Poemas sobre a lua para ler, refletir e se apaixonar

O Despertar da Loba


Corro livre pelo campo abençoado,
Sob a lua ou sob o sol que vem guiar.
Deixei o peso do passado lá de fora,
E escolhi a alegria de ser e de amar.
Meu uivo hoje não clama por saudade,
É um canto de gratidão por existir.
Na pureza de um olhar que vê a vida,
Encontrei mil razões para sorrir.

Selos da Pele, Voz da Alma


Na nuca repousa a Lua,
olho secreto que vigia o invisível,
selo de intuição,
guardiã dos sonhos e dos portais.
No ombro, o vento sussurra:
“sou livre, livre caindo”,
e cada queda é voo,
cada entrega é renascimento.


No pulso, a águia desperta,
círculo eterno, visão do alto.
Em cada gesto, tua mão carrega
a coragem do espírito que não teme o horizonte.


No braço, a montanha firma os pés,
o sol sorri por entre as pedras,
e tu, com asas dadas pelo destino,
aprendeste a voar sem perder o chão.
À esquerda, junto ao coração,
vive uma prece tatuada em silêncio,
um canto sagrado que vela tuas emoções,
sabedoria que te guia quando o mundo cala.


À direita, a borboleta dança,
asas leves bordadas de metamorfose.
Ao lado, a palavra antiga sussurra:
Maktub, estava escrito.
E o escrito é vida,
o escrito é transformação.


Tua pele é mapa,
teu corpo é templo,
cada traço um portal,
cada símbolo um guardião.
És lua e sol,
águia e borboleta,
raiz e voo.


Essência livre,
destino escrito nas estrelas,
alma que jamais se curva,
porque sabe que é infinita.

⁠Lua clara e estrelas no céu,
fazendo a noite brilhar.
Pela janela ,
atrevida e aberta,
sopra uma brisa,
que a sua pele esfria,
te fazendo arrepiar!

Vida de pescador é que nem maré.
Seus dias têm fases como a lua.
Hoje foi dia de cheia...

Suor da Lua




O teu corpo aproxima-se do meu como um inevitável eclipse, e o universo inteiro vibra
à força do que pulsa entre nós.


Quando tu me tocas,
não é apenas pele — é tempestade,
é um magnetismo profundo
que grita por dentro
e reacende tudo
o que eu escondi.


O teu cheiro envolve-me,
prende-me, arrasta-me
e eu deixo-me levar
porque há algo em ti
que fala diretamente
ao que em mim é puro fogo.


O teu hálito roça o meu silêncio, entre sombras, a tua pele acende o meu desejo em chama lenta.


No toque que quase acontece,
perco-me internamente
na promessa do teu corpo,
onde os poros bebem o suor da lua.
E quando a tua boca encontra a minha boca, com essa urgência densa, selvagem,
o tempo rende-se, e o meu nome submerso na tua saliva, arde insanamente na tua boca.

Era festejo.
A Lua ainda reluzia.
O sino abalroava estrepitosamente,
enquanto os planetas se alinhavam no espaço sideral.
E todos riam, riam perenemente,
num grandioso aprazimento jovial.
O tempo foi moroso,
mas toda noite tem fim.
O fim da noite se interseccionou
com o último gole do deleitoso vinho.
E todos se despediram na última hora.
Rosimara Saraiva Caparroz

No Silêncio da Lua e da Flecha


Na mata onde o tempo dorme,
Oxóssi vigia com olhos de caça,
Arco tenso, flecha firme,
Respira o segredo que a floresta abraça.


A lua derrama prata no rio,
Que serpenteia entre raízes e sombras,
E ali, na beira, com cuia e calma,
Uma filha da terra recolhe as ondas.


Seu gesto é antigo como o vento,
Seu silêncio, um canto sem som,
Ela sabe que a água tem memória,
E que a noite é mais do que escuridão.


No espelho do rio, uma lótus se abre,
Como se o mundo respirasse em flor,
Oxóssi observa, sem romper o instante,
Guardião da vida, do saber e do amor.


Entre flechas e folhas, entre lua e mulher,
A floresta sussurra o que não se vê:
Que o sagrado vive onde há respeito,
E que o espírito dança onde há fé.

