Poema de Pobre
Não valorize as sombras, não dedique seu tempo à tristeza, ignore-a!
É como uma prisão cuja as chaves estão em nossas mãos. E fora dela podemos ver que existe e buscar a felicidade..
E se for destino, se estiver escrito, mesmo que eu me canse de remar, o vento e as águas vão me levar...
Motivos diversos existem para agir, mas necessário juízo das razões para não se ferir.
Escolhas trazem consequências inevitaveis.
Viver feliz é seguir iludido, nesse mundo transiente com tanta gente contrafeita.
Utopia que envenena a alma.
Para o momento, quero apenas o isolamento, escolher meu canto e derramar meu pranto.
Lavar as janelas do meu ser, tirar o embaçado para que eu possa ver.
Ao observar o curso de um rio, podemos compreender a vida, que o tempo é como água que corre para a imensidão, rumo a eternidade.
Preciso reagir, vencer a inércia interior, cultivar o meu jardim, para colher flores e frutos de amor.
Não quero me aparecer, mas sair de cena divagando, e nas minhas digressões chegar ao porto destino meu, sigo em busca do meu eu.
Te tanto ler o Facebook perguntar o que estou pensando, me tornei um pensador. Penso na vida e morte, mas também penso no amor.
Vida que esvaece, qual águas de uma nascente, tão carente das fontes celestiais, para perpetuar em suas carreiras rumo ao mar.
Pensar e escrever, em monólogos momentâneos do ser, conversa íntima, lancinante letras que afloram em grafias ocasionais.
