Poemas sobre Dor
DOUTOR
Doutor,
Tenho duas espinhas na alma
Pois sou africano,
Percorri o a escravidão
Cheguei a independência
E agora durmo ali no chão,
Coberto por racismo
E a minha vida com certeza
Esta é amante do sofrimento.
E olha pra estes meninos
São meus por tristeza,
Esta mais nova é São Tomé
Não conseguiu andar
E contenta-se no leve-leve
Empurrada pelos irmãos e amigos
Nem sei se um dia estará em pé,
E a Nigéria, a justiceira
Ela corta os seus dedos
Por serem diferentes, a todos
E diz ser Boko Haram,
E ainda chora,
A mais chorona é a Etiópia
Depois Mali, Sudão e Quênia
Dói-lhes o estômago por fome
Sabes essa doença, o come-come?
Os gritos recentes
Foram de Moçambique
O seu rosto imundou-se
E ela chora amargas lágrimas
Pois a chuva que lhe tocou
Era de gotas ácidas e quentes.
– Mas vocês ainda são sorridentes
E andas, não te incomodas?
A esperança me ajudou
Me trouxe o poço da fé "Jesus"
E nele eu bebo águas de alegrias.
Doutor, sabias que pra estas doenças
Tristeza e sofrimento
Um dia acharemos curas?
"Morreste?
Não! Tu eternizastes,
Pois,
A morte é apenas um manto
Transparente na minha mente,
E tu, cubriste o no barro."
Ezequiel Barros
Lágrimas secas b/e1, em memória de Genenciano Filipe Batista, saudades de te Pai.
Consequências de Traumas.
Sabe, já estou tão cansada de tentar me defender desses tipos interperes, causadas por pessoas sem comprometimento com a verdade, onde sou violada nos meus direitos. São tantas punhaladas cravadas torcidasdes e retiradas a minar o fluido de minha vida, vinda de todos os lados e por tudo, que por já não vejo significado para continuar vivendo. Minha existência se resume a questionar a suprema divindade, por que simplismente não encerra minha vida, pois já não me importo mais. São dores e feridas de traumas, em âmbito físico, psicologico e na alma. Não encontro acalento e nem paz. Sinto e acredito que nunca houve tal tuneo com a luz no final, pois anos já percorridos e só há sinônimo entre dor e amor. Não conheço a falada paz. Tudo que fica é que tudo pare, porque não encontro estrutura em mim para continuar tal jornada. Será que posso encontrar entre tantas leis, alguma que me ampara para interromper esta minha vida com um minimo de dignidade?
Sei que para você ler tais sentimentos também é sofrível, mais acredito que o mundo ganhará brilho que aqui eu não mais estar. Independente de quaisquer infortuno, PEÇO-LHE PERDÃO, pois se ainda procuro uma pausa para relatar sobre meus fantasmas e demônios e respirar é porque, de alguma forma e por algum motivo, tu foste inserida a minha miserável existência. Jamais se sinta culpada pela minha divagação de tormentos, pois só você tem a capacidade de refletir um pouco do que chamam de amor.
Já não posso mais! Já não posso!
E como pedir socorro?
É tudo derrubando até a sanidade.
Ninguém entende o inferno que vivo.
Não entendem o porquê de querer tirar minha vida!
Sei que estou muito doente e tenho que me virar em mil, sozinha, mas mal consigo caminhar até o banheiro!
O que dói ainda mais e a incompreensões das pessoas.
Já cansei de tentar ser forte.
Estou caindo, caindo, caindo, caindo, caindo, caindo, a tanto tempo e não vejo o fundo.
Em um quadro severo dessa doença silenciosa e destruidora, sinto deslocamentos e rangeres por todo o corpo.
É dor.
É desconforto.
É desistência.
Essa guerra travada incessantemente a cada minuto de minha vida, está me consumindo e não vislumbro solução.
Há dias e horas desse dia, que já nem sinto minha existência. Meu corpo está sem forças e a mente em constante conflito.
