Poema de Pobre

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Péssimo destino teve Ícaro ao voar próximo o sol, seguindo seu sonho e o alcançado para enfim ser queimado e jogado ao chão, me questiono se é um destino cruel ou o débito de sonhar de forma tão extraordinário.

Quem nasceu para brilhar, não se importa com o brilho dos outros e sim soma, para haver luz suficiente aos que estão na escuridão...

´´Os dias correm somem, e com o tempo não vão voltar, so uma chance para viver, não perca a força o sonho, não deixe nunca de acreditar, que tudo vai acontecer´´

Eu tenho percebido, Dr. Rhodes, que quando recebem responsabilidades, as pessoas normalmente estão à altura da ocasião.

⁠Eu havia descoberto quantas nuances existem nos sentimentos, o quanto é difícil ser você mesmo e deixar os outros te aceitarem.

⁠Sabe por que as histórias terminam com "para sempre"? Pra lembrar que tem coisas que nunca mudam.

Ouso-me a aventurar por caminhos desconhecidos porque prefiro conviver com as incertezas e em paralelo a remedição das mesmas; do que viver a extrema calmaria da comodidade e segurança. Só assim consigo me sentir vivo.

Em vão tento vingar em outras o amor perdido.
Só consigo ir multiplicando tua falta.

Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.

É interessante quando velhos amigos se reencontram, e descobrem que a amizade continua a mesma.

⁠Quando uma coisa vai além da minha inteligência, tenho o hábito de não me aferrar a ela e de passar para outra.

Da vida só levamos o que nos faz bem...viva,sorria e insista pois melhor vencer tentando e conquistando do que não lutar

Felizmente já faz tempo. Pensei que ia contar com raiva no reviver das coisas, mas errei. Doer se gasta. E raiva também, e até ódio. Aliás também se gasta a alegria, eu já não disse?
[...], nada volta mais, nem sequer as ondas do mar voltam; a água é outra em cada onda, a água da maré alta se embebe na areia onde se filtra, e a outra onda que vem é água nova, caída das nuvens da chuva. E as folhas do ano passado amarelaram, se esfarinharam, viraram terra, e estas folhas de hoje também são novas, feitas de uma seiva nova, chupada do chão molhado por chuvas novas. E os passarinhos são outros também, filhos e netos daqueles que faziam ninho e cantavam no ano passado, e assim também os peixes e os ratos da dispensa, e os pintos... tudo. Sem falar nas moscas, grilos e mosquitos. Tudo.

E, no fim das contas, de que adiantava ficar reexaminando nossa tristeza o tempo todo? Era como cutucar uma ferida e se recusar a deixá-la sarar. Eu sabia o que tinha vivido. Sabia qual tinha sido meu papel. De que adiantava repassar isso?

Será que me tornei tão encantada pela natureza porque estou trancada há tanto tempo?

Este meu ser insignificante mas pleno de significado teve no aluno mais errante o que de melhor há no aprendizado: o amor.

Talvez eu seja o único pessimista que não é realista... talvez eu seja um pessimista consciente.

Para o poeta, sinônimos não existem. Cada palavra soa, cheira, degusta e diz diferente.

Estupram de lá, esquartejam de cá, mas o pior crime que eu vi foi um pai de família se matando... todos os dias... indo trabalhar sem saber pelo quê.

Não faço parte deste mundo, onde o ideal é que é o aceito, e o Ser que não tem um ideal é o que mais se aceita como é, mas que é o mais inaceitável dos seres.