Poema de Mario Quintana a Pessoa Errada

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O que é a vida?

⁠O que é a vida? — pergunta que ecoa,
No peito cansado, na mente que voa.
É brisa que passa, é chama que arde,
É dança de sonhos, tão doce e tão tarde.

Vivemos cercados por mil afazeres,
Repetem-se os dias, iguais os deveres.
Na roda do tempo, giramos sem ver
O tempo escapando sem a gente entender.

Esforços vazios, caminhos traçados,
São passos mecânicos, já programados.
Mas onde a mudança? Quem vem despertar
A alma que dorme sem se questionar?

Seremos eternos escravos da pressa,
Ou vamos enfim romper essa peça?
Quem somos no fundo? Quem vamos ser?
Se o mundo é espelho, por que não ver?

Talvez sejamos nós o vento que vira,
A mão que renega, a voz que inspira.
Pois se ninguém vem... então somos nós
Que temos a força, o grito, a voz.

Inserida por AndersonS

⁠Brincadeira da Árvore
Certo dia, um menino perguntou-me,
Se eu sabia brincar de árvore.
E começou explicando-me:
- Primeiro a gente pinta nos galhos,
os nomes das pessoas que gosta.
Depois, escreve nas folhas palavras,
Como ternura, abraço, encantamento.
Também acrescentou que pode-se deixar água,
De cor amarela rio para que a árvore se descreva,
Mas nenhuma árvore é desigual a outra,
e todas sabem falar com a terra.
Contei para ele que eu brincava de estrela viva.
Era assim: Minha mãe desenhou uma estrela,
E colocou numa caixa alaranjada de madeira.
Ensinou-me que deveria toda noite,
Abanar com as mãos para que o brilho,
Não se perdesse no vir a ser do tempo.
Sem indagar-lhe qual era a língua das árvores,
Ele visivelmente empolgado me relatou:
- Quando eu crescer vou ser astrônomo,
Ou pirata do bem.
Isso para trabalhar.
Para viver, quero aprender a falar com as borboletas,
Dar um vagalume de presente para minha namorada,
Que ainda não sabe de nenhuma das duas coisas.
Também vou descobrir como se faz um poema.
Você pode me emprestar sua estrela,
Para eu colocar na minha árvore?
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Eu achei que fosse envelhecer ao seu lado.
Fosse contemplar cada ruga aparecendo em nossos rostos, contemplar nossos cabelos enbraquecendo,
contemplar nossa pele ficando flácida.
Eu achei que fosse envelhecer ao seu lado,
rindo um do outro,
rindo um com o outro.
Eu realmente achei que fosse envelhecer ao seu lado,
mas seu tempo na Terra terminou antes do meu e você partiu me deixando para envelhecer sem você ao meu lado.

Inserida por katiaruiva

Mãe Dôra


Dôra, mãe querida,
Com um coração cheio de amor,
Você é a luz da minha vida,
O meu porto seguro, o meu calor.

Com a sua força e dedicação,
Você me ensinou a ser forte,
E em cada passo da minha jornada,
Você esteve ao meu lado, sempre suporte.

Com o seu sorriso e ternura,
Você me ensinou a ser gentil,
E em cada momento de tristeza,
Você me confortou com seu jeito sutil.

Dôra, mãe amada,
Com você aprendi o valor da vida,
E mesmo quando o caminho é difícil,
Sei que com você sempre terei guarida.

Obrigado, minha mãe querida,
Por tudo o que você já fez,
Eu amo você mais que tudo,
E para sempre serei grato e fiel.

Inserida por jottaandrade11


Enzzo Miguel



Enzzo Miguel, querido filho,
Teu nome é forte e imponente,
E em teus olhos vejo brilho,
De um futuro tão reluzente.

Caminharás por novas estradas,
E descobrirás o mundo além,
Mas nunca esqueças de tuas raízes,
E da família que te quer bem.

Tu és um ser tão especial,
Cheio de amor e carinho,
E cada sorriso teu é um sinal,
De que és um presente divino.

Que a vida te traga muitas alegrias,
E que teu coração seja sempre nobre,
Que encontres amigos e companhias,
E que tua alma nunca se perca na pobreza do mundo.

Enzzo Miguel, meu querido filho,
O mundo é teu para desbravar,
E saibas que sempre estarei contigo,
A te apoiar e a te amar.

Inserida por jottaandrade11

⁠A velhice é uma estação da vida,
De rugas, sabedoria e experiência,
O tempo passa, a jornada é cumprida,
E o sábio coração enche-se de paciência.

