Poema de Mãos

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— Will. Por todos esses anos eu tentei te dar o que você não podia dar a si mesmo.
As mãos de Will apertaram as de Jem, que eram tão finas como um feixe de varas.
— E o que que é isso?
— Fé. Que você era melhor do que pensava que era. Perdão, que você não precisava sempre se punir. Eu sempre te amei, Will, do seu jeito. E agora preciso que faça por mim o que não posso fazer por mim mesmo. Que seja meus olhos quando eu não enxergar. Seja minhas mãos quando eu não puder usar as minhas próprias. Seja o meu coração, quando o meu parar de bater.

Que meus olhos nunca deixem de ver o lado bom das pessoas. Que minhas mãos estejam sempre prontas pra levantar, não empurrar...
Que meus pés levem o amor...
Que minha boca não seja usada pra dizer palavras amargas e de derrota...
Que meus ouvidos sejam pacientes para ouvir a dor do outro...
Que meu coração nunca fique duro, escuro...
E que eu nunca, nunca mesmo, desista de recomeçar.

As tempestades vêm, sempre. Mas que além delas, sempre venha uma fé bonita e a esperança de que as coisas se ajeitam.”.

Ah, se o coração tivesse mãos pra dar uns tapas na cara da gente. A gente fica bobo, coração sofre. A saudade bate, coração sofre. A gente se apaixona, coração sofre. Até pelo que os olhos não veem, o coitado tá sofrendo...

Calma coração! Que ainda sou criança, me dê um tempo, esperança pra gente recomeçar. A porrada sei que mereço, mais dê com carinho, com jeito, que não aprendi conjugar direito, esse verbo apaixonar!

⁠. O Risco de Não Viver

Queria segurar minhas urgências com as mãos,
domá-las, dar-lhes um nome,
fazer delas caminho seguro.
Mas urgências não se seguram—
elas queimam, correm,
exigem entrega sem garantias.

Tenho sede de viver,
mas o medo me segura os pulsos.
Diz que é arriscado,
que o erro pesa,
que o tempo não devolve o que se gasta errado.

Mas e se o erro for parte?
E se o maior risco for não tentar?
Se nunca souber,
o que me restará além do vazio do que não foi?

A vida me chama na borda do precipício.
E eu hesito, mas sei:
não viver seria o pior dos tombos.

Empresta

Empresta as suas mãos
Pra eu sentir a vida
Empresta a sua boca
Pra eu fazer um beijo
Empresta o seu corpo
Para que eu possa renascer
Fazer um carnaval ferver
Empresta o seu olhar
Pra iluminar a minha festa
Empresta, empresta
E eu lhe darei o céu
Se for preciso
Empresta
Pelo menos o seu sorriso

A enfermeira

Passas na vida estranha, desconhecida,
Espalhando de mãos cheias a piedade.
Fostes talvez entre todas as escolhidas
Na sublime missão de caridade.

Es o anjo de amor e de bondade
Raios bendito e da felicidade
Aos que esperam um gesto de Jesus.

És a irma esposa e mãe no pensamento.
Dos que em ti confiam e esperam até
Suave balsamo , para seu tormento.

E o continuarás espargindo alento
Dando conforto, amor e muita fé.
Aos qe buscam a ti no sofrimento.


Ao meu querido e inesquecivel amor
uma simples lembrança do tempo em que andava na minha escola Ana Nery.

4 de Novembro de 1944

A missão foi posta em suas mãos,
Não desista, não desista não
Pois o caminho a seguir
É o caminho da salvação

Amei com a delicadeza
de quem segura nas mãos o
próprio coração, com o cuidado
de quem tece fios de seda...
Coloquei toda minha vida
Nesse amor...

Nossa amizade já virou paixão
minha vontade é gritar que estou em suas mãos
sentimento verdadeiro não da pra esperar
esse amor que dói por dentro não da pra aguentar
Hoje mesmo vou te procurar falar toda a verdade
Que só sei te amar...
Não sei qual vai ser sua reação, mas se for boa ou não
eu tenho que me abrir, sem você sou a metade. Você me completou
olhando em seus olhos sinto a magia do amor

(...) Lembrei-me daquelas mãos quentes, delicadas e atentas, inclinadas sobre as minhas mãos. Do toque daquela pele. Aquele toque tão agradável e demorado sobre mim.
Sempre que me toca é como se todos os meus sentidos ficassem embriagados. E lá estou eu envolvida numa espécie de volúpia e luxúria. E lá estou eu com o ritmo cardíaco em aceleração constante.
Voltei a lembrar-me, desta vez das minhas mãos em estado de desejo absoluto em busca do contacto com aquela pele. A exuberância ansiosa e impaciente que sustentam todos os nossos momentos. A urgência excessiva de nos sentirmos, sem pensarmos em absolutamente mais nada.
Um corpo de encontro ao meu, destilado, consumido, arrebatado, a querer-me toda, tudo de mim…consumir-me toda.
Não me lembrei só hoje. Mas hoje foi diferente. Este silêncio tão único imobilizou-me, mas não me assombrou, muito pelo contrário…na verdade fez-me bem fechar os olhos e voltar a sentir os sentidos como que embriagados. (...)

