Poemas sobre Dor
Problemas mentais:
Como doem essas crônicas
não essas doenças físicas ou esses textos infantis
mas doenças mentais, que assolam meu cérebro desde sempre
desde meu primeiro respiro, a dor me acompanha na minha fútil e medíocre existência e vai me acompanhar até o meu último inspiro, por que uma dor crônica não abandona
ela te destrói aos poucos, te leva ao pior estado de ser
o estado do momento de perecer.
E no final, só o que restou foi uma saudade
Saudade de um tempo que não volta nunca mais
Que agora só existe na memória
Memória desses terríveis animais.
Eu te odeio, te odeio por tudo que me fez passar
Quem você pensou que era para fazer tudo aquilo?
Hoje eu não consigo mais ter sequer uma boa amizade
A partir do momento que lembro do que você me causou
Meu sumiço se torna súbito e eminente
Toda sua traição, grosseria, maus tratos e desconfiança me destruíram
Graças a você, mal me reconheço hoje
Você não tinha o direito de me transformar
Nessa triste metamorfose ambulante.
Minha vida sempre foi triste, fui sempre um zero à esquerda
No começo eu tinha raiva, carência por atenção
Mas a algum tempo eu aprendi a viver só, viver como meu único amigo
Se hoje alguém de chama de frio, distante
É por que quando eu queria ser quente e próximo
Não fui levado a sério, fui deixado de lado
Então por favor, não se irem comigo
Tudo isso é culpa de vocês.
Meus cacos estão farelos, contrários ao meu questionamento...
Minha saudade dói, meu sossego range os dentes...
O fã da estrela está sem vê-la...
Por ser feito poesia, não me comovo, persisto...
Etcetera pulsa em metade
Armando os céus
Pra tempestade...
Luzes que se acendem
Apagam
Acendem denovo
Lembrando nossa finitude
E nossas dores
Que a linha do tempo leva, arrasta, eleva e abaixa
Se é que existe o tempo
Se é que existe existe a dor
Só de acordar com batimento
Já te torna um vencedor
O tempo abraça, conforta, liberta e aprisiona
O tempo salva a dor
Um dia me sentei bem na beira da praia E me perguntei por que a vida parece tanto com o mar...?!
Uma hora tudo tão calmo e Brando outra hora tudo tão tempestade
Tenho certeza que Deus sabia o que fazia quando criava o mar...
O mar e as suas ondas os ventos
A onda é a sua dor ...ela vai...volta..some..sobe..desce...
sempre...
Você precisa ser o mar que fica.
Meu mundo esquecido
Sinto-me vazia
vagueio num beco do tempo
à toa e sem rumo
só o passado na mente
vivo por viver
sem esperança
sem luz com
a escuridão
e solidão por companheira
Nada resta dentro de mim
quem dera encontrar
uma saída
um lugar noutra vida
onde permanecesse
no presente
onde pensasse num futuro sem fim
Ah!
triste padecer
quanto sofrimento
quanta dor
sinto a esmargar
e apertar o meu peito
neste inferno de vida
neste...
Meu mundo esquecido
Alguém pode ser legal com todo mundo
E contigo ser diferente.
Não é que mereças,
É "santo que não bate" e só tu, sentes.
Não adianta contar ao mundo,
A dor que sofrera e te repreende
Afasta-te e sigas, teu caminho
Ao lado de quem te compreende!
Oi, hoje eu tinha tanto pra te dizer, como ontem..
Pensei em te ligar, mas não era minha voz que você queria ouvir..
Pensei em ir ai, mas nao era a mim que vc queria ver..
Meu peito sufoca a sua ausência, não vejo uma luz no fim do túnel e isso é o que mais dói.
Meu peito guarda seu lugar, meu coração sabe que é seu, e meu corpo só acende com o seu por perto..
Meu corpo doente, minha mente cansada procuram um lugar para descansar, mas a minha casa está longe e já não me quer mais por perto.
O que fazer? Não sei.
