Poema de Tristeza
Da pra ver bem dentro dos seus olhos
A emoção e a tristeza
Fazendo uma fusão
Para em gotículas de lágrimas se transforma
Deslizando contra o tempo
perdidas no tempo
E as poucos, o vento levar
É como areias no deserto sem rumo
Me perco, fico confuso, me levo
Soprando devagar, ele leva sua bonança
Leva também seu medo
Mais segure na esperança
Aquele brilho no seus olhos
Tá sendo fácil de ler
Vejo cada movimento surpreso
Algo difícil de escomder
Lágrimas caem sem motivos
Meu piscar repetitivo
Supercilio molhado
Olhos enchados
Soluço bravejante
Um grande medo amedrotante
O meu peito há um prejuízo
Mais no final meu coração sempre abre um sorriso.
Sinto uma tristeza grande no peito
Um silêncio paira no ar
Lágrimas escorrem dos meu olhos
No coração sinto um aperto
Junto comigo o mundo está a chorar
Cicatrizes!
A vida é muito bela,
Beleza que não tem comparação,
A maior tristeza na alma, é não ter
Deus no coração.
A maior tristeza !
A maior tristeza de uma mãe,
é vê um filho chorando.
A maior tristeza de um poeta,
é vê, que ninguém está lhe valorizando.
São coisas da vida, que um poeta,
tem que suportar, pois essa nova geração,
ninguém vai lhe valorizar.
A poesia nasce na alma, flui para o coração,
nos momentos mais difíceis, é que surge a
inspiração.
Por pior que seja, não devemos desisti,
transcrever para o papel, tudo que na alma
senti.
Alguém sedento de uma palavra, logo vai
encontrar, conforto para sua alma e vai
então te valorizar.
A tristeza da vida é não ter vida pra ficar triste, a tristeza da saudade, é não sentir saudade de ninguém.
Tristeza é viver sempre buscando respostas de onde só existem perguntas. Tristeza é olhar para os lados e enxergar apenas estranhos, tristeza é caminhar num vazio profundo da solidão, sabendo que mais a frente encontrará novamente a imensidão. Tristeza é não ter consciência de que logo ali, pessoas realmente necessitam de afago, de carinho, de paixão.
Tristeza é ficar triste sem razão, tendo o mundo inteiro pra admirar, pra amar, pra viver numa eterna satisfação.
Brasa viva
O amor que tanto busco
De tristeza e lamento
Se transforma sem você.
Entre flores e espinhos
Eu me vejo tão sozinho
Se não tenho o teu carinho...
É um vazio sentimento
Que se afloram sem contento
Em minh’alma posta pranto...
Se transforma em brasa viva
Que me arde todo dia
Sem a tua companhia...
Edney Valentim Araújo
Semente do amor
O amor que nos faz triste
Nos entrega a quem não o recebe
Esperando pelo regate de quem o merece...
E se a felicidade fosse medida
Ela teria metade do tamanho
Da alma que a completa...
Quem nos fez pequeno,
Nos fez para crescemos
Arraigado uns aos outros...
Mas o ramo que se abre,
Se abre pra florir a sementeira
Que espalha a semente do amor...
Venha nesse vento de alegria
A semente em sentimento
Que me germine o coração...
Edney Valentim Araújo
Flash
Tudo passa
E quando passa
Um pouco mata,
Traz saudade
Em tristeza transformada,
Dura o tempo
De um sorriso
Numa lágrima
Em pensamentos.
Fica o flash
De uma vida
Num segundo transcorrida.
Dessa dor
Tivesse eu um dia
O mesmo amor
Que de mim te prometia,
Eu não seria
Alma triste e vazia...
Flores crescem nas campinas
Onde ao longe nos fascina.
Se me é assim, tão distante o teu amor,
Eu vivo aqui
Tão de perto a minha dor.
Quem sabe dela eu esqueça
Que por uma noite me amou,
E de bom eu me lembre
Desse amor que em mim ficou,
Quem sabe assim
Eu me afaste dessa dor...
Edney Valentim Araújo
1994...
Solidão
Vivo um vazio sem você.
Lembranças e sonhos enganam a solidão
Abrandando a tristeza do meu coração.
Alimento-me a tua imagem refletida na memória,
Onde inefáveis sonhos revelam meus sentimentos
Negando por mais um instante a razão.
Efêmero sentimento
Na sinestesia desta emoção.
O que me sobra é de novo a solidão.
Edney Valentim Araújo
Uma guerra todo dia, seja contra o medo, seja contra a dor, seja contra a tristeza. Uma guerra por dia para me estabilizar. Eu não vou dizer que é fácil mas tenho uma fome de viver e ser feliz. Não permito que minha dor me deixe ao chão. Entro em confronto, dói... Mas me ergo.
Lene Dantas
BATTE
Lembrei da tristeza
lembranças são a contingência da emoção
O tempo não cura momentos eternos.
Seria triste não saber sorrir
ou não ter motivos
Eis as belas marcas de expressão
que este vício deixa gravado na minha pele
antes de felicidade
do que de tristeza
INDIFERENTE OU TALVEZ SEMPRE TRISTE
A tristeza inventa sabores de doçura
E se o triste diz isso a alguém contente
Sempre de frente ou com ar diferente
O outro lhe responde ser loucura.
