Poema de Mario Quintana a Pessoa Errada

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⁠Dois amores em pleno Alarão,
não posso mais ficar assim,
tenho que escolher quem vai realmente ser bom para mim,
e me honrar com amor no coração.

⁠Sem pedir a arte
das tuas mãos
tu haverá de me dar
com a liberdade

Sem ócio e sem
quartel quero amar
cada território seu,
Do jeito que Deus
te fez e me deu.

Amar-te bem mais
do que do que
demais ainda não
será o suficiente:

Só quero loucuras
de amor entre a gente.

⁠Na tua companhia
iremos tocar com
cada surpresa e carícia
a noite estrelada de Van Gogh,
E serei muito mais
do que por você amada,
nas tuas mãos hei de ser venerada.

⁠Sei que sou a dama
das tuas doidas fantasias
mais picantes e divertidas,
Nas tuas mãos serei
absoluta mais do que
uma obra prima de da Vinci,
Sou convencida que és
a maior prova de que o amor existe.

⁠As cinzas transformaram
de maneira pressentida
o céu no lago parado da morte,
não sei mais a diferença
quando faz Sol ou chove.

Os meus sentidos andam
endurecidos e me pego
a cada dia gostando
menos de tudo o quê
estou testemunhando.

Perdi as contas de quantas
vezes mastiguei e engoli
a minha própria língua
por tomar noção que
muita coisa virou cinza.

Ler as notícias e insistir
em olhar para o céu
continua sendo um engano,
o Apocalipse está
dominando os pulmões.

Só sei que choro por dentro
e os pássaros cantam
de desespero antes
mesmo do Sol raiar
e não sei mais e como falar.

⁠De propósito quando
você pegar as tuas
cartas de Bacará,
Deixarei fotos só
para te desconcentrar,
E pensar que tem
coisa melhor na vida,
e de fato há,
que é vir me procurar
para a gente se achegar.

⁠Suri Sicuri
Oruro vem dançante
Extasiante
...

Vem com tudo
Wititis por Oruro
É amor puro
...

Ah, Sampoñaris!
Por Oruro não pares,
Dancem milhares!

...

Ai, Tarqueada!
Sim, por Oruro toda:
enamorada.

⁠A inspiração deve
ser tecida como
que tece Bichará,
Que é um poncho
feito para o frio
do Pampa enfrentar,
Quem diria que sobre
isso iria te contar...

⁠Tem gente que
dá o seu jeito
próprio de usar,
Binga para mim
é para água levar.

⁠Florescermos para resistir
as erupções da vida
como a Red Heliconia
da Montserrat magnífica.

Assim é o melhor do amor
que nós dois queremos,
e ele para nós virá
no tempo que merecemos.

O amor é doce dádiva
para quem sabe o receber,
e faz de tudo para o manter.

Se sou o seu último pensamento
da noite como você é do meu,
algo diz que já sou tua e você é meu.

⁠Piúva eflorescida
no Mato Grosso do Sul
do meu bonito amor,
Moda de viola
encantada para me levar
onde você for,
Versos Intimistas
para celebrar o andor
de amar imensamente
a cada instante da gente.

⁠Ler o lado bom ou o lado ruim
dos impactos da Humanidade
e pensar que tudo o quê se
faz tem impacto de verdade.

Expressar sobre o quê é belo,
aquilo que dói ou falta não
significa querer disputar
com quem quer que seja.

É estar a Ilha das Flores
o maior desaguadouro
resistindo e pedindo socorro.

Expressar um pensamento é
também uma forma de existir,
para continuar a seguir de pé.

⁠Quando o azul celeste vespertino
encontra o Pico do Montanhão
e concede a sublime visão
também enche a alma e o coração.

Assim o divinal acontecimento
amaina o meu pensamento
levando-me ao mergulho austral
neste céu do nosso Hemisfério.

Enquanto uns aos outros se colocam
pelo mundo afora em situações difíceis, busco e escuto com ouvidos
espirituais as notas musicais
da minha Cidade de Rodeio
que fazem crer que tudo tem jeito.

Buscando no canteiro do peito
ajeitar as flores do meu alívio
para que preparada esteja
quando encontrares o meu destino.

Reconhece-te nas Estrelas ✨

⁠Em outro planeta, num céu sem medida,
dois olhos se viram, lembrança sentida.
Sem dizer nada, a alma entendeu:
“Te conheço de antes, de um tempo que já morreu.”

