Poema Fácil
Mas então o mundo mudou, tudo foi ficando mais rápido, fácil, dinâmico, moderno, fugaz. E no lugar daquela câmera com rolo 24 poses e flash acoplado, temos celulares que fotografam e imediatamente postam fotos cheias de filtros e efeitos nas redes sociais. Tudo muito luxuoso, prático e indolor. E não percebemos o quanto mudamos também. Porque esquecemos o tempo em que tínhamos que esperar as 36 poses serem gastas _ com dignidade, parcimônia e comedimento_ para depois saber se saímos bem ou não na foto. Esquecemos como tudo era mais lento, simples, arcaico e até romântico...
Então é de se esperar que a gente acredite que a vida tenha adquirido esse molejo também. E passamos a exigir da vida _ coitada!_ o swing das câmeras digitais. E começamos a cobrar do amor_ esse culpado!_ a eficácia dos flashes embutidos. E ficamos indignados com a vida e emburrados com o amor quando eles não têm essa rapidez, categoria, design e evolução. Como se tudo fosse descartável, substituível, soft e clean. Esquecemos que os tempos mudaram, mas aqui dentro continuamos precários. Muito precários...
Ao seu lado sinto-me um anjo sem asas sobrevoando o mundo. Tudo fica fácil, leve, bonito, apenas sonho... sonho e flutuação.
A vida só é interessante, porque ela é complexa, pois se ela fosse fácil, perderia a graça de viver.
A única coisa fácil no mercado financeiro é perder dinheiro! Todo o resto dependente de preparação, experiência e competência operacional!
Gostar é muito fácil. A gente gosta até de uma brisa no rosto. Amar é diferente. A gente ama até quando chove, dançando molhado.
Se tudo que procurássemos fosse fácil encontrar, empobreceria o sentido de alcançar os objetivos. Mesmo quando a exaustão surgir, se faz necessário a persistência no que se almeja. Lute, mas até o fim!
Aprendi que o perdão cresce em terreno pedregoso. Não é flor que se planta em rega fácil, é erva resistente. Cresce entre rachaduras, na margem dos dias amargos. Quem perdoa carrega uma pedra a menos no peito. E o corpo, mais leve, volta a ouvir sua própria respiração.
É mais fácil conduzir mil pessoas para o desfiladeiro da escuridão, do que trazer um único ser à Luz da Razão.
Quem disse que seria fácil? Quem disse que não seria preciso fazer escolhas? Espelhe-se na águia, pássaro de extrema beleza, mas que só pode chegar ao máximo de sua longevidade se, em seu limite, fizer escolhas inteligentes. Isso porque, com o passar dos anos, seu bico e suas unhas se tornam curvados demais para capturar suas presas e alimentar-se. Suas penas se tornam frágeis e velhas, tornando quase impossível seu vôo. Percebendo essas limitações, a águia precisa escolher entre, contentar-se com sua situação atual e definhar até a morte ou, fazer sacrifícios e renovar-se. Decidindo pela última opção, ela precisa reunir todas as forças de seu corpo e partir para um grande penhasco. Lá, ela bate seu bico nas rochas até conseguir removê-lo. Tempos depois, quando seu bico renasce, forte e eficaz, a águia então arranca todas as suas unhas e penas e, de novo, espera pacientemente pela renovação de seu corpo. Viram só porque precisamos ser como a águia? Diante disso, você tem hoje a missão de escolher, se quer ficar como está, ou se vai se renovar e enfrentar os sacrifícios necessários para isso. Se decidir se renovar, aguarre essa oportunidade e lute bravamente, mas compreenda também que você precisará ser paciente e aceitar que essa mudança leva um tempo razoável e que você precisa respeitar isso
Amar por conveniência, quando nos é agradável, quando o alvo final é nosso próprio umbigo, é fácil. Difícil mesmo é amar quando tudo ou quase tudo no outro é diferente do que idealizamos.
É mais fácil o Diabo transformar o Inferno num segundo Paraíso do que uma mulher, dentro de sua imperfeição, perdoar os defeitos de um homem.
Não confunda amizade virtual com os amigos da sua convivência diária. Há um teste fácil: fique sem dar um "alô" a muitos de seus contatos e veja quantos falam com você. O mundo das mídias é o das aparências/enganações.
O mundo adora distribuir rótulos. É mais fácil dizer "ela é difícil", "ela é fria", "ela é intensa", "ela é louca", do que gastar cinco minutos tentando entender a história de alguém. Humanos fazem isso porque catalogar pessoas dá menos trabalho do que conhecê-las. Uma bela economia de esforço intelectual.
Você se torna um "camaleão": É fácil pertencer a qualquer grupo quando você não tem uma forma definida.
A verdade é dura: É mais fácil rotular a vítima como "difícil" ou "louca" do que admitir que a mão que empunhou a faca era a deles.
A burrice do ser humano é de fácil percepção, com o aumento do nível da poluição ambiental no planeta.
Esquecer deveria ser mais fácil, pois aliviar a mente do que não se quer Saber resultaria em menos estresse para novos aprendizados.