Tão triste é ser triste já sem cura
Aos olhos malignos de satânica gente
Que nunca sentiu e jamais sente
A alegria de ser triste com ternura.
Tantas vezes sonhei ser sorridente
Cantar e dançar nos palcos do mundo
No rir só por rir tão indiferente.
Arrependi-me logo em tom profundo
Do alegre de ser dessa obscura gente
Prefiro ser triste que alegre ser imundo.
TRISTE QUIETUDE
As árvores cansadas da dor
Deixavam cair seus braços tão tristes
E o sol castigava as pedras do chão
Como ferro quente a marcar o gado,
Na tarde já morta de sede.
Só uns cabelos de oiro
Esvoaçavam loucos na brisa infernal...
Eram os teus procurando os meus,
Na triste quietude da tarde defunta.
Fugiram os pássaros e tudo o que é vida
Da vida que tem sangue nas veias.
Dolorosamente, em prantos de cinzas
As árvores tornaram-se pó
E os ramos partiram-se numa chuva
De mil pedaços queimados.
O sol escondeu-se amedrontado;
A tarde e a brisa quente
Feneceram de saudade.
Só ficaram os teus cabelos de oiro
Sempre à procura dos meus,
Revoltos na triste quietude...
Mas tudo tão inútil.
(Carlos de Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 27-08-2022)
DIZ-ME NUM VÓMITO
Diz-me, porque estás triste ?
Amor rebelde, sem meu coração
Do sangue que pedias
Com a tua espada em riste,
Nessa mão,
Tremulando
Velhinha de emoção
Como a minha ficando
Apalpando o que não existe.
Diz-me, porque estás triste ?
Assombramento meu,
Sempre ao cimo da minha cama
De penas,
Tão apenas
Nas noites claras de breu,
Quando eu tinha medo de mim
Ao subir as escadas da cama musical
De bacanais infernal,
Que dizem ser ruim,
Até a do Orfeu.
Maldito seja eu
E quem me desafia
Em euforia,
Nesta noite tão só, tão fria,
Em que vou, sem vir
Mais que tempo de ir
Sem pena
Nem pensar
De voltar.
Diz-me, porque estás triste?...
(Carlos De Castro, " in Portugal Sem Censura, No Brasil, Sim", Em 06-09-2022)
TRISTEZA INFINITA
Que triste este sol
Hoje, neste outono.
Vede como chora
Agora,
O vento cerol
Colado a mim como dono.
Que triste é ser tão tristonho,
Como árvore que dá flor
Sem amor,
No outono,
Fadada a não medrar.
Que angústia vai neste olhar
Nesta sempre tristeza minha,
Infinita,
Que mesmo amordaçada grita
Pela liberdade de amar.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 28-10-2022)
RECADO AO PENSADOR:
Que triste! Que vergonha vai ao Brasil da censura ainda no poder, senhores do PENSADOR! Coitados, já nem pensam! Que dó, que nojo vocês (censura do site) me metem!) Tenham verguenza! Que palavra ou palavras impróprias para a vossa "pureza tipo iurdiana" eu empreguei hoje, no meu tão singelo e despretensioso poema , sem maldades, nem palavras de ofensa para ninguém? Vá, digam-me a mim e ao mundo!!!!!!!!!!!!! que o vai ler!!!!!!!!!
Porque não publicam a imagem do meu poema "Olhos Sem Lágrimas" !?...
Porque é que, por exemplo: a poesia "desabrida e de palavras ditas pecaminosas" de Charles Bukowski e seus pensamentos, têm assento no PENSADOR? Mais há centenas de outros/as autores que vocês têm no vosso rol, cujos textos "abertos" já não são atentatórios contra a moral e a religião, no vosso pobre e alienado conceito, pois não!?...
Mas isso, aí pelo Brasil, não muda nunca, não!?...
Pobre país, de tantos cérebros bons, dominados por uma censura atroz!
Carlos De Castro, in No Brasil Há Censura, Aqui Não, em 05-12-2022
P E P I T A
Quando me foges ao longe
Fico tão triste, desprezado,
Torno-me em vida de monge,
Nesta solidão do meu fado.
Foste sempre o meu outro lado,
O calor no frio dividido em dois,
No aconchego do nosso estrado,
Erguido no antes para o depois.
Fica-me no olfato o perfume,
Do teu cheiro de puro ciúme
Tão louco e canil que agita.
E queima como o forte odor
Dos teus sonoros flatos de amor,
Minha terrier cadelinha, Pepita.
(Carlos de Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 10-01-2023)
CHORAM OS MONTES
Tristes, os montes e outeiros
Já choram por mim.
Consigo ouvir o lamento dos pinheiros
Carvalhos, azevinhos e sobreiros
E de árvores amigas que tais,
Num sussurro
Quase em urro,
De tão reais.
Comungo das lágrimas dos pardais.
Sentem a saudade da vida dos dias,
Das nossas irmãs fantasias
Na imaginação de um mundo
Mais fecundo,
Sem dores fatais.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 23-01-2023)