O Anjo e a Lua
A lua brilhava como um farol suspenso no silêncio da noite.
De sua luz suave, um anjo descia lentamente,
com asas que refletiam o brilho prateado do céu.


Não havia pressa em seus movimentos,
como se o tempo tivesse parado apenas para assistir.
O ar se tornava leve, e cada batida de asa
trazia consigo uma promessa de paz e proteção.


Você observava, entre fascínio e reverência,
sentindo que aquele instante não era apenas sonho,
mas um recado guardado nas estrelas,
um lembrete de que há sempre luz descendo até nós,
mesmo quando a noite parece infinita.

Sol e Lua, Nuvem e Vento, Céu e Estrela

Sol desperta em fogo dourado,
Lua repousa em prata serena,
um dança no dia alado,
a outra vela a noite plena.


Nuvem leve, sopro do vento,
se encontram no céu em movimento,
um molda formas, o outro conduz,
juntos criam caminhos de luz.


Céu profundo, guardião do infinito,
Estrela brilha, segredo bendito,
um é vasto, o outro centelha,
ambos revelam a beleza que espelha.


Feminino e masculino, em harmonia,
força e ternura, noite e dia,
contrários que se buscam, se completam,
na dança eterna do cosmos se interpretam.

Pálpebras fecham,
O sono que é profundo,
Noite sorri à lua.


Lu Lena / 2026

DEVANEIO TRISTE

Nas lágrimas que borram o céu altivo
vejo a lua que chora triste e sombria
as estrelas já espremidas e sem brilho
na trágica sina dessa minha melancolia

No vão oco obscuro de minha incoerência
busco-te num coração flagelado e de luto
perambulando em busca de minha existência
sou uma peregrina enclausurada num reduto

Teu sorriso disperso na luz do luar eu vi…
sigo nesse destino que congela e paralisa
nesse meu arrebatamento transfigurado em ti

Saudade enegrecida que causa tanto tormento
Círculo vicioso que entorpece e me agoniza…
para mais uma vez não te ter nesse momento!

'inda olho o por do sol
pela janela
vejo ao longe nuvens
e a lua que se esconde nelas
Vou ao encontro deles
Campo aberto
Vou me juntar ao espetáculo
que não sabe da platéia
Não consigo contar
Não se descreve o encontro de céu e mar
De sol e luar
De dois corpos que só sabem amar.
Um eclipse
Fenômeno natural
Assim também é respirar
Mas este um dia acaba.

Baile na Floresta

Quando a lua sobe alta e branca,
e o vento faz a folha balançar,
a floresta toda fica pronta
para o grande baile começar.

O violino é feito de galho fino,
o piano é o riacho a correr,
toca a música calma e divina,
que faz a natureza se comover.

O veado dança com passos leves,
o macaco gira devagar,
a coruja bate as asas breves,
como quem sabe a melodia cantar.

O coelho salta em passo de valsa,
a raposa desliza com elegância e cor,
até o besouro, na sua pequena dança,
segue o ritmo com muito amor.

Cada nota toca o ar e a mata,
clássica, bela, cheia de emoção,
é a floresta que, alegre e grata,
faz da música o seu coração.

Noite adentro, dançam em harmonia,
animais, sombra, luz e canção,
um espetáculo de pura poesia,
onde a vida é a própria perfeição.

Pretendo ser...
O sol... do seu dia.
A lua... da sua noite.
As lágrimas... dos teus olhos.
O remédio... de sua dores.
O sorriso... da tua alegria.
O motivo... da tua saudade.
A inspiração... da tua poesia.
O sentido...da tua liberdade.
O coração... do teu corpo.
Da tua vida... o único homem...

Quando a Lua Sussurra


No silêncio da sombra,
uma luz se ergue serena.
Não chora pelo que fere,
sua força é calma que acena.


Caminha por noites densas,
mas sua presença ilumina.
Se veste de simplicidade,
sorri como quem guarda aurora.


Quando a Lua sussurra segredos,
ela brilha em brilho raro,
e cada passo deixa traços de encanto
onde antes havia apenas silêncio.


