Poema de Justiça

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“O Direito é a tentativa humana de construir justiça depois que a fraternidade fracassou.”

“O amor é talvez a única força humana que não precisa de coerção para produzir justiça.”

“A verdadeira justiça não pergunta apenas o que alguém fez, mas quanto de humanidade ainda devemos preservar em quem fez.”

“Há sentenças juridicamente perfeitas que ainda assim são incapazes de fazer justiça ao sofrimento humano.”

“A justiça é o amor pela dignidade quando o afeto pessoal já não pode escolher quem merece proteção.”

“No fim de toda grande teoria da justiça existe uma pergunta simples: quanto vale, para nós, a vida do outro?”

“Toda justiça verdadeira começa pela suspeita de que aquilo que chamamos de normal talvez seja apenas um privilégio antigo.”

“Quando o Direito protege o mais forte porque ele já é forte, deixa de administrar a justiça e passa a administrar o privilégio.”

“A justiça não pergunta apenas quem violou a regra; pergunta também quem teve o poder de escrever a regra.”

“A Justiça não se torna divina porque um homem pronuncia seu nome; torna-se humana quando protege até aquele que ninguém deseja proteger.”

“Quando o Direito esquece a existência concreta, a justiça pode sobreviver nos códigos e morrer nas pessoas.”

Julgar a vida é complexo; o Direito existe porque a morte nos obriga a apressar a justiça.

A justiça humana busca a verdade até a forca; a morte, porém, enterra o processo antes do veredito final.

A pena capital não é a justiça punindo o crime, mas a morte usando o Direito como álibi.

A justiça não existe apenas para punir o passado, mas para impedir que a injustiça se transforme em destino.

“A justiça é a forma racional que a esperança encontrou para não depender da sorte.”

“A civilização começa quando o homem prefere esperar pela justiça a fazer justiça com as próprias mãos.”

“A justiça talvez seja apenas a esperança de que a dignidade sobreviva ao poder.”

“Quando o Direito abandona a esperança, começa a confundir ordem com justiça.”

“Enquanto houver alguém esperando justiça, o Direito ainda terá uma razão para existir.”