Poema de Mario Quintana o Espelho
Telhado de ilusões...
Você aponta meus defeitos
Então eu viro o espelho
E logo se vê
O reflexo do seu medo
Querida eu mesmo fiz o meu telhado
Conheço bem todo o meu mal
Sei muito bem o que faço
Os seus defeitos
Enquanto isso você sofre
Não acredita e finge nunca ver
Que o erro esta em nossa cara
Teu telhado é de ilusão
A sua vida é sem canção
Sua alma inquieta
Culpas medo e distorção
Mas veja só
A razão escorre como a chuva
Onde a opinião que vale é só a sua
Boca que derrama frases tolas
Mas no momento só me beija ou me diga logo não
Seus olhos são bons observadores
Quando se trata de observar a vida alheia
Todos se afastam de você
Se não começar a viver
Logo eu também...
Tudo isso que em ti habita
Como mentora a dar conselhos
Tentativa falha de compor
Em ti me espelho
Com todo o seu louvor
Poema estou escrevendo
Sem ver de onde saiu
Talvez de mim até ti
Mas sem nenhum ensaio
Vim para falar de sabedoria
O que nas linhas do universo
Já escrito se via
Num verso sem paralelo, sem inverso
Estou aqui a te implorar
O que rogo a ti
Meu encarecido torpor
Ao te admirar por me dar
A oportunidade de conhecer-te
Do Pai Nosso que lhe abençoou
Me fizeste bem, tão bem
A oportunidade de fazer o bem
A rima se repete e disso eu gargalho
Porque rapper eu não sou, nem avacalho
Tento porque tento.
Te dar o que não posso
Mesmo depois
De tanto te dar o que desgósto
E fico triste
Mas não vim falar
De coisa ruim ou sem asneira
Sem eu nem me perdoar
E essa tua habilidade de criar?
Onde o bem não há
E fazer o que se fez
Onde no coração, solidez
Flor, flores... como as margaridas
De amarelas pétalas
De belezas já ditas
A fragrância da leveza
Da pureza
Da simplicidade
...
Do universo que se expande
Ao universo que em ti habita
Se o vácuo é um Deus. Morte
Tu és uma Deusa. Vida
Porque tu crias
Não destrói
Todo o bem que fazes
Para tantos seres
Nessa existência
Tenho consciência
E de geração em geração
És a reencarnação da divina
Da existência a importância
Como a do sol, sua relevância
Tudo isso que em ti habita
Mais um dia nasceu
Me pego olhando no espelho
Não vejo quem desejo
Apenas alguém que nao sabe q já morreu
Mais um dia nasceu
Para um Homem que se perdeu
Que apenas caminhou
Até se cansar
Mais um dia nasceu
Um dia amou e foi amado
Mais tudo se acabou
O tempo se passou
Mais um dia nasceu
Para o homem que se enforcou
E tudo acabou
Mais um dia nasceu
E ninguém se importou
Pq?
Mais um dia nasceu
"Tem-se como maior
crítica existencialista
posicionar-se diante
do além do espelho"
[...]
Sorri, mas poderia ter
prolongado o sorriso;
Encantei e cantei para
quem me deu ouvidos
Sofri no tenebroso mar
da cultura pseudolinear,
coberta de paradigmas,
algemadora de sonhos
Entre tantas poesias
refletindo minha vida,
meus desejos de paz
e mãos que advertem
Abrir mão da minha vida
jamais me faria um herói,
além do mais, tenho filha
e ela me traz paz interior
E tenho a mim para cuidar,
fruto de amor de gerações,
versão melhorada dos pais
e das próprias encarnações
Folhas secas vão caindo,
é outono no mês nono,
mudança quase forçada,
dando razão a este ano
O desprender de velharias,
deixa-me em status liberto,
apto a exalar as novidades,
e captar bons sentimentos
[...]
Continuo aprendendo
as lições além do véu
acobertado de razões
Ferir-se é previsível,
mas ferir é optativo;
respeite as emoções
[...]
"Sigo firme, livre para amar,
para me entregar por total,
construindo novos sonhos
que é meu sumo existencial"
Sonho
Hoje acordei chorando
Com saudade de você
Desejo de um sonho
No espelho não dá
Pra reconhecer
Retrato de Dorian Grey
Sei que não sou Rei
Estou com ela
Foi o sonho que imaginei.
Um dia você irá se olhar no espelho e ver que o tempo passou, a velhice chegou e a lembrança ficou.
Lailison Douglas.
Estou diante do espelho e não vejo mais do que um monstro bem afeiçoado. Preocupo-me com minha aparência porque sei que não existe mais nada além disso.
Sou consumido todos os dias por um eterno vazio, não sei mais o que fazer, não consigo mais me socializar, me divertir, muito menos amar
Semideuses
O que posso fazer para conseguir a Salvação?
O que posso fazer para conseguir o perdão?
Estou submerso em minha própria mediocridade
Falhei comigo mesmo
Sinto vergonha de quem eu sou, do que eu me tornei.
Estou farto de semideuses
Me olham, me julgam, me matam
Adeus
Espelho Meu
Eu sou os amores vividos e os que deixei de viver,
Sou o nervosismo do vestibular, do primeiro beijo, da prova no Detran e da monografia apresentada.
Sou a vida que passou por um triz na sala de cirurgia e do revólver no rosto, mas sou mais ainda a alegria de continuar vivendo.
Sou os momentos de paciência e os momentos em que a mesma se ausentou de mim.
Sou a saudade do cheiro de capim do curral do meu avô paterno e da maresia em alto mar nos dias de pescas com meu outro avô.
