Poema Maos de Semeadora Cora Coralina
O que serei?
Se não sei o que busco,
Se meu coração está avulso,
Dilascerado em mãos alheias.
Se o que me presenteia,
Traz bem mais do que um presente.
Sei o que os deixa contente!
É se não o egoísmo;
Que é se não o próprio abismo,
Que a sua alma se enleia.
“O mundo está em minhas mãos
Vejo todos como meus irmãos
Nunca me imaginei tão bem assim
Toda história é mais bela no fim.”
Você me tem nas mãos
E me lê como um livro.
Sabe o que eu ignoro
e me diz as coisas que não me digo.
Tudo nas mãos
Sangue
Poder
Dinheiro
Ódio
Pecado
O todo
Mas e agora?
Que sabor que tem
Quer cor que tem
O que querer depois de um tudo
Vazio
Aberto
Duvida
Vácuo
Exílio
Abismo
Depois do todo
Sempre vem o nada.
La vai o garoto cruzando
a estrada com a sacola
nas mãos e o boné virado,
pensando na vida e fazendo
planos deixando para traz -
A vida cigana.E sozinho ele
pensa falando baixinho,
meu Deus me ajude, não
me deixe sozinho.A noite
chegou e o sono bateu,
e na beira da estrada ele
dormeceu.Ao raiar do dia
ele ainda dormia mas foi
acordado por alguém que dizia,
de onde tu vem, e pra onde tu vai ?
Onde tu mora, e quem são teus pais ?
E com lagrimas nos olhos o garoto exclamou, não tenho morada !
Minha mãe me abandonou...
E aquele casal que estavam
ali parados ficaram em silêncio
na beira da estrada.Pensaram
pensaram, e depois perguntaram,
garoto, quer vir com a gente,
e o garoto aceitou.E com um
vasto sorriso, ele perguntou,
Vou ter uma casa, um lugar
pra brincar ? Posso jogar bola
e também estudar ? E o moço
sorrindo lhe respondeu...Sim,
terás uma casa e também poderá
brincar, amanhã irei ao colégio
para te matricular.O tempo passará
e você irá crescer,terás que ser
alguém na vida , ninguém nasceu
para sofrer. O saber não ocupa lugar,
nesta vida é preciso lutar,
se você quiser vencer !
— Joaquim Gomes Alves
Fluminense em versos.
A galera de pé no estadio
Acenando bandeiras com as mãos,
Gritam,cantam na arquibancada,
É mais um gol do fluzão.
Corações agitados no peito
Vivendo grandes emoções,
Nunca vi tanto charme
Em um clássico, és meu
Time do coração!
Desde a época de Oscar cox,
Tens historias pra contar,
Vivemos por ti, oh, Fluminense!
Que tantas alegrias nos dá.
que mãos podem fazer
desaparecer um corpo
não existe corpo
desaparecido
e existe
existem
corpos desaparecidos
américa
É inevitável não olhar para suas mãos
E pensar em seus carinhosos afagos
Ou afáveis carinhos
É desonesto eu dizer que não sinto
Porque se te encontro
Meu coração dispara
Porque se te toco
Meu corpo esquenta
Porque se te beijo
Meus olhos mudam de cor
Uma cor que só eu e você
Só a gente consegue enxergar
E essa cor possui um cheiro também
Que só a gente consegue sentir
Mas agora, nada passam de belas palavras
São elas que me restam
Porque embora esteja no presente
Tudo isso não passa de um pretérito
Mais que perfeito...
RAIVA
Meu corpo queimava
E minha alma gritava,
Minhas lágrimas caiam e
Minhas mãos tremiam
O ódio que queimou meu coração
É o mesmo que cegou minha visão
Cometi um erro onde não tem perdão
Todos se afastaram e eu me perdi...
Fiquei sozinho
Pela minha decisão
E cego pelo ódio
Que arrancou meu coração
Estado Terminal
Com as mãos retalhadas pelo cabo da enxada,
o pai se despede do filho.
O coração cortado destino a nova cidade em busca
do canudo, o filho parte.
Sustentado pelo árduo trabalho da produção de mandioca
do pequeno sítio de seu pai.
Se aproxima a formatura, onde o desejo do pai ver seu filho
vestido de Doutor.
Dai a indiferença de seu filho que comentara na Faculdade
de que seu pai era um grande fazendeiro.
Já de regresso e Doutorado encontra seu pai no estado
terminal.
Uma massa tumoral instalou-se no corpo de seu pai,
não sendo possível salva-lo. Mesmo com a formação
acadêmica de medicina.