Estrela de brilho infinito,
que floresce na sombra,
transforma a vida em beleza
e dá ao mundo seu calor calmo,
silencioso, eterno.

O canto dos pássaros,
O mel das abelhas ,
O colibri e as flores ,
Sol e lua em sintonia !
Tantos milagres em toda natureza ,e o homem desperdiçando tempo e vida pra se jogar no abismo, onde arde a falsa ilusão que corrompe o que há de mais puro e essencial para vivermos : o Amor !
João Batista Barbosa

SEM NOÇÃO!
Quero sentir o sopro do vento
Desejo contigo ver o brilho da lua
Perco assim a noção do tempo
Sonhando você no meio da rua.

Sua voz ecoa tamanhas vibrações
Lembranças gostosas e a sua risada
Fico a espiar fundo as minhas emoções
Saudades voando descompassadas.

E voam meus olhos na imensidão
Num lampejo cortando norte a sul
Rompendo ímpetos do meu coração.

Sonhos que perfazem todo céu azul
Espera sem pressa do sol a raiar
Sem noção para nada recomeçar!

AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA

E A VIDA CONTINUA

E a vida continua ...
Novo sol e nova lua
Nessa vida após vida
Seja assim tão merecida
Onde vezes vida ferida
Outras assim vida sofrida
E tantas bem vividas...
No viajar do tempo
Traçamos cada momento
Nascer , viver e morrer
Num ciclo de renascer
Onde no transitar história
Vai evoluindo na memória
Um novo passo ao paraíso
E a vida continua ...
Pois somos eternos
Somos verão, inverno
Outono , primavera
Sol , chuva , água e terra
Espíritos que não encerra
Que nas transformações
Reviramos em mutações
O mundo gira sem parar
Tantas coisas pra contar
Entre alegria e dor
Várias fases pra compor
E nesse embalo continuo
Pois Ele faz a roda girar
Numa transição de alma
Onde o corpo se acalma
No divino eterno mandamento
Onde só continua a vida
Quem na verdade cre no amor
Pois Dele é toda fonte do Criador!

João Batista Barbosa
Poesia

VIAGEM
Na brisa da madrugada , percorrendo olhares onde estrelas ponteiam ao mesmo tempo que a lua com seu brilho misterioso , desenha contornos nas águas dos rios .
A distância percorrida vai de encontro a vários lugares , relembrando tempos ali passados, memórias já vividas e agora uma nova corrida pelos cantos que sempre deixa novas histórias.
Viagens nos fazem encontrar novos horizontes , marcando sinais de novos tempos e formalizando outros contatos e acontecendo novos instantes que serão relembrados por se viver continuamente numa roda que só pára de girar quando cessam os caminhos, que parem de perfazer a vida que enquanto pulsa, faz sempre acontecer cada fato , visões, cheiros, céus e terras , num trajeto que marcam cada segundo de nossa existência .
Somos cada pessoa um marco diferenciado para em cada pessoa que partilhamos nossos momentos , fazem também parte de bons , ruins ou simplesmente monotonias , mas que de qualquer forma registram uma passagem no universo de nossas mentes .
A viagem da vida é algo que com o passar do tempo vai guardando saudades ou arrependimentos do que não deveria ter sido feito ou por sentimento por não termos completados nossas etapas , mas até essas lembranças são marcantes para flutuar novas aventuras.
Viagens voam no passar dos olhos em natureza e em tudo que surgem a cada emoção que perpetuam e nos fazem desejar que a vida se renove e se repita , mesmo que meio a fumaça de poluição ou nos encantos floridos e misturados a cores e perfumes que eternizam sonhos ou experiências pra que sintamos a diversidade e o prazer de viajar pra que o reflexo do céu faça moradia em nossas recordações.
Num ciclo que enquanto olhos e corações surgem pelos horizontes , vivificam e transformam o viver no mais lindo romance do amor que amadurece dentro da gente .

João Batista Barbosa.

Simplesmente o seu olhar,
vai além das ondas do mar,
brilham com o clarão da lua!
Seus olhos, como de crianças, brincam inocentes pelas ruas.