Poemas sobre a lua para ler, refletir e se apaixonar

O Eclipse Vermelho

A lua vestiu-se de vermelho
e mergulhou devagar na escuridão,
como quem guarda no próprio silêncio
uma antiga transformação.

Por um instante, cessou o brilho,
o céu perdeu sua direção...
e aquilo que parecia vazio
podia ser outra dimensão.

Há mudanças que chegam caladas,
sem anúncio, sem explicação,
fundem antigas partes quebradas
numa nova forma de inteireza e chão.

Quando a sombra deixou o céu,
a lua voltou a respirar...
não era outra, nem deixou de ser ela,
apenas aprendera a se transformar.

E talvez todo eclipse seja assim:
um breve mergulho no que não se vê,
até que o que estava disperso em nós
encontre um lugar onde possa florescer.

⁠no meu quarto,
Em meio a solidão
A lua lamenta
Por não conseguir pedir perdão
Ao anjo caído
Sem coração

Há encontros que parecem uma coincidência cósmica.

Hoje, enquanto Sol e Lua se encontram em um raro alinhamento no céu, penso que talvez algumas almas também sejam assim.

Percorrem caminhos distintos, atravessam tempos, distâncias e silêncios, até que, em algum ponto da existência, suas órbitas se encontram.

E, por um instante, tudo parece se alinhar.

Talvez almas gêmeas não sejam duas metades procurando se completar. Talvez sejam dois seres inteiros que, mesmo seguindo suas próprias trajetórias, reconhecem um no outro algo inexplicavelmente familiar.

Como no eclipse, um não precisa apagar a luz do outro. Há encontros que fazem justamente o contrário: revelam uma luz que sempre esteve ali, mas que somente aquela presença foi capaz de tornar visível.

E então compreendemos que alguns encontros não parecem apenas acontecer.

Parecem ter atravessado o universo inteiro para chegar exatamente àquele instante.

12 de agosto de 2026 — quando o céu nos lembra da poesia dos encontros.

#JaniaraDeLimaMedeiros

“Há noites em que o coração conversa com a lua porque já não encontra linguagem entre os homens.”

— Juliana Hoffmann Liska

Mística


Há coisas que não chegam... acontecem. Como a lua quando toca o mar sem jamais perguntar se pode. Há encontros que parecem acaso, mas carregam no silêncio a assinatura de algum mistério antigo. E há olhos que não apenas olham: reconhecem.


Talvez a alma saiba antes do corpo. Talvez o corpo apenas reconheça aquilo que a alma já sabia, antes mesmo que o coração compreendesse o sussurrar do destino.


Eu não temo o que não consigo explicar, mas paraliso o olhar diante do que não sei nomear. Há beleza demais no invisível para exigir do mistério uma certidão de existência, uma prova, todas as garantias.


Prefiro acreditar que algumas portas se abrem sozinhas, que certas presenças chegam na hora exata, como um soprar dos ventos, sem aviso, sem promessa, apenas porque era tempo de chegar. E que algumas histórias já foram escritas em algum lugar onde o tempo não alcança.


Maktub. Estava escrito. Ou talvez apenas esperando o instante certo para ser lido.


Porque há coisas que não se entendem. Sentem-se. Reconhecem-se.


E quando a alma sente, até o silêncio se torna oração e canção.


E talvez seja essa a mais bonita forma de mistério: não saber de onde veio, não saber para onde vai, mas sentir, no mais profundo de si, que aquilo que chegou já nos pertencia antes mesmo de chegar.

Deus
Originou o universo
Do céu
Originou a lua e estrelas
Do Rio
Originou o mar
Da terra
Originou os frutos
Do homem
Originou a mulher
Da mulher
Originou a familia
A Origem
Deus é eterna.

As lagrimas
De alegria
Ou dor
Ensinam
A recompor
O caminho
Do amor
Atitude
Escolho a lua para ser sua
Nas estrelas te dou o meu abraço
Todo o universo é seu
Para você lembrar que Deus
A vida te deu
Quando eu daqui partir
Lembra-te que estarei na lua que de dei
E nas estrelas se lembre dos meus abraços
Que por mais distantes que eu esteja
Te vejo
No voar das borboletas
No cantar do passáro
No céu estrelado
No nascer e por do sol
Te sinto
No ar
No tempo
Somos o que passamos
E se é amor
Que seja puro
Verdadeiro
Assim
Como Jesus nos amou
Olhar pro céu
Nos vemos todo santo dia
GLORIA AO SOBERANO DEUS
ALELUIA JESUS!!!