⁠Quando é preciso
Uma ponte se constrói,
Seja do agora ao paraíso
Ou do vilão ao herói.

⁠A CARAVANA DOS DESALENTADOS

Pelas estradas sem destino eles andam
Buscando um lugar pra chamar de lar
Mas só encontram nada além de espinhos
E o silêncio que os faz chorar.

É a caravana dos desalentados
Dos que perderam a esperança,
É a caravana dos desalentados
Dos que o sistema trata com indiferença.

Muitas portas fechadas eles já bateram
Muitos nãos e desculpas já ouviram
Como inúteis já se sentiram
De tanta luta já se cansaram.

É a caravana dos desalentados
Dos que enfrentam a tempestade e nada encontram,
É a caravana dos desalentados
Dos que no peito a dor carregam.

As primeiras vítimas da crise
Desse possesso mercado,
Do privilégio da elite
E do seu atraso escancarado.

É a caravana dos desalentados
Dos que buscam apenas um sustento e direção,
É a caravana dos desalentados
Dos que precisam de menos julgamento e mais atenção.

William Contraponto

⁠O Desafio

O desafio é diário
Para ser um sobrevivente
E não aparecer no noticiário
Vítima duma intolerante corrente.

São discursos, pregações
Pegando mentes desavisadas;
São estórias, discriminações
Estimulando as piores ações imaginadas.

Quem tem a sala estreita
Não vê nada além dela
Mesmo que janela esteja aberta
Prefere a luz da vela,
Até parece alguém acostumado
A nunca enxergar o outro lado.

Mas quando todo preconceito
Ficar apenas no passado
Ninguém será considerado suspeito
Devido a sua cor
Ou por viver o seu amor.

E o desafio se tornará
Caminho sem crueldade
Com garantia que chegará
Em favor da nossa diversidade.

⁠A CULPA

Ninguém assume a culpa
É o total oposto disso,
Todos querem se livrar da culpa
E fazem de tudo para isso.

Eles se esgueiram como podem
Entre um pouco de sorte e simulação,
Esses sujeitos são covardes e ardem
No medo que sentem da revelação.

Ninguém assume a culpa
É o total oposto disso,
Todos querem se livrar da culpa
E fazem de tudo para isso.

As narrativas tentam cercear a realidade
Que fica menos clara, evidente,
Só uma leitura das entrelinhas com sensibilidade
Pode ultrapassar a barreira do aparente.

Ninguém assume a culpa
É o total oposto disso,
Todos querem se livrar da culpa
E fazem de tudo para isso.

A verdade permanece sendo a verdade
Mesmo que a mentira adquira aliados,
Essa certamente é uma obviedade
Que precisa ser lembrada aos culpados.

Ninguém assume a culpa
É o total oposto disso,
Todos querem se livrar da culpa
E fazem de tudo para isso.

Autor William Contraponto

⁠A falta de beligerância não diz nada
É apenas uma aparência de paz
A mente se movimenta numa encruzilhada
Tentando manter a respiração no interno caos.

O destino brinca de ter direções diversas
Mas há pontos nos quais se cruzam,
Num desses que traz recordações adversas
Verdades e decisões colidem e pressionam.

O fluxo já não parece ser como antes
Pois seus assuntos se tornaram incontornáveis,
Para que a máquina consiga seguir em frente
É preciso desbloquear a barreira erguida pelos execráveis

A falta de beligerância não diz nada
É apenas uma aparência de paz,
A mente se movimenta numa encruzilhada
Tentando manter a respiração no interno caos.

Quando os bloqueios são rompidos
Os pensamentos rumam fluidos.

Quando a verdade é posta no volante
Nenhuma encruzilhada mais é torturante.

Há Outras Flores

⁠Sempre haverá outra flor no caminho
Talvez até sem tanto espinho
Uma que não nos faça sangrar
E seja bálsamo para as dores suavizar.

Nem tudo foi como sonhamos
Ou mesmo segue do jeito que experimentamos
O que foi pode não mais retornar,
É provável que não volte a se manifestar.

Mas, vejamos: como ainda tem estrada
E quantas são as nossas possibilidades
De que a cada nova parada
Surjam flores das mais belas variedades.

Mesmo com as marcas do que foi passado
Seguirmos é o sentido para ter o coração curado
Sendo pelas pétalas que foram conquistadas
Ou pelas próprias, na jornada, acrisoladas.

William Contraponto