Os cabelos brancos contam histórias,
De amor, de perdas, de batalhas vencidas,
As marcas da vida são como glórias,
E a sabedoria é a grande recompensa da vida.

Os passos podem ser mais lentos agora,
Mas a mente segue ágil e viva,
As lembranças são como tesouros,
E a vida é vista de uma perspectiva mais ampla.

A velhice é um tempo para refletir,
Sobre as escolhas feitas ao longo da jornada,
E cada ruga pode nos fazer sorrir,
Pois são marcas de uma vida bem vivida.

Que possamos respeitar e honrar,
Aqueles que já passaram por essa estrada,
E que possamos aprender a amar,
Toda a beleza e a sabedoria da velhice consagrada.

Inserida por jottaandrade11

Guerreiro.


Guerreiro, forte e valente
Com sua espada afiada na mão
Ele luta, destemido e fervente
Pela honra, pela paz e pela nação

Seu olhar é firme e determinado
Não se abate perante a dor
E mesmo ferido, não é abalado
Pois a coragem habita em seu interior

Ele enfrenta o inimigo sem temor
E com bravura, defende o que ama
Sua armadura reluz no fulgor
Da batalha que ele enfrenta com alma

Guerreiro, ícone da bravura
Exemplo de força e lealdade
Que sua história perdure
E inspire a humanidade

Pois um guerreiro nunca se rende
E luta até o último suspiro
Sua memória, eterna e esplendente
Honra a todos que seguem seu caminho.

Inserida por jottaandrade11


Aquiles o bravo!

Nas planícies de Troia, a batalha se iniciou
E entre os guerreiros, um herói se destacou
Aquiles, filho de Peleu, corajoso e impetuoso
Com sua lança e escudo, no campo de batalha era glorioso

Nenhum inimigo era páreo para sua força e destreza
E com sua bravura, inspirava medo e surpresa
O mais temido dos guerreiros, de coração forte e nobre
Era o mais valente dos homens, um verdadeiro cobre

Nas batalhas, seu grito ecoava pelos campos
E sua lança, cortava o ar, como uma flecha sem danos
Com sua armadura brilhante e sua determinação inabalável
Aquiles era o herói mais corajoso e formidável

Seus feitos ficaram registrados na história da humanidade
E sua bravura, em nossas mentes, permanecerá pela eternidade
Aquiles, o herói da Ilíada, que lutou com toda sua alma
Será para sempre lembrado como o mais bravo de todos os guerreiros de Troia e da Grécia.

Inserida por jottaandrade11

⁠Dessa vez eu fui inocente

Dessa vez eu fui inocente,
Acreditei na luz do olhar,
Nas palavras doces ao vento,
No carinho a me embalar.

Dei meu peito sem defesa,
Dei meu sonho, dei meu chão,
E em troca, a dor traiçoeira
Fez morada no coração.

Mas quem vive de esperanças
Se arrisca ao jogo da ilusão,
E o preço de tanta confiança
É o eco frio da solidão.

Ainda assim, sigo em frente,
Carrego a alma resistente,
Pois sei que amar, mesmo errante,
É ser humano, é ser valente.

Inserida por Wallace78

Medo
Medo da chuva,
Medo da curva
Medo da água turva.

Medo da estrada,
Medo da escada
Medo da voz calada.

Medo do dia,
Medo da pia
Medo da noite que esfria.

Medo da dor,
Medo do amor
Medo do coração que guarda rancor.

Inserida por alan_marques

⁠Horizontes

Deixaste-me ir
Tu que me devoras
Para longe, longe
Buscar novos pares...
Ou novos ares
De solidão.
Voltei.
Tem tu certeza, então
De que meu coração
A ti dedicarei
Por quanto durar
A eternidade.

Inserida por ricaardomf9

Soneto de autopostumação

Sensações póstumas devem ser reconfortantes,
pelo alívio do sofrimento de uma vida inteira,
tornando todo o peso do dia a dia uma besteira,
uma vez do outro lado nada mais será como antes...

Preocupações de outrora em vida serão irrelevantes,
parte de uma extinta realidade passageira,
meu espírito, móvel velho em que se tirou poeira;
renovado, fará de angústias e mágoas coisas distantes...

Não há medo, confio no que mereço, por tudo que fiz;
a morte é um processo natural, calmo e bem-vindo,
finalmente terei a chance de ser bem mais feliz...

Ao partir sei que a caminho do maior estarei indo,
será bom, jamais vi uma caveira com semblante infeliz,
todas espontaneamente estão sempre sorrindo.