Tudo grita, mas somente eu escuto.
Tento fugir, mas ir para onde.
Tenho medo, mas não há acalento.
Tudo que sei é que responde por fibromialgia!
O que eu carrego comigo?
Tudo.
As coisas que vi, que ouvi, que senti.
As pessoas que conheci, convivi e as que perdi.
As dores que sofri e os momentos em que caí.
Tudo o que consegui e até do que eu desisti.
Sou esse grande amontoado de coisas. Eu sou isso aí.
A saudade anda compondo melodias mudas,
Notas que flutuam nas veias cheias de sentimentos,
Nos acordes do passado, ainda ecoam nas emoções e nas memórias,
Na partitura da alma, só quem consegue ler
É quem tem a chave do coração machucado,
Que na sinfonia do amor, foi o abrigo.
Do alto da escada, ela o fitava, firme.
Ele, no entanto, mantinha os olhos baixos,
perdido entre palavras que não vinham.
Foi ela quem rompeu o silêncio,
com voz embargada pelo choro,
mas certa do que precisava falar:
— A verdade.
Eu a encontrei nesta noite.
Ela veio até mim…
E falou comigo.
Neste profundo abismo do sentir,
Onde a luz e a sombra podem se unir.
Amar é...
dançar entre risos e lágrimas.
É vida pulsando também em tramas trágicas.
Terra, minha terra pecadora,
Matéria - prima da criação,
Do criador foi idealizadora,
Do ser humano tornou-se respiração.
Luz do sol que irradia o dia, do dia resplendia a vida, do caos o fim que anoitecia a madrugada com estrelas que nada iluminaria.
O amor morria como nunca tivesse nascido, como o sol que beija o mar e é engolido no horizonte no esplendor fenômeno dos olhos que se escrevia.
à lua que lacrimeja a noite no sereno de sua tristeza, ao sol que traz uma esperança morta, ao amor que se desistia, trago a luz do dia e a poesia de uma noite gótica
Tentei não chorar quando nasci e chorei
Tentei não chorar quando percebi onde eu estava e chorei
Tentei
Tentei não me machucar com essas dores, mas me machuquei, tentei, tentei.
Tentei escrever esse poema sem sentir a dor, mas doeu e senti a dor de viver esse poema antes de escrever, mas escrevi e tentei não sentir dor.
LEITURA DO CREPÚSCULO INTERIOR.
Nas horas em que o peito se torna caverna,
e a esperança aprende a falar baixo,
há um cântico antigo que retorna,
feito bruma sobre a memória.
Não chama pelo nome,
não exige resposta,
apenas envolve,
como quem conhece a fadiga de existir.
A dor, então, se refina,
abandona o grito e escolhe o sussurro,
e o sofrimento deixa de ser castigo
para tornar-se linguagem.
Quem suporta esse instante,
sem pressa de escapar,
descobre que o abismo
também é um lugar de revelação.
E compreende que resistir
é uma forma elevada de oração,
na qual o espírito se ergue silencioso
e permanece inteiro diante da noite.
Ele mal conseguia se mover devido ao estado paleativo de câncer, então me disse:
- Está coçando filha, coça pra mim...
- Onde pai...
- Procure minina!! Procure rs
Segundos depois...
- Tá vendo, quem procura, acha!
É frustrante ver como muitas pessoas se sensibilizam com o sofrimento dos animais causado por barulhos, mas desconsideram o sofrimento humano, como no caso da misofonia ou do autismo, onde a hipersensibilidade auditiva também pode ser devastadora, e por vezes, motivo para desistir da vida. Ambas as dores merecem ser tratados com empatia e compreensão, pois toda dor deve ser validada e acolhida!
25122024
Como eu queria que as horas virassem dias
Os dias virassem anos e os anos séculos.
A luz invadisse meu dia e as sombras virassem pó.
A paz curasse a dor e a vida apenas amor.
