Poema Maos de Semeadora Cora Coralina
A mente é abrangente. Ela se ocupa de milhares de itens ao mesmo tempo. Coisas que vê à sua volta, coisas que ouve e cheira. Coisas nas quais pensa, nas quais tenta não pensar. Deve aprender a se concentrar de modo a poder visualizar um item, um só item, e nada mais.
Todas as pessoas ricas do tipo dele têm uma peculiaridade em comum: o anseio de se tornarem mais ricas.
Homens como ele podem ser vistos à deriva como algas pelo mundo todo. Não são homens particularmente maus, mas tampouco são bons.
Vi uma mulher meio triste e meio solitária. Uma mulher que merecia mais, que talvez precisasse ouvir isso.
Devia ir pra Hollywood. É um talento nato. Boa-pinta, habilidade de arrancar o dinheiro suado das pessoas. Seria um encaixe perfeito.
Fosse manhã ou noite, sexta-feira ou domingo, era tudo indiferente, o que havia era sempre o mesmo: uma dor surda, torturante, que não sossegava um instante sequer; a consciência da vida que não cessava de afastar-se sem esperança, mas que ainda não partira de todo; a mesma morte odiosa, terrível, que se aproximava e que era a única realidade; e sempre a mesma mentira. Para quê então os dias, semanas e horas do dia?
Mas o que é isto? Para quê? Não pode ser. A vida não pode ser assim sem sentido, asquerosa. E se ela foi realmente tão asquerosa e sem sentido, neste caso, para quê morrer, e ainda morrer sofrendo? Alguma coisa não está certa.
Tudo aquilo de que viveste e de que vives é uma mentira, um embuste, que oculta de ti a vida e a morte.
E sozinho tinha que viver assim à beira da perdição, sem nenhuma pessoa que o compreendesse e se apiedasse dele.
Sempre o mesmo. Ora brilha uma gota de esperança, ora tumultua um mar de desespero, e sempre a dor, sempre a dor, sempre a angústia, é sempre o mesmo.
Não podia mentir a si mesmo: acontecia nele algo terrível, novo e muito significativo, o mais significativo que lhe acontecera na vida.
A vida, uma série de tormentos em crescendo, voa cada vez mais veloz para o fim, para o mais terrível dos sofrimentos.
Procurou o seu habitual medo da morte e não o encontrou. Onde ela está? Que morte? Não havia nenhum medo, porque também a morte não existia.
Em lugar da morte, havia luz.
As pessoas perguntam se eu voltei e eu não tinha uma resposta para dar ainda. Mas agora eu tenho. Eu decidi que eu estou de volta.
Não vamos recorrer a nossos instintos mais básicos. Vamos resolver isso de forma civilizada, seguir em frente.
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