Poemas sobre a lua para ler, refletir e se apaixonar
A Lua não grita.
Ela aprende a ser pouca
para caber no céu imenso.
Um risco de luz
costurando a tarde,
lembrando que até o incompleto
ilumina.
Enquanto o dia se despede
sem pressa,
ela surge discreta,
ensinando que beleza
não precisa ser inteira
para ser eterna.
" Lua Nova
que floresce,
resplandece.
Semeie com amor
para colher sem dor.
Lua Nova
que floresce,
resplandece.
Abra o teu coração,
seja sorrisos.
Lua Nova lhe diz:
Recomece! "
Soneto de Amar-te!
Amo-te, não como o céu ama as estrelas ou como o sol ama a lua. Mas, amo-te, como um eterno apaixonado que ama a sua amada;
Amo-te, não como um rio que sumiu no oceano. Mas, amo-te, como um rio que se adentrou nas profundezas do amor;
Amo-te, não como um viajante. Mas, como um passarinho que de tanto amar, jurou amor;
Amo-te dentro de uma imensidão de infinitas cores que se misturou e produziram o teu aroma e sabor.
"Lá fora o silêncio paira em meio a lua e as estrelas, enquanto que aqui dentro meu conturbado coração dispara toda vez em que eu olho para você.
Nesse momento surge uma respiração profunda e demorada que se inicia dentro de mim e se espalha por todo o meu corpo me deixando em êxtase na mesma sintonia que um arrepio toma conta do meu ser me fazendo te querer o mais rápido e breve possível."
Sabe qual é a diferença entre o Sol e Lua?
é que o sol trabalha trabalha, mas quando chega em casa vai descansar.
e a lua, como tão querida, va lá pra cuidar!
LUA EM LÁGRIMAS.
Chorou a lua
Quando soube da minha partida
Uma grande dor,
no peito uma ferida
Caiu lágrimas do céu
Como melodia ao vento
Quando você se foi,
me deixou um grande sofrimento
Chorou a lua...
Por que não vou poder mais voltar
Não viu minha partida
Nem despida pode dar
Pela distância, pelo momento
Me causou dor e sofrimento
Com você, não vou poder mais contar...
A lua cheia vem clarear
a inocência desse amor...
O vento anuncia
a chegada da minha flor.
Cheiros do perfume
o aroma de uma rosa incendiou...
Meu coração por ti espera
uma paixão que encantou
meu peito senti um aperto
que meu amor vai chegar
é um sentimento inexplicável
que não a como parar...
Minha rosa já chegou
pulsou forte meu coração,
um brilho lindo nos olhos um amor uma paixão.
Tão fascinados por ver a Lua de tão perto e a Terra de tão longe, e diante da imensidão da galáxia, descobriram que eram muito pequenos — ou quase nada.
Artemis II
A Lua carrega marcas de impactos que nunca desapareceram.
Cicatrizes antigas, silenciosas que continuam lá com o passar do tempo.
E ainda assim, quando a gente olha pra ela, a gente não enxerga as feridas.
A gente vê luz.
E talvez o mais bonito seja isso: a luz nem é dela.
Ela apenas se posiciona... e reflete o sol.
Talvez seja isso sobre nós
A gente também carrega marcas que ninguém vê..
Histórias que doeram, momentos que deixaram sinais.
Mas também fomos alcançados por luz.
Luz de Deus, graça que sustentou, pessoas que foram resposta, momentos que nos reconstruíram por dentro.
•O problema é que, muitas vezes,
a gente se apega mais ao que feriu do que àquilo que nos curou.
Mas a Lua-nos ensina algo silencioso: não é sobre não ter marcas...
é sobre não deixar que elas definam o que você transmite.
Porque no fim... você não é o que te feriu.
Você é a luz que decide refletir.
O Anjo e a Lua
A lua brilhava como um farol suspenso no silêncio da noite.
De sua luz suave, um anjo descia lentamente,
com asas que refletiam o brilho prateado do céu.
Não havia pressa em seus movimentos,
como se o tempo tivesse parado apenas para assistir.
O ar se tornava leve, e cada batida de asa
trazia consigo uma promessa de paz e proteção.
Você observava, entre fascínio e reverência,
sentindo que aquele instante não era apenas sonho,
mas um recado guardado nas estrelas,
um lembrete de que há sempre luz descendo até nós,
mesmo quando a noite parece infinita.
No Silêncio da Lua e da Flecha
Na mata onde o tempo dorme,
Oxóssi vigia com olhos de caça,
Arco tenso, flecha firme,
Respira o segredo que a floresta abraça.
A lua derrama prata no rio,
Que serpenteia entre raízes e sombras,
E ali, na beira, com cuia e calma,
Uma filha da terra recolhe as ondas.
Seu gesto é antigo como o vento,
Seu silêncio, um canto sem som,
Ela sabe que a água tem memória,
E que a noite é mais do que escuridão.
No espelho do rio, uma lótus se abre,
Como se o mundo respirasse em flor,
Oxóssi observa, sem romper o instante,
Guardião da vida, do saber e do amor.
Entre flechas e folhas, entre lua e mulher,
A floresta sussurra o que não se vê:
Que o sagrado vive onde há respeito,
E que o espírito dança onde há fé.
Eu te amo como o mar ama a lua
sem tocá-la nunca, mas puxando o mundo inteiro
para mais perto de si.