NECESSIDADES BÁSICAS DO UNIVERSO
Muitas vezes, nos pegamos pensando em coisas que não queremos pensar e nem sentir. Uma dor invisível chega de mansinho e o cansaço acaba nos dominando. É tão incômoda esta dor que chega deixar uma cicatriz. Precisamos nos recompor e aceitar tudo o que vem. Se vem, vem por algum propósito. Esse, é um dos atributos da vida, a aceitação. Às vezes, sentimos que o mundo está inteiro em cima dos meus ombros. Pesa. Pesa tanto que nossas pernas fraquejam e nossos olhos marejam. Sentimos então, que precisamos reagir e seguir, porém o peso é tanto que não conseguimos dar um passo, quanto mais seguir adiante.
Para conseguirmos entender os passos que precisamos dar, é necessário ter forças. E esta, é dolorosa demais muitas vezes. Quando entendermos as necessidades básicas que o Universo nos proporciona, entenderemos todo o resto. É um processo. Uma afirmação. Uma interrogação. Às vezes, vira reticências quando o nosso intelecto fica fora do processo. Aí, precisamos correr atrás do prejuízo e buscar o nosso Eu esquecido em algum lugar.
CAPÍTULO XX
A NOITE NUPCIAL DA CONSCIÊNCIA.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A noite não chegou como ameaça
veio como véu.
Camille não a esperou
apenas ficou
e o escuro reconheceu nela aquilo que sempre foi seu.
Não houve testemunhas
pois toda união verdadeira acontece fora do mundo
a consciência não pediu permissão à razão
nem explicou-se à memória
ela apenas desceu até onde não havia mais nome.
O porão tornou-se câmara nupcial
não de carne mas de sentido
ali a sombra não foi negada
foi acolhida
como quem recebe enfim o rosto que sustentou a vida inteira.
Camille não lutou contra si
pois já sabia
toda guerra interior é atraso
a maturidade começa quando o eu depõe as armas
e consente em ser inteiro”
“Nessa noite não houve promessa
porque prometer é ainda temer
houve entrega
e na entrega a consciência deixou de se fragmentar
o que era dor tornou-se forma
o que era medo tornou-se escuta.
A sombra não lhe pediu absolvição
pediu presença.
Camille respondeu ficando
e ao ficar selou a união
não com palavras
mas com silêncio suficiente para sustentar o real.
Desde então ela não busca luz
pois a luz que se busca cansa
ela carrega dentro de si o escuro reconciliado
e caminha
não para fora
mas a partir do centro.
E assim a noite nupcial não termina
pois tudo o que é verdadeiro continua
e aquele que ousa unir-se a si mesmo
ergue no íntimo um reino que não desmorona jamais.
...Pessoas queridas estão partindo no expirar dos dias...
Parentes, amigos... Irmãos...!
...Ao chegar do seu tempo... No tempo de Deus...!
E por saber que nunca mais os veremos,
E que, nem tão pouco ouviremos mais o som das suas vozes,
Somos nós, tomados pela lacerante dor da saudade...
... Saudade das caminhadas juntos pela imensidão da posteridade,
Saudade dos muitos risos festejados e lágrimas marejadas em cumplicidade,
Saudade de memórias vivenciadas na cadência da felicidade,
Saudade dos sonhos vividos em realidade,
Saudade de tudo que a vida nos deu na integralidade...
...Pessoas queridas estão partindo no expirar dos dias...
Amigos, parentes... Irmãos...!
...Sem tempo de dizer adeus, ou, ao menos até logo...
Caudal das lágrimas
É diante de todo este conforto que o homem chora, contudo, desfazendo-me do que é colo, apego-me ao que é sonho, pois sonhar já não é tão simples.
Porque se sangro, sangro de meu corpo, daquilo que me é carne, por aquilo que tão pouco sei.
Assim, para debelar tão puro ódio, tarda-se a oração, pois tal delírio me induz a realidade.