O amor é o sol
O amor é a lua
De dia me aquece
A noite me ilumina
O amor é o fogo
O amor é a agua
Consome minha dor
Inunda o meu ser
O amor é a terra
O amor é o ar
Produz os nossos frutos
Dependo pra respirar
O amor é o céu
O amor é o mar
Um bom lugar para morar
O lindo banho pra recordar
O amor é Deus
O amor é Jesus
Criou o ser humano
Salvou o homem na cruz
Toda honra e glória a Jesus

Mar de Estrelas

Hoje, perdi-me ao observar a lua, tão próxima, como se o espaço entre nós não existisse. A escuridão profunda, pontilhada de estrelas, dá-me uma sensação de solidão; assim como a lua reflete a luz do sol, meu coração aguarda a noite para refletir a felicidade que você me traz.


Para mim, cada momento importa; nem toda palavra basta, e até o som do silêncio comunica algo. Enquanto a vida me traz ruído, você o transforma em música. Enquanto seu ritmo me pede calma, meu coração anseia por pressa, mas minha mente encontra paz.


Como o mar, sinto-me levado por suas ondas. Suas águas significam vida: ora calmas, ora tempestuosas, imprevisíveis, mas sempre acolhedoras e gentis. É um oceano cheio de tesouros e perigos, aguardando alguém com coragem para trazê-los à superfície.


Nesse mar, serei como um barco à vela, navegando por você enquanto seu vento me guia. Vou descobrindo cada ilha escondida em seu coração, e essa viagem se tornará eterna na essência de nossas vidas.

Porque hoje é!!
O dia internacional da Lua..
Ela rege as nossas emoções!
É calendário comercial
E ainda regula as marés..
Ela é a Lua,
e se declara que é!!
A beleza pura.!!!
Da noite clara
brilhante e segura.
De 20 de julho
No ano de 1969
com este selo ,
brilha essa "Figura"!

A Última Poesia do Pó e da Lua


Doeu, de forma visceral, quando percebi que não estava aqui. Doeu, como há anos atrás, quando te vi partir. Doeu, como a primeira dor, antes de você existir. Mas hoje vejo que a vida é assim. O amor não basta. A dor, a revolta, qualquer coisa que eu faça será sempre poeira ao vento do velho pó que amava a lua e se perdeu tentando alcança-la. Do velho pó que se desfez quando a noite não chegou por meses que soaram como a eternidade naquele frio e congelante inverno.
Não quis te prender, mas me prendi. A condenação é só minha, e o crime só eu vi. No fim das contas, eu nunca fui o bastante, e não há nada que possa trazer de volta nem mesmo o que já fomos. Só em sonhos e na minha mente posso te ver e sentir. Só aqui dentro você está viva pra mim, e quando o mundo for demais, não poderei te ouvir. Talvez nunca saiba do dano e nem da cura, mas sempre serei o pó tentando alcançar a lua. Sempre serei o pó que tentou alcançar a lua.
- Marcela Lobato

LEILA

Conheci o poder das tuas franjas
e do teu sorriso
Tu trazias a lua pra varanda
E improvisava um paraíso

Aprendi s admirar mulheres de óculos
A desejar seus os óculos...
A acordar de madrugada
Sem ter saudade da namorada...

Aprendi a achar que o mundo precisa de Leilas
Dengosas , belas e meigas
Cheguei a achar que o destino
Contigo podia ser melhor,

Mas o destino te deu amor.
O mundo te deu paixão
E a vida te deu David, o Abrahão...

Agora me falas de Tempo,
Ninguém conhece mais o tempo do que eu...

A beleza não perece com o tempo,
Ela se protege na alma...
Continuas linda...
Quem te conhece sabe,
Quem tem sensibilidade vê...
FELIZ ANIVERSARIO

ABSTRAÇÕES
Os meus olhos sustentam a lua
A rosa controla o beija flor
E os insetos fazem seu trabalho
As colunas que sustentam
a terra teu seus imãs
A terra fecunda germina a hortelã,
E a rebeldia dos anjos
Cria a harmonia entre o bem e o mal...
Daí surge a paixão
Que tinge de rubro mercúrio,
E o amor que tinge de opala a lua
A saudade que preenche os oceanos
e o que somos além de Abstrações???

Não tão próximo quanto a lua desejaria, nem tão distante para deixá-la ir. o sol atravessava seus dias com uma luz que alcançava tudo, menos o vazio que existia entre os dois. a lua, em silêncio, fingia que algumas sombras eram suficientes para sobreviver. dizia a si mesma que amar também era aceitar o inverno, que nem todo calor precisa ser sentido para existir. mentia bem. porque toda noite ainda esperava que o sol esquecesse, por um instante, de iluminar o mundo inteiro e escolhesse aquecer apenas ela. nunca aconteceu. e, ainda assim, a lua permaneceu no mesmo céu. deverá acostumar-se ao frio de quem nasceu para ser calor, mas nunca soube aproximar-se o bastante para queimá-la.


