Poema Maos de Semeadora Cora Coralina

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Não busco abrigo, eu o crio, a casa nasceu das minhas mãos, e hoje habito onde antes só soprava o vento.

Minha compaixão brota de ter sofrido, conhecer a dor ensinou a aliviar, dou mãos onde precisei delas

Fui moldado pela dor e lapidado pela paciência. Cada sofrimento foi um cinzel nas mãos do tempo, esculpindo em mim a consciência de que nada é em vão. A dor me rasgou, mas também me abriu para o divino que habita no silêncio. A paciência, essa artesã invisível, me ensinou que o amadurecimento não é pressa, é entrega. Hoje entendo que fui forjado não para ser perfeito, mas para compreender a beleza do processo, o sagrado que existe em suportar e florescer, mesmo em meio ao fogo.

A vida me feriu, mas a esperança, com suas mãos firmes e delicadas, sempre soube transformar dor em remendo, e remendo em recomeço.

Há mãos que sangram por amor e não se arrependem. O verdadeiro esforço é o de continuar acreditando, mesmo quando tudo parece perdido. O cansaço é o selo da fé viva, o sinal de quem ama sem desistir.

A verdadeira alegria nasce quando as mãos se rendem e os olhos se enchem de gratidão, então a vida se põe a cantar.

Retome o controle, olhos firmes no horizonte, mãos prontas para a nova arquitetura do seu destino.

A dor tem uma língua própria, poucos se oferecem para traduzi-la. Conto-a com as mãos e às vezes com olhos partidos. Não peço aplausos, só que alguém tente entender o sotaque. Quando encontro esse ouvido, a dor muda de tom e emagrece. Dividir o idioma do ferimento é já metade da cura.

O leme da sua jornada está em suas mãos. Cada passo consciente esculpe o mapa da felicidade que você merece.

Existem lembranças que pesam como ferros, mas moldam como mãos de artesão. Cada dor que carreguei me empurrou para dentro, e lá encontrei partes de mim que nunca ousaram nascer. A vida às vezes arranca, às vezes entrega. Mas sempre ensina, mesmo que a lição seja dura demais para a idadeque tínhamos.

A esperança é um mapa rabiscado com lágrimas e mãos calejadas, apontando caminhos que poucos ousaram pisar.

Quero sentir com minhas mãos a maciez do seu rosto, olhar profundamente nos seus olhos e dizer, com todo o meu coração, que te amo.

Em época de caos geral por vírus, usemos a Filosofia Estóica:
“Faça o possível; lave as mãos, ore e fique em casa, se mesmo assim algo de ruim acontecer, foi por força maior do que a sua - era para ser!”

Quem afrouxa as mãos, e do seu trabalho, arreda o pé, não próspera e tem pouca fé.

Assim como não se pode conter as águas com as mãos⁠ assim não podes fazer muita coisa contra a inveja alheia , mesmo que se coloques de humilde

Há palavras que surgem como fósforos acesos em mãos trêmulas. Acendem-se, queimam rápido, deixam cheiro de algo que foi e não volta. Guardo-as em potes de vidro para que não se apaguem por completo, e quando preciso, abro um pote e relembro o calor que um dia tive.

Só Deus pode evitar que certas coisas aconteçam.
Ninguém consegue parar o vento com as mãos!

Ser iluminado pelo olhar de Cristo é tornar-se Suas mãos e Seus pés para socorrer os invisíveis que o mundo ignora

“No Natal, as pessoas abraçam o presépio com as mãos limpas e o coração sujo: celebram o nascimento do amor enquanto crucificam o próximo em silêncio, embrulhando a própria hipocrisia em papel dourado".

O vento, é o despertar para vida. Seu canto toca em nosso ombro como mãos, acordando-nos do sono profundo em que nos encontramos.