Entre Adeus e Esperança
Nosso encontro súbito, sem aviso algum,
Mexeu comigo, um sentimento incomum.
Ser apenas amigo não é o que desejo,
Nunca me viste só, nunca ouviste meu pranto aceso.
Às vezes, a distância nos causa aflição,
Por que não vir até mim, trazer meu coração?
Sozinho, me vi em um abismo de dor,
Tentei chamar-te, mas parecia em vão.
É cedo ou tarde, não sabemos dizer,
Se é para dizer adeus ou jamais acontecer.
As lágrimas internas, o desejo reprimido,
No limiar do tempo, nosso destino decidido.
Já estive tão só, busquei o teu olhar,
Mas as palavras não vieram, só o silêncio a pairar.
É cedo ou tarde, essa incerteza que nos desfaz,
Adeus ou jamais? O tempo nos dirá em paz.
É cedo ou tarde, um dilema a enfrentar,
Entre dizer adeus ou a esperança abraçar.
O relógio avança, e o futuro é um véu,
É cedo ou tarde demais, só o tempo é fiel.
Não me arrependo
Houve amor
Não me arrependo
Houve um jardim florido
Não me arrependo
Houve beleza
Não me arrependo
Houve cheiros doces
Não me arrependo
Houve lágrimas de emoção
Não me arrependo
Houve lágrimas de felicidade
Mas também houve dor
Houve dor e lágrimas de luto
Meus fantasmas vieram me visitar.
Trouxeram aquilo que um dia foi.
Sussurrando suas palavras em meus ouvidos, palavras que me causavam terror. Faziam-me olhar para aquele quarto escuro, em que outrora eu havia trancado a porta.
Porém ela estava aberta outra vez e senti-me atraído a adentrá-la, novamente. Mas resisti bravamente.
Ou pelo menos era assim que deveria ter sido, mas não foi.
Olho sempre adiante. Além do que meus olhos conseguem me mostrar.
Estou sempre no futuro, enquanto vivo meu presente e revivo meu passado na minha mente.
Então lembro, vivo e antecipo, sempre simultaneamente.
No dia em que olhei no espelho
E não vi o que costumava ver
Somente resquícios daquilo que fui
Quando olhei nos meus olhos
Não eram mais como antes
Ainda era eu
Mas já não era o mesmo
Onde será que fiquei?
Perco a postura
Que, porventura,
Desestrutura.
Que desventura!
Só me tortura,
A essa altura
Já não me atura,
Por tal ternura.
Pequeno homem, cheio de problemas e responsabilidades. Com um coração forte e compreensivo.
Pequeno homem no seu mundo silenciado, levava consigo sua dor e solidão.
Pequeno homem, crescendo rápido demais, era uma rocha inabalável e firme, com seu sorriso abria caminhos e dizia: -Vai ficar tudo bem.
Pequeno homem, era como uma represa de águas, pronta pra romper.
Pequeno homem engoliu seu dilema, ninguém o compreenderia, mais fácil era, somente, continuar.
Pequeno homem, que já não era pequeno, mas sempre foi tão grande. Olhando adiante, apenas seguiu...
Uma vez ouvi que o amor é como uma chama delicada, que quando se apaga some para sempre.
Essa frase entoou na minha mente por anos e nunca me esqueci dela.
Hoje reflito que essa chama no seu ápice se torna uma labareda que devasta o que encontra pela frente e mesmo apagada, ao olhar pras cicatrizes por ela deixada, nos faz relembrar e reviver a agoniante e terrível dor que uma simples chama pode nos causar.
Olho fixamente na direção daquela estrela, tão bela e tão distante. Parece me atrair para bem perto.
Se tocá-la queimarei até virar cinzas?
Se alcançá-la nos tornaremos como um?
Ou quem sabe despencarei lá do alto, numa última queda, em direção ao chão?
Se me tocas, guardo-te no coração.
Se me esqueces, torno-te lembrança.
Se me deixas, deixo de buscá-la.
Se me buscas, busco encontrá-la.
