Poema Desejos de Elias Jose
Trevas trazem desejos, inexplicáveis.
desejos da carne, febre da alma.
como corvos que devoram o espírito,
virtude morta de tantos direitos,
sendo infinito para sempre,
de muito vidas nessa existência,
sinto teu coração no profundo...
mesmo assim me aventuro...
nas abas da morte estou,
este fato me deixei uma posição
além do conhecimento...
nessa solitude dos meus pensamentos
atravessam as amplitudes...
o prazer é uma dor profunda ainda assim
através do amor, ador tem infinito proposito.
Os sonhos revelam os reais desejos
E os segredos que escondemos de nós mesmos
Sonhos conectam almas..
Todos os desejos são propostas de consumo. Inclusive aquele desejo supremo de viver para sempre. A imortalidade implica em eterno consumo.
A mercadoria mais leve e menos barata é a esperança. Aceitar a ideia de uma vida infindável é como comprar o brilho de uma estrela apagada, fulgor fantasma extinto em sua origem. Os mercadores da fé vendem a areia de seus desertos, oferecendo peneiras para carregá-la.
Ao me olhar,
sinto os desejos teus...
teus poros expelem cheiro de jasmim!
Está impregnado em nós o amor,
com princípio, meio e sem hora para o fim!
Quero chuvas de beijos para saciar os meus desejos.
Quero uma noite de prazer e todo seu corpo conhecer.
Quero ouvir o seu gemido, dizendo ao vento tudo que esta sentindo.
Quero depois te olhar e seu lindo rosto apreciar.
Quero o toque de sua mão, reacendendo a paixão.
Quero um abraço demorado e me sentir seguro ao seu lado.
Quero você nesse momento, pois sempre estará em meu pensamento!
Sergio Fornasari
o ventre do tua alma é nossos desejos,
intercalados na vértebra da morte,
imemorável o desejo de amar,
entre as noites frias tua alma clama,
meu amor que está na eternidade...
o espírito envaide se com frio da solitude.
por celso roberto nadilo
Há nos olhos
um cortejo constante
de desejos destinados
Há nos lábios
uma comoção lancinante
que veleja entre beijos infindos
Há nas digitais
uma ânsia vibrante
que pulsa nos corpos rendidos
Há na pele
labaredas que agigantam
uma vontade que atravessa o Atlântico
Há na alma
uma cumplicidade viciante
feitiços de um sentimento desmedido
Há nos dias, nas horas, nos instantes
pensamentos que buscam incessantes
um mesmo sentir
um mesmo porvir...
Como num limbo
Um caminhar vazio
Animal sem cio
Apenas desejos
As vezes estremeço
Assim sou eu.
As vezes página em branco
A esperar
Algum sentido
As vezes saltimbanco
Assim sou eu.
Sempre a esperar
Um novo dia
Saudando a vida
Apenas viver
Espairecer
Assim sou eu.
Uma analogia
Já diria
Sempre incerto
Algo assim
Assim sou eu
O Mundo Gira
Gira tudo, tudo gira
Gira os ponteiros aos seus desejos
Gira o mundo, gira a flor
Gira sol, gira noite, noite e dia
Gira a beleza, gira e envelheci
Gira a magia do tempo, gira a garrafa
Brincadeira de crianças, gira a roleta
Já és velho, o girar do tempo
Gira, dirão, gira o amor chegou
Gire nesse amor
Gire, não pare.
a cada passo sinto tua alma vagar pelos meus desejos,
sinto meus flagelos no profundo olhar,
vejo minha vida se acabar no teu silencio...
me pergunto porque vejo que não a resposta...
solitude aprofunda se cada vez mais,
meus pensamentos se perdem...
a todo momento me pergunto porquê?
tento compreender mais só a o vazio da tua alma...
então sinto meu coração doer...
pois a morte me ama de tal forma...
que posso ate viver.
por celso roberto nadilo
Ver as tragadas absurdas de "P"
me deixou mole de desejos.
Pena: aquele tempo de dragão
chamuscou todas as minhas vontades.
Lembranças de chaminés, de sorrisos.
o sentimento puro de ser
seja glamour da solitude
a fome dos sonhos,
deriva de nossos desejos,
no calor do sentimento,
esteja a flor da tua alma,
o império da frieza tem seus poréns
a dor floresce de fatos,
porem o amor,
seja o primor da amplitude do amor
por celso roberto nadilo
o espírito clama pro desejos do qual não sei explicar,
minha paira por esses desejos no qual não sei dizer,
na longitude o espírito tem explicações só desejos,
o prazer insaciado não expressa a fome de desejos.
por celso roberto nadilo
Futuro
Não podemos prever nada,
mas podemos sentir
podemos amar
ter desejos
sofrer de saudades...