Se me puderes ouvir
O poder ainda puro das tuas mãos
é mesmo agora o que mais me comove
descobrem devagar um destino que passa
e não passa por aqui
à mesa do café trocamos palavras
que trazem harmonias
tantas vezes negadas:
aquilo que nem ao vento sequer
segredamos
mas se hoje me puderes ouvir
recomeça, medita numa viagem longa
ou num amor
talvez o mais belo
Permitas, meu amigo,
que eu toque as suas mãos.
Agradeço imensamente
por sua gentil atenção.
Estás sempre comigo
bem antes da concepção.
Com você aprendi que a vida
é feita de muita escolha
e que as causas irracionais
podem ter efeito-bolha.
Em meio à diversidade
que a vida proporcionou,
Aprecio as maravilhas
que a natureza criou.
Estando perto ou distante
é comum observar
que seu toque irradiante
faz o coração pulsar.
“Tudo ao seu tempo” ou
“Devagar também chega lá”
“O tempo chegou”
“É tempo de semear”
A colheita é abundante,
e é certo que virá,
Aquilo que se semeia,
um dia se colherá.
A pressa é aliada de muitas comemorações,
O egoísmo não permite dar explicações.
Mas com o tempo compreendi onde está o Criador.
Que a longevidade do homem é fruto do seu amor.
Escutem, se acalmem e esperem!
Tudo no seu tempo e lugar.
Apreciem o Belo e sejam gratos
porque toda beleza é viver e amar.
(COSTA, Benedita Lopes da. Tempo. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 46).
Mas quando os dias não caem em minhas mãos, te vejo como um botão metafísico em flor;
fazendo sombra de um pássaro em meu quintal desproporcional.
Na qualitativa desesperada de cantar algo que possa lhe servir de algo.
Sou retroativo quando me falam de você.
[Estou esperançoso sobre nós dois.]
— Se a VIDA me impossibilitar de fazer algumas coisas, e minhas mãos tremerem, se as forças me faltar.
— Não irei lamuriar!
— Reviverei lembranças de outros tempos.
— Saborearei vagarosas saudades!
(Como quem está poetizando).
— Se as palavras me faltarem, não irei choramingar.
Sempre fiz e faço o meu melhor;
— Sorri… Sempre que a vida me trouxe alegrias.
— Chorei… Quando me faltou o chão.
— Viajei, levei minha alma pra passear, conhecer outros lugares…
— Flores plantei… Belos jardins cultivei!
— Estou deixando minha marca no tempo!
Vivo Poetizando cada momento!
Rosely Meirelles
POESIA CODA
Sou muitas mãos
E muitas vozes
Também sou muitos ouvidos
E tantas outras expressões
Sou telejornal e novela das 8
Encarte de mercado
Promoção de biscoito
Sou a pausa – do sinal afoito
Astronauta em dois mundos
Indo e vindo neles... amiúde
Alguém que se reinventa
Sou um poema (nas mãos) de Nelson Pimenta
Sendo assim, deixa-me suspenso
Entre configurações de mãos
e grunhidos de meus pais
Sinto deles o cheiro
(até hoje)
Quando falo em sinais
inspiração, angustiada é a sua volta, tuas mãos trêmulas sem saber o que por no papel. O aleatório soa agradável neste momento, o momento no qual toda luz sentida vai se esvaindo aonde todo calabouço parece sem fim, as pedras que aqui foram postas sem propósito algum, agora teriam, suas mãos foram postas em uma mesa, foram espancadas sem parar e eu sei que dói escrever pois toda chuva que caiu sobre elas ardia cada vez mais, mas você não reclamava e apenas escrevia, contrariando tudo e todos até o momento que te silenciaram. Ei me diga se algum dia você se sentiu extremamente sufocado e não conseguia gritar por ajuda, me diga o quão dolorido foi você arranhar sua garganta com as próprias unhas, me diga que você ainda pode me ouvir...
Acho que, aquelas foram realmente suas últimas palavras e eu joguei os dados porém só você viu os números que lhe aguardavam.
Com amor, Alguém especial.
AS MÃOS
"Entre os escombros onde o tempo se perde e a sombra da morte espreita sem pudor, à espera do momento certo para fazer a sua entrada triunfal, desponta em mim o que nunca fenece.
O sonho que na vida é a mais vibrante flor.
Em cada ruína um novo horizonte se desvenda, onde a ilusão é sepultada, mas a esperança ergue-se altiva.
Pois a alma que sonha, jamais se rende à desolação, pois sua luz é infinita.
Assim, mesmo na penumbra da noite mais densa, nos vales mais tenebrosos da existência, as mãos que se erguem, jamais ficarão vazias, pois carregam o fogo duma fé imensa...
E, cada derrota fortalece o ser que as ergue.
E assim, entre as ruínas das ilusões e as muralhas da dura realidade, persiste a chama eterna dos sonhos que me guia,
Pois enquanto houver fé, vida e vontade,
Jamais as minhas mãos ficarão vazias."
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