Poema de Outono

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Recordou-se que ali já esteve, mesmo não sabendo o que era estar ali, e à princípio sendo guiado pelos seus dissimulados sensores epiteliais notou sua própria existência tênue, calorosa e agradável.
Com receio de que aquele ínfimo momento se extinguisse quebrando aquele devaneio, permaneceu de olhos fechados, apenas existindo no meio de tudo aquilo.
Ouvira sinos de outono na copa das árvores, ecos de aves canoras ao longe, movimentos de raízes tocando a terra ao balanço de brisas prolongadas como suspiros de moça.
Tudo era melodia naquele delicado momento em que aprender à se amar.

Inserida por RenanNascimento

⁠ao som da musica francesa,
ferem aos meus olhos,
não me deixa dormir.
traz na minha boca, o gosto de fruta no pé,
com cheiro das manhãs de outono,
na brisa que abraça o corpo.
vem,
dança comigo.
Joy Brasil.

Inserida por rosa_brasil

⁠A Queda ( de uma Folha )
Ó Vento que embala este meu corpo
Que liberta os sentidos de uma doce melancolia
Ó Luz que invade e purifica os sentidos
Que abraça enquanto o tempo pára
Outrora Verde, corpo vestido de uma Primavera passada
Hoje Castanho, corpo despido de um Outono presente
“E doravante?”
Doravante cá estarei de novo para mais uma dança dos sentidos

Inserida por Ricardoheavenwood

“Me faço de folha
Disfarço-me
Aproveito a brisa
E alço voo.
Escrevo belezas
Enquanto despercebem-me.
Concentram-se na folha
Não veem minha poesia.
Por fora
folhas de outono
Por dentro,
borboletas de primavera.”

Inserida por Epifaniasurbanas

Fim de verão
( haicai )

Mato cansanção
Aloe vera - um adeus.
Alô outonal!

Inserida por andre_gomes_6

⁠O tempo mudou para valer
o vento bramindo até grita
o ouvido chega a doer
e o friozinho nos visita
Para não congelar
e para o dia acontecer
algo quentinho vamos tomar
precisamos nos aquecer!
Venho então vos oferecer
um chocolate quente ou café
está bom, sim, botem fé!
e aceite quem quiser

Inserida por neusamarilda

⁠Quero sentir das flores, só o perfume que inebria,
sob a canção do vento, voz pura em sinfonia,
quero sentir da calma chuva de outono
as gotas todas que passam por aqui,
quero ser borboleta e voar de encontro a ti,
quero sentir do amor, ah...esse como sol nascente,
em calor de beijos doces e que sejam sempre presentes

Inserida por neusamarilda

⁠O vento suave espreita de mansinho
a cada rosto e cada olhar
varre as folhas e flores
chega e abraça a todos sem receio
até passando um carinho
fazendo-nos sentir que outono
também é amor
e apesar de alguns dias cinzas
a vida deve e tem que continuar

Inserida por neusamarilda

⁠Aqui no meu lindo jardim
tem é muita passarada
qualquer dia vou com eles
dar uma boa revoada

Inserida por neusamarilda

⁠

Final de tarde, outonal hora sagrada,
cantam pássaros em despedida ao dia,
pela paisagem chega uma brisa perfumada
trazendo de algum lugar a prece Ave Maria
Final de tarde, tudo vai seguindo o tempo,
olhando apenas o que lá atrás ficou,
mas há sonhos novos e bons, sem lamentos,
neste devaneio nem percebo que tão só estou
Chego a ouvir o toque do meu coração,
um ritmo quente, quase de felicidade,
ele seria bem melhor em diapasão
se junto ao teu tocasse em realidade

Inserida por neusamarilda

Quero de verso em verso
- falar de amor, ser entendida
⁠não provocar nada que sejaincerto,
ser apenas letra e talvez guarida
Queroser pingo de chuva de verão,
podeser de outono também,
molhando a terra, germinando emoção,
sem saber onde e nem a quem
Quero ser apenas uma prece
silenciosa dentro de uma catedral,
onde a fé de joelhos sempre pede
por si e a todos de modo especial


