Poema dentro e Fora
Espelhos de uma Mente
Ás vezes parece que estamos dentro de um quarto com paredes espelhadas, o tempo todo, não importa para que lado olhe, vemos somente nosso reflexo. O tempo vai passando e nos perdemos em nossos próprios pensamentos, viramos estranhos conhecidos, tomamos decisões erradas (mas isso acontece com todo o mundo o tempo todo), porém esse casulo de espelhos pode acabar com a esperança, ao menos nos fazem acreditar nisso, espelhos podem enganar, são traiçoeiros, nos confundem.
Quando não sentimos esperança, também nos parece que o amor escapou inclusive o amor próprio, isso nos arrebata. Por um tempo, é como estar no fundo de um poço tentando, inutilmente, escalar por suas paredes escorregadias, levando-nos a sentir que somos fracos, pois cada escorregada representa uma queda.
Mas chegará o dia em que precisaremos ter coragem para quebrar um espelho e ver um novo mundo, então notaremos que não estávamos tentando escalar de verdade, não havíamos extraído a maior de todas as forças, a força de vontade existente dentro de cada de um de nós, para realizar tamanha subida. Descobriremos que o amor nunca nos deixou, fomos nós que nos afastamos dele, e que podemos pegar de volta os sonhos, a esperança, pegar de volta o nosso amor.
Enquanto olharmos o mundo, mesmo que seja através de uma janela quebrada, poderemos ver que às vezes precisamos dar adeus para algumas coisas e pessoas, aceitar que elas fazem parte de um belo passado e, por isso, os momentos felizes vividos sempre estará conosco se permitirmos. Por fim, precisamos compreender que alguns amigos irão partir, pois escolhemos caminhos diferentes e assim vamos andando, seguindo em frente com recordações renovadas a cada novo passo, cada novo momento.
Dentro da minha cabeça existe um turbilhão,
E o barulho é de música libertária,
Dentro da minha cabeça existe primavera sem flores,
E o cheiro é de orvalho queimado,
Dentro da minha cabeça existe um mundo subterrâneo,
E o que se encontra é ratos e escuridão,
Dentro da minha cabeça existe um rio indisciplinado,
E o que encontra pela frete é levado,
Dentro da minha cabeça existem coisas boas,
E o que o mundo não entende está lá,
Dentro da minha existem sonhos irrealizáveis e débeis,
E o que eu não entendo é por quê.
Socorro, eu estou me afogando dentro das minhas propria lagrimas, eu vivo uma mentira, eu me sinto odiada,.
Eu sempre vesti a mascara de "perfect Girl" mas agora, nem isto resolve os meus problemas, nada resolve.
Não, meus pais nãos e divorciaram, e ninguém morreu na minha familia, apenas as minhas diferenças me cosomem, me ajude.
na madruga da dentro sinto gosto
da solidão sem limites
os desejos são apenas doces
passado numa doença;
incomum sentimento,
ate a sombra daqueles já se foram...
trasportam alucinações
de uma realidade desconhecida...
tangente pálida fornica...
as tais sensações,
demarcada como terra roubada,
pois quem dono de algo assim,
se somos poeira de estrelas,
que somos alem de pó,
a solitude dos nossos desejos,
é um partido falido,
pelo amor da eternidade.
por celso roberto nadilo
santo sentimento
Cultivar dentro de si; a autoconfiança.
Fazer o que, de preciso for; para seguir em frente, mesmo diante de quaisquer obstáculos.
Entrar em comunhão com Universo; por meio da própria consciência.
Enfim, ser receptivo para novas emanações que façam uma autorrenovação íntima; tal como uma fórmula renovadora e eficaz da que dê muito mais perspectivas de vida, em nível de autossuperação.
MEU FOGO
Meu fogo pode te incendiar, te fazer pegar fogo. Pode te queimar por dentro, te inflamar por fora e até te sufocar. Pode acender a tua chama e servir como luz em meio à escuridão, assim como também pode te ofuscar. Os ventos tentam me apagar, mas acabam potencializando minha ardência. Aumentam a minha vividez, que carboniza os teus medos, te arrebata e excita. Faz-te dissipar todas as suas forças e queimar de prazer.
Meu fogo não te procura, basta você faiscar para encontrá-lo. E você não precisa crer nele, outras chamas mais vivas podem te acalorar. Mas, se buscá-lo, entregue-se de corpo e alma. Assim, ele vai te domar, te estafar, te fazer ficar em brasa e fumaçar desejos. E saiba que você pode arder sem culpa e até incitar meu fogo, atritar-se em mim, unindo nossas chamas, permutando nosso calor, enquanto te marco com carvão.
A fumaça gerada pelo meu fogo esvai-se, adentra à tua boca, visita as tuas vísceras e sai pelas tuas narinas, avermelhando os teus olhos. Com meu calor, você colhe ternura e aumenta a tua chama, resgatando outras chamas quase apagadas. E não precisa transgredir para sentir meu fogo, sou chama perene e impermanente; só quero te esquentar. Sou fogo em brasa que te deixa sem ar, te abraça e acolhe em noites de frio. Aproxime-se, minha chama te chama, sinta-me, deleite-se, tente até me apagar, mas cuidado pra não se queimar.
Hoje, eu almejo fazer algo, mas deixo para a amanhã; e se esse desejo, dentro de mim, não for da vontade soberana de Deus, nem for para a minha edificação, maior aprimoramento. Com certeza, ele não perdurará, o desejo passará.
E o Espírito da verdade que habita dentro de mim se regozijará da minha obediência e do meu maior discernimento. Eu só realizo, caminho adiante quando tenho a diretriz e a anuência do Pai amoroso-- onde a Sua inesgotável graça me cobre, me protege, me guiando, em segurança, por uma vereda de muita paz e realizações deleitosas.
A noite cresce dentro dela
A alma desliza sobre a lama
Para frente e para trás
Frenético cortador de grama.
Minha amiga.
Minha amiga eu te entendo
Também não quero mais viver
Vejo dentro dos teus olhos
O que não se deve ver.
Sinto a tua dor em mim
Deve sentir também a minha
Talvez seja nosso fim
Sem esperanças não se caminha.
Vou segurar a tua mão
Iremos para qualquer lugar
Enxugarei o teu pranto
E serei teu acalanto.
Eu nunca quis que você visse,
Meu lado contraído que eu deixei,
trancado tão profundo dentro de mim,
Parece que isso sempre chega a mim,
Eu nunca quis que você fosse embora,
Tantas coisas que você deveria saber,
Eu acho que para mim não há mais esperanças.
Eu nunca quis ser tão frio.
Enquanto os dias muito frios estão distantes
Tento reter o calor do sol em pequenas poções
Dentro do meu coração palpitante...
Quando o gélido inverno invadir meus porões
Terei como me defender desse intruso habitante...
mel - ((*_*))
Eufórico
deleito-me em pensamentos
e questionamentos
como em uma viagem cósmica
dentro do meu, eu,
após uma aguçada constatação
me encontro
despido de qualquer pesar
disparo risos em meu sarcasmo discreto
pois pensar é tão voraz
quanto agir.
um dia vc vai perceber..
que é feliz.
que tudo que prescisa...vc ja tem...
entao olhe pra dentro de vc.
a felicidade esta lá
A morte dentro de tudo que achei...
18 de janeiro de 2012 às 22:00
Há mantimentos dentro dos alforjes,
Ouça sou um homem realmente paciente...
Um pouco descontente. Não é mesmo?
Então vejo que tenho visto para me dizer que está havendo...
Algum perfume novo?
Ouça eu realmente sou um homem paciente...
Um pouco crente e descentemente terreno,
Mas, sabe, há mantimentos dentro dos alforjes...
Esperando pela traça que eivas do tempo,
O vinho enchendo de poeira.
Ó frio que embala minhas noites e realmente me sinto paciente,
Para me dizer que visto naquele instante...
Nunca pensei que pudesse sobreviver!
Por um instante achei tudo que temia dentro de mim...
Porém sou uma pessoa paciente e clinicamente destinado a estar morto...
Se você não terminar com as explicações deixo de me arriscar e não explico nada,
Enquanto terei que me decidir e jurar que tudo que acredito existe nesse mundo que ainda teria que me decidir...
O ferimento foi superficial e nada que ameaçasse minha vida...
Eu desconheço o apreço de tudo que sei, mas que passa pela cabeça que não tenha importância pelo resto da vida!
Não foi bem uma ordem...
Mas quem me deixou a morte entrar e mexer no meu alforje,
Poderia jurar por tudo que existe nesse mundo que sou um cara paciente...
Agora me diga. Quem deu a ordem para que eu fosse abandonado?
Kadu Costa - Alma Livre
O dia da cor
6 de abril de 2011 às 21:43
Estou vendo estrelas em um céu rosa e anil...
Dentro de mim não ouço nada, totalmente calmo onde hábita o velho altar...
Olhares infindos buscando e somando um espaço vazio
Tudo permanece cheio de poeira cósmica, e o corpo vaga longe da alma...
A cada passo um novo sabor, o rosto se esconde no seu próprio alvo de rotação
Além da humanidade e insanidade que "nois" cultura a cultuar...
Vejo nas entranhas o cancer de objetos jogados no próprio egoismo
Homens, mulheres uma infinita plantação de algodão, devorada pela essência da traça humana
O resto a ser consumido
Vinde a mim, carneiros, e olhem o meu sacrifício!
Ovelha desgarrada, casulos de obras e dor...
Olhe dentro do sepulcro
Então novamente estarei por perto! Consciência... Onde está consciência?
Tu faz parte do meu dia...
Preciso do teu sorriso...
De ouvir a tua voz...
Olhar dentro dos teus olhos...
E dizer como é bom te amar...
O álcool é um veneno.
Se é um veneno, por que você continua tomando?
Porque existem coisas dentro de mim que precisam ser assassinadas.
Dentro do meu desajeito,
Ajeitei minha vida para você caber dentro dela,
Abri as portas da minha alma para você entrar
e se instalar confortavelmente no meu coração.
DENTRO DO PAPEL
Ela precisava escrever para ser ouvida,
dentro do papel era totalmente desinibida,
era uma, era duas, era um,
era quem quisesse ser.
Escrever tornou-se vicio,
e como qualquer viciado,
ela já não suportava a realidade,
queria estar relaxada,
queria ser feliz,
mas pobre infeliz,
só era feliz ao escrever.
Certo dia, ela criou uma nova realidade
para si mesma,
descreveu no papel sua cidade,
destacou as paisagens,
melhorou os personagens,
detalhou os bons corações,
ignorou os defeitos,
e decidiu não escreve-los.
Entrou para dentro do papel
e não saiu mais,
era plenamente feliz por dentro,
enquanto definhava no mundo real.
Morreu lentamente,
fazendo só o que gostava,
alguns poderiam até,
dizer que ela não teve uma morte triste,
e sim uma morte feliz.
Morreu a carne
mas sua alma continuou viva dentro do papel
que virou livro,
que criou vida,
que passou nas mãos de milhões de pessoas,
e décadas depois ainda estava intacta,
vivendo em uma estante,
apenas esperando que seu novo mundo fosse aberto de novo,
para ela viver novamente.