Nada podemos realizar agora,
mas podemos sonhar,
ter esperanças,
ir ao encontro dos nossos ideais...
De concreto, apenas o amor!
a forma que olhamos um para o outro,
o beijo demorado
o abraço que acalenta
o encontro maravilhoso...
De incerto, o futuro!
não temos planos,
não combinamos nada,
não vemos saída,
apenas,
esperamos...
Somos vida, somos amor
ou talvez apenas sonhos, desejos e esperanças...
Um lado de nós tem medo, receio, não se entrega...
O outro lado é maturidade, fica, renasce, atordoa-se na entrega.
Uma parte do nosso amor vive cada minuto,
faz-se presente,
agrada fica feliz em estar.
A outra parte, se nega,
perde juízo, se elimina, tenta de qualquer maneira
não acreditar em tudo.
Nos revoltamos às vezes, por não entender bem o que acontece,
trocamos carinhos
e logo depois nos entristecemos, nos culpamos...
por não estarmoscompletamente livres ainda.
Mas também,
sentimos a felicidade do encontro,
e com pressa, com entusiasmo,
queremos tudo,
fazemos tudo,
e tentamos não pensar em separação,
pensamos apenas na absoluta entrega
aos prazeres que nos chamam.
Há momento em que nos afastamos de tudo,
e nessa busca por outros caminhos, nos perdemos...
Há momento em que estamos tão juntos,
e tão certos do que sentimos, que acabamos jurando eternidade,
mesmo sabendo que ela não nos permitirá...
Não somos livres, não podemos estar em nossos sonhos...
Você busca a sua estrada, planejada e escrita sem minha presença.
Eu por outro lado,
crio uma paisagem de amor, que sem maturidade
e sem querer aceitar outros meios, o coloco como principal imagem
nesta paisagem...
Agora, aqui, nos abraçamos, lamentando o que a vida pode nos dar,
além de sonhos impossíveis, e de um amor que não pode prosseguir...
Além dos momentos que sentimos felicidade e logo depois
a culpa...
E questionamos o fato, questionamos a vida,
questionamos a sina de cada um de nós...
Choramos, abraçamos, esquecemos de todo o resto,
mesmo que por alguns instantes...
O QUE PERDEMOS
Desprezamos os nossos desejos,
aqueles que pareciam não se findar nunca...
Não acreditamos o suficiente na nossa loucura
de querer estar juntos.
Nos despedimos,
eu parti...
Neste momento,
as perguntas que faço a mim mesma,
me revelam muitas respostas,
mas, nenhuma delas é a que eu quero saber.
Foi intenso, mesmo que curto.
Foi lindo, mesmo que confuso.
Foi completo, apesar de beijos apenas.
Foi sério, ainda que rindo um do outro.
Foi real, forte, sereno...
Um único momento talvez.
Ainda estou anestesiada com tudo o que houve,
ainda vejo seu rosto me sorrindo,
ainda sinto seu cheiro me enlouquecendo,
e o calor dos nossos corpos ainda queima...
Mas,
a vida tem que seguir,
e eu aqui, seguindo sem você,
sem ter podido sentir até o fim toda a emoção,
e imaginando como seria estar ainda mais juntos.
Imaginar apenas, o que talvez seja melhor do que não ter este sonho...
Você me encantou, e isso é verdadeiro em mim,
pode não estar em você os mesmos sentimentos,
mas tenho a certeza que naquele momento em que nos
desejamos, você estava sendo fiel...
sonhos são comuns mais desejos são pura paixão,
então por que sonhar se a realidade é tão fria,
portanto olho no fundo da tua alma...
sinto desdenho do tempo na tua vida.
abandono tudo que senti...
para viver a eternidade do teu lado,
seria tudo que queria...
mais tudo não passa de um sonho,
a realidade é sombra da minha alma,
o frio que sinto não a comparação,
a amor perdido é frio do coração.
para todo sempre alma se perdeu.
por celso roberto nadilo
tudo que existe é um ato de maldade,
sempre mesmos desejos consomem,
meus desejos mais impuros estão no te coração.
por celso roberto nadilo
meus desejos são seus,
na calada da noite,
olhe para fundos dos meus olhos,
sinta a surpresa da eternidade,
olhe para meu coração,
sinta a vida da eternidade,
seja fruto da minha vida,
sinta meus lábios,
abrace os laços da eternidade,
seja parte do meu coração,
a vida não tem sentido,
olhe meus olhos,
sinta o abismo,
no profundo da alma,
viva seus dias na eternidade,
seja a surpresa pois podemos...
viver para todo sempre.
por celso roberto nadilo
