Poema de Força

Cerca de 15765 poema de Força

Nenhuma escritura deve receber força de lei apenas por ser escritura em um Estado laico, sobretudo quando suas afirmações metafísicas não podem ser universalmente demonstradas.

A ternura é uma força sem aparato, porque sua grandeza prescinde do exercício do poder.

“Entre a liberdade da consciência e a força do poder ergue-se o Direito, não como simples arquitetura de normas, mas como fronteira moral além da qual nenhum ser humano deveria ser convertido em instrumento de outro.”

A crença nasce muitas vezes menos da força da evidência do que da necessidade humana de tornar habitável a incerteza.

A ciência é uma das poucas instituições humanas cuja força depende da possibilidade permanente de alguém provar que ela estava errada.

A opinião pública pode ser uma força legítima de correção do poder, mas também pode transformar a maioria em tribunal e a unanimidade em tirania.

A arte possui uma força singular porque pode suspender temporariamente a tirania do desejo e permitir que a consciência contemple aquilo que existe sem imediatamente perguntar como poderá possuí-lo.

Conhecer o bem sem praticá-lo é possuir uma verdade que ainda não adquiriu força suficiente para transformar o caráter.

Uma ideia não se torna verdadeira porque parece convincente; sua força intelectual depende da clareza com que pode ser compreendida e da distinção com que pode ser examinada.

A contradição não é apenas uma falha do pensamento; muitas vezes é a força que obriga uma sociedade a abandonar aquilo que já não consegue sustentar.

O bem possui força de atração porque, consciente ou inconscientemente, todo indivíduo orienta suas escolhas para aquilo que considera desejável.

Justiça não é favorecer quem possui maior força, influência ou voz; é reconhecer a cada pessoa aquilo que lhe é devido.

O desejo não é um acidente da existência humana; é uma das expressões fundamentais da força pela qual cada indivíduo procura preservar e afirmar o próprio ser.

A lei torna-se injusta quando pretende resolver pela força aquilo que a razão ainda não conseguiu resolver pelo argumento.

Nenhum ser humano deveria transformar a própria força em direito, porque a capacidade de dominar alguém jamais produz, por si mesma, legitimidade.

A força pode produzir submissão, mas somente a legitimidade pode transformar obediência em autoridade.

A prudência política exige a astúcia necessária para reconhecer armadilhas e a força necessária para enfrentá-las quando a negociação já não é suficiente.

Um Estado que entrega sua segurança fundamental à força de terceiros transforma sua soberania em uma dependência que pode ser cobrada justamente quando mais necessita de autonomia.

A ciência não deveria limitar-se a contemplar a realidade; seu conhecimento adquire força quando permite compreender, prever e transformar fenômenos de maneira responsável.

Conquistar pela força pode produzir submissão; convencer pela razão pode produzir adesão. A diferença está naquilo que permanece quando a força desaparece.