28 poemas sobre a infância para reviver essa fase mágica da vida
Hoje eu fui até a bodega do Sr. Nogueira
E chegando próximo ao balcão
Avistei uma baladeira, uma lamparina e um pião
Que me fez perceber quão inesquecível é uma infância no sertão
Meus olhos brilharam ao ver a bomboniere
Que girava e girava trazendo felicidade e doçura
Aí meu Deus que gostosura!
É a infância no sertão
Voltei para casa num pé só
Correndo pelas estradas
Parando só para apreciar a boiada que passava
Neste sertão já fiz de tudo
Subi em árvore, pulei cerca, fiz fogueira
E de vez em quando as brincadeiras deixavam uma cicatriz
Mesmo assim eu fui feliz no sertão que fiz morada
Comer a fruta tirada direto no "pé"
Tomar leite ordenhado na hora
Tomar banho de rio e ir de carroça para escola
Não há como esquecer.
Ficará para sempre em meu coração os momentos que eu vivi morando lá no sertão!
Pois é
já tive monaretta
sou do tempo que briga era treta
já fui em mattineê
já fui jovem como você
andava de Barra Forte
cruzava a cidade de sul à norte
joguei pelada
brinquei na enxurrada
andava descalço
brincava no mato
já tive pintinho e
porquinho da índia
já almocei na vizinha
roubava fruta
laranja manga
nunca usei drogas
sou de uma época
que isso era prosa
colhi mamona
vendi jornal
não fui engraxate
mas fiz todo tipo de mascate
sou orgulhoso
não me envergonho de nada
a vida não era fácil
era um empreendimento da pesada
já usei boca-sino
já fui menino
não fui coroinha algum dia quem sabe
mas minha mãe queria
que um dia eu fosse padre.
Leve devemos deixar o nosso coração.
Importante para o alinhamento energético.
Melhoramos a nossa energia com o amor.
Preparando a mente para curar o passado.
Em paz com nossa ascendência
Zeramos com sabedoria a nossa vibração.
A purificação de tudo vem com o perdão.
Quando foi que eu deixei de ser criança
Lembro de quando pequena
Subia na árvore e os galhos eram como trapézio.
Não tinha medo, nem mesmo tontura
Só a diversão de estar ali pendurada.
Depois com o tempo
As árvores viraram meu refúgio
Lá eu ficava, ninguém me via
E assim acredito acabei crescendo
E com o tempo deixei de subir nelas
Hoje sinto falta delas. De sua altura
Mas com a idade é falta de jeito
Já não sei mais subir em uma árvore
O tempo passa , as coisas mudam
Não diga que não se esquece, esquece sim
Com o tempo perdemos o jeito.
Perdemos nossa desenvoltura
E acabamos por ficar adultos
E esquecendo de como é ser criança.
Feliz aquele que mesmo com o tempo
Jamais perdeu sua infância.
A sociedade
A sociedade exerce um poder
Como um lobo faminto
Tão rígido ao ponto de estraçalhar
Tão severo ao punir
Corpos ocos
Mentes sombrias
Infância dolorosa e fria
De quem só queria sonhar
No sorriso de uma criança, mora a alegria,
Um sol que nunca se apaga, ilumina o dia.
São mestres de um amor puro, sem condição,
Oferecem ao mundo sua mais pura canção.
No seu olhar, a curiosidade infinita,
Cada coisa é nova, cada passo, uma conquista.
Vivem o presente, sem pressa, sem dor,
Ensinar-nos a ver o mundo com mais cor.
Ah, se em nós renascesse essa inocência,
Se a vida fosse, novamente, pura essência!
Despertar cada manhã com olhos de criança,
Abraçar o dia com renovada esperança.
São pequenos mestres de uma grande verdade,
Que no coração simples mora a felicidade.
Nos ensinam a rir, a amar sem temer,
A encontrar magia no simples viver.
E nesse dia especial, que a infância celebra,
Que cada adulto se lembre e reverbera,
A alegria inata, a curiosidade e o amor,
E redescubra no próprio peito esse fervor.
Seja cada dia um novo despertar,
Como crianças, aprender a sonhar.
Que possamos, enfim, de coração aberto,
Ver o mundo, de novo, num brilho incerto.
Pois dentro de nós, há uma criança escondida,
Que anseia por viver, por amar, por ser vida.
No dia da criança, que esse ser floresça,
E que a mágica do mundo, em nós, permaneça.
Não ter tido a família presente e estruturada que sempre esperei, por muito tempo foi um peso que serviu de alicerce para a crença por mim sempre repetida: “não tenho família, sou sozinha”. Hoje eu sento com a Michelle de pouco tempo atrás e a olho ao mesmo tempo que lhe mostro estas fotos, e explico: veja… família é tudo o que te acolhe.
Família é quando seu amigo te faz cafuné depois de um término, é quando ele dorme mal por causa do seu próprio luto, família é quando a mãe dele te chama de filha e ressalta “pode contar comigo”, família é quando você vibra com os planos como se fossem seus, é quando se emociona com algo que o outro escreveu de si. Família é a paciência de ensinar sobre assuntos que pela milésima vez o outro desconhece, é quando você entende a dor, é quando se tem história símile, quando relembra o outro do valor que ele tem. É aquele exato momento em que você não abre mão de se encontrar com a pessoa porque vai se mudar no dia seguinte. Família é quando o tempo não é capaz de dissipar o elo.
