Poemas sobre Dor
Sol e a Lua
Se pergunte meu
querido e minha querida, qual é melhor, um papel de figurante na guerra ou um papel principal em uma cela?!
Todo dia que levanto para lutar e me deito ao por do sol, me repousando em derrota. Vivendo nesse ciclo vicioso entre granizo, me alimentando de dor e tristeza. Mesmo que eu queira sair disso não consigo, porque o vicio da lua e maior do que a minha alma. Alguns nasceram para ser como o Sol e brilhar intensamente, outros para ser a Lua, sem brilho próprio, vivendo a margem da dor.
"The true love"
O verdadeiro amor, espera dias, semanas, meses e até anos. O amor é inconsequente, com atitudes divergente da consciência. Ações muitas das vezes tolas que causa no fim choro estridentes que procede de corações descontentes.
Sabedoria
Quanto mais se adentra no conhecimento, mais solidão adquire-se. O preço da inteligência é a solidão, o da ignorância a felicidade. Por não saber de verdade como o mundo é. Quanto mais conhecimento se tem, mais dor soma para si!
Meu inimigo
Na serpentina da madrugada meus olhos não se fechavam e sob ás estrelas meu inimigo me chamava. Correndo fielmente atrás dele de maneira frenética eu consigo perceber. Meu inimigo é como eu, meu inimigo sou eu.
Hoje fui levado,
indeciso, abandonado.
Apenas formado pelos grãos de areia
e a água salgada,
que pulsa em minha veia.
Mesmo rodeado de água,
sinto a frieza, a tristeza
de não poder te avistar.
Sei que estou apenas no começo,
de meu interior seco.
Em meu mundo vazio,
só me resta a luz do sol
e o flutuar das ondas
dos meus pensamentos,
que se vão como leves fragmentos.
Com o tempo, as lágrimas
parecem também fazer parte do mar,
e se unem no mesmo gosto salgado.
Tudo de repente, se torna memória
num corpo que não pôde comemorar vitória.
"Viver Custa"
Nunca suficiente
As vezes condizente
O custo pode ser alto
O susto pode ser palco
De que vale aprender a voar
Se te preparam pra tombar?
A paz me abandonou há muito
Não posso culpar
Ou até mesmo sonhar
Tantas perturbações
Emaranhadas em emocões
Descanso é luxo
Repouso é tortura
Lamentos
Batimentos
Sentimentos
Tão vivida, mas ausente
Tão distante e tão quente
Como insiste em ficar
Se escolhe me deixar
Várias opções
Infindáveis escolhas
Tão pouco pra apostar
Ainda, tudo a perder
Como sobreviver?
Como existir?
Se der para entender
Que seja antes de sofrer
Que viver custa
Mas não paga.
Sinto dolorosamente
Um palpitar amargo no meu coração
Com sinais misteriosos
Recordando partidas
Melancólicas deste ano
Que deixaram lembranças
E desesperanças (...)
O primeiro a pedir perdão é sábio, pois aceita sua humanidade.
O primeiro a perdoar é forte, pois transforma a dor em aprendizado.
O primeiro a esquecer é quem compreende que viver em paz supera qualquer ideal de felicidade.
ANJO CAÍDO
"Ele treina, guerreia, cai e se levanta.
Pobre anjo caído, erga-se.
Eles dizem: "treine mais, faça mais, seja mais" e ele se afoga em sua perfeita imperfeição.
Eles dizem: "Não se cobre tanto criança, anjos caem."
Pobre anjo caído, treine mais, faça mais, seja mais.
Está sentindo o sangue, escorrendo dos seus ossos? consegue ver a miséria e se contentar com isso?
É como se meu espírito fosse implodir, arremessando todo o caos aqui de dentro.
Pobre anjo caído, erga-se.
Você ainda tem guerras aqui fora, ainda amam você, precisam de você. Um dia tudo isso terá fim, mas ainda não."
A infância
Sempre recordamos nossas infâncias
Lembramos das flores
E encaixotamos as dores
Negligenciadas
As flores
Murcham
Apodrecem
E morrem
Quase sempre solitárias!
Já aquelas dores...
Inquietas
Naquela caixinha
Tão apertada
Crescem
Consomem
Matam
Mas nunca morrem!