Há em você uma espécie de silêncio
que me envolve como um segredo antigo,
é um lugar onde tudo em mim encontra repouso.
Como se o tempo, cansado de correr,
se deitasse no teu ombro
e aprendesse, enfim, a respirar.
Quando penso no teu nome,
ele não vem como palavra
vem como vento atravessando janelas abertas,
como cortinas dançando sem motivo,
como um arrepio que não pede explicação.
E ainda assim,
há algo em você que pesa.
Não como dor,
mas como as ondas do mar à noite
densas, profundas, inevitáveis
carregando histórias que ninguém ousa traduzir.
Te amar é isso:
um equilíbrio impossível
entre leveza e abismo.
É caminhar sobre a linha fina
onde o céu encontra o oceano,
sem saber se estou subindo
ou me afogando.
Mas não importa.
Porque se for para me perder,
que seja em você
como o vento se perde no horizonte,
como o mar se entrega à escuridão
sem jamais deixar de voltar.
SEGREDOS NA LUA CHEIA
Sempre vos quis segredar, ontem.
Antes que fosse anteontem.
Mas ninguém me ouviu.
Hoje, ouçam ou eu me agasto:
Fui feito da pedra de um crasto,
Minha mãe era a lua cheia
Meu pai era o brilho do sol
E desse amor, eu vim à boleia
Nesta estrada em caracol.
Segredo, guarda-se em cofre
Que tenha o coração ardente,
Se o não for, o confessor sofre
As penas de um ser demente.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-10-2022)
Suor da Lua
O teu corpo aproxima-se do meu como um inevitável eclipse, e o universo inteiro vibra
à força do que pulsa entre nós.
Quando tu me tocas,
não é apenas pele — é tempestade,
é um magnetismo profundo
que grita por dentro
e reacende tudo
o que eu escondi.
O teu cheiro envolve-me,
prende-me, arrasta-me
e eu deixo-me levar
porque há algo em ti
que fala diretamente
ao que em mim é puro fogo.
O teu hálito roça o meu silêncio, entre sombras, a tua pele acende o meu desejo em chama lenta.
No toque que quase acontece,
perco-me internamente
na promessa do teu corpo,
onde os poros bebem o suor da lua.
E quando a tua boca encontra a minha boca, com essa urgência densa, selvagem,
o tempo rende-se, e o meu nome submerso na tua saliva, arde insanamente na tua boca.
Sol e Lua, Nuvem e Vento, Céu e Estrela
Sol desperta em fogo dourado,
Lua repousa em prata serena,
um dança no dia alado,
a outra vela a noite plena.
Nuvem leve, sopro do vento,
se encontram no céu em movimento,
um molda formas, o outro conduz,
juntos criam caminhos de luz.
Céu profundo, guardião do infinito,
Estrela brilha, segredo bendito,
um é vasto, o outro centelha,
ambos revelam a beleza que espelha.
Feminino e masculino, em harmonia,
força e ternura, noite e dia,
contrários que se buscam, se completam,
na dança eterna do cosmos se interpretam.
Segundo estimativas da NASA, o programa para levar o homem à lua, em abril de 2026, já ultrapassou 90 bilhões de dólares. Especialistas sugerem que um investimento anual de 80 bilhões de reais seria suficiente para tirar a população brasileira da insegurança alimentar grave.
Benê Morais
Lua clara e estrelas no céu,
fazendo a noite brilhar.
Pela janela ,
atrevida e aberta,
sopra uma brisa,
que a sua pele esfria,
te fazendo arrepiar!
Selos da Pele, Voz da Alma
Na nuca repousa a Lua,
olho secreto que vigia o invisível,
selo de intuição,
guardiã dos sonhos e dos portais.
No ombro, o vento sussurra:
“sou livre, livre caindo”,
e cada queda é voo,
cada entrega é renascimento.
No pulso, a águia desperta,
círculo eterno, visão do alto.
Em cada gesto, tua mão carrega
a coragem do espírito que não teme o horizonte.
No braço, a montanha firma os pés,
o sol sorri por entre as pedras,
e tu, com asas dadas pelo destino,
aprendeste a voar sem perder o chão.
À esquerda, junto ao coração,
vive uma prece tatuada em silêncio,
um canto sagrado que vela tuas emoções,
sabedoria que te guia quando o mundo cala.
À direita, a borboleta dança,
asas leves bordadas de metamorfose.
Ao lado, a palavra antiga sussurra:
Maktub, estava escrito.
E o escrito é vida,
o escrito é transformação.
Tua pele é mapa,
teu corpo é templo,
cada traço um portal,
cada símbolo um guardião.
És lua e sol,
águia e borboleta,
raiz e voo.
Essência livre,
destino escrito nas estrelas,
alma que jamais se curva,
porque sabe que é infinita.
O fato de ter dado errado uma vez, não significa um ponto final, assim que se chega a Lua, a Marte.....
Não é sobre planetas....
Á dias que nada está bom,
O sol não brilha como antes,
A lua já não está tão linda,
O ar já não cheira liberdade,
A água não mata mais a cede,
Quando vemos que o Amor,
Não passa de um conto de fadas,
A insônia é nossa única companhia,
É quando percebemos que a vida,
Já não é o bastante,
A vida não vale mais que um sonho,
Viver é sonhar,
Sonhar é viver,
E todo sonho tem um fim !