Coloquei meu sonho em um navio
E o navio em cima do mar
E abri o mar com as mãos
Para meu sonho naufragar

ELEGÂNCIA

Elegância é
a beleza de mãos dadas
com uma boa educação.
A inteligência e humor
tornam qualquer mulher
encantadora mas quando
a educação desce do salto,
todo encantamento cai.

Morena

Oh menina!
Dos cabelos castanhos
E olhos morenos
Das mãos de seda
Da voz angelical
Do sorriso estrelado
Teu jeito tímido de ser
Encanta-me
Tua beleza inexpressável
Ataca-me.
Quisera eu
Soubesses o que por ti sinto
Quisera eu
Saber o que falar
Ou como me expressar.
Palavras se misturam
Pensamentos se embaralham
Perdido fico no teu olhar.

Tenho em minhas mãos duas caixas
que Deus me deu para guardar.

Ele disse:

- Coloque todas as suas tristezas
na preta e todas as suas
alegrias na dourada.


Eu entendi suas palavras e, nas
duas caixas, tanto minhas
alegrias quanto minhas
tristezas guardei.

Mas, embora a dourada ficasse
cada dia mais pesada, a preta
continuava tão leve
quanto antes.

Curioso, abri a preta.

Eu queria descobrir o porquê,
e vi na base da caixa um
buraco pelo qual minhas
tristezas saiam.

Mostrei o buraco a Deus e
pensei alto:

"Gostaria de saber onde minhas
tristezas podem estar..."

Ele sorriu gentilmente para
mim e disse:

- Meu filho, elas estão aqui comigo!

Perguntei:

- Deus, por que deu-me as caixas?
Por que a dourada inteira e
a preta com o buraco?

- Meu filho, a dourada é para
você contar suas bênçãos...
E a preta é para você deixar
ir embora suas mágoas
e tristezas...

Lembre-se sempre de guardar
seus momentos mais felizes
e deixar ir embora
as tristezas!!!

Amigos

Amigos são parceiros...
que estão sempre a nossa disposição.
Amigos são mãos...
que as vezes nos falta para levantar.
Amigos são lenços...
que nos ajudam a enxugar as lágrimas.
Amigos são ouvidos...
que nos escuta com atenção.
Amigos são pés...
que nos levam a lugares especiais.
Amigos são braços...
que nos dão forças para seguir.
Amigos são bancos de praça...
Quando queremos sentar e descançar.
Amigos são terraço...
Para termos uma visão melhor do mundo.
Amigos são Diário...
Onde guardamos nossos segredos.
Amigos são amigos...
Que por qualquer motivo,
a gente pode sempre chamar...
de Amigo.

Sustentada Pelas Mãos de Deus


⁠Eu fui sustentada quando pensei que cairia. Fui acolhida quando me senti só. Nos dias em que minhas forças falharam, Deus me carregou nos braços sem que eu precisasse pedir.

Sou grata porque, mesmo quando não vi saída, Ele já tinha um caminho preparado. Quando minhas orações saíram em silêncio, Ele leu meu coração. Quando temi o futuro, Ele me lembrou que sempre esteve no controle.

Cada dia, cada recomeço, cada detalhe que me manteve de pé foi cuidado Dele. E, por isso, eu agradeço—não apenas pelo que entendo, mas também pelo que ainda não compreendo. Porque sei que, mesmo sem ver, Ele sempre cuida de mim.

De mãos dadas
atravessaremos esses becos, avenidas e estradas
à procura de uma trilha
(sonora)
que nos leve a um canto
(afinado)

Sentado e sorrindo aos pés da cruz vazia

Um dia vou tirar os cravos, que prendem suas mãos e seus pés. Do medo vou deixar de ser escravo. Vou fazer o que me der na telha, e com o coração em ceentelha, vou tirá-lo daí com muita fé, vou lhe fazer um bom curativo, colocando panos e remédios, tirando as dores que a 2000 anos moram...

Pai, eu amo Sua presença
Teu sorriso é vida em mim
Eu seguro em Suas mãos
Confio em Ti

Tateando Caminhos
passo as mãos no rosto
debaixo da minha pele
quem é esse ser que me habita
tão envolto em penumbras
qual cigana em seus panos?
que mulher é essa
fazendo de mim labirintos
como um peixe no oceano?
passo as mãos no rosto
feito um louco em seu passado
e nem me decifro nem me devoro
abro a janela e bebo a manhã
em grandes goles

Roseana Murray
Poesia essencial (2002).