Poema de Justiça
A verdadeira justiça não procura apenas castigar o culpado, mas impedir que o erro continue produzindo sofrimento.
A responsabilidade jurídica olha para o passado; a justiça restaurativa também pergunta o que pode ser reconstruído no futuro.
A compaixão jurídica não deve destruir a justiça, assim como a justiça não deveria destruir a compaixão.
A justiça mais elevada não elimina consequências; procura torná-las proporcionais e transformadoras.
A justiça restaurativa aproxima o Direito de uma ideia antiga: reparar é mais profundo que simplesmente retaliar.
A vítima precisa de justiça, mas também precisa recuperar a possibilidade de reconstruir sua própria vida.
A justiça humana deve ser suficientemente firme para responsabilizar e suficientemente humilde para reconhecer que não conhece toda a história de uma pessoa.
A justiça não deve perguntar apenas o que alguém merece pelo passado, mas também o que a sociedade pode fazer para que o futuro seja diferente.
Uma sociedade pode obedecer perfeitamente a uma lei e ainda estar profundamente distante da justiça.
A justiça restaurativa pergunta aquilo que a vingança raramente pergunta: como reparar o mundo depois que ele foi ferido?
O advogado defende uma versão; a justiça precisa permanecer aberta àquilo que nenhuma das versões conseguiu enxergar.
Prometer um paraíso depois da morte é o jeito perfeito de anestesiar a luta por justiça aqui e agora.
