Poema com mar
Foi no mar que nos amamos
Pela primeira vez te vi sonhar
Depois unidos sempre ficamos
E até hoje não canso de te amar.
No céu na terra e até no mar
Motivos eu vou sempre ter
Para o meu bem encontrar
E do seu amor me satisfazer.
Ao abrirmos os olhos para a noturna imensidão do céu,
mergulharemos num mar de estrelas,
ao fecharmos os olhos para o sono da noite,
dormiremos no colo de Deus.
Bom dia!
Em águas límpidas canta o mar
entre acordes de sal e sol
em sua imensurável força
que o tempo não poderá levar
Poemeto
Ondas cantam no mar
em acordes de sal e sol
para a todos encantar
Acordes de sal e sol - metáfora criada pela autora
Poemeto
Ondas cantam no mar
em acordes de sal e sol
para todos se encantarem
e entre suas espumas brancas
num mergulho de sereia
cantarem junto a melodia
que sem parar o mar pranteia
Gargalho e sorrio,
mas me largo
no lago
que está longe
do mar de a - mar
Ah ... mar
às vezes és arredio
nem vês o rio
de chorar
te inundar
Deixe-me seguir, sou rio em corredeira entre as pedras,
busco o mar tão distante que espera-me para um diálogo barulhento,
canção de espumas brancas em busca da liberdade e da paz
Viva leve
seja sol
seja chuva
seja onda
no mar
seja borboleta
a voar, voar
se não puder
isso ser
seja o verso
que escrevo
e dedico só a você
como prova de
bem querer
Em acordes de sal e sol
canta o mar em toda a sua extensão
até onde minhas retinas ardem
te procurando e já perdidas
na imensidão ...
Assim como as ondas, sucedendo-se e borbulhando até junto às areias do mar...
eu louvarei a Deus nessa alegria,
por tudo que dele recebi,
pela visão que tenho da vida,
mesmo aquela que a minh'alma não compreenda
Teus olhos verde-mar,
olhos tristes e melancólicos
parecem sempre chorar
lágrimas ou saudade sem fim
Quando acordo os vejo
nas flores do jardim,
quando durmo os percebo
nos sonhos, perto de mim
Teus olhos verde-mar,
dos quais tanto gosto,
por que não querem me olhar?
No tempo mar,
tempo ancoradouro,
tempo marola,
maré de saudade
você
Tempo jardim,
tempo flor,
tempo rosa, espinho,
perfume jasmim
amor...
Ouvindo a voz da chuva
(...)
Ouves a voz da chuva ao amanhecer
Voz de chuva que vem do mar
Chuva que hoje parece
vento que faz uma prece
chuva que vem des[agua]r
(...)
Chuva que toca na arreia, Am[águas]
Chuva que choram, as ondas Des[água]
chuva que enche os poros
e antecede a solidão
(...)
Chuva que traz a dúvida, sem saber
versos que molham a planta, ao dizer
vozes que vem do vento
remindo o tempo, irá chover
§
In: TORVÍC, Allam. Poemas de conversações. 2023. São Paulo.
ETERNIDADE
—
Há sinais de eternidade
em tudo que vi
no céu, no mar, na luz
nos trovões, e amanheceres
no silêncio e nos temporais
Cristo revelado, exaltado
o verbo vivo entre nós!
O som é um caminho
o coração nos manda caminhar
há trigos, há joios
há céus, há mar
Amaria a tuas bandeiras?
soprei na aste do barco azul
cantando as folhas
nos rios da imaginação.
Mar
Nessa casa ao lado do mar,
O som ensurdecedor das ondas
silenciam meus pensamentos.
Consigo sentir a água me
sufocando aos poucos,
Estou perdido em meio esta
escuridão, velejando as cegas
Nesse mar escuro.
Não sei onde as ondas irão me
levar.
Espero que direto a você.
Mesmo com tanto barulho,
Mesmo com medo,
Mesmo no escuro,
Só vem você em minha mente.
Quando penso em terra firme,
Penso em você.
Lindo como o azul do mar.
Chamativo, perigoso e misterioso.
Tudo isso, me faz querer
Velejar a ti.
Uma viagem com vista bonita,
Correntes turbulentas e
Calmaria.
Isso tudo é você para mim.
METAFISICA HUMANA:
(Nicola Vital)
Meu coração bate!
Porque bate às ondas do mar,
Minha liberdade é transparente
E confluente.
Mas às vezes, é preciso sofrer
Para ser natural,
Em outras, é preciso fingir
Para ser real.
Todo dia, toda hora, a todo instante,
Deixamos cair cada máscara! ...
E o sonho de ser feliz
Flui, quão nossos intrínsecos
Personagens cotidianos,
Esta é a metafisica humana!
O HOMEM DO MAR
O indolente navegante que veleja Além-Mar – Sol a pino
Nutre-se no vazio do tempo insolente e fugaz dos mares tênues
Sob o vento a seduzir as flâmulas.
Que aportam órfãs mães por seus amores
E suas viúvas a sonhar em solitários portos
Sobre o tremular das águas no sal de sua íris
Ah, insensato homem do mar!
Você só tem as águas salgadas do mar e o vento!
Que emana os eflúvios dos corpos sedentos daquelas que perecem solitárias
Aos portos incólumes destes mares glaucos.
