barco tem uma palavra: solitude. Isso mostra que, embora a menina esteja a navegar sozinha, ela não está triste ou solitária, ela está desfrutando da sua própria companhia.
Quando o senhor estava recitando o poema, eu senti que as palavras iam para lá e para cá. Para lá e para cá. Elas se moviam como o mar.
É tão difícil acreditar o quão rápido passa o tempo. Às vezes eu me pego a pensar por um simples momento naqueles dias em que a gente teve que atravessar cuidadosamente em passos lentos por entre escuridão, mar e contra o tempestuoso vento, querendo inocentemente alcançar o firmamento. Muitas vezes tu teves que lutar contra tudo e todos ao mesmo tempo! Quem vigiou o teu pesado sono quando triste e cansada tu dormias?! Quem viu as tuas lágrimas em gotas de melancólicas poesias!? Dançaram e pisotearam em tuas leves tardes de sonhos e alegrias, enquanto tu não vias por estar embebecida pela pureza de tuas fantasias. Enquanto tu pintavas de aquarelas um noite doce e bela eles sorrateiramente vinham e rabiscavam e manchavam cada parte de tuas alegrias. Quem viu a profunda tristeza em tua face outrora adormecida!? Quem!?... Quem cuidou de ti quando em meio a tantas lembranças antigas os teus seios se rasgaram em muitas feridas !? E quem chorou enquanto tu sem olhardes para trás partias ,solitária, para um caminho desconhecido, levando contigo amor, sonhos, desejos,utopias!?... Neste dia , perguntes a ti mesmo:Quem chorava?! Quem ria!?...
Às vezes eu me pego a pensar por um simples momento naqueles dias em que a gente teve que atravessar cuidadosamente em passos lentos por entre escuridão, mar e contra o tempestuoso vento, querendo inocentemente alcançar o firmamento...
Se eu tivesse asas para poder voar eu iria agora,sem pensar e sem demora rodar o mundo a te procurar... E então eu veria se os meus sonhos são eternos ou tem fim. Viajaria da terra ao céu em alguns segundos e traria você de volta para mim. Se eu tivesse asas, voaria sobre ruas, prédios e casas... Atravessaria ilhas,continentes, mares até te encontrar. Iria até o mais alto céu somente para lhe buscar. Se eu tivesse asas agora eu estaria voando loucamente lá fora a te procurar... E traria você sem demora e faria de tudo para você ficar... Jamais daria motivos para você partir... E faria de tudo para você sorrir. Se eu tivesse asas para voar tudo isso eu faria sem medo e sem pensar somente para ouvir você dizer sim e ter você sempre aqui bem perto de mim! (Ah! Se eu tivesse asas para voar!...)
"Aquele que põe nas mãos desta vida toda a sua felicidade é semelhante a uma criança que construiu seu castelo de areia à beira do mar."
As estrelas, pontos de luz no céu noturno, Brilham intensamente, num espetáculo eterno. Elas nos lembram que há algo maior além de nós, Um universo infinito, onde somos apenas grãos de pó.
Todo ser humano tem vida à frente um oceano de águas puras e límpidas.
Porém, alguns insistem em viver nadando em poças enlameadas pela podridão.
Hoje eu só quero a leveza de um dia de sol, o vai e vem das ondas acariciando meus pés e o vento morno de outono embaralhando o meu cabelo.
Não seja um poço que vive parado e no escuro; torne-se um rio cheio de vida e brilho, fluindo alegremente até encontrar o mar, que é o estar com Deus.
Nossos corações são como dois rios que correm em direções opostas, mas que se encontram em um único mar de paixão.
[...] destarte, descobri que a minha forma fugaz e clandestina de pensar, tão somente me denunciava. Ante a própria face da estupidez, esculpida numa moldura maravilhada e deveras curiosa pela vida. Ao descortinar a realidade, defronto-me com a torridez produzida pela convulsão dos meus pensamentos. É que a principio eu habitava numa ilha, a qual abandonei a nado. Hoje reportei-me àquela insula, aonde saudosa ensaiava o sorriso do muito pensar. E no meio desse mar, fui invadida pelo naufrágio comum aos balzaquianos. Ora, o sol aqui não brilha tanto, e aquilo que eu enxergava por trás da quimera, já não aguça mais os meus sentidos.
O vento e as ondas levam o barco para longe da praia. A vida vai junto - desbravando os mistérios do mar - ela avança sem medo. Ela não sabe voltar!
“Entre as complexidades do mundo, está a insaciável vontade de descobrir a resposta de como ser feliz, uma corrida vertiginosa na qual apenas os lúcidos, após um tempo, percebem sua futilidade. Essa busca incessante nos mantém distantes de nossa essência, ocupados e exaustos, enquanto o vazio persiste. No entanto, a verdadeira questão pode ser mais simples do que imaginamos. Tudo o que realmente precisamos fazer é parar, respirar e apreciar cada momento presente em toda a sua plenitude por existir e, aí então, nos perguntar, por quê?”
Marcello de Souza
As noites de dezembro me causam certa infiltração no peito. Como há certa distância física entre mim e o mar, marejo e transbordo sozinho...
