Poema do Jardim de William Shakespeare
UM CORAÇÃO (soneto)
Conheço um coração, tão apaixonado
Toca lira constante, e em que perdura
A amizade, presença do amor ao lado
Que ao senso vive declamando ternura
Evadido da paixão do estar enamorado
Num tatalar do peito cheio de loucura
Contente! Onde tudo vai bem, obrigado!
O acaso... ah! este tão cheio de aventura
E em seus corredores o gozo e o prazer
Circulam.... Os sentimentos são tantos
Sem avejões, sombras, só cândido lazer
Conheço um coração, se um dia sofreu
Não mais sofre, não poeta nos recantos
Este coração: - feliz e radiante é o meu!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
O FIM (soneto)
Talvez queria, quando tive. Mas quis
Que, este amor fosse tão duradouro
Entre o prólogo e o ponto... ser Feliz!
Um infinito e cintilante belo tesouro
E na rima aflita de poemas vindouro
Só me restam, as lágrimas e cicatriz
De um dia apaixonado e vivedouro
Sonho. Agora na magia, canto infeliz!
Tu, fado sagrado! Vós também, ilusões
Sangram em sofrimentos, íeis por mim
Como uma traquinice nas vis sensações
E, o meu amor, assim, em tom marfim
Vi que o olhar passou a ter decepções
E nas tuas sombras, razões para o fim.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/02/2020, 05’32” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
OUTRO CARNAVAL
Longe do agitado turbilhão da rua
Eu, num oco silêncio e aconchego
Do quarto, relembro, num sossego
Os carnavais com a folia toda nua
Mas a saudade palia de desapego
De desdém, mas numa trama sua
De tal modo que a solidão construa
Lembranças, e assim eu fique cego
Teima, lima, este fantasiado suplício
Dum folião, com o seu efeito de ter
Que no tempo não tenho mais início
Porque a disposição, gêmea do querer
A alegria pura, tão inimiga do artificio
Agora é serenidade e fleuma no viver...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 de fevereiro de 2020, Cerrado goiano
Olavobilaquiando
PENAR (soneto)
De outras sei que já não sou a ti importância
Tu, querendo menos do que o querer parece
Tu, amando pouco do que o amor quisesse
E entre lágrimas e preces... a dura distância
De modo que a paixão perdeu a fragrância
O olhar sem o desejo... a melancolia tece
Um coração frio, como se nos polos tivesse
Certo, amor, já é outra a real circunstância
Então, da minha atenção um vazio fazes...
Silencioso, e tão repleto de entretanto
Que nas linhas da afeição só tolas frases
Já não mais ouves o poetar em pranto
Nem mais voga a dor que assim trazes
Essa, dor doída que no peito dói tanto!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22 de fevereiro de 2020, Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Sendo... até a luz do dia!
Uiva... mas que sussurro a dor brada
Sofrer desperta.... Que rumor na treva
A solidão, que no avançar da noite leva
Presa, suspirando, na triste madrugada?
É a paixão! Agita a poesia enamorada
Palpita, e a saudade nos versos eleva
E da melancolia nas rimas, tão peva
Vai sacudindo o sono e a ideia calada
Perturbas... nas trovas, o teu cheiro
Soltos na memória, e ei-los, doendo
Doidejantes, no pensamento inteiro
Pinica a inspiração, provoca arrelia
Vê os sonhos pelo desejo correndo
[...] abordo sendo... até a luz do dia!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/02/2020, 05’12” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
O BEIJO (soneto)
Há no amor um toque de instante de magia
que é a do beijo, o afeto por ele entrelaçado
a alma em um infinito em êxtase de alegria
dos lábios comprimidos e todo encantado
Um mistério bendito de mutação luzidia
duma força e grandeza no prazer ansiado
aflito, mas, calmo nesta tão doce romaria
em um agito, corrompendo todo o agrado
O beijo flecha o olhar de todos os amantes
tão certeiro, em uma sensação de quantia
enfardando os pensamentos num abraço
É porque, entre os lábios ali soluçantes
o tempo estaciona, e ampara a harmonia
na paixão, no ser, ocupando todo o espaço
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25/02/2020, 05’02” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
TROVANDO COM ESPINHOS (soneto)
Sofrência sem tempo, dor com agonia
Que suspira e sufoca a emoção no peito
Que cala mais do que a solidão queria
E com tanto aperto ainda não satisfeito
Amor, que a boa sorte assim repudia
Em uma ação de azar e sem proveito
E tanto... sorriso para a cruel arrelia
Fica inacabado, ficando imperfeito...
Poema, sem sintonia, que consome
Musicando das mágoas só lamento!
Cego sempre o poetar que desanimas!
E eu tenha sempre, paixão: - com fome
O coração, gelado no cálido sentimento
Com espinhos trovando as áridas rimas.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
A PACIÊNCIA...
A Dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.
Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas, outra, porém, muito mais penosa e, consequentemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.
A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam-se por ferir. Se porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.
Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo.
O amor
“Ainda estou aprendendo sobre o amor.
Ouço as pessoas falarem;
- Eu te amo!
Mas tenho dificuldades para dizer.
Será que é um sentimento, será que é uma ação?
A professora diz que é verbo. Mas como verbo se o agir é com o coração?
Acho que o amor nasce dos olhos!
Sei, pois já os vi nos do meu pai, mãe, avós, tios e primos que mais parecem irmãos.
Não precisam me dizem uma palavra. Foram pelos olhos que senti seu coração.”
Faz tanto tempo que a gente não se vê, correr livre fez o nosso amor se perder;
Meu coração quer outra chance, é tarde demais pra errar outra vez;
Acho que eu nunca quis ir à lugar algum, me deixar entrar;
Vamos esquecer essas mentiras e nos amar pra sempre;
Sempre eu e você.
Eu estou caindo, chegando perto agora eu sei, estou caindo, não me abandone, dentro do Sol.
Sempre que parto
Parte de mim parte
Parte de mim fica
A parte que parte anseia voltar
Não sei se à parte que fica
Ou ao motivo da partida
As inspirações são sempre latentes... Basta abrir a porta da alma de uma forma ou outra para fluir sentimentos escritos...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Dizem que o contador é triste,
Coisa mais triste não há,
Quando trabalha, trabalha sem vontade,
Nunca tem tempo, mal consegue respirar;
Dizem que é triste por que conta a dor,
Mas se a prosa me permite,
Não tem nada de verdade,
No que dizem desse trabalhador,
O que se poder contar sobre a sua profissão,
É que ele é o mais devotado dos profissionais,
Considerado um verdadeiro cirurgião,
Conhecedor implacável das vísceras empresariais,
Dono de uma habilidade que dispensa apresentação.
Defensor dos princípios éticos e da contabilidade
Sendo o seu mais ardoroso defensor,
Possuidor da mais digna credibilidade,
Exercendo sua profissão com extremado valor
Trazendo do mundo contábil para a realidade,
Um ensinamento compensador: é melhor ser credor do que devedor.
Certo eu não sou
Normal ninguém é
Me diz de uma vez
O que você quer?
Pro céu eu não vou
Nem o inferno me quer
Então me diz de uma vez
O que você quer?
Qualquer lugar...
O melhor lugar?
esteja com a melhor pessoa e todos os e com ela se tornarão o melhor lugar.
Divino Devid Pereira
Foi Vereador e um grande homem em Palmeiras de Goiás, não por suas posses (porque não tinha) ou cargo, mais pelo seu amor a política e principalmente seu cuidado com a comunidade mais pobre em uma época difícil onde se tinha muito a fazer com os poucos recursos de uma cidade pequena em seu começo de desenvolvimento. Homem honrado, caridoso, e determinado em extrair o melhor daqueles que estavam a sua volta. Em inúmeras oportunidades dividiu o que tinha para ajudar o próximo, quando mencionei ser neto dele em algumas rodas, as pessoas de forma saudosa o chamavam de “Pai da pobreza”. Morreu aos 53 anos, isso a 22 anos, o dia do seu sepultamento foi doloroso e Palmeiras presenciou um dos maiores cortejos que a cidade já viu. Não tinha e nem deixou riquezas, seus últimos dias de vida, seu velório e seu sepultamento foram custeados por amigos como Itamar Perillo, Wilson Ramos, Dr. Osvaldo e muitos outros que sem hesitar estenderam a mão a família. Seu nome agora segue a sua reputação de forma ilustre, nome este, dado ao “Estádio Municipal Divino Devid Pereira”.E Ainda nos dias de hoje é um exemplo de político, defensor do uso correto do dinheiro público e incentivador da mais sensível “política social”. Para nós conhecedores da sua história, sua memória e seu nome também permanecerá viva para sempre em nossos corações. Agradecemos a Palmeiras de Goiás, hoje na pessoa do Sr Itamar Perillo e do atual prefeito Alberane Marques pela homenagem.
Preze por tudo que és. És pai, mãe irmão etc.
Valorize o esta sob sua guarda, estas casado, empregado etc.
O que prezas é eterno, o que valorizas sera ou não
Luz!!!
É tão mais fácil do que escuridão. Luz se esgueira rapidinho por qualquer fresta.
Escuridão só entra depois de fecharmos todas as janelas ou apagarmos todas as luzes, ainda assim se ficar uma fresta a insistente luzinha entra.
SEJA LUZ.
Se não achar um bom motivo para ser, faça-o nem que seja porque dá menos trabalho