Inserida por ClayWerley

Dramática limitação

Minha poesia é dramática,
acatafasia de temáticas vividas,
ama sucessão de ideias repetidas,
limitadas pela gramática...

Sentimentos em forma enfática,
exprimidos em frases batidas,
é osistema com suas medidas,
tornando minha poesia apática...

Assolado pela falta de instrução,
à insipiência, condenado estou,
ainda assim, sigo na contramão...

Incomodando,por todo lugar onde vou,
indesejável anticlimax de talobjetivação,
umgoleiro, a voar na bola e evitar o gol.

Inserida por ClayWerley

Soneto de metamorfose

Vida de lagarta.... Total limitação...
A sina de uma existência asquerosa,
de uma condição naturalmente desairosa,
melancólica, frágil e sem opção...

Destino de incomoda sujeição,
uma vida sofrida, triste e morosa,
de uma falta de perspectivas pavorosa,
onde há apenas a morte como solução...

Quando minha alma, este fulgor tépido;
de meu velho corpo irá se separar;
meu caixão, morada do cadáver fétido;

será o casulo que irei abandonar;
e estarei livre, me sentirei lépido;
borboleta pronta para voar.

Inserida por ClayWerley

Soneto de realidade

Outra vez uma história mal contada...
E acada frágil argumentolançado,
quebro, como umvaso despedaçado,
retrato da minha alma machucada...

A decepção bruscamente instaurada...
O afeto assim se fez, menosprezado,
a confiança, este bem tão estimado,
destruída, implodida; reduzida a nada...

Humilhado, sem ter tidoo ônus de errar,
iludido, perdido no limbo desse ínterim,
até sentir o açoite da traição aestalar...

Respiro consternado, perante o fim,
quizera eu, apenas a utopia de amar,
sem que fosse usado isso, contra mim.

Inserida por ClayWerley

Normose

Uma triste epidemia assola a humanidade,
sintomas claros, quase sempre ignorados,
produzindo indivíduos massificados,
destruindo toda e qualquer individualidade...

Um distúrbio coletivo de personalidade,
criando humanos cada vez mais alienados,
com estilos e pensamentos padronizados,
Impostos por nossa hipócrita sociedade...

Condenando-os a este mar de mediocridade,
onde impera uma absurda falta de criatividade,
aliada a medo, conformismo e incapacidade...

Eu... Tento preservar a minha integridade,
permanecendo fiel a minha própria identidade,
mas isso soa para a maioria como insanidade.

Inserida por ClayWerley

Origami

Para você um dia dobrei,
o mais belo origami...
Mesmo que tu não me ame,
De ti, para sempre eu lembrarei...

Destino não quis? Não sei...
Por mais que eu reclame,
e em meus poemas declame,
de certo, nunca saberei...

Sutil arte em definição,
meu amor por ti assina,
singela obra de paixão...

Geometria divina!
Resta lembrar que perfeição,
para mim és tu, menina.

Inserida por ClayWerley

Escravo do sistema

Segunda-feira, obrigação de ter que ir trabalhar.
O sono ainda reside em meu corpo, me sinto cansado,
o relógio já despertou, e me vejo novamente atrasado,
ainda há estrelas no céu, mas tenho que levantar...

Tomar banho, escovar dentes, enfim me arrumar...
Acelerando meu próprio ritmo ainda que contrariado,
rumo ao ponto de ônibus rezando que não venha lotado,
esquecendo o café da manhã; sem tempo para tomar.

Mero detalhe diante de tantas outras adversidades,
que durante a semana inteira irão me aborrecer...
No fim de semana o cansaço esgotará as possibilidades.

Trabalhar, trabalhar; trabalhar... E não viver.
Escravo do sistema, encurralado por minhas próprias necessidades,
não tenho direito a nada que me dê prazer.

Inserida por ClayWerley

Soneto da paixão recente

É felicidade plena,
senti logo de início,
por ti, todo sacrifício,
se torna coisa pequena...

Você faz valer a pena,
tudo... Qualquer artifício,
mesmo sendo malefício,
ou qualquer insensatez terrena.

Por ti faço o que for...
Afim de que resolva,
abrigar-me em teu calor.

Vem... Me leve, me envolva...
Inebria-me com teu amor,
e nunca mais me devolva!

Inserida por ClayWerley

⁠Quando minha alma, este fulgor tépido;
de meu velho corpo irá se separar;
meu caixão, morada do cadáver fétido;
será o casulo que irei abandonar;
e estarei livre, me sentirei lépido;
borboleta pronta para voar.

Inserida por ClayWerley