“Deturpei meus sentidos.
Chamei de amor os meus exageros e de paz minha surdez. Tudo em mim era mentira...
Exceto pela dor, essa nunca me traiu.
Sofrer foi a única prova de que mesmo delirando eu estava existindo.”
Não seja “bonzinho” demais.
Porque coisas ruins acontecem com pessoas boas,
e o pior de tudo é que você ficará se perguntando o porquê dessas coisas acontecem e não terá respostas.
Medo
Medo da chuva,
Medo da curva
Medo da água turva.
Medo da estrada,
Medo da escada
Medo da voz calada.
Medo do dia,
Medo da pia
Medo da noite que esfria.
Medo da dor,
Medo do amor
Medo do coração que guarda rancor.
tricotando palavras
Sentada no banquinho que coloquei na beira do abismo.
gosto do silêncio que ele traz.
Gosto da solidão que nele há.
Gosto de estar.
Na fúnebre sensação de ser somente o vazio incondicional
De ser o eco daquilo que quis ser e não consegui
Do meu medo enraizado
Do sorriso disfarçado
Do meu grito silenciado.
Sentada aqui
Não descobri nada de novo
Abismos não trazem respostas
Somente a proposta indecente
perfeitamente atraente
Para um desesperado...
Hesitação.
Mesmo que não haja o novo
A dúvida me corrói
O infinito é tão lindo!
E pertence-lo me parece uma boa opção
A medida que tricoto minha nova personalidade
Percebo que estou aqui só por vaidade.
Entrelaçada como malha... Tricoto minhas falhas...
Tic
A morte não é o fim da linha,
Nem o ponto final do viver.
É um véu que se descortina,
Um portal que não podemos ver.
É a última estância da vida,
Um legado que o tempo faz esquecer.
Morrer nunca foi o último ato,
Mesmo quando a luz acaba ao anoitecer.
A morte é um fato que nos deixa perplexos,
Mais profundo que o próprio céu.
Algo tão duro quanto o cálice,
E menos doce que o mel.
Efeitos colaterais
Sonhei em esculpir
Seus traços em carrara
Para eternizar toda a
Minha imensa admiração.
Imaginei-me Bethoven
Por uns instantes
Para compor com suas nuances
A maior das sinfonias.
E tudo isso meio tardio
Eu confesso e reconheço
Pois já nem nos falamos mais
Nem nos olhamos mais.
Estou em luto
E quem faleceu fora eu
Não me vejo mais em teus olhos
E todo encanto se encerrou.
O que me restaram fora a esperança
E a pena para escrever estes tristes versos
Totalmente sem métrica e sem nexo
Efeitos colaterais da falta que sinto de você.
Sinal Fechado
A cor rubra anuncia a hora do espetáculo
O artista mal respira e corre para a frente do palco
E o show de malabarismo começa imediatamente
Esforçadamente ele tenta agradar à plateia indiferente.
Mal tem tempo de respirar e lá vem ele
Em nossas direções garimpar o ingresso após o espetáculo
Janelas se fecham e mal lhe dão um olhar
Ele estende as mãos e recebe rostos virados automaticamente.
Mas não desiste, antes que o sinal fique verde
Ele se aventura entre os veículos com as laranjas nas mãos
E fatalmente é atropelado e mal tem o direito de falecer.
Reclamam e buzinam os motoristas apressados no engarrafamento.
O malabarista, oh Deus, era apenas uma criança de sete anos que foi ao seu encontro.
Ponto final
Parecia eterno
Mas chegou ao fim
Fora maravilhoso
Não sei se para você
Posso dizer por mim.
As coisas se modificam
Como as ondas do mar
Como o ar na atmosfera
Está sempre a se modificar
E como um barquinho
Nosso amor naufragou.
Aqui não restou rancor
Apenas restou uma paz
De ter me doado por inteiro
E ter entregado um sentimento verdadeiro
Que não fora o suficiente
Para eternizar o amor que existira.
Quedas, acertos, tropeços, recomeços, sofrimentos, felicidades, vitórias, derrotas e outras experiências nos brindam mais com a maturiedade do que a idade.
Um dia recheado de coisas boas para todos!