Sou as lembranças do banho de chuva, das queimadas e pique-esconde com meus irmãos.
Sou o sabor do bolo de leite condensado da minha avó, das moquecas da minha mãe e dos churrascos do meu pai.
Sou mãe que chora e ri, que brinca e que briga, mas que ama sem medida.
Sou uma menina de pulso firme com coração bem o oposto.
Sou a teimosa que revê seus conceitos e preceitos.
Sou a mulher de pés no chão, e ao mesmo tempo a menina de saltos altos.
Sou os amigos que mantenho e os que perdi contato,
Sou os inimigos que nunca tive.
Sou a mistura de mim e de você que se permitiu ficar,
E sou principalmente a felicidade que está nas coisas que não são coisas.
Liziane Botti Ferri
Eu Quando me olho no espelho biso-te me sinto com você estivesse com 20 anos de idade eu fiquei muito alegre e feliz
Eu Quando me olho no espelho veneziano me sinto com você estivesse com 30 anos de idade eu fiquei muito preocupado
Eu Quando me olho no espelho inteligente me sinto com você estivesse com 1968 anos de idade 53 anos qual deste espelho e meu melhor amigo
Todas as manhãs, ao olharmos no espelho, devemos lembrar:
Se minha dor não é óbvia, a do outro também não.
LuDarpano
Olho no espelho
Não me vejo mais
(longe daqui)
Finjo que esqueci
E que tanto faz
(longe daqui)
Mas a realidade
Ninguém pode mudar
Continuo a te amar
ABSOLVENDO NARCISO
Joguei fora o meu espelho
Afundei-o nas águas
Pra mim e pra tudo
Passei a não me ver por fora
Para aceitar-me por dentro
Cabelos desgrenhados
Roupas maltrapilhas
Dentes
Unhas
Imagem
Abandonadas
Fiz da repulsa meu escudo
Pouco ria
Mal falava
Nada questionava
Só a mim
O que eu estava fazendo
Ali e comigo
Mutilava-me
Envenenava meu corpo literalmente
Mesmo desprezando o espelho
Ainda via meu reflexo
No fundo das águas
Nos outros olhos
Eu não agradava
Não me agradava
Não me enquadrava
Sentia-me sujo
Coberto por uma pele
Em putrefação constante
Por dentro e por fora
Cada vez que ousava pensar
Em mim
Nos meus verdadeiros
Sonhos e desejos proibidos
Ainda que meus
Uma eterna sensação
De renascer sempre
Para a morte
Mas eu insistia em respirar
Mesmo me tapando
Eu
E os outros
Agora me tornara um bicho
Fiz de mim um monstro
Um coitado
Um bosta
Feio
Estava de mãos dadas com a solidão
Fiz com que o espelho envergonha-se
De me refletir
O meu espelho
Perdido
Quis meu reflexo de volta
Como fosse
De qualquer jeito
Maneira
Senti que precisava ver
Pra me ver
Senti que as flechadas
Doíam mais pelas costas
Precisava receber de frente
De peito aberto
Na cara
Assim poderia
Eu
Desviá-las
Quebrá-las
Ou devolve-las
E sem que ninguém percebesse
Resgatei meu espelho
Do lixo
Do fundo de minhas águas
Com muito medo
E força
E mesmo sem saber nadar
Tomei-o de volta
Meu.
Não curto filtro em fotos. Lido bem com o espelho.
Não fico confortável sendo enganada. Lido bem com a verdade.
Gosto da natureza porque ela não inventa folhas para as árvores durante o processo de transição, no outono. As folhas secas e a sua nudez são assumidas e expostas a todos, sem seletividade para impressionar com intenções específicas.
Eu também me encanto com o arco-íris. Contudo, apesar de assustadores, admiro os raios e os trovões. Eles são parte natural da realidade climática. Mostram a cara.
Por isso, ela, a natureza seduz o olhar de quem sabe contemplar integralmente todas as estações, pois nelas há muito ensinamento. Podemos, inclusive, compreender as razões pelas quais o ser humano, em geral, prefere uma sociedade cheia de recursos artificiais.
É fato, a realidade incomoda demais. Deprime, dá medo, causa revolta, inseguranças etc.
A realidade revela as identidades e os valores ocultos.
Obriga a autoaceitação como recurso para as mudanças necessárias. Para o empenho na busca pela autoconfiança.
Olho no espelho e só vejo você
Uma hora largo tudo
E vou correndo te ver
Não sei o restante
Foda-se o mundo
O que importa é o momento, o instante
Quero todo dia ter você perto
Sei que é errado, tá tudo ao contrário
Eu sei não é certo
Mas eu necessito, eu quero
É pedir de mais?
Só assim, quem sabe
Encontro minha paz
Nosso íntimo oculto é refletido pelo espelho das provações da vida.
( Edileine Priscila Hypoliti )
( Página: Edí escritora )
Quimeras
Olho-me no espelho.
Não reconheço o que está ele a refletir.
Foi tanto mentir.
Ilusões mais loucas.
Fantasias... não poucas.
Sou alegoria... finjo alegrias.
Camuflada percebo além da imagem...
Quanta bobagem.
Constato missão não cumprida.
Lamentações e mágoas escondidas.
A isso não se pode chamar vida.
A lágrima repousa diante do pequenino espelho
ensaiando, espreitando-se...
Face a surpresa da menina.
No cristalino cintila a notícia televisiva
APRISIONANTE, indigna de um relance,
QUIÇÁ de um breve olhar.