Neste dia que marca o início de um novo ciclo pra você, eu quero agradecer por todas as vezes em que vivemos e manifestamos família um ao outro.
Voe alto, xuxu!
Por vezes me pego pensando sobre a vida, sobre cada luta que a gente enfrenta desde o primeiro respirar. Sobre o que cada um carrega em si... E quem poderia imaginar quais dores e trajetos que constroem esse ser mais forte, mais seguro e capaz?
Lembro bem de, ainda pequenininha, carregar um desejo latente: "um dia quero ser assim, um dia quero viver tal coisa". E, "de repente" - depois de muitos trancos e barrancos, essa frase saiu de um futuro lúdico e veio parar no presente da forma mais bela possível: a forma vivenciada.
Oh céus, como me sinto grata por tudo! Por cada caminho, cada escolha, cada passo descalço, obrigada.
E este momento, tão querido e esperado, intitulo Realização.
Tons Vibrantes da Humanidade: Celebração da Sinfonia da Vida
Convido cada um de vocês a contemplar a beleza singular que compartilhamos em nossa jornada. Como as folhas no início da primavera, somos, na infância, uma sinfonia de cores e formas semelhantes, perfeitamente harmonizados pelo tecido da nossa essência comum.
Na tenra infância, todos somos como páginas em branco, esperando para ser preenchidos com a tinta da vida. Nesse período, nossos corações pulsam em uníssono, vibrando na mesma melodia de sonhos e pureza. A harmonia que experimentamos é uma dádiva preciosa, uma lembrança de que, em nossa essência, todos caminhamos juntos, guiados pela mesma luz.
À medida que mergulhamos neste novo ano, que possamos resgatar a simplicidade e a pureza da nossa infância. Que a ternura que compartilhamos nos primeiros compassos da vida nos inspire a abraçar a diversidade e a cultivar a compreensão.
Como uma página em branco, esperando para ser preenchida com os tons vibrantes da nossa humanidade compartilhada. Que possamos construir pontes de entendimento, celebrando a beleza que reside na simplicidade de sermos todos, de certa forma, iguais.
Sinto falta quando minhas
respostas eram todas
respondidas pela minha mãe
Sinto falta do cansaço leve e
da preocupação rala
Quando a agonia era acalmada
por um abraço
Minha cabeça já não trabalha
com ideias mirabolantes e
sonhos impossíveis
Mas lembro
Tudo era tão claro e doce
O aperto não durava
O choque passava com um toque
de mão
Por isso,
Sinto falta de cheirar à
poeira, de olhar-me
no espelho e ver-me
Aqueles olhos insinuantes
Os cabelo bravos
A pele suja
E um sorriso
- Um sorriso que eu sinto a falta
A Dádiva
Numa casa pobre,
onde o chão é frio
e a mesa tem mais remendos que pão,
uma mulher cozinha.
Não tem quase nada —
só dois filhos de olhos grandes
e um coração que lhe sobra no peito.
Então frita esse coração
como se fosse alimento.
Fá-lo sem pensar em sacrifício,
sem esperar glória,
sem procurar virtude.
Fá-lo porque é o que há a fazer.
E ao dar-se assim,
inteira,
sem palavras grandes
nem promessas de eternidade,
torna-se mais livre
do que todos os senhores do mundo.
Os filhos olham
e não sabem ainda
que assistem a um milagre:
não o da multiplicação dos pães,
mas o da multiplicação do amor.
Ela,
sem o saber,
ensinou-lhes tudo.
O Olhar da Criança
A criança é essência que escapa à razão,
é puro mistério em forma de expressão.
Carrega um jeito só dela de ser,
de olhar o mundo, de o compreender.
Atribui sentidos ao que a rodeia,
resignifica o que a vida semeia.
É intensa, é pura, transparente,
carrega a verdade, clara e presente.
Aprende no tempo que o coração dita,
com passos leves, de forma bonita.
Cada gesto, uma forma de dizer:
“Estou aqui, quero aprender!”
O adulto, ao tentar decifrar seu viver,
procura palavras pra descrever
esse ser que um dia também foi,
mas que agora vê de onde já se foi.
Brinca, imita, tenta se encaixar
nos jogos, nas falas, no imaginar.
Mas por mais que tente, é aproximação,
pois lhe falta o código da emoção.
O olhar da criança sobre o adulto, então,
reflete o que vê em sua ação.
Se não lhe agrada o que lhe é mostrado,
não é culpa — é apenas o reflexo formado.
O respeito, o afeto, a forma de amar,
é o que a criança vai memorizar.
E o adulto, se quiser ser lembrança bonita,
precisa ser ponte, precisa ser vida.