Dizem que o sol jamais compreenderá o frio da lua. ele nasce disposto a aquecer, ela, acostumada ao silêncio, acredita que toda aproximação dura pouco. então afasta-se antes que precise sentir. o sol insiste por um tempo, confunde a distância com prudência, o silêncio com paz. até descobrir que há quem ame sem tocar, quem permaneça sem permanecer. talvez esse seja o preço do equilíbrio: aceitar que algumas luas nunca deixarão de ser inverno. e o sol… deverá acostumar-se a aquecer de longe.


O sol nunca percebeu que a lua esperava ser aquecida. acreditava que sua simples presença bastava. enquanto isso, a lua colecionava silêncios, caminhava ao lado do próprio brilho sem jamais sentir o calor que imaginava existir. não havia abandono, apenas uma ausência difícil de explicar. perto o suficiente para alimentar a esperança, distante o bastante para fazê-la duvidar de si. e talvez seja essa a mais cruel das órbitas: aquela em que ninguém parte, mas ninguém realmente chega. a lua continuará olhando para o céu. o sol continuará nascendo. e ambos chamarão isso de equilíbrio.

O Sol se afastou da Lua
Mas comecou esfriar
E com seu brilho ofuscado
Espera Ela voltar.
Porque o Sol e a Lua
Não podem se separar.


⁠Santo Antônio do Salto da Onça RN
10/04/2024

Falando com a lua


Eu não sei se é sensato dizer,
mas a lua deve sentir inveja de você.
Porque toda noite, sem perceber,
eu começo a falar de ti até o amanhecer.


Converso com a lua sobre o teu olhar,
sobre o brilho que nenhuma estrela consegue alcançar.
Conto a ela da beleza que existe em você,
e como meu coração se perde só de te ver.


Eu digo que teus olhos têm um universo inteiro,
mais bonito que qualquer céu estrangeiro.
E que teu sorriso, tão raro de encontrar,
faz até as constelações pararem pra admirar.


Às vezes eu tento te transformar em poesia,
escrevo versos pela noite, atravesso o dia.
Mas nenhuma palavra consegue descrever
a imensidão da beleza que existe em você.


Então eu volto pra lua e começo outra vez,
falando de você talvez pela milésima vez.
E quanto mais eu falo, mais eu quero dizer,
porque sempre descubro algo novo pra amar em você.


A lua deve sentir ciúmes, eu imagino que sim,
porque quando ela aparece, você fala mais alto em mim.
Eu olho pro céu, mas é teu rosto que consigo enxergar,
como se tua lembrança aprendesse a me acompanhar.


E não há estrela no céu, nem galáxia a brilhar,
que consiga tua beleza sequer se aproximar.
Porque o universo é imenso, mas eu posso afirmar:


nenhum dos seus mistérios conseguiu superar
a forma como teus olhos me fazem sonhar.


Por isso escrevo, por isso volto a dizer,
por isso passo madrugadas pensando em você.
Porque tua beleza não conhece fim nem versão,


e eu poderia escrever infinitos versos
sem alcançar a dimensão


do amor que existe em meu coração.


Então, se um dia a lua te olhar diferente,
saiba que talvez ela esteja simplesmente


ouvindo eu falar de você novamente.


— Patrick Wallace

ESTRELA

Estrela, lua, sol, solidão,
Como está indo meu coração?
Indo na contramão,
Amando sem razão.

Estrela, sol, lua, selenita,
Onde anda a moça bonita?
Pela qual meu coração palpita,
E sofro de saudade infinita.

Sol, lua, estrela fria,
Estrela tão alta que luzia,
Sozinha no fim do dia,
Assim o poeta já dizia.

E assim segue minha sina,
De certa rotina,
E a moça que me fascina,
Será minha glória ou ruína?

Autor: Agnaldo Borges
19/09/2014 - 00:28

O sol ilumina o dia e a noite a lua nos ensina a saber brilhar na escuridão.


Anderson Pio

Da lua, de lua.
Feita de sol, sal, mar e ondas.
Sobre avencas, ervas daninhas, e flores silvestres. ⁠

⁠Melhor rima

Amanheci na madrugada.
A lua ainda vagava pelos céus.
As estrelas pirilampavam.
Lá longe, trovões trovejavam.
Um relâmpago o céu risca.
As nuvens carregadas se aproximam.
Pego um papel e caneta…
No papel, deste momento, quero criar a melhor rima.
Poetizo-me.
Poetizo.
Faço o que for preciso para perfeitamente descrever o que está a acontecer.
A lua do céu desaparece.
As estrelas não vejo mais.
A chuva desagua caudalosamente…
Chuva que chegou tão de repente.
Da vidraça molhada vejo a rua pouco a pouco se transformar…
Pedras secas.
Agora por ela as águas de um rio estão a rolar.
Num segundo tudo pode se transformar.
Um rio que vira mar.