Poema de Tristeza
Tristeza, me diga
Da alegria que sentiu
Na primeira vez
Em que me viu
Qual foi o tipo de sentimento
Que despertou em ti
Tamanha vontade
de se aproximar
E aqui permanecer
deixando-me
de voz tão pálida
Na verdade
Aos poucos tem transformado
a vontade de viver
Numa pobre caquética
Minha esperança em cética
Matando a pupa
de qualquer alegria
Ainda no estágio de crisálida
Me diga, tristeza
Como podes ter prazer
e ver beleza
Nos irmãs iguais a ti
Quando as vê
de mim...sempre de mim
Se aproximarem
Todo dia
Me diga, tristeza
Por que é que tem
Que ser assim?
Edson Ricardo Paiva
Se a vida acabasse hoje
Eu juro que a deixaria
Um pouco triste
Pelas coisas
que não fiz ainda
Mas algo
Sempre há de ficar inacabado
E sem resumo
Se esta noite eu partisse
Diria que não fiz
Aquilo que eu tanto queria
Mas sereno
Por lembrar-me que disse
Se hoje
O Dedo de Deus
Apontasse pra mim
E dissesse
Que a hora do fim era agora
Eu iria embora um pouco triste
Porém, sem remorsos
Nenhum arrependimento
Sequer pelos muitos erros
Que eu cometi
Enquanto pensava acertar
E triste eu iria
Nos braços de uma isquemia
Uma hemorragia cerebral
Tanto faz, não faz mal
Na hora da partida
Qualquer despedida é igual
Creio ter feito
Menos o mal que o bem
Não deixaria ninguém
Que tenha sido
importante pra mim
Sem antes ter dito muitas vezes
Sobre a importância que tiveram
Nesta e em todas as outras vidas
Se minha vida acabasse hoje
Creio ter sido esta
A minha poética despedida.
Edson Ricardo Paiva
Ruas
Caminhos por onde passei
Lugares
Tristes e alegres lugares
Onde eu vivi
Momentos iguais
Ruas por onde passei
Locais
Onde sei que não sei voltar
Mas sei
Sei que não verei nunca mais
Aquelas ruas
Não me lembro de todas
Alguma esqueci
Uma ou duas, quem sabe
Não me cabe
Sentir tamanha saudade
Nem sei por quê choro
Melhor seria voltar pra casa
Anoitece, talvez esse Céu desabe
E então eu me lembro
Que já faz alguns dezembros
Que moro na rua.
Edson Ricardo Paiva
Triste luz da manhã.
Bela manhã de Sol
Lindo Sol
de uma manhã tão triste
de tristeza daquela que mata
Esconde a morte
entre os cortes
da arte de natureza morta
sete cores escondidas
no branco da luz do Sol,
Triste Sol de branca luz
Manhã de borboletas voando
exibindo seu voo manco
Manco voo à branca luz de Sol
Luz de hemorragia
Branca luz do dia
O sangramento estanca
Hemofílica alegria
Luz que na verdade mente
e mente com propriedade
Quisera me esconder da luz do Sol
Ah, meu Deus
Como eu queria
Que esse manco voo de alegria
tornasse uma tristeza verdadeira
Quando do Céu despontasse
A derradeira luz da tarde
desse branco Céu
Sangrando de falsa alegria
Que voa e não voa
A vida correndo a toa
Ardendo de verdade
doendo com qualidade
Prenúncio de tempestade
Pálida verdade
Triste Sol de uma manhã que arde.
Edson Ricardo Paiva
"A tristeza é mãe da poesia
Mas se o Poeta, mesmo triste
Não as faz assim
Seu problema não é de alegria
Tem dias em que o Poeta
Está passando por uma frase ruim"
Edson Ricardo Paiva
Eu trago aqui dentro de mim
Uma dor que me invalida a alma
Tristeza indevida
Que afoga num lago seco
Um ser combalido, a ver
Todo seu tempo perdido
Tanta mágoa incontida
Transformada em lágrima
Lembranças doridas
Jorrando no escuro da noite
Formando um rio tão triste
Este é o rio da minha vida
Que morre
Aqui dentro de mim
Edson Ricardo Paiva.
Se fosse só viver o dia-a-dia
Sobrevindo essa tristeza
Mas a vida sempre leva uma alegria
E o tempo faz outras coisas
Junto às coisas que o tempo traz
E o tempo trouxe a compreensão
Que eu tanto queria
Sem saber que quando chega
Carrega a inocência
Que um dia fez crer que magia existe
E essa vida sem magia é muito triste
Se fosse só viver o dia-a-dia
E essa acalentada compreensão
Descortinasse o véu do tempo
Lá na ponta da luz do Sol
Pois a tudo se limita
E os dias passam de três em três
Pois isso também permite
Deixar de viver
Um dia de cada vez
Sem a dúvida
Tudo que sobra
É a total ausência de valores
No preço que nos cobra a vida.
Edson Ricardo Paiva.
Caí sobre minha cabeça à garoa intensa como forma de lagrimas da tristeza do desagrado divino.
Eu amo tudo que me foi concedido sem motivos e sem sentido.
O frio da solidão é a imensa dor da saudade no coração.
Amor é divino e concedido a nós de alguma forma, somos amados sem que nós não sejamos cobrados de nada.
Em meus versos me disperso da tristeza e recebo o amor com o coração aberto e transbordantes de alegria em trilhar o caminho da felicidade.
Nas palavras encontro realizações dos meus desejos, porem encontro mágoas e desalento desabafado em uma simples inspiração.
Um verso constrói seu próprio caminho não se faz infame, pois tens sentimentos verdadeiros para tocar o coração alheio.
Vivo minha realidade, realidade de tristeza que me invade com suas formas nada sensíveis;
Todos os dias eu não tenho o amor que convém ou o amor que ficou por interesse;
Selvagem se torna meu caminho aos olhos dos ímpios;
Sem um abraço eu vago para um lado e outro sem ter o próprio tempo;
Eu já me senti tão triste perdendo todos os meus sentidos sem que existisse ninguém para segurar a minha mão;
Hoje eu me senti anestesiado abrindo os braços esperando o parecer do destino;
Sei que pode me levar sem que me deixe encostar os pés no chão;
Feito uma criança me apavoro , mas eu não me enfrente se não quer a frustração;
Eu já encontrei muito mais do que bons motivos para desfazer o meu laço com a tristeza;
Não quero mais viver com os olhos escondidos, me despedaçando por um ódio que não me pertence;
Derramarei o veneno que me cerca e intensificarei o ultimo gole de esperança diluindo a tensão que atrapalha meu caminho;
Tento diluir essa tristeza que me faz mal e tanto me faz ceder a esse capricho sem conseguir acompanhar a esse passo desorientador;
Assisto-me e ensaio em frente do espelho bebendo o ultimo gole desse veneno que trancafia o meu próprio coração;
No meu silêncio eu grito para que o amor inventado não prevaleça e desate tamanha esperança;
Eu já me permito diluir minhas tristezas para ter os sentidos intensos para poder escutar você me chamar;
Eu sempre irei te assistir te oferecendo minhas pétalas que desejo usar para enfeitar seu chão;
Quero desatar o seu vazio e transbordar suas alegria com o meu amor um tanto mortal;
E tento não me ver perder para não cair em tristeza embolando meus passos sem saber sair dessa história;
Continuo minha luta mesmo sabendo que é uma rota arriscada e que não tem sentido;
Para que minha vitória seja infinita e me encha de orgulho por muito tempo;
Procure um jeito menos doloroso de dizer adeus e não mergulhar em tristeza no mais profundo infinito por maior que seja sua displicência;
Não se despeça por qual quer indiferença nem se acomode por nenhuma falta de sentimento;
Sinta o gosto de ver nos olhos amargurados como uma porta fechada a decepção de não poder fazer nada mediante a isso;
Usarei meu amor para desarmar as descrenças, pois lutar com um sorriso no rosto acalenta a tristeza desfazendo a solidão;
Sei que muita das vezes o caminho pareça impossível de seguir, porém use dos sentimentos do coração para encontrar a razão;
Saciando todo um querer grandioso e equilibrando toda minha vida;
Aparentemente encontrando o seu amor para que eu possa me achar em seu coração;
Vivo minhas tristezas por entre minhas esperanças, mas de tão gastas já me vejo sem saída;
Grito em meu silêncio para que meu coração escute minhas ansiedades;
Estou em uma guerra de sentimentos, com dúvidas pelo que realmente sinto se é amor ou paixão;
Mas seja qual for os sentidos os mesmos me consomem por desejar tais e não tê-las;
Pergunto-me se eu nasci para ser feliz ou se só posso ter momentos intensos;
Preciso dos seus afagos e seus carinhos para desatar minha solidão que vive em tristeza deplorável;
Preciso de um pouco de atenção e amor que me faça digno e honrado;
Acho que mereço ser feliz e entrelaçar-me com o sentimento amor para encontrar um caminho certo e que faça-me sorrir pelo que vivo;
Meus sonhos criam-me ansiedades para o querer que deseja a realidade com sua perfeição peculiar;