Flores em meu funeral
Não desejos flores em meu funeral. Nunca recebi uma só margarida, porque receberia buquês no meu final? O arrependimento é sempre maior que a gratidão. Sempre só damos valor quando sentimos, à porta, a solidão. Os tempos mudam, os velhos se vão e as crianças crescem. Aquelas pobres almas, completamente esperançosas, se amargurecem. A verdade as atinge como um raio inesperado. Não há carro te esperando, não há uma só escolha própria e muito menos seu destino desejado. Tudo o que há é um mar de incertezas, cercados por uma baía de certezas ainda piores que as dúvidas. A antiga criança percebe que, no sistema que estamos, não somos nós que vivemos nossas vidas. Afinal, quantos adultos tu viste que realmente gostam de trabalhar? Pouquíssimos, pois quando cresce, percebe-se no mesmo lugar deles, escolhe o dinheiro ao invés do amar. Todavia, relembra o que viveu, volte tua infância. Ache o porque escolheste esse caminho: sobrevivência.
Assim as gerações passam pelo capitalismo. Como máquinas, sem nenhum estrelismo. O morto nunca se levanta, com ou sem flores, sua esperança ali descansa. E a morte o toma, silenciosa e mansa. Eu não recebi flores em meu funeral. As dúvidas ainda sim me acompanharam até meu final.
Lei da rotação
O mar é confuso,
é algo misterioso,
mas mesmo que de medo
não é tão perigoso.
Também tem o sol,
caloroso e intruso,
ele alegra as criancinhas,
e ilumina o mundo.
O sol, porém, tem um defeito,
tem um pouco de obsessão,
sempre que vê o mar,
começa uma absorção.
Vou tentar explicar,
o sol rodeia o mar,
cada raio obsessivo,
é um modo de carinho.
O que já passou...
Quando eu era criança,
Via o mundo como um caleidoscópio,
O sol refletia alegria,
tinha um olhar de esperança.
Com o passar dos anos,
tudo se tornou uma memória borrada,
via apenas os danos,
virei uma alma condenada.
Como queria voltar a ser criança,
que não tinha uma memória criada,
nem uma mente arranhada,
apenas vivia de alegria e graça.
Crescimento
É, a gente percebeu que cresceu
A gente não é mais aquela criancinha
Que só ligava para brincar
Hoje em dia percebemos que tem coisas mais importantes
Tipo aquela sensação de estar sozinho
Mesmo sendo rodeados de pessoas
É difícil lidar com essa sensação
Até mesmo pq a gente sabe q não está sozinho
Mas parece que sempre estamos
A gente também percebeu que a dor
Faz parte dela e a felicidade mais ainda
E sempre vamos ter aquela pessoa
Muito especial em nossos caminhos
Esse e o lugar
Onde que nasci
Sempre vou recordar
É os erros corrigir
Nunca vou esquecer
Dos bons momentos
É vou agradecer
Pelos experimentos
Pipa amarela
Era uma vez um menino
Que era muito sonhador
Trocaria a sua pipa
Seu brinquedo favorito
Por um cargo de doutor
O menino então cresceu
Teve o sonho realizado
Tornou-se executivo
Profissional respeitado
Mas um dia aquele homem
Sentiu no peito uma dor
Ao abrir sua janela
Viu pairando no horizonte
Seu brinquedo favorito
Era uma pipa amarela
Era uma vez um homem
Que era muito sonhador
Trocaria seu destino
Pelos tempos de menino
SABIÁ-LARANJEIRA
Quão belas são as lembranças
Lá dos tempos de criança...
Sendo um bom homem do campo
Meu pai tinha antigos pios.
E tal como a brincar
Ficávamos a imitar
Dos pássaros, os assobios.
Qual era a nossa emoção
Quando os pássaros nos ouviam!
E, então, retribuíam
Com uma linda canção!
E ontem, ao entardecer,
Sem querer voltei no tempo...
Ouvi um doce assobio
Vindo de uma paineira.
E mal pude acreditar
Lá estava a cantarolar
Um sabiá-laranjeira.
Revivendo meu passado
Eu ouvi, maravilhado,
Seu impecável assobio.
Desta vez fiquei calado
E com os olhos marejados
Eu não dei sequer um pio.
Quando criança, imaginamos um universo de possibilidades, diversos porquês, profissões que pareciam ser super reais (como ser super heróis, por exemplo.), criamos fantasias falsas sobre a vida e acreditamos em contos de fadas. Uma vez que você tem uma expectativa sobre a vida, quando se cai na realidade, costumamos ficar presos no que chamo de "sentença", você fica aborrecido, amargo e cai na vida real onde tudo é totalmente diferente do que nos foi acreditado antes.
A criança perdida em meio a um turbilhão de emoções, sentimentos e pensamentos se encontra fora de si perante a nova pessoa que se encontra.
Nossos sonhos perdidos, nossos desejos abandonados e os contos de fadas, hoje se encontram em colapso.
- Relacionados
- Poemas sobre crianças que celebram a pureza infantil
- Frases sobre infância para abraçar nossa criança interior
- 75 frases sobre crianças que celebram a magia da infância
- Textos sobre infância que encantam todas as idades
- Lembranças da infância: frases para celebrar e reviver momentos
- Amizade de Infância
- Frases de Emilia Ferreiro para refletir sobre a infância e a educação