Inserida por neusamarilda

⁠
Moverei montanhas
sem atacar ninguém,
toneladas de terra
sem o braço erguer,
pedras serão plumas
sob a força da mente,
o céu tocarei num segundo
e o fundo do mar me espera,
tudo através de minha pena
pois a poesia é quimera
Quimera e sentimentos,
imaginários ou reais
quero que meus versos
sejam apenas linhas
em bandeiras brancas ao vento,
tremulando em busca da paz

Inserida por neusamarilda

Pelas veredas outonais, olhos âmbares
seguem a ternura dos lilases d'alma
em sincronia com os passos dados
sem rebeldia, pintando a calma

Inserida por neusamarilda

Vem as águas, transbordam os rios
e o povo festeja, sorri e até chora,
muda a estação, vem o estio
e pela chuva todo mundo implora,

Vem o amor, transborda o coração
e os lábios beijam sem demora,
vai-se o amor, que desilusão!
vem as lágrimas, coração só chora...

Inserida por neusamarilda

⁠O tempo das verdades acontece
desnuda sentidos, revela amigos e falsidades
torna possível rostos esquecidos
saudades de quem partiu
o eterno cumplice agoniza
na memória dos fatos
nos relatos
e pede amor
entretanto continua absorvendo
porque os fardos são inúteis aos covardes
que não carregam suas águas
mas bebem nas fontes à beira das estradas
porque se de um lado as dificuldades apertam
do outro a liberdade sorri
mesmo sem o respaldo da possibilidade
finge que tudo pode, que tudo é posse
mas enquanto ele (o tempo) esvai
o modo foda-se não serve mais
porque saudade é aperto
e a vontade atrai
os bons ventos de outrora
regados a relâmpagos da memória
em fotos amareladas, guardadas
nos baús, das recordações...

Inserida por OscarKlemz

Ao olhar para o céu á noite posso ali ver sua silhueta
Nas pequenas estrelas que brilhavam igual ao olhar dos seus pequenos olhos castanhos
Se o tempo passasse igual em uma ampulheta
Eu poderia voar até você como meros aviõezinhos

Voar como a solitária Folha em uma brisa de outono
Com o tempo passando cada vez mais rápido
Quando percebo já estou no inverno em cima de um velho trenó
Debaixo das cobertas com o nariz entupido

Posso ouvi-la me chamando distante com aquela voz suave e doce,
Como uma boneca de porcelana
Me pedindo aquele famoso chá de erva doce
Poderíamos ir até sua cidade favorita Havana,
Se a vida te desse mais tempo.

Inserida por MarYee

Instintos à solta... como fera
aponta o alvo e não erra
espera que da vida só lhe cheguem primaveras...

Hiberna no inverno,
no outono e no verão.
Testemunha efêmera
longínqua... como o som de um trovão.

Fingidor ferido,
caído, prostituído,
bárbaros ruídos...
teoremas de ilusão....
sortilégio, bruxaria, maldição.

Inserida por RosangelaCalza

⁠"De repente, tudo se acalma
Entregue a doce abandono
As cigarras cessam seu canto
E as folhas bailam na rua
- alegria livre e nua -
À luz dourada do Outono."

Inserida por LoriDamm

⁠"No céu onde você mora
Naquelas nuvens sem dono
As folhas bailam contentes
Como aqui embaixo, no outono?
O sol também é dourado
E as tardes mornas, e a vida
Entre o silêncio e o sono
É um doce abraço apertado
Aquecendo as tardes de outono?
Me diz... Onde você mora
Tão longe de onde eu sonho
Também tem frutos maduros
Tem por do sol cor de amora
E a ternura ocre do outono?
Me conta, para que eu não sofra
De saudade e de abandono:
No céu onde você mora
Teu pensamento é esta folha
Que cai de leve em meu rosto
Como um beijo da cor do outono?
Lori Damm, 20/03/2023
(Dedicado para AL)

Inserida por LoriDamm

Ambiguidade
Dias com o azul limpo e quente do verão. Crepúsculos e manhãs que permitem um cappuccino ou cachecol.
Frio e calor, chuva e sol, luz e sombra, folhas verdes e galhos secos...
Outono é estação. Estação é lugar de passagem, de chegada e